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quinta-feira, 21 de julho de 2016
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PIRATAS ASSOMBRAM OS RIOS PARAENSES
Segundo a Segup, entre 2013 e 2015 foi registrada a prisão de mais de 100 piratas
De
janeiro deste ano até hoje, o Grupamento Fluvial de Segurança Pública, ligado à
Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), já registrou 11 ataques a
embarcações, sendo dois deles com vítimas fatais. No mesmo período do ano
passado, o número de ocorrências foi um pouco menor: 10. Para quem viaja
constantemente de barco dentro do Estado - por necessidade ou por preferência -,
não resta muito a fazer além de torcer para não acabar sendo vítima dos piratas
do Século 21.
Aos
65 anos, a aposentada Leonice Pantoja, voluntária do Hospital Barros Barreto,
mora em Abaetetuba e viaja a Belém todos os meses. Ela conhecia a vítima fatal
do assalto ocorrido no domingo passado, que era cozinheiro da embarcação e
tinha a mesma idade que ela. “Isso é muito triste. A gente entra no barco e
pede a Deus pra não morrer. Falta polícia, falta segurança”, lamenta dona
Leonice.
Na
manhã da última quinta-feira (14), em um porto no bairro da Cidade Velha, em
Belém, ela aguardava para embarcar, sentindo o medo de sempre. Uma das maneiras
de evitar os piratas é nunca viajar à noite. “Há uns 2 anos, uma sobrinha
minha, indo para Limoeiro do Ajuru, estava em um barco que foi atacado”,
lembra. “Foi um horror. Espancaram passageiros, roubaram todos”.
“A
gente reza”
Pescador
e morador do município de Chaves, Epaminondas Monteiro, 48, viaja
constantemente à capital, por causa de um tratamento de saúde do filho. Como
são muitas horas de viagem - de Belém a Breves são 12 horas -, ele paga um
pouco mais para viajar em embarcações maiores e com segurança interna. Mas não
se livra dos barcos pequenos quando precisa passar de uma cidadezinha a outra.
“Nunca me aconteceu nada. Mas é aquela coisa: a gente entra no barco e reza”,
diz.
Grupamento Fluvial diz que
faz operações
Pela
segurança dos mais de 20 mil quilômetros de rios navegáveis do Estado responde
o Grupamento Fluvial de Segurança Pública, composto por um efetivo de 8
policiais civis, 92 policiais militares, 54 bombeiros militares, 53 lanchas da
PC e da PM e outras 47 do Corpo de Bombeiros. Ao DIÁRIO, o diretor do
Grupamento, Dilermando Dantas, disse que, desde 2012, quando uma grande
quadrilha de piratas em atuação foi presa, não havia nenhuma ocorrência.
“Contamos com o apoio das delegacias de interior, que ajudam a atenuar essas
dificuldades que não só no Pará, em termos de efetivo, mas em todo o Brasil”,
declarou Dantas. As informações passadas pelo diretor ao jornal não são
corretas.
Segundo
registros do próprio Governo do Estado, nos anos de 2012 e 2014, houve prisões
de pessoas ligadas à prática de pirataria no Pará - o que mostra que o próprio
Governo tem dados conflitantes. Este ano, até agora, o Grupamento informa ter
realizado 9 operações , que resultaram na prisão de 9 pessoas ligada à pirataria
e tráfico de drogas. Sem dar detalhes, Dantas afirma que já há investigação em
andamento que traça uma conexão entre o assalto mais recente e o ocorrido com o
navio Globo do Mar, no dia 25 de maio. Em relação à embarcação Oliveira Nobre,
que teve o dono assassinado há 1 mês, ele diz que já há 4 pessoas presas e 8
sob investigação com pedidos de prisão feitos à Justiça.
Ocorrências
Segundo
a Segup, entre 2013 e 2015 foram registradas as prisões de mais de 100 piratas
relacionadas ao roubo de balsas, que transportam alimentos e eletrônicos. Além
desses casos, houve a prisão de mais 9 pessoas ligadas à pirataria ou ao
tráfico de drogas.
Fonte:
Diário do Pará
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Especialista em Segurança Portuária, PFSO, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, articulista da Revista Segurança e Cia, Parecerista da Revista Brasileira de Segurança Pública.
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A guarda portuária se tornando polícia poderia atuar no combate a esse tipo de crime nos rios brasileiros,tiraria um peso das polícias militares e federais que atuam em pequena escala por falta de efetivo.
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