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domingo, 27 de agosto de 2017

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FORÇA-TAREFA COM DELEGADOS QUE ATUARAM NA LAVA JATO INVESTIGARÁ “CABEÇA BRANCA”, CONSIDERADO PELA PF “EMBAIXADOR DO TRÁFICO”




Luiz Carlos da Rocha foi preso em 1º de julho deste ano. Segundo a PF, traficante era mais influente que Beira-Mar e Abadia e era procurado há aproximadamente 30 anos

Polícia Federal (PF) está montando uma força-tarefa para a investigação decorrente da Operação Spectrum, que prendeu, em 1º de julho deste ano, Luiz Carlos da Rocha, conhecido como Cabeça Branca. Ele foi procurado por aproximadamente 30 anos, e a polícia o descreve como o "embaixador do tráfico".
Com a criação desta força-tarefa, dois novos delegados – com experiência em lavagem de dinheiro e que já atuaram na Operação Lava Jato – e mais oito agentes vão trabalhar na análise de provas e documentos. O grupo deve iniciar os trabalhos na próxima semana, com base em Londrina e Curitiba.
Na ação, além de US$ 4,5 milhões e 1,5 tonelada de cocaína, foram apreendidos 70 telefones celulares, um telefone móvel via satélite e vários computadores – que juntos somam aproximadamente 10 terabytes de informação – e autorizadas 80 quebras de sigilo fiscal e bancário. Este material será utilizado durante a investigação.
De acordo com a polícia, “cabeça branca" tinha diplomacia para lidar com outras facções criminosas, o que permitiu que ele atuasse tanto tempo sem que fosse encontrado. O termo "embaixador do tráfico" surgiu justamente desta característica. A polícia afirmar que ele lidava com grupos criminosos nacionais e internacionais sem que precisasse usar a violência.
Além disso, ainda segundo a PF, ele usava uma identidade falsa, fez plásticas para mudar a fisionomia e mantinha uma vida normal em Sorriso (MT), atuando como um agropecuarista.
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De acordo com as investigações, o criminoso usava o Porto de Santos (SP) para exportar drogas para a Europa e os EUA e tinha mais influência que outros traficantes, como Fernandinho Beira-Mar e Juan Carlos Abadia.
Luiz Carlos da Rocha está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no oeste do Paraná.
Os trabalhos
O delegado federal Elvis Secco de Londrina, no norte do Paraná, coordenador da operação, informou que, atualmente, trabalha com oito agentes na operação.
O delegado explica que a extração de análise de dados de cada telefone celular demora aproximadamente 25 dias. “Quem ajudou a extrair os dados foi o próprio DEA [Drug Enforcement Administration, agência de combate ao narcotráfico dos EUA], porque não é qualquer equipamento que consegue extrair os dados”, declarou.
De acordo com Secco, já foram solicitadas outras 11 quebras de sigilo fiscal e bancário, que equivalem à segunda fase da operação, e uma terceira fase, com pedidos de quebras de sigilo e bloqueio de bens já está em andamento.
A divisão da investigação em fases busca agilizar o andamento do caso na Justiça, ainda de acordo com o delegado. O objetivo agora é rastrear o dinheiro e identificar bens pertencentes à organização criminosa, muitos registrados em nome de laranjas.
“Encontramos pessoas com renda inexistente, que moram em uma casa popular, mas que têm fazendas registradas no nome delas”, explicou Secco.
Lavagem de dinheiro
A força-tarefa também trabalha na identificação das formas usadas pela quadrilha para lavar o dinheiro do tráfico. “Quem está apoiando a operação na parte de lavagem de dinheiro é o núcleo da Lava Jato de Curitiba”, explicou Secco.
A PF informou que uma das formas era por meio de fazendas, muitas em nomes de laranjas. Conforme o delegado, Cabeça Branca tinha propriedades no Paraguai, com mais de 20 mil cabeças de gado que funcionavam licitamente, e que eram usadas para lavagem internacional de dinheiro.
“Ele faz financiamentos bancários nas instituições paraguaias, mas financiamentos na ordem de 8 a 10 milhões de dólares. E ele paga os financiamentos com o dinheiro do tráfico”, explicou.
Wilson Roncaratti, preso na operação, em Londrina, era empregado de Cabeça Branca e o responsável transportar dinheiro em espécie, mas não tinha contato com o tráfico de drogas, segundo o depoimento prestado por Rocha à PF, no dia seguinte à sua prisão.
“A função de Wilson Roncaratti era transportar dinheiro em espécie para o interrogado; que em razão dessa função, era comum o interrogado pedir a Wilson que fizesse viagens para a cidade de Ponta Porã (MS), fronteira com Paraguai, com a finalidade de trazer e levar dinheiro em espécie”, explicou o traficante.
Depoimento
Em depoimento à PF, Luiz Carlos da Rocha disse que a cocaína que vendia vinha da Bolívia e era carregada em prioridades aleatórias no Mato Grosso. Em seguida, a droga era levada para depósitos em Cotia e Embu das Artes, no interior de São Paulo.
“O pagamento pela cocaína fornecida era feito em espécie, em dólares; que o pagamento era feito diretamente para o interrogado pelo comprador da cocaína”, diz termo do depoimento.
Rocha se negou a informar quem eram os compradores da cocaína, alegando razões de segurança pessoal. “Esclarece que fornecia cocaína para compradores no Brasil e estes supostamente exportavam cocaína”, se limitou a informar.
Segundo Fábio Ricardo Mendes Figueiredo, advogado de Cabeça Branca, ele se sente aliviado e já cogitava se entregar. Além disso, assumiu o crime e pretende cumprir a pena, se possível em presídio federal.

Fonte: G1


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quarta-feira, 26 de julho de 2017

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MAIOR TRAFICANTE DA AMÉRICA LATINA USOU PORTOS CATARINENSES PARA ENVIAR COCAÍNA À EUROPA, DIZ POLÍCIA




Com certeza a quantidade de drogas exportada é maior que as apreensões. Pelo menos 50 vezes mais – afirma delegado

A prisão do maior traficante da América Latina, Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, no dia 1º de julho, levou a Polícia Federal a descobrir um esquema de exportação de drogas para os Estados Unidos e países da Europa e da África que teria como principais eixos o Porto de Santos e o Complexo Portuário do Itajaí, que integra os terminais de Itajaí e Navegantes. Para a polícia, o traficante era responsável por exportar pelo menos cinco toneladas mensais de cocaína com alto grau de pureza e, no mercado nacional, por abastecer facções criminosas em São Paulo e no Rio de Janeiro.
O delegado Elvis Secco, da Polícia Federal de Londrina (PR), comandou a operação que levou à prisão do traficante na cidade de Sorriso, no Mato Grosso. Suas equipes encontraram, em meio aos documentos apreendidos, anotações com nomes de portos e de navios que fazem linha entre os terminais brasileiros e portos na Europa e nos Estados Unidos - suspeitas reforçadas pelo fato de que tanto o Porto de Santos, quanto o Complexo Portuário do Itajaí, têm registrado número recorde de apreensões de cocaína.
Só na Portonave, em Navegantes, foram mais de 3 toneladas da droga apreendidas no ano passado pela Receita Federal. As anotações, no entanto, levam o delegado a acreditar que o volume de entorpecentes que passou pelos portos sem ser interceptado é muito maior.
– Com certeza a quantidade de drogas exportada é maior que as apreensões. Pelo menos 50 vezes mais – afirma.
No Complexo Portuário de Itajaí, isso somaria 150 toneladas da droga somente nos últimos 18 meses.
Os detalhes das investigações sobre o esquema do traficante Cabeça Branca ainda são sigilosos, mas a polícia já levantou de pelo menos dois tipos de cargas utilizados por ele para o envio de drogas para o exterior: pallets de madeira e blocos de pedra. O modus operandi coincide com um carregamento com 811 quilos de cocaína apreendido em maio do ano passado na Portonave, em Navegantes, pela Receita Federal, que pode ter pertencido ao grupo. A droga estava escondida em blocos de granito, que seriam exportados para a Espanha.
O delegado Elvis Secco já entrou em contato com as polícias de países que eram destino frequente dos carregamentos de Cabeça Branca como Bélgica, Espanha e Itália, e conta com a troca de informações para esclarecer qual era o caminho da droga. Também pediu apoio à Delegacia da Polícia Federal de Itajaí nas investigações. Quer saber, por exemplo, se houve facilitação no envio da cocaína para o exterior.
Até a manhã do dia 17 o pedido de apoio ainda não havia chegado a Itajaí. Segundo o delegado Thiago Giavarotti, a demora é comum quando há segredo de Justiça, já que os pedidos demandam autorização judicial para compartilhamento de informações.
Na Delegacia de Itajaí, os inquéritos que investigam os carregamentos de drogas interceptados desde o ano passado no Complexo Portuário, todos na Portonave, em Navegantes, seguem em andamento. A PF tem coletado depoimentos de toda a cadeia logística, desde os exportadores até os motoristas que fizeram o transporte da carga, para localizar os donos da droga.
Do ano passado para cá houve sete apreensões de cocaína em portos catarinenses, entre Itapoá e Navegantes. Juntas, elas somam mais de 4 toneladas de cocaína.
Só 5% das cargas passam por verificação física
A fiscalização das cargas nos portos brasileiros é feita através de canais de verificação, um modelo similar ao que existe em outros portos no mundo. Os contêineres já chegam aos terminais lacrados e passam por uma seleção, automática ou manual, que determina se terão que ser submetidos a verificação física ou por scanner.
São três canais de verificação: verde, em que a mercadoria passa sem interceptação; laranja, quando é feita conferência de documentos; e vermelha, quando o contêiner é escaneado e pode ser aberto se houver suspeita de irregularidade.
Com exceção de alguns portos brasileiros que têm 100% das cargas verificadas - geralmente por ordem judicial, em média 5% dos contêineres que passam pelos portos no Brasil caem nos canais laranja ou vermelho, de verificação. Segundo informado pela Receita, a média segue padrões internacionais.
O aumento no percentual de cargas verificadas é um assunto considerado quase um tabu, especialmente porque implicaria em atraso nas liberações - o que atrapalharia o comércio exterior brasileiro e poderia ter impacto econômico.
O escaneamento de 100% das cargas não é considerado uma prática totalmente eficaz, porque o contêiner tem condições de ser "contaminado" em vários momentos - diz o auditor fiscal Luiz Gustavo Robetti, que usa o termo "contaminado" para se referir à inclusão da droga em meio à carga.
Segundo ele, a análise de risco é um método seguro porque permite selecionar as cargas que passarão pela verificação com um índice de certeza maior. A Receita Federal tem apostado no aperfeiçoamento das técnicas de análise.
Procuramos melhorar a seleção de cargas pra aumentar a eficácia. Temos uma diretriz clara pra que se faça um trabalho de inteligência afirma o auditor.
Apreensões nos portos em Santa Catarina:
2016
8 de novembro
900 quilos de cocaína foram encontrados em meio a uma carga de madeiras na Portonave, em Navegantes. O destino era a Bélgica.
17 de outubro
1096 quilos de cocaína encontrados em meio a um carregamento de abacaxis em calda, que seria enviado de Navegantes para a Espanha.
11 de outubro
40 quilos de cocaína importada da China são interceptados no Porto de Paranaguá. A droga estava oculta num fundo falso do contêiner.
10 de outubro
300 quilos de cocaína são encontrados pela Receita Federal em Navegantes, em meio a bobinas de aço que seriam exportadas para o Porto de Livorno, na Itália.
6 de maio
811 quilos de cocaína são localizados escondidos em blocos de granito, que seriam levados de Navegantes para a Espanha.
A rede criminosa do tráfico em SC
A informação dada pelo jornal O Globo de que o megatraficante Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, costumava enviar cocaína para o exterior usando portos brasileiros, entre eles o de Itajaí, revela o quanto se acentuou no Estado o tráfico internacional de drogas.
O nome dele aparecia como espécie de fantasma no tráfico catarinense. Ao contrário, por exemplo, de Jarvis Chimenes Pavão, preso no Paraguai e comumente tido no meio policial como o grande barão das drogas que entram em Santa Catarina.
Sejam traficantes ao estilo "patrões" ou pequenas mulas (transportadores da droga), todos correm atrás do lucro astronômico da venda da cocaína em países da Europa e da Oceania. Ele chegaria a até 1000% em comparação com a comercialização no mercado consumidor interno.
Para se ter uma ideia, nos últimos 90 dias, a Polícia Federal em Florianópolis prendeu sete pessoas que tentavam embarcar levando malas recheadas de cocaína para a Austrália. A investigação está sendo concluída, mas já chama a atenção dos federais o grau de envolvimento de catarinenses com o esquema internacional.
Os traficantes do porte de Cabeça Branca atuam com uma rede do tráfico, que é segmentada, ou seja, envolve inúmeros outros criminosos locais. Aí entram corrupção, compra de laranjas, ordens de execução e uma guerra temerosa entre facções na fronteira do Brasil e o Paraguai que dimensionam o tamanho do problema.
Desde o ano passado, as apreensões recordes de cocaína em portos do Estado careciam de respostas, o que a Polícia Federal começa agora a descortinar diante das revelações do esquema montado por Cabeça Branca.

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domingo, 2 de julho de 2017

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'EMBAIXADOR DO TRÁFICO' VIVIA COMO GRANDE AGROPECUARISTA EM MT E NÃO TINHA MEDO DE SER PRESO, DIZ PF




Grupo ligado a criminoso conhecido como 'Cabeça Branca' usava o Porto de Santos para exportar drogas para Europa e EUA, aponta investigação. Segundo a PF, ele era mais influente que Beira-Mar e Abadia
O traficante Luiz Carlos da Rocha, conhecido como Cabeça Branca e preso em Sorriso (MT) neste sábado (1º), é descrito pela Polícia Federal (PF) como um 'embaixador do tráfico' porque tinha diplomacia para lidar com grandes facções criminosas nacionais e internacionais sem que precisasse usar a violência. Esse comportamento acabou permitindo que ele continuasse atuando tanto tempo sem que fosse encontrado, segundo a PF.
De acordo com as investigações, o criminoso usava o Porto de Santos (SP) para exportar drogas para a Europa e os EUA e tinha mais influência que outros traficantes, como Fernandinho Beira-Mar e Juan Carlos Abadia.
Mesmo com três condenações que somam penas de aproximadamente 50 anos, de acordo com a investigação, ele mantinha uma vida normal em Sorriso (MT), atuando como um agropecuarista, vivendo com a mulher e um filho pequeno, sem negócios ilegais. A polícia não divulgou a idade da criança.

Rocha usava a identidade falsa de Vitor Luiz de Moraes e se submeteu a várias cirurgias plásticas para mudar a sua fisionomia, disse o delegado da PF Elvis Secco, coordenador da operação. Por isso, ele vivia como se não tivesse medo de ser preso.
Segundo as investigações, Rocha mantinha um imóvel de alto padrão em um bairro nobre de Osasco (SP) para fazer encontros com outros traficantes. No local, a polícia apreendeu, neste sábado, aproximadamente US$ 2 milhões.
O G1 tenta contato com a defesa de Luiz Carlos da Rocha.
Mais procurado pela PF
Cabeça Branca é o traficante número 1 na lista de procurados pela Polícia Federal. “Com certeza ele tinha mais importância e mais influência que esses traficantes que você [repórter] mencionou: Abadia [o colombiano Juan Carlos Abadia] e Fernandinho Beira-Mar", disse o delegado
O traficante será transferido ainda neste sábado para Brasília (DF), de onde deve seguir para um presídio federal ainda não definido. O G1 entrou em contato com a PF em Brasília, mas não obteve retorno.
Operação Spectrum
A operação, batizada de Spectrum, que significa fantasma, faz uma referência ao fato de o traficante conseguir atuar há quase 30 anos sem ser localizado.
De acordo com o delegado Igor Romário de Paula, a operação fugiu do padrão em relação ao horário e começou por volta das 11h, porque a prioridade era prender o alvo principal. Somente após a prisão dele, os policiais começaram a cumprir os outros mandados.
Secco explicou que, em segundo plano, estava a apreensão de cocaína e de dinheiro. “Na data de hoje conseguimos realizar tudo”, comentou. Um caminhão com cocaína foi apreendido neste sábado e a PF ainda não havia finalizado a pesagem da droga.
A ação envolveu aproximadamente 150 agentes federais. Ao todo, foram expedidos dois mandados de prisão preventiva, por tempo indeterminado. Além de Rocha, foi preso em Londrina, no norte do Paraná, Wilson Roncarati, considerado pela PF o braço direito do traficante.
O G1 também tenta contato com a defesa de Wilson Roncarati.
Também foram expedidos 10 mandados de busca e apreensão de veículos, nove mandados de busca e apreensão de imóveis e três mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para depor e liberada em seguida.
As ordens judiciais para as cidades de Londrina (PR), São Paulo, Embu das Artes, Araraquara e Cotia (SP) e Sorriso (MT) são da 23ª Vara Federal de Curitiba, ainda de acordo com a PF.
A PF informou, ainda, que somente nesta primeira ação foram sequestrados aproximadamente US$ 10 milhões, concentrados em fazendas, casas, aeronaves, diversos imóveis e veículos de luxo importados.
A estimativa das investigações é de que o patrimônio adquirido por Cabeça Branca com o tráfico internacional de drogas chegue a US$ 100 milhões.
A organização criminosa
Ainda conforme a PF, apesar de atuar com 'diplomacia' ao negociar com traficantes, a organização criminosa liderada por Luiz Carlos Rocha tinha uma estrutura com potencial para violência, com utilização de escoltas armadas, carros blindados, entre outros, que eram utilizados de forma preventiva.
O grupo, segundo a polícia, era um dos principais fornecedores de cocaína para facções criminosas paulistas e cariocas. A organização atuava com estrutura empresarial com áreas de produção em regiões de difícil acesso em países como Bolívia, Peru e Colômbia. Além disso, a organização tinha logística de transporte, distribuição e manutenção de entrepostos no Paraguai e no Brasil, e exportando cocaína para Europa e Estados Unidos, através do Porto de Santos.
A estimativa da PF é de que a quadrilha movimentava 5 toneladas de cocaína por mês.
Segunda parte da operação
Segundo o delegado Elvis Secco, a operação ainda terá uma segunda fase, que consiste na busca do patrimônio adquirido com o dinheiro do tráfico de drogas e na identificação das pessoas que faziam a lavagem desse dinheiro.
“Todos os parentes terão sigilo fiscal e bancário quebrados para chegar ao patrimônio adquirido pelo tráfico de drogas”, declarou.
A princípio, entre 15 a 20 pessoas serão investigadas nessa nova etapa, entre parentes e comparsas.

Fonte: G1

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