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FORAGIDO DA JUSTIÇA É PRESO EM OPERAÇÃO DE FORÇAS DE SEGURANÇA NO PORTO DE SANTOS

A operação contou com a participação da Polícia Civil dos dois estados, da Policia Militar-SP e da Guarda Portuária Na manhã da última ter...

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quarta-feira, 12 de março de 2025

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ATO DE VANDALISMO DO COMANDO VERMELHO CAUSA FALHAS DE CONEXÃO À INTERNET NO PORTO DO PECÉM


O objetivo desta organização criminosa (ORCRIM) é obter a participação no faturamento das empresas de internet

No dia 27 de fevereiro, a facção criminosa Comando Vermelho destruiu equipamentos de provedores de internet do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), localizado a 60 quilômetros de Fortaleza, no litoral do Ceará. O ato de vandalismo causou falhas na conexão a internet nas grandes empresas localizadas no Complexo e no Porto de Pecém.

Em nota, a Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém S.A. – CIPP S/A., empresa que administra o Complexo, informou que as operações no Porto do Pecém funcionaram normalmente neste dia, mas admitiu que houve falhas pontuais no fornecimento de internet de algumas empresas, sem apontar o motivo.

De acordo com informações de moradores locais, o grupo criminoso vem queimando carros, cortando os cabos e ameaçando os usuários para contratar apenas as empresas que pagam o pedágio para os criminosos.

A atuação do Comando Vermelho vem causando tensão entre os empresários daquela região, apontada como a de maior potencial de crescimento econômico no Ceará, com investimentos projetados que superam os R$ 20 bilhões apenas na produção de hidrogênio verde.

Objetivo dos ataques

Seguro o que foi apurado, o objetivo desta organização criminosa (ORCRIM) é obter a participação no faturamento das empresas de internet. Eles exigem um percentual de 50% na mensalidade paga por cada usuário. Em caso de negativa dos provedores, atuam com violência.

A ORCRIM tem provocado diversos atos de vandalismo como a queima de carro, arrancando as caixas de terminação ótica, que fazem a conexão da fibra com os clientes, cortando os cabos e ameaçando os usuários para contratar apenas as empresas que pagam o pedágio.

A ação mantém os cabos de fibra óptica nos postes. A intenção é de que a caixa de conexão seja substituída por uma provedora que pague o pedágio ao Comando Vermelho. Cerca de 15 empresas de internet atuam no Pecém.            

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública do Ceará informou que a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), e com o apoio da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da SSPDS, realiza investigações e diligências relacionadas à atuação de grupos criminosos contra empresas provedoras de internet.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.    

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sexta-feira, 9 de agosto de 2024

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PORTO COBIÇADO PELO TRÁFICO, GARIMPO, CONTRABANDO - MORTES VIOLENTAS DISPARARAM NO AMAPÁ


Após chegarem à região, facções do Sudeste entraram em conflitos, que se somam à elevada taxa de letalidade policial

Um porto menos fiscalizado do que os de outros estados atraiu facções criminosas em busca de novas rotas para traficar drogas. E a guerra entre essas organizações se misturou à alta letalidade em ações policiais para fazer o Amapá ter o maior crescimento de mortes violentas intencionais no país no ano passado (39,8%), segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O mesmo relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que divulgou esse percentual na quinta-feira apontou Santana, ao lado de Macapá, como a cidade mais violenta do Brasil. A capital do estado está em nono lugar no ranking.

Segundo o anuário, a maior taxa de mortes violentas do país se concentra no Sul do estado, entre Macapá, Santana, Itaubal, Mazagão, Laranjal do Jari e Vitória do Jari. Um dos motivos para essa concentração está no Porto de Santana, que atrai criminosos por ser uma via de acesso à Região Amazônica e pela maior proximidade com a Europa. A taxa de letalidade policial no estado é de 23,6 mortos por 100 mil habitantes.

— Nos últimos três anos, começamos a ter a chegada de braços de grupos de São Paulo e Rio de Janeiro, o que envolve conflito com os grupos locais — opina o geógrafo Aiala Couto, pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e da Universidade do Estado do Pará (Uepa). — A polícia do Amapá é violenta. É como se tivesse carta branca para matar — acrescenta.

Embora a taxa de letalidade policial seja de 23,6 mortos por 100 mil habitantes, o governo do Amapá atribui o aumento no número de mortes ao enfrentamento entre grupos criminosos. As autoridades locais chamam a atenção para resultados positivos no primeiro semestre de 2024, com uma queda de 32% nos crimes violentos letais intencionais, quando comparado ao mesmo período do ano passado. O número de vítimas caiu de 175 para 119 (os dados do anuário são referentes a 2023).

— Não acho que seja possível fazer uma análise, já que os números seguem elevados e mantêm o estado lá em cima no ranking — ressalva Aiala Couto.

O governo do estado informou ainda ter adotado estratégias juntamente com o Ministério da Justiça, como a Operação Hórus, uma ação permanente em municípios fronteiriços. A aquisição de equipamentos como viaturas, drones e armamentos também é lembrada para demonstrar o esforço no combate à criminalidade.

Aumento da Violência no Amapá

Mapa mostra região onde episódios de violência se concentraram — Foto: Editoria Arte O Globo

Para especialistas, a movimentação de facções do Sudeste, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), rumo ao Norte envolve a busca por novas rotas para movimentar cocaína diante do desgaste das vias tradicionais. É o caso da chamada “rota caipira”, que vai do Paraguai até o Porto de Santos.

— Ela é bem conhecida e mapeada. Há sistemas recentes para mapeamento de voos clandestinos, e a droga chega em portos cada vez mais fiscalizados — explica o pesquisador Gabriel Patriarca, do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP.

As 10 cidades mais violentas em 2023

Ranking mostra as cidades mais violentas do Brasil em 2023 — Foto: Editoria Arte O Globo

Conexões globais

A migração faz métodos usados em outros estados serem repetidos no Amapá. No dia 10 de abril, uma operação da Polícia Federal (PF), em operação conjunta com as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO), prendeu integrantes de uma organização que usava mergulhadores para colocar drogas em cascos de navios no Porto de Santana, prática que já foi detectada em Santos e no Sul do país. Os criminosos vinham do Rio Grande do Norte e de São Paulo.

Na chegada ao estado, o PCC se associou à facção local Família Terror do Amapá (FTA), enquanto o CV buscou apoio da Amigos para Sempre (APS). Outro fator que atrai esses grupos é a proximidade do estado com o Suriname e a Guiana Francesa.

— Hoje você tem uma conexão global do narcotráfico e outros tipos de atividades ilegais — afirma Aiala Costa — Há uma conexão que pega a Guiana e o Suriname em direção à Europa. Santana é estratégico nesse contexto.

Fonte: O Globo


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quinta-feira, 4 de abril de 2024

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COMO O PCC MONTOU UMA REDE PARA DESPACHAR DROGA PELO PORTO DO INIMIGO


Com aumento da fiscalização no Porto de Santos, o PCC ampliou conexões para enviar cocaína à Europa pelo Porto do Rio, onde impera o CV

O aumento da fiscalização contra o tráfico internacional de drogas no Porto de Santos, nos últimos anos, levou o Primeiro Comando da Capital (PCC) a montar uma ampla rede criminosa para migrar parte do bilionário esquema de envio de cocaína à Europa, por via marítima, para o Porto do Rio de Janeiro, onde impera o Comando Vermelho (CV), rival da facção paulista.

Investigações feitas ao longo de dois anos pela Polícia Federal (PF), que contou com um agente infiltrado na organização criminosa, mostram como o PCC recrutou funcionários do porto fluminense, despachantes com acesso a contêineres de navios de carga e operadores altamente influentes na logística de envio da cocaína no Brasil e recebimento da droga no continente europeu.

Entre as peças-chave no esquema descoberto pelos policiais federais, estavam Chendal Wilfrido Rosa, conhecido como “Gringo” ou “Bolt” e apontado como representante da máfia italiana ‘Ndrangheta no Brasil, e Cleide Roseane Boettsche, vulgo Isa, braço direito de Karine de Oliveira Campos, a “rainha do pó”, que era considerada a maior exportadora de cocaína via portos do país e está foragida desde 2021.

De babá a operadora do tráfico

Uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) feita a partir da Operação Brutium, deflagrada em 2022, mostra que, antes de ascender como operadora do tráfico, Isa era babá de um dos filhos da “rainha do pó” e assumiu a responsabilidade pelas negociações do grupo criminoso após a decretação da prisão de Karine, em 2019, pelo envio de 5,3 toneladas de cocaína para o exterior.

Segundo o MPF, Isa atuou como representante comercial do PCC, em território fluminense, até fevereiro de 2022, quando foi presa na operação da PF. Antes de ser detida, ela havia passado a “cuidar do cofre” da patroa, incluindo os pagamentos de advogados para a “defesa de lideranças do PCC” e também de “algumas lideranças políticas do Brasil”, não especificadas.

Isa foi condenada a 15 anos por tráfico e associação ao tráfico de drogas, em regime fechado, e segue atrás das grades. Segundo o MPF, ela estava “diretamente envolvida” na operação para enviar 300 quilos de cocaína para o porto de Le Havre, na França. A embarcação, contudo, foi apreendida durante o percurso, no porto de Tanger, no Marrocos.

Assassinos do Caribe e máfia italiana

Toda essa operação, que envolvia o transporte terrestre da droga desde a Baixada Santista até o Porto do Rio, contava com a participação do grupo de Chendal Wilfrido Rosa, natural de Curaçao, ilha holandesa no Caribe. Ele é apontado como integrante do grupo criminoso No Limit Soldiers — envolvido com tráfico internacional e especializado em assassinatos por encomenda — e representante da ‘Ndrangheta no Brasil, principal cliente do PCC na Europa.

Antes da operação de 2022, Chendal já tinha sido preso e acusado pelo crime de tráfico internacional de drogas na Holanda e em Aruba, outra ilha caribenha, envolvido no envio de cocaína para a Europa e para a África. Segundo o MPF, ele “participou efetivamente” da remessa de quase uma tonelada de cocaína para os portos da Antuérpia, na Bélgica, e de Valência, na Espanha.

De acordo com a investigação, a cocaína adquirida no Brasil, em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, oriunda de países produtores como Colômbia, Peru e Bolívia, custa em torno de U$ 5 mil. Já no destino final, na Europa, o valor pago por compradores gira em torno de € 25 mil e € 30 mil. Isso rende cerca de R$ 100 mil de lucro líquido a cada quilo da droga vendido no exterior.

Agente da PF infiltrado

A descoberta do esquema envolvendo o tráfico de drogas do PCC via Porto do Rio só foi possível graças à atuação de um agente da PF infiltrado na organização criminosa. O policial foi contratado pelo grupo chefiado por Isa e Chedal, que pagou o equivalente a R$ 3,3 milhões em dólar, acreditando que o falso atravessador enviaria 1,75 tonelada de cocaína, dividida em seis cargas diferentes, para o outro lado do Atlântico.

Segundo a investigação resultante do trabalho do policial infiltrado, Isa contratou o agente, acreditando que ele seria um facilitador no Porto do Rio de Janeiro para despachar 300 kg de cocaína para o Porto de Le Havre, na França. Meses antes de sua prisão, Isa recepcionou o agente infiltrado em um apartamento no Leme, zona sul do Rio de Janeiro, em outubro de 2021.

Pelo serviço prestado na operação, o agente infiltrado recebeu US$ 640 mil da organização criminosa. A droga despachada em um contêiner no navio, contudo, foi interceptada em Marrocos, após alerta emitido pelas autoridades brasileiras àquele país.

Graças ao trabalho do agente, a PF pôde identificar parte da rede de contatos usada pela facção paulista para despachar cocaína por meio do porto fluminense. Ao longo de dois anos de investigações com a infiltração policial, foram realizadas seis ações controladas e 12 interceptações telefônicas.

Chendal e Isa foram presos durante a Operação Brutium da PF, deflagrada com base nas investigações do agente infiltrado, em 2022. Além deles, outros 17 criminosos envolvidos no tráfico internacional de drogas foram detidos. Do total, 14 residiam no litoral paulista — nove, no Guarujá.

Fonte: Metrópolis- Por Alfredo Henrique


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quinta-feira, 3 de agosto de 2023

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VIOLÊNCIA NO SUL CRESCE EM MEIO A DISPUTA DE FACÇÕES POR TERRITÓRIO E CONTROLE DE PORTOS

 

Na contramão do resto do país, a região e o Centro-Oeste viram taxas de mortes aumentarem em 2022, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Disputas entre facções criminosas pelo controle de territórios e da logística do tráfico de drogas podem estar por trás do aumento de mortes violentas no Sul do Brasil. Na contramão de grande parte do país, a região teve aumento nas mortes.

A alta foi de 3,4% de 2021 a 2022, segundo divulgado na quinta (20) no 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O Centro-Oeste, disputado por facções de alcance nacional pelas regiões de fronteira para escoamento de drogas, teve alta de 0,8% no indicador. O índice de mortes violentas intencionais reúne os crimes de homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes por intervenção policial, considerando agentes que estão ou não em serviço. As demais regiões tiveram queda.

Lideram, em números absolutos, o Paraná, com 2.595 vidas perdidas, e o Rio Grande do Sul, com 2.154 vítimas desses crimes. Santa Catarina, historicamente o estado com menos mortes na região, teve uma redução de 746 para 689 óbitos (7,6%) de 2021 para 2022.

Segundo Giovane Camargo, pesquisador do Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos da Universidade Federal do Paraná, a disputa pelo mercado ilegal de drogas, que tem ouvido pelo controle de regiões portuárias, é uma das principais causas da violência no estado.

Isso porque o PCC (Primeiro Comando da Capital) tem um domínio tradicional no estado e atua na região do Porto de Paranaguá, grande ponto de escoamento de drogas para o exterior. "Por outro lado, Santa Catarina tem o Primeiro Grupo Catarinense, o PGC. O PCC tentou chegar até o estado, mas o PGC acabou não se vinculando."

Essa tentativa tinha como objetivo dominar as operações ilegais no porto catarinense de Itajaí. Com o colapso entre a facção paulista e o CV (Comando Vermelho), em 2016, a situação se agravou, já que os catarinenses se aliaram ao grupo criminoso do Rio de Janeiro. "Isso gera um embate muito violento."

Não à toa, Paranaguá é uma das 50 cidades mais violentas do país. "A questão do controle de distribuição de drogas é a causa central da violência homicida no país", diz Camargo.

Embora Santa Catarina seja um estado com menor população e registre menos mortes violentas, o estado também está envolvido em conflito, já que há circulação de drogas e armas indo e voltando para o Paraná.

"Não saímos desse problema porque as facções se alimentam do próprio encarceramento produzido pela guerra às drogas. Quanto mais pessoas presas por tráfico, mais recrutamento no sistema penitenciário para essas organizações. Quando saem, essas pessoas continuam o ciclo da violência. É um beco sem produção produzida pela repressão."

No Rio Grande do Sul, a dinâmica da violência está ligada, segundo especialistas, a disputas territoriais de facções locais. "Todos os estudos no estado mostram que os homicídios estão ligados a facções, tráfico de drogas e delitos violentos, como roubo. Não há uma estabilidade como a do PCC em São Paulo, por exemplo" diz o sociólogo Rodrigo Azevedo, coordenador do Observatório de Segurança Pública da Escola de Direito da PUCRS.

Segundo Azevedo, um dos fundadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a facção mais antiga no estado é a dos Manos. "Depois tínhamos o iniciado dos Brasas, que acabou. Os Manos ainda são a mais forte e com ramificações na Grande Porto Alegre, em Novo Hamburgo e São Leopoldo."

Há cerca de dez anos, o grupo Bala na Cara ganhou força e desafiou a hegemonia de outras facções com o uso e exibição, em vídeos na internet, de violência. Em resposta, segundo Azevedo, facções menores se organizaram sob a bandeira dos anti-Bala. "São grupos localizados nos bairros e organizados dentro do presídio central de Porto Alegre para combater o crescimento e a invasão dos territórios."

Em 2017, durante o cenário nacional também enfrentou uma ruptura entre PCC e CV (Comando Vermelho), os conflitos por território se agravaram no estado. Isso foi verificado com uma alta nas mortes registradas na série histórica do fórum.

Apesar das quedas após o período, a região, diz Azevedo, ainda sofre com uma perturbação causada pela captura de acordos de não violência entre os grupos criminosos locais. Não à toa, ele aponta que Rio Grande é uma das 50 cidades mais violentas do país, junto com Alvorada.

"Em Santa Catarina, há índices historicamente mais baixos, e a discussão no estado é sobre outras políticas públicas de segurança. Aqui, o problema é essa alta fragmentação. E muitos homicídios acabam não sendo esclarecidos, o que leva à falta de responsabilização criminal por esses mortes".

Na região Centro-Oeste, uma piora nas disputas pelo controle da distribuição de drogas pode ser um fator para o aumento da violência. "O que se sabe é de um recrudescimento nas disputas entre PCC e CV. Em Mato Grosso do Sul, com a morte do traficante Jorge Rafaat, em 2016, o PCC havia se tornado hegemônico", disse Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. "É uma reação no estado e em Mato Grosso para retomar o espaço perdido desde 2016."

Fonte: Folha de São Paulo – Por Lucas Lacerda


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quarta-feira, 31 de maio de 2023

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PF PRENDE SUSPEITOS DE ENVOLVIMENTO NO TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS NOS PORTOS DO RIO

   Preso pela PF na Operação Novos Rumos — Foto: Reprodução/TV Globo

Eles são apontados pela PF como associados à facção carioca Comando Vermelho

Na manhã da última quarta-feira (24), a Polícia Federal (PF) deflagrou a “Operação Novos Rumos”, que visa desarticular uma organização criminosa (Orcrim) responsável pelo tráfico de cocaína em sua forma mais pura (cloridrato de cocaína) para a Europa, através de embarcações.

Os policiais federais cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, em endereços localizados na capital do estado, e nas cidades de Magé e Niterói, na Baixada Fluminense.

Investigações

De acordo com as investigações, que começaram em 2021, quando mergulhadores profissionais foram flagrados por imagens no Porto de Itaguaí, na região metropolitana do Rio, colocando drogas na caixa de mar (sea chest), no casco de um navio.

Imagens do Porto de Itaguaí — Foto: Reprodução/TV Globo

A Orcrim, vinculada ao Comando Vermelho, principal facção criminosa do Rio de Janeiro, tem como forma de atuação o armazenamento da substância entorpecente em depósitos localizados nas comunidades cariocas, para posterior remessa por meio de navios destinados aos portos de Antuérpia, na Bélgica; Le Havre, na França; Roterdã, na Holanda; Hamburgo, na Alemanha; e Setúbal, em Portugal.

Complexo da Penha e do Alemão - Comunidades Cariocas — Foto: Reprodução TV Globo

Para ter acesso ao destino final dos navios de interesse, o grupo criminoso contava com o apoio de funcionários contratados do porto, que apresentavam as rotas das embarcações atracadas no Porto do Rio de Janeiro. Além disso, mergulhadores profissionais - alvos de mandados de prisão preventiva - integravam a quadrilha e eram responsáveis por ocultar a droga nos cascos dos navios.

Imagens de uma das apreensões de cocaína no Porto de Itaguaí

Ao todo, mais de 1.470 kg de cloridrato de cocaína foram apreendidos pela Polícia Federal no estado do Rio de Janeiro durante os atos investigatórios.

Os presos

Dois homens foram presos, o Jornal Hoje, da TV Globo, apurou que Adriano Peçanha seria o representante dos traficantes fora da comunidade, sendo o responsável para aliciar mergulhadores e funcionários de instalações portuárias nos portos do Rio e de Itaguaí, que informavam as rotas dos navios atracados.

           Outro preso pela PF na operação Novos rumos - Foto: Reprodução TV Globo

De acordo com a coluna Mira, do site Metrópolis, Emerson Gonçalves Buckmann é apontado pela PF como um mergulhador associado à facção carioca Comando Vermelho, sendo responsável por esconder cocaína nos cascos de navios para enviá-la à Europa.

Mergulhador preso pela PF na Operação Novos Rumos — Foto: Reprodução/Site Metrópolis

Mandados de Busca e Apreensão

Seis mandados de busca foram cumpridos com apreensão de carro, telefones celulares, computadores e documentos.

Os bens apreendidos e demais documentos de interesse para a investigação foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro para os procedimentos de praxe.

Nome da Operação

“O nome da operação [Novos Rumos] se deve ao fato de a principal facção criminosa do Rio de Janeiro [Comando Vermelho] apresentar uma nova frente de atuação no tráfico de entorpecentes, passando a atuar não só em âmbito local, mas também no tráfico internacional de drogas”, explicou a PF.


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