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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

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COVID FACILITA ATAQUE DE "PIRATAS" NA AMAZÔNIA

 

Base Fluvial do Arpão, montada para conter os saques a embarcações e o tráfico internacional de drogas

A covid-19, que já matou mais de 10,4 mil pessoas no Amazonas, está facilitando o ataque de "piratas" aos moradores das comunidades ribeirinhas do rio Solimões no norte do estado, segundo o Ministério Público, a polícia e moradores ouvidos pela coluna.

São os chamados "ratos do rio" (grupos de "piratas" da própria região), que têm como alvos principalmente agricultores e pescadores que se deslocam em pequenas embarcações pelo rio Solimões até Coari (AM), município a 360 km de Manaus, e outras cidades para vender seus produtos.

Maior produtor de petróleo do Amazonas, o que garante uma receita mensal de cerca de R$ 20 milhões por mês em royalties, Coari ganhou destaque na imprensa no mês passado por ter registrado, no dia 19, a morte de oito pessoas por covid-19 devido à falta de oxigênio.

"Devido ao isolamento social, os ribeirinhos passaram a andar cada vez mais sozinhos em sua rabetas [pequenos barcos] e são covardemente atacados e até torturados por esses 'ratos do rio'", afirmou ao UOL o empresário Marco Antônio Maciel, 51 anos, que disse ter deparado com um grupo de "piratas" no feriado de Carnaval perto de Coari.

Segundo Maciel, os "piratas" estavam acampados na margem direita do rio Solimões. "Por sorte, estavam dormindo e não nos viram. Caso contrário, eu não estaria aqui para contar essa história”.

"A mesma sorte não teve o pescador Manoel dos Santos, de 26 anos. No fim do ano passado, quando retornava de Coari com seu barco, ele foi atacado por um grupo de "ratos do rio".

"Levaram todo meu dinheiro, barco e motor. Me espancaram na cabeça e me jogaram no rio. Sobrevivi por um milagre", disse o pescador.

O promotor de Justiça Wesley Machado, que foi obrigado a abandonar a comarca de Coari depois de ter sido ameaçado de morte por um grupo de "piratas", disse que o pouco tráfego de barcos na região devido à pandemia deixa os grupos de criminosos "sem vigilância", se sentindo mais livres para saquear as comunidades.

Machado explicou que a "pirataria" nos Solimões é praticada por dois tipos distintos de quadrilha: os "ratos do rio", que "como o próprio nome diz, vivem das sobras" (como armas artesanais e pequenas quantidades de dinheiro saqueadas dos ribeirinhos), e os grandes "piratas".

Armados com fuzis, escopetas e metralhadoras, essas organizações criminosas, ao contrário dos "ratos do rio", atacam principalmente grandes embarcações carregadas de drogas trazidas da Colômbia e de petróleo extraído pela Petrobras na região.

O promotor disse ainda que os municípios às margens do rio Solimões atraem os "piratas" por estarem na rota do tráfico de drogas que liga o município de Tabatinga (AM), na divisa com a Colômbia e o Peru, a Manaus.

Segundo ele, a miséria que toma conta da região e que se agravou com a pandemia está levando algumas comunidades ribeirinhas a trabalhar para os "piratas" em troca de combustível e comida. "Os 'piratas' escondem suas drogas e armas nas terras de algumas comunidades ribeirinhas, que ainda lhes fornecem informações sobre os passos da polícia e dos grupos de 'piratas' concorrentes", disse o promotor.

Governo monta base Arpão para combater 'piratas'.

A atuação das quadrilhas organizadas de "piratas" levou o governo do Amazonas a montar, no ano passado, a Base Fluvial do Arpão a fim de tentar conter os saques a embarcações e o tráfico internacional de drogas.

Formada por policiais militares, civis e federais, a base está instalada em um barco ancorado às margens do rio Solimões em Coari. Apesar de contar com um "efetivo reduzido", a base tem obtido sucesso, segundo o MP, em operações para conter os grupos criminosos.

No sábado do último Carnaval, por exemplo, os policiais conseguiriam prender Roney Queiroz de Jesus, 37 anos, conhecido como "Xupa", suspeito de liderar um grupo de "piratas" que praticava roubo nos rios e atuava no tráfico de drogas.

O irmão de Roney, Ronaldo Queiroz, e outros líderes de "piratas" da região, no entanto, continuam foragidos. Os irmãos Queiroz já haviam sido presos pela polícia em 2019, mas foram postos em liberdade por decisão da Justiça.

Segundo a assessoria de imprensa do governo do Amazonas, a base fluvial tem ajudado também a conter crimes ambientais. Até setembro, haviam sido apreendidos mais de oito toneladas de animais silvestres, alguns considerados sob risco de extinção, e de pescados como o pirarucu, cuja pesca só é permitida com autorização de órgãos ambientais.

Fonte: Texto:Amaury Ribeiro Jr - UOL


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domingo, 6 de agosto de 2017

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ATAQUES DE PIRATAS CHEGAM AO EIXO RIO-SÃO PAULO


O navio Jean Charcot foi saqueado no início de 2016 (Foto: Brasbunker)

Principais alvos são terminais de armazenamento de combustível da Petrobrás em locais como Ilha do Governador e Porto de Santos

Os ataques de piratas romperam as fronteiras da Amazônia e chegaram ao eixo Rio-São Paulo. Os principais alvos são os terminais de armazenamento de combustível da Petrobrás e de outras petroleiras na Ilha do Governador, no Rio, em São Sebastião e no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Assim como nas ocorrências da Amazônia, os criminosos agem encapuzados e armados e usam pequenos barcos pequenos de alta velocidade para acessar os terminais.
“O píer está em águas marinhas. A cerca das distribuidoras vai até o limite da água. Por dentro das instalações eles não vão, pois teriam de passar por portaria, unidades de destilação. Então, quando fazem alguma dessas ações, é pela água, que pertence ao Estado e deveria estar sendo vigiada”, explicou uma fonte ligada às distribuidoras de combustíveis.
Empresas que atuam na área de logística passaram a contratar serviços de segurança para evitar ataques de piratas. É o caso da Brasbunker, responsável por parte do transporte de derivados de petróleo da Petrobrás, que tem serviço de proteção patrimonial 24 horas para conter sobretudo o roubo de diesel.
“A empresa teve de criar sua própria área de segurança patrimonial para defender suas embarcações e cargas”, disse o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação de Tráfego Portuário (Sindiporto Brasil), Carlos Augusto de Souza Aguiar Cordovil, que comandou a diretoria de apoio portuário da Brasbunker por vários anos. Após a criação do departamento, ao custo de R$ 1 milhão por ano, não houve mais registros de roubo de combustível, segundo Cordovil.
A Baía de Guanabara, porém, continua na mira dos piratas, que atacaram o navio Jean Charcot – que, segundo o presidente da Sindiporto Brasil, veio da Inglaterra para o Brasil prestar serviços para a Petrobrás, e foi invadido em fevereiro de 2016.
O diretor da Federação Nacional de Petroleiros (FNP), Lourival Júnior, confirma as ocorrências. “Os piratas chegam à Ilha do Governador pela Baía de Guanabara. Adentram áreas da Petrobrás e trocam tiros com os vigilantes”.
Segundo fontes ligadas ao setor, o mesmo ocorre no litoral paulista, em áreas como o terminal da Transpetro, em São Sebastião, e o Porto de Santos. Segundo fonte das distribuidoras, o problema não se restringe à Petrobrás e afeta também outras companhias.
Além de combustível, os piratas roubam equipamentos de navegação das embarcações, como radares, afirma José Rebelo, vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega). “O combustível é sempre a principal motivação, pois é fácil de vender.”
Outro lado
Em nota, a Petrobrás negou a existência de registros de ataques piratas a seus ativos na Baía de Guanabara. A companhia informou que o navio Jean Charcot não prestou serviço à companhia. “A Petrobrás conta com segurança patrimonial para proteção da força de trabalho e das instalações. Há várias embarcações fundeadas na Baía de Guanabara e cada uma faz a gestão da sua segurança.”
A Petrobrás confirmou dois registros de tentativas de furto de combustível na Refinaria de Manaus e seis de furtos de materiais este ano no Terminal Aquaviário de Coari, mas negou roubos de equipamentos no Porto de Encontro às Águas, em Manaus.
A Marinha disse, também em nota, que se tratam de crimes comuns, de competência dos órgãos de segurança pública. A Polícia Civil de São Paulo disse não ter registros de ocorrência de ações de piratas. A Secretaria de Segurança Pública do Rio não se manifestou.

Fonte: Estadão

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

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PIRATAS SAQUEIAM R$ 100 MILHÕES POR ANO NA AMAZÔNIA




Roubo de carga nos rios da região quadruplicou entre 2015 e 2016; combustível é o principal alvo dos bandidos

A era dos piratas não acabou. Ela apenas mudou de rota: da costa brasileira foi para os rios da Amazônia. Em vez de olho tapado e espadas, capuz, metralhadoras e fuzis AR 15. Para comunicação, sistema de rádio VHF. A nova “caça ao tesouro” agora é por combustível, que representa 70% do prejuízo de R$100 milhões por ano para as empresas que fazem transporte de carga pelos rios da floresta amazônica.
Também chamados de “ratos d’água”, os piratas atuam sempre em grupos. Eles ficam de tocaia e, usando rádios, articulam o ataque. O alvo predileto são embarcações que transportam combustível e eletrônicos da Zona Franca de Manaus.
Com barcos pequenos e rápidos, os piratas cercam as embarcações, amarram uma corda e sobem na balsa, encapuzados, com luvas pretas e armas pesadas, fazendo arruaça. A tripulação é presa na cabine e os piratas tomam o comando. Eles levam a carga roubada para um barco maior, ancorado próximo às balsas. Em quase todas as ocorrências há também roubo de combustível dos tanques das embarcações. Muitas vezes, os piratas levam ainda todos os pertences da tripulação.
Saque pirata na Amazônia

Os rios da Amazônia têm sido alvo crescente de ataques de piratas. O número de assaltos nos trechos Manaus-Belém e Manaus-Porto Velho quadruplicou de 50 em 2015 para mais de 200 em 2016, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários do Amazonas (Sintraqua). Os ataques são feitos quase sempre à noite. Durante o dia, as ações ocorrem com as embarcações em movimento, para chamar menos a atenção.
Nos pontos mais críticos, empresas de transporte de carga só navegam acompanhadas de escolta armada. O Estreito de Breves, canal fluvial de acesso ao Arquipélago do Marajó, no Pará, é um dos trechos mais perigosos. A região é estratégica para o escoamento de diversos produtos. Para atravessar o estreito, as embarcações precisam reduzir a velocidade. É quando os piratas, que estão em barcos mais rápidos, atacam. “Essa é a área vermelha. Nossa situação é horrorosa, pois a pirataria tem uma ligação muito forte com o tráfico internacional de drogas”, ressalta Eduardo Carvalho, presidente do Sindicato dos Armadores do Pará (Sindarpa).
Por dia, são registrados de dois a três ataques no Estreito de Breves, com roubo de 20 mil a 30 mil litros de combustível. “Sem falar de roubos de óleo de embarcações menores, que ocorrem toda hora”, afirma Carvalho. Ele estima que os prejuízos do setor ultrapassem R$ 100 milhões. “A situação piora a cada ano. O isolamento é completo.”
O comandante Enilson Antônio Sousa Miranda, de 59 anos, relatou ao Estado o terror dos ataques piratas no Estreito de Breves. Em uma noite de janeiro de 2015, ele foi feito refém próximo à Vila de Antônio Lemos, em uma viagem de Belém para Santarém, numa embarcação que transportava 30 carretas de cargas diversas. “Eu tinha acabado de jantar. Me pegaram pelo macacão e colocaram um revólver 38 na minha cabeça. Me bateram, pisaram no meu pescoço para eu deitar no chão e me levaram para a proa.”
Piratas na Amazônia: transporte em perigo

Segundo Miranda, os piratas prenderam a tripulação nos camarotes e levaram tudo o que puderam em um barco maior: aparelho de rádio de comunicação da embarcação, celulares, óleo diesel, óleo combustível e até comida. Os bandidos estavam drogados. Traumatizado, Miranda teve de fazer tratamento psicológico e psiquiátrico. Meses depois, ele foi demitido. “Não tem segurança nenhuma ali.”
Depois de trabalhar por 20 anos no trecho Rio Paraguai-Paraná, o comandante Marcelo Conceição de Oliveira passou a navegar na Amazônia há três meses. Ao passar pelo trecho para Belém, ficou com medo de ataques de piratas, algo que, segundo ele, não existia na outra região. “Praticamente não dormi com a minha tripulação.”
Operação conjunta
Cientes dos ataques de piratas, autoridades do Pará passaram a atuar de forma conjunta, valendo-se de serviços de inteligência, principalmente no Estreito de Breves. “O pessoal invade e rouba toda a carga. O que pesa muito é a questão do roubo de carga da Zona Franca de Manaus”, afirma o delegado Ualame Fialho Machado, superintendente regional da Polícia Federal no Pará. Levantamento do Sindarpa aponta que 71% dos assaltos ocorrem em áreas onde não há nenhum sistema de comunicação disponível, o que dificulta que a polícia seja acionada. “Quando só roubam, digo que é lucro, pois é um grupo muito violento”, diz o delegado.
Um dos agravantes para a pirataria na Amazônia é o envolvimento da própria tripulação. Todas as investigações presididas pelo delegado Dilermando Dantas Júnior, diretor do Grupamento Fluvial de Segurança Pública no Pará (GFLU), constataram o envolvimento de pelo menos um tripulante nas ocorrências. “E tinha inquérito com toda a tripulação envolvida.”
As empresas de transporte reclamam da falta de mão de obra especializada. “Se não tivermos formação de aquaviários em grande escala e mais bem preparados, não vamos conseguir combater a pirataria”, ressalta Raimundo Holanda, presidente da Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária. Por meio de nota, a Marinha informou que não há relação entre o aumento de roubo e a possível “falta de aquaviários” na região.
Os trabalhadores se defendem. “O aquaviário é assaltado no meio do rio, faz o BO na delegacia mais próxima e, quando chega na cidade, ainda é preso. É humilhante”, reclama o capitão Rucimar Souza, presidente do Sintraqua.

Fonte: Estadão

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quinta-feira, 20 de julho de 2017

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MEGAOPERAÇÃO BUSCA 'PIRATAS' EM COMUNIDADE ÀS MARGENS DO PORTO DE SANTOS




As Lanchas da Receita Federal e da Marinha efetuaram abordagens em embarcações com tripulantes em atitude suspeita

No dia 7 de julho, uma megaoperação, envolvendo autoridades federais e estaduais, foi realizada no Porto de Santos, litoral de São Paulo. O alvo era tentar localizar o grupo responsável pela série de roubos contra embarcações e tripulantes na Baixada Santista ocorrida ultimamente na Barra e no Canal do Estuário. As ações também visaram a localização de embarcações em situação irregular que poderiam ter sido utilizadas para a realização desses roubos.
A comunidade de Santa Cruz dos Navegantes, considerada a rota de fuga dos criminosos que praticam ações no mar no acesso ao Porto de Santos foi uma das visitadas. Em terra, policiais do Batalhão de Ações Especiais (BAEP) e investigadores realizavam a varredura em vias do bairro, enquanto pelo lado de mar as lanchas da Receita Federal e da Marinha efetuaram abordagens em embarcações com tripulantes em atitude suspeita.
As ações foram coordenadas e planejadas de modo a causar o menor transtorno possível aos moradores das comunidades indicadas como rota de fuga dos criminosos.
Participaram da operação Marinha do Brasil, Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Militar do Estado de São Paulo e Polícia Civil do Estado de São Paulo.

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quinta-feira, 21 de julho de 2016

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PIRATAS ASSOMBRAM OS RIOS PARAENSES




Segundo a Segup, entre 2013 e 2015 foi registrada a prisão de mais de 100 piratas

De janeiro deste ano até hoje, o Grupamento Fluvial de Segurança Pública, ligado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), já registrou 11 ataques a embarcações, sendo dois deles com vítimas fatais. No mesmo período do ano passado, o número de ocorrências foi um pouco menor: 10. Para quem viaja constantemente de barco dentro do Estado - por necessidade ou por preferência -, não resta muito a fazer além de torcer para não acabar sendo vítima dos piratas do Século 21.
Aos 65 anos, a aposentada Leonice Pantoja, voluntária do Hospital Barros Barreto, mora em Abaetetuba e viaja a Belém todos os meses. Ela conhecia a vítima fatal do assalto ocorrido no domingo passado, que era cozinheiro da embarcação e tinha a mesma idade que ela. “Isso é muito triste. A gente entra no barco e pede a Deus pra não morrer. Falta polícia, falta segurança”, lamenta dona Leonice.
Na manhã da última quinta-feira (14), em um porto no bairro da Cidade Velha, em Belém, ela aguardava para embarcar, sentindo o medo de sempre. Uma das maneiras de evitar os piratas é nunca viajar à noite. “Há uns 2 anos, uma sobrinha minha, indo para Limoeiro do Ajuru, estava em um barco que foi atacado”, lembra. “Foi um horror. Espancaram passageiros, roubaram todos”.
“A gente reza”
Pescador e morador do município de Chaves, Epaminondas Monteiro, 48, viaja constantemente à capital, por causa de um tratamento de saúde do filho. Como são muitas horas de viagem - de Belém a Breves são 12 horas -, ele paga um pouco mais para viajar em embarcações maiores e com segurança interna. Mas não se livra dos barcos pequenos quando precisa passar de uma cidadezinha a outra. “Nunca me aconteceu nada. Mas é aquela coisa: a gente entra no barco e reza”, diz.
Grupamento Fluvial diz que faz operações
Pela segurança dos mais de 20 mil quilômetros de rios navegáveis do Estado responde o Grupamento Fluvial de Segurança Pública, composto por um efetivo de 8 policiais civis, 92 policiais militares, 54 bombeiros militares, 53 lanchas da PC e da PM e outras 47 do Corpo de Bombeiros. Ao DIÁRIO, o diretor do Grupamento, Dilermando Dantas, disse que, desde 2012, quando uma grande quadrilha de piratas em atuação foi presa, não havia nenhuma ocorrência. “Contamos com o apoio das delegacias de interior, que ajudam a atenuar essas dificuldades que não só no Pará, em termos de efetivo, mas em todo o Brasil”, declarou Dantas. As informações passadas pelo diretor ao jornal não são corretas.
Segundo registros do próprio Governo do Estado, nos anos de 2012 e 2014, houve prisões de pessoas ligadas à prática de pirataria no Pará - o que mostra que o próprio Governo tem dados conflitantes. Este ano, até agora, o Grupamento informa ter realizado 9 operações , que resultaram na prisão de 9 pessoas ligada à pirataria e tráfico de drogas. Sem dar detalhes, Dantas afirma que já há investigação em andamento que traça uma conexão entre o assalto mais recente e o ocorrido com o navio Globo do Mar, no dia 25 de maio. Em relação à embarcação Oliveira Nobre, que teve o dono assassinado há 1 mês, ele diz que já há 4 pessoas presas e 8 sob investigação com pedidos de prisão feitos à Justiça.
Ocorrências
Segundo a Segup, entre 2013 e 2015 foram registradas as prisões de mais de 100 piratas relacionadas ao roubo de balsas, que transportam alimentos e eletrônicos. Além desses casos, houve a prisão de mais 9 pessoas ligadas à pirataria ou ao tráfico de drogas.



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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

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PIRATAS ATACAM TERMINAL PORTUÁRIO E MATAM VIGILANTE


Piratas atacam durante o dia (Foto:Vigilantes do Porto de Rio Grande)

Um vigilante foi assassinado após uma tentativa de assalto ao Porto de Rio Grande na noite de terça-feira (19), no município da Região Sul do Rio Grande do Sul. Segundo a polícia, o crime foi cometido por grupo de "piratas" que tentou atracar no local com um bote para invadir o terminal de uma empresa.
Atingida por um tiro na cabeça, a vítima Moacir Ruiz Monks, de 45 anos chegou a ser levada para o Hospital Santa Casa, mas não resistiu. De acordo com relatos de colegas do vigia, ele circulava pelo cais acompanhando a manobra de um navio que se preparava para atracar no porto, quando foi surpreendido pelo grupo.
Piratas invadem o Terminal Portuário para furtar soja (foto:Vigilantes de Rio Grande)
As testemunhas relataram que três homens participaram da ação. Todos usaram o bote para fugir do local e ainda não foram localizados. As investigações iniciais foram conduzidas pela Policia Civil, mas o caso será assumido pela Policia Federal. Foi o o terceiro caso de pirataria no Porto de Rio Grande em 2014.
Eles acessam o Canal pelo mar (Foto: Vigilantes de Rio Grande)
Vigilante é morto em tentativa de assalto a terminal portuário
Na noite do ultimo dia 19, em uma tentativa de assalto a um terminal graneleiro localizado no Superporto do Rio Grande, um vigilante acabou morrendo após ser a atingido com um tiro na cabeça. Atingida por um tiro na cabeça, a vítima chegou a ser levada para o Hospital Santa Casa, mas não resistiu.
De acordo com informações preliminares da polícia, o crime foi cometido por um grupo que tentava invadir o cais do terminal. Os bandidos teriam sido surpreendidos pelo vigilante no momento que ele acompanhava a atracação de um navio.
De acordo com informações registradas na Polícia Federal (PF), três homens chegaram de bote numa área de uma empresa particular, onde tentaram acessar o terminal de grãos do Superporto. Todos usaram o bote para fugir do local e ainda não foram localizados.
Segundo o setor de comunicação da PF, pelo modo de agir dos assaltantes, há a possibilidade de serem os mesmos homens que realizaram ações piratas a dois navios no dia 31 de julho. A Polícia Federal irá realizar uma investigação. Já a investigação da tentativa de assalto seguida de morte ficou a cargo da 3ª Delegacia de Polícia Civil, no Cassino.
Ação de piratas
No último dia 31 de julho, dois navios foram alvos da ação de piratas no Porto do Rio Grande. Os navios, de bandeiras espanhola e maltesa, foram atacados por homens em botes. Em um dos casos, depois de acionados os alarmes do navio, os bandidos chegaram a fazer disparos durante a fuga. Em ambas as situações, nada de valor foi roubado. A Polícia Federal investiga os casos.
Controle do tráfego
A Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg) informou, por meio de uma nota, que após o ocorrido na noite da última terça-feira (19), no Terminal Tergrasa, está atuando juntamente com a Marinha do Brasil para intensificar o controle do tráfego marítimo na área do canal de acesso ao Porto do Rio Grande, contribuindo, desta forma, com as investigações realizadas pela Polícia Civil e Polícia Federal.
A nota ressalta ainda que, recentemente, foram instaladas câmeras de alta resolução para realizar todo o monitoramento do complexo portuário. Outros equipamentos de segurança estão sendo instalados nas áreas do Porto. Equipamentos que possibilitam a captação de imagens à noite e que operam com qualquer tipo de visibilidade.
Ainda de acordo com a assessoria da Suprg, no dia 21, o superintendente do Porto, Dirceu Lopes, realizou uma reunião com o secretário de Segurança Pública do Estado, Airton Michels, a fim de buscar outras medidas que possam coibir esse tipo de ação.
Vigilantes querem justiça no caso de colega assassinado
Vigilantes de várias empresas se reuniram na última terça-feira (26), às 13h, em frente ao sindicato da categoria, na Rua Buarque de Macedo, exigindo, através da manifestação, justiça para o caso do vigilante Moacir Ruiz Monks, de 45 anos, morto na noite de terça-feira (19), na tentativa de assalto ao Terminal Graneleiro Tergrasa, localizado no Superporto do Rio Grande.
O diretor do sindicato, Luciano Fagundes dos Reis, salientou, na oportunidade, que a categoria quer que a fiscalização da área portuária seja feita pela Capitania dos Portos, Marinha, Guarda Portuária e Polícia Federal. "E nada disso acontece. Cada terminal tem sua própria empresa de vigilância privada", frisou. 
O sindicalista destacou ainda que neste ano, três vigilantes foram mortos no exercício da profissão e mais um ficou ferido. "Queremos uma resposta sobre o assassinato do Moacir. Até o momento não sabemos de nada e não temos qualquer informação de como estão as investigações", relatou. 

Para demonstrar à sociedade o seu repúdio contra os assassinatos, a categoria irá, na sexta-feira (29), sair em carreata da frente do sindicato até o portão da Tergrasa, fechando a entrada por cerca de duas horas em protesto.

Veja o vídeo da reportagem


Fonte: Jornal Agora / Vigilante Porto do Rio Grande / G1 / RBSTV - Edição Segurança Portuária Em Foco





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domingo, 3 de agosto de 2014

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PIRATAS ATACAM NO PORTO DE RIO GRANDE


Navio Celanova, de bandeira espanhola foi atacado quando estava fundeado no porto

Dois navios foram invadidos durante a madrugada da última quinta-feira (31), no Porto do Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul. Os "piratas" usaram um pequeno bote para se aproximar das embarcações.
Um dos navios, de bandeira malteza, foi invadido por volta das 3h da madrugada, a 10 milhas (18,5 km) além da barra. Os invasores violaram alguns contêineres e teriam fugido em uma pequena embarcação, levando embalagens de carne.
O segundo ataque ocorreu por volta das 5h, no canal do porto. Desta vez, os piratas invadiram o Navio Celanova, de bandeira espanhola, que transporta gás. A embarcação estava fundeada no porto, próximo de São Jose do Norte. Um dos tripulantes percebeu a presença de três homens no convés da embarcação e acionou o alarme do navio. Após serem identificados, os invasores deixaram a embarcação provavelmente descendo por cordas até o bote, onde estava outro indivíduo. Do bote, foram feitos disparos contra a tripulação. Nada foi levado.
A Polícia Federal realizou a coleta de provas e impressões digitais e ouviu a tripulação dos navios invadidos para tentar identificar os autores das ações criminosas. Além disso, as imagens das câmeras de segurança do Porto de Rio Grande foram solicitadas para auxiliar nas buscas aos suspeitos. A Polícia também não descartou que o mesmo grupo seja o autor dos dois ataques.
Em nota, a Superintendência do Porto de Rio Grande classificou os ataques como um fato isolado e disse que está instalando câmeras em locais estratégicos do porto, que possibilitarão a visualização constante tanto dos navios que atracam no porto, assim como aqueles que estão nas áreas de fundeio (aguardando para atracar). Reuniões com os responsáveis pela segurança de todos os terminais do porto também estavam previstas.
Na sexta-feira (01) foi tomado o depoimento dos tripulantes dos dois navios que foram atacados. Os casos inusitados motivaram uma reunião de emergência da polícia.
Há 10 anos, o porto gaúcho não registrava casos de pirataria. Bastaram duas ocorrências para as autoridades ficarem novamente em alerta. Os navios, de bandeiras espanhola e maltesa, foram atacados da mesma forma, em um intervalo de duas horas e meia.
“Não há nenhum indício de que haja uma ação de uma organização criminosa voltada ao roubo de navios, mas preocupa, por outro lado, a audácia dessas pessoas que nesses casos resolveram atacar as embarcações”, afirmou o delegado da Polícia Federal, Gabriel Leite.
A marinha abriu um inquérito e vai redobrar o patrulhamento no canal de navegação. O porto vai instalar duas novas câmeras de monitoramento.

“Os assaltantes não levaram nada. Não passou, ainda, de uma ação isolada. Nós estamos investigando e vamos ter, em pouco tempo, uma definição do que realmente ocorreu”, disse o superintendente do Porto de Rio Grande, Dirceu Lopes.
Vídeo da RBSTV, editado por Segurança Portuária Em Foco

Comunicado da Superintendência do Porto do Rio Grande
A SUPRG vem, por meio deste, esclarecer em relação ao incidente ocorrido, nesta quinta-feira (31), com o navio Celanova, de bandeira da Espanha, que está fundeado na área Golfo 1, no canal de acesso ao porto.
A Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG) vem, por meio deste, esclarecer quanto ao que segue:
1º. Em relação ao incidente, nesta quinta-feira (31), com o navio Celanova, de bandeira da Espanha, que está fundeado na área Golfo 1 no canal de acesso ao porto, a SUPRG, primeiramente, repudia o ocorrido;
2º. Além disso, é importante salientar que tratou-se de um fato isolado e que a SUPRG está tomando as medidas necessárias cabíveis;
3º. Dessa forma, apesar de estar em andamento o processo de implantação do Sistema de Monitoramento de Tráfego de Navios VTMIS, sigla em inglês para Vessel Traffic Management Information System, a SUPRG está realizando a instalação das câmeras em locais estratégicos do Porto do Rio Grande. Estes equipamentos possibilitarão a visualização constante dos navios que atracam no porto e daqueles que estão nas áreas de fundeio.    
4º. Entretanto, a direção da SUPRG permanece em contato com os órgãos de segurança para auxiliar nas investigações do ocorrido e para coibir este tipo de ato.
5º. No final da tarde desta quinta-feira (31), serão realizadas reuniões da SUPRG com os responsáveis pela segurança de todos os terminais e órgãos de segurança e controle para debater sobre a eficiência e necessidade das medidas de segurança.  




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quinta-feira, 12 de abril de 2012

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HOMENS SÃO PRESOS EM BARCO COM PRODUTOS DE INFORMÁTICA



A Polícia Militar de Guarujá prendeu três homens, na noite desta quarta-feira (11), a bordo de um barco cheio de produtos de informática de origem chinesa. Eles estavam no canal do Porto de Santos, se aproximando de uma comunidade que fica perto da travessia de barcas entre Vicente de Carvalho e Santos.

O trio não tinha nota fiscal dos produtos e não informou como conseguiu a mercadoria. "Cada um conta uma história e a gente sabe que é mentira. Provavelmente é contrabando ou pirataria", conta o Tenente da Polícia Militar Milton Júnior.

Uma equipe da Polícia Militar fazia ronda pela rua Senador Salgado Filho, em Vicente de Carvalho, quando observou uma movimentação suspeita. Eles resolveram verificar o que estava acontecendo e encontraram os três homens chegando num barco cheio de produtos de informática.

Os homens foram presos em flagrante e a moto de um dos criminosos foi apreendida. Um dos presos já tem passagem pela polícia. Eles revelaram que esta foi a quinta vez que eles praticaram este crime. O caso foi registrado pela Polícia Federal que vai investigar como o trio conseguiu as mercadorias.


Barco com produtos piratas é apreendido

A embarcação utilizada pelo miliantes também foi apreendida.



A matéria foi noticiada no Jornal da TV A TRIBUNA



Fonte: TV TRIBUNA
Colaboração: Eduardo Bottini


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