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FORAGIDO DA JUSTIÇA É PRESO EM OPERAÇÃO DE FORÇAS DE SEGURANÇA NO PORTO DE SANTOS

A operação contou com a participação da Polícia Civil dos dois estados, da Policia Militar-SP e da Guarda Portuária Na manhã da última ter...

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sexta-feira, 30 de abril de 2021

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INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA MONTENEGRINA É PRESO EM PORTUGAL

 

Investigações da PF mostraram que o Clã Šarić, da organização criminosa Kavaćki Klan intermediava a compra de cocaína com o PCC

No início do mês, a polícia portuguesa, em cooperação com a Europol e a polícia de Montenegro, prendeu na cidade de Redondo, Kotorani Igor Božović (56) e seu filho Vladimir Božović (30), membros da organização criminosa Kavaćki Klan, da cidade de Kotor, com base em mandados do Escritório Central Nacional (NCB), da Interpol em Podgorica, capital de Montenegro, emitidos em 2017.

Ambos acusados de crimes de constituição de organização criminosa, tentativa de extorsão em cumplicidade, ato agravado contra a segurança pública e porte ilegal de armas e explosivos.

Segundo a Polícia Portuguesa, eles foram localizados numa casa, em uma vila. Durante as buscas, foram encontrados documentos pessoais falsos da Bulgária e da Croácia com outras identidades.

Eles são investigados desde 12 de setembro de 2016. Igor Božović é procurado desde agosto de 2017, quando foi libertado, assim como Siniša Vlahović, Aleksandar Đurišić, Igor Đurišić também conhecido como Major, Davor Prelević.

Ele deixou a prisão de Spuški em 4 de agosto, e a Promotoria Especial do Estado pediu ao Tribunal Superior que ordenasse a detenção de Božović apenas 12 dias depois.

Naquela época, nenhum dos supostos líderes do clã criminoso Kavač - Slobodan Kašćelan e Miloš Radonjić. Eles foram presos depois na República Tcheca e na Croácia.

Igor Božović é suspeito de, a partir do início de novembro de 2011, na área de Kotor, Tivat e Budva, criar uma organização criminosa juntamente com Slobodan Kašćelan  (SK).

Seu filho Vladimir é suspeito de agir com violência e intimidação com outros membros daquele grupo criminoso. Ele cometia atos criminosos de extorsão, para obter, manter e armazenar armas, explosivos, coletes à prova de balas para as necessidades dos membros da organização criminosa, além de ser o responsável por transmitir as instruções que lhe foram dadas pelo líder.

Esta organização tem laços estreitos com a de Darko Šarić. Em 2009, integrantes do Clã Šarić foram presos pela Polícia Federal (PF) na Operação Niva e na Operação Brabo, que também desarticularam um esquema de tráfico para a Europa envolvendo portos brasileiros.

Operação Niva

A quadrilha desmantelada pela PF traficava exclusivamente cocaína e tinham uma estratégia sofisticada para embarcar a droga. Segundo o delegado Ivo Roberto Costa da Silva, coordenador geral da Operação Niva, o grupo agia de dois modos diferentes para efetivar o transporte.

No primeiro deles, utilizavam navios de carga ou de passageiros. Os criminosos cooptavam, no Exterior, tripulantes de navios que desembarcavam no Brasil. Esses tripulantes eram pagos para colocar a droga na embarcação e transportá-la. "As remessas eram transportadas em sacolas cujo peso variava entre 25 e 30 kg ou mesmo dentro das vestes destes tripulantes", comenta.

No segundo modo, os tripulantes não precisavam desembarcar. Através de botes, os traficantes seguiam com a droga até a chamada área de fundeio (local onde a embarcação lança as âncoras e aguarda para atracar ou realizar o embarque ou desembarque de produtos).

Nessa modalidade, os tripulantes "pescavam" mochilas com as drogas - geralmente com carregamentos de 100 kg a 200 kg de cocaína. "Após um contato prévio com os traficantes, eles desciam uma corda e içavam essas mochilas até o navio. Essa logística dificultava um pouco o trabalho da polícia, porque eles usavam botes pequenos e difíceis de serem localizados em fiscalizações e também por serem cidadãos sérvios e terem facilidade em arregimentar os tripulantes", detalha.

Ao todo, 48 do bando foram presos

Ao longo de dois anos de investigações, a PF prendeu 48 integrantes da quadrilha. Durante este período, também foram apreendidos 620 kg de cocaína, além de cerca de R$ 2 milhões. Além disso, a 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo determinou o sequestro de bens de integrantes do bando, sendo 31 imóveis, 15 veículos de luxo e três embarcações, patrimônio avaliado em cerca de R$ 16 milhões.

"Todos os membros que estavam vivendo no Brasil foram presos. Os que estavam no Exterior tiveram os mandados de prisão expedidos e encaminhados à Interpol", revela o delegado Ivo Roberto Costa da Silva, coordenador geral da operação.

De acordo com ele, o sucesso da operação se deu ao acordo de cooperação bilateral firmado entre o Brasil e a Sérvia em junho de 2010 e à eficiência da relação entre as polícias dos dois países. Também contou com a colaboração de autoridades dos Estados Unidos, Reino Unido e África do Sul.

O início das investigações deu-se em abril de 2009, após o alerta de organismos internacionais sobre a atuação da organização criminosa em várias cidades portuárias do Brasil, entre elas Santos, Paranaguá, Rio Grande, Vitória e cidades do Nordeste.

Operação Brabo

A Operação Brabo, deflagrada em setembro de 2017, levou à apreensão de aproximadamente nove toneladas de cocaína que seriam remetidas a terminais europeus de 2015 até aquele ano. As investigações apontaram a participação direta de líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que deu suporte logístico e financeiro às atividades do grupo. Entre eles estão alguns dos coordenadores do esquema, como Ronaldo Bernardo, condenado a 21 anos e 7 meses de prisão, Luís de França e Silva Neto, sentenciado a 24 anos e 2 meses de reclusão, e Patrício da Silva Fausto, cuja pena alcança 13 anos e 6 meses.

As drogas eram adquiridas em países vizinhos, como Bolívia e Colômbia, para distribuição na Europa por meio de portos na Itália, na Rússia, na Bélgica, na Espanha e na Inglaterra. Integrantes da máfia sérvia também estão entre os réus: B. K. e Miroslav Jevtic faziam parte da cúpula da organização criminosa e participavam das decisões, da compra das drogas e de seu direcionamento. Eles foram condenados, respectivamente, a 23 anos e 6 meses e 17 anos e 8 meses de prisão.

Segundo as investigações, as ações do grupo seguiam uma extensa divisão de tarefas para viabilizar a movimentação das cargas desde o fornecimento até a recepção na Europa. Boa parte dos envolvidos dedicava-se à logística de embarque da droga, executando tarefas como a cooptação de tripulantes dos navios e a inserção dos carregamentos em contêineres previamente selecionados.

Porto de Santos

A presença de criminosos do leste europeu na Baixada Santista começou em meados dos anos 2000, segundo policiais da área de inteligência da PF, sérvios, croatas, búlgaros e russos ligados ao embarque de droga para a Europa costumavam se encontrar em um quiosque no canal 2, na Praia do Gonzaga, na cidade de Santos.

O búlgaro Dimitar Minchev Dragnev, preso na Operação Brabo, abriu um quiosque nesta mesma praia em maio de 2006. No ano seguinte, ele foi preso na Operação Sofia, que desmantelou um grupo ligado à máfia búlgara que enviava cocaína para a Europa.

Veja abaixo o vídeo do momento da prisão;


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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

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PF E RFB PRENDEM TRÊS PESSOAS COM 346,8 KG DE COCAÍNA NO PORTO DO PECÉM

 

Eles são ligados a uma empresa que presta serviços terceirizados para o porto.

No dia 11 de setembro, a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal do Brasil (RFB) apreenderam 346,80 kg de cocaína no Porto do Pecém, na Região Metropolitana de Fortaleza. Três homens foram presos em flagrante com a droga.

De acordo com a PF, os três homens flagrados são ligados a uma empresa que presta serviços terceirizados para o porto. Dois deles são sócios dessa empresa, e o outro, empregado. A cocaína foi apreendida dentro de um veículo onde os três estavam.

Droga seria embarcada em contêiner

No momento da abordagem, os agentes encontraram várias caixas sendo preparadas para embarque em contêiner que iria para fora do Brasil. "Foram encontradas várias caixas contendo cocaína. Foi feito teste na hora e foi verificado que se tratava de cocaína, e essas caixas já estavam sendo arrumadas para serem ingressadas dentro de um contêiner que iria para o exterior", disse o delegado da PF, Paulo Henrique Oliveira, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado.

Investigação desde 2019

O trio era monitorado pela PF desde que pediu credenciamento para entrar na área e foi descoberto a partir de uma operação feita em 2019, que apreendeu 330 kg de cocaína. "Foi iniciado um trabalho de inteligência em conjunto entre PF e RFB, e a partir dos estudos feitos desses dados, se chegou à identificação provável dessas pessoas, que havia uma possibilidade deles estarem fazendo um ingresso de drogas no porto, com destino ao exterior", disse o delegado regional da PF de Combate ao Crime Organizado, Paulo Henrique Oliveira.

"Para ter acesso ao Porto do Pecém, todas as pessoas precisam ser credenciadas. O que aconteceu é que através de um trabalho de inteligência entre a RFB e a PF, eles já vinham monitorando essas pessoas e houve um pedido recente de credenciamento. Fizemos a abordagem próxima ao terminal de múltiplo uso”, afirmou o delegado da Alfândega, Carlos Wilson Albuquerque.

Em nota, o Complexo do Pecém afirmou que está colaborando com todas as autoridades e órgãos competentes para investigações, e que o porto possui vigilância 24 h além de scanner para contêineres e sistema de monitoramento com câmeras de vigilância, inclusive, em toda a área alfandegada.

O trio vai responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, cujas penas podem variar de 7 a 25 anos de reclusão. A identidade dos presos e o nome da empresa não foram revelados.

As investigações terão prosseguimento com o objetivo de identificar qual o destino que a droga seria encaminhada.



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