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APÓS DETERMINAÇÃO DA JUSTIÇA CDC CONVOCA APROVADOS NO CONCURSO DE GUARDA PORTUÁRIO

O edital de convocação de todos os candidatos aprovados e formados no curso de formação do último concurso para Guarda Portuário foi publica...

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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

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RECEITA FEDERAL APREENDE ARMAS ESCONDIDAS EM BAGAGENS NO PORTO DE SUAPE

 

Esquema fraudulento envolve importação de armamentos e outros itens em bagagens desacompanhadas

A Receita Federal do Brasil (RFB) detectou, no início do mês, no Complexo Portuário de Suape, em Pernambuco, um esquema logístico fraudulento, ao cruzar informações relacionadas de viajantes.

Ação ocorreu em parceria com as equipes de fiscalização e gestão de risco, com utilização de sistema de inteligência artificial, do Porto de Santos.

O esquema, que facilitava a entrada de armas e munições, entre outros itens, sem passar pela fiscalização, possui o mesmo modus operandi do detectado pela Operação Outlet que a RFB descobriu, em junho deste ano, no Porto de Santos.

Na bagagem fiscalizada foram encontrados 44 relógios novos, 17 bolsas femininas, 15 aparelhos de TV, um revólver de colecionador (modelo Derringer Philadelfia), uma pistola Taurus 40, um simulacro/arma de pressão "airsoft" para treinamento de tiro ao alvo, uma escopeta, um rifle, uma espada samurai, facas e pistolas.

O revólver de colecionador Derringer Philadelfia, é o modelo usado para atirar no presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, em 1865.

Nas mercadorias foram encontrados nomes de pessoas, o que pode significar que se trata de mercadorias previamente encomendadas e, portanto, com destinação comercial, o que é proibido para bens trazidos do exterior como bagagem.

Os donos das bagagens desacompanhadas recebiam auxílio emergencial do governo, mesmo morando nos Estados Unidos, o que despertou a suspeita.

Considera-se uma bagagem desacompanhada aquela trazida ao país ou enviada ao exterior na condição de carga, amparada por conhecimento de transporte ou documento de efeito equivalente. Na entrada ao país, a bagagem desacompanhada deverá chegar dentro dos três meses anteriores ou seis meses posteriores à chegada do viajante, com envio do local ou de um dos locais de estada ou de procedência do viajante.

Os contêineres, enviados como bagagens desacompanhadas por esses viajantes, foram escaneados. Nas imagens, as equipes notaram uma grande quantidade de itens da mesma mercadoria, ainda nas embalagens, e perceberam que não se tratava de uma bagagem desacompanhada. As equipes resolveram abrir os contêineres onde foram constatadas as irregularidades.

A Receita Federal estima que, o valor total das mercadorias encontradas em cada contêiner é, no mínimo, de R$ 500 mil.

Esquema

O esquema funciona assim: os consumidores compravam os itens por e-commerce, lojas de grife ou fornecedor atacadista. O comprador recebia, antes da compra, um endereço. Ele o informa como local de entrega à loja. Esse endereço fica nos Estados Unidos e é onde acontece a logística.

Dos EUA, as encomendas são despachadas como bagagem desacompanhada, no nome de supostos viajantes que funcionam como 'laranjas'. Os produtos são enviados ao Brasil por meio de contêineres em navios.

Na chegada ao porto, a carga era submetida à fiscalização como bagagem desacompanhada, driblando o pagamento de impostos e controle administrativo de órgãos competentes.

Por último, a carga era destinada a um local onde a descarga era permitida, e um membro do esquema enviava os itens aos verdadeiros endereços dos compradores.



A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.      

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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

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RECEITA FEDERAL APREENDE FUZIS AR-15 E MUNIÇÕES NO PORTO DE NAVEGANTES



As armas foram encontradas desmontadas em meio a mercadorias provenientes dos Estados Unidos.
Na última quinta-feira (17), a Receita Federal do Brasil realizou uma grande apreensão de armas longas, mais especificamente 24 fuzis AR-15, e 242 munições, no Terminal da Portonave (Porto de Navegantes), no Litoral Norte de Santa Catarina. As armas foram encontradas desmontadas em meio a mercadorias provenientes dos Estados Unidos, ocultas em quatro contêineres.

Segundo a RFB, a suspeita sobre a carga surgiu durante a verificação física dos contêineres, após cair no canal de verificação em operação de rotina na alfândega, quando os contêineres de importação passam pelo scanner, detectando assim a primeira fraude: falsa declaração de conteúdo.
A declaração de importação (DI) dizia tratar-se de vasos, no entanto, eles continham diversas mercadorias como suplementos alimentares, equipamentos médicos, smartphones de última geração, eletrônicos, calçados, roupas e bonés de marcas famosas.

As partes e peças das armas foram encontradas escondidas dentro das mercadorias, o que exigiu um trabalho minucioso da fiscalização, pois praticamente todas as mercadorias tiveram que ser abertas. No total foram verificadas 80 toneladas de mercadorias. O trabalho levou mais de 24 horas para ser concluído.

Foram apreendidas partes e peças suficientes para montagem de, no mínimo, 24 fuzis AR-15. Além disso, foram encontradas 100 munições calibre 9 mm e 142 munições calibre 7.62, munição especial utilizada por atiradores de elite.

Investigação
Todo o material apreendido foi encaminhado para a Polícia Federal, em Itajaí, que já abriu inquérito para investigar o crime. Após a investigação, o armamento será encaminhado ao Exército Brasileiro.
O delegado Tales Teixeira Junior, da Delegacia da Polícia Federal em Itajaí, explicou que, a princípio, o destino dos fuzis é a destruição. Mas não se descarta solicitação à Justiça para uso nas forças de segurança, por se tratarem, segundo ele, de armas de excelente qualidade.
O inquérito instaurado pela PF vai identificar o exportador e o importador da carga. Por enquanto, nem a polícia nem a Receita informam de qual porto norte-americano saíram os contêineres, nem se Navegantes era o destino final. Nenhuma pessoa suspeita foi detida.
A pena por importar armas de fogo é de até oito anos de prisão, com acréscimo de 50% por serem armas de calibre restrito. A importação por via marítima também é considerada um agravante.




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terça-feira, 19 de março de 2019

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RECEITA FEDERAL LOCALIZA ARMAS EM BAGAGEM DESACOMPANHADA NO PORTO DE SANTOS



Duas pistolas estavam escondidas no interior de um sofá, em um contêiner proveniente dos Estados Unidos
A Alfândega da Receita Federal no Porto de Santos localizou, no final da tarde de segunda-feira (18), armas escondidas em uma bagagem desacompanhada vinda do exterior.
Bagagem desacompanhada é aquela trazida ao País ou enviada ao exterior na condição de carga, amparada por conhecimento de transporte ou documento de efeito equivalente.
Eram duas armas curtas: uma pistola Smith & Wesson SD9 VE, 9mm, acompanhada de dois carregadores e de 100 cartuchos de 9mm, e uma pistola Phoenix Arms, 22 Long Rifle, acompanhada de dois carregadores e de 100 cartuchos ".22".
As armas estavam escondidas no interior de um sofá, envoltas em papel alumínio, dentro de um contêiner proveniente dos Estados Unidos.

A seleção da carga para conferência foi resultado da análise de risco baseada em critérios específicos, inclusive fazendo o uso de imagens não intrusivas (obtidas através do escaneamento de contêineres).
As armas e munições localizadas pela Receita Federal foram entregues à Delegacia de Polícia Federal de Santos, que prosseguirá com as investigações.

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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

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COCAÍNA COM DESTINO AO PORTO DE SANTOS FOI APREENDIDA PELA PRF




150 kg de cocaína estavam embalados em 139 tabletes
A carreta seria carregada com açúcar, tendo como destino Porto de Santos

Na manhã da última quarta-feira (16), foi apreendido num posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-163, em Dourados-MS, distante 228 quilômetros da Capital, Campo Grande, 150 kg de cocaína, acondicionados em 139 tabletes. Além do entorpecente foram apreendidos 2 (dois) fuzis cal 5.56/2.23 (tipo AR 15), 12 (doze) carregadores para fuzil, 150 (cento e cinquenta) munições 9 mm, 475 (quatrocentas e setenta e cinco) munições cal 556 e 50 (cinquenta) munições .45.

Ao fazer a abordagem do motorista da carreta Mercedes Benz placa ABV-7444 de Campo Grande, os policiais rodoviários desconfiaram do seu nervosismo, mesmo ela não estando transportando nenhuma carga, razão pela qual, resolveram fazer uma inspeção mais minuciosa, localizando um compartimento falso entre o cavalo–trator e a carroceria da carreta.
O motorista, identificado como sendo Laudemir Bispo Sanches, residente em Presidente Prudente, no estado de São Paulo, informou que veio foi região para buscar um carregamento de açúcar com destino ao Porto de Santos.

Aos policiais, Laudemir, que completou 40 no dia da sua prisão, informou que ganharia R$ 15 mil para buscar a droga, as armas e as munições. Ele disse ter chegado à Ponta Porã, a 313 quilômetros da Capital, na noite de terça-feira (15). Na fronteira com o Paraguai, entregou a carreta para traficantes que lhe devolveram no dia seguinte. Em Dourados, a carreta seria carregada com açúcar, tendo como destino Porto de Santos, em São Paulo, onde ele receberia R$ 15 mil pelo transporte.

Segundo inspetor da PRF, Waldir Brasil, a droga apreendida foi avaliada em R$ 3 milhões pela PRF. Os fuzis, comprados no Paraguai por valor médio de US$ 12 mil, são comercializados no eixo Rio-São Paulo por até R$ 70 mil cada um.
O motorista foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia Federal da cidade.


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segunda-feira, 16 de maio de 2016

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DEZ ANOS APÓS PARAR SP, PCC NEGOCIA 40 TONELADAS DE COCAÍNA




Mais de 80% dos rendimentos do bando vêm do tráfico de drogas. O Porto de Santos é o ponto de partida dos carregamentos. Traficantes de Portugal e Holanda, por exemplo, já estão entre os clientes do PCC.
Passados dez anos da série de ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo contra agentes públicos de segurança, o poder da maior facção do Brasil só cresceu. Hoje, a organização já movimenta 40 toneladas de cocaína e arrecada R$ 200 milhões por ano, com atuação em praticamente todas as vertentes do crime.
O governo Geraldo Alckmin (PSDB), por meio das Secretarias da Segurança Pública (SSP) e da Administração Penitenciária (SAP), disse que o combate ao crime dentro e fora dos presídios é feito diuturnamente em parceria com o Ministério Público Estadual (MPE) que, por usa vez, afirma que realizou a maior investigação contra a facção e pediu a prisão de 175 líderes à Justiça, mas ainda aguarda uma posição definitiva do Judiciário.
Segundo as investigações do MPE e da Polícia Federal (PF), às quais o Estado teve acesso, mais de 80% dos rendimentos do bando vêm do tráfico de drogas. O restante tem origem em assaltos a banco, sequestros, tráfico de armas, rifas vendidas à população carcerária e mensalidade de R$ 600 cobrada de cada um dos mais de 10 mil integrantes do PCC - mais de 7 mil estão presos.
Há uma década, a arrecadação anual era de aproximadamente R$ 120 milhões. A rota internacional de tráfico começava a dar os primeiros sinais de expansão em dois países vizinhos, Bolívia e Paraguai.
Agora, em vez de sufocada pelo poder estatal, a facção amplia seus tentáculos internacionais. O MPE e a Polícia Federal já têm provas de que o tráfico de drogas, principalmente o de cocaína, atravessou o Atlântico e desembarcou na Europa e na África. O Porto de Santos é o ponto de partida dos carregamentos. Traficantes de Portugal e Holanda, por exemplo, já estão entre os clientes do PCC.
Segundo o MPE, durante uma blitz recente em um navio, foram encontrados 100 quilos de cocaína com destino à Europa. A droga estava misturada a bolsas. Ainda não há, porém, estimativa da quantidade “exportada” para os dois continentes.
Células

O poderio financeiro do PCC está diretamente relacionado ao tráfico de drogas. “Quanto mais droga vendida, mais dinheiro para comprar armas e drogas, que dão retorno com mais dinheiro”, diz a desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), ao explicar o ciclo de crescimento da organização.
Ivana, que acompanhou centenas de investigações contra a facção antes dos ataques de maio de 2006, diz acreditar que o PCC só cresceu porque os integrantes que exercem funções de chefia recrutam substitutos capazes de dar sequência às atividades criminosas, caso algum líder seja preso ou morto. “São como células. Quando uma sai, há outras prontas para assumir”, afirma.
Uma amostra da força financeira do PCC, que se estrutura como uma empresa, está em uma planilha apreendida durante uma operação policial. Nela consta que a facção gastou mais de R$ 1 8 milhão com advogados só no primeiro semestre do ano passado em São Paulo. Nos outros Estados, o montante no período foi de mais de R$ 730 mil.
Transformação


O procurador de Justiça Márcio Sérgio Christino, contudo, avalia que o PCC “não necessariamente cresceu, mas mudou” nos últimos dez anos. “Eles tinham um perfil inicial mais limitado, mais politizado, com um discurso em defesa dos direitos da população carcerária. Com o tempo e com as ações criminosas, o ‘partido’ sofreu mutações até chegar aonde chegou, uma dinâmica como a de uma grande empresa, mas com foco no tráfico, que permite arrecadação contínua.”
Um dos principais responsáveis pela mais completa investigação contra o PCC, o promotor Lincoln Gakiya, de Presidente Prudente, em parceria com colegas do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou 175 integrantes da facção em outubro de 2013. Ele pediu também a prisão preventiva de mais de cem bandidos (muitos já cumprindo pena) à Justiça e a internação da cúpula e de seus principais “assessores” no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), além de mandados de busca e apreensão na casa dos acusados e de parentes.
“A intenção era adotar as medidas simultaneamente justamente para cortar o contato das lideranças com seus subordinados diretos”, conta. A Justiça na cidade do oeste do Estado negou os pedidos. A Promotoria recorreu e aguarda decisão.
“Essa investigação serviu para mostrar, com provas, que o PCC nunca parou de praticar crimes. Ela expõe como a facção funciona e tem servido de base para investigações em outros Estados”, diz Gakiya.
A Secretaria da Segurança informou, por meio de nota, que desde 2006 “o orçamento para a pasta cresceu 94% acima da inflação do período, passando de R$ 9,3 bilhões para R$ 24,8 bilhões em 2016 - o montante é o triplo dos R$ 8,1 bilhões reservados pelo governo federal para todo o País”. A Secretaria de Administração Penitenciária afirmou que investe continuamente em modernização e ampliação da segurança no sistema prisional e, quando um detento é identificado como perigoso, “é imediatamente isolado nas penitenciárias 1 de Avaré ou 2 de Presidente Venceslau, onde o controle é ainda mais rigoroso - eles só podem sair algemados”.
PCC tem base em todos os Estados e em seis países

O poderio financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) reflete diretamente seu poderio geográfico. À medida que as receitas da organização crescem, expandem-se também seus limites territoriais. Se, em 2013, após três anos e meio de investigações, o Ministério Público Estadual (MPE) concluiu que a facção se espalhava por 22 Estados, Distrito Federal, Bolívia e Paraguai, hoje o PCC se faz presente em todas as 27 unidades da federação e já tem bases também na Argentina, no Peru, na Colômbia e na Venezuela.
Segundo o MPE, há evidências nas investigações que mostram contatos diretos de integrantes do PCC com o Exército do Povo Paraguaio (EPP), um grupo terrorista contrário ao governo local, e com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “O foco está no tráfico de drogas e armas com todos os países listados. Começamos a verificar, por exemplo, o uso de fuzis argentinos no Brasil por parte de integrantes do PCC recentemente”, conta o promotor Lincoln Gakiya, de Presidente Prudente.
No Brasil, a presença do PCC, além de São Paulo, é mais forte em Mato Grosso do Sul e no Paraná, por causa da fronteira com os países que têm bandos parceiros da facção.
Segundo investigações, aos poucos, o grupo está deixando de lado os intermediários e assumindo a compra direta de drogas. É o caso de Fabiano Alves de Souza, conhecido como Paca e apontado como o único integrante da cúpula em liberdade. Segundo a polícia, ele vive no Paraguai e envia droga para o Brasil sob encomenda da facção. Paca estava preso no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) até 2014, quando recebeu um habeas corpus da Justiça. Sua prisão preventiva foi decretada pouco depois, mas ele nunca mais foi encontrado.
Segundo o procurador de Justiça Márcio Sérgio Christino, “eles (os integrantes do PCC) conseguem ocupar uma região, um Estado, um país, porque há espaço. Há espaço porque conseguem fornecer drogas. É uma relação comercial”, afirma.
Investigações do MPE, de outubro de 2013, além do audacioso plano de execução do governador Geraldo Alckmin (PSDB) – considerado pelos criminosos como o responsável pela “opressão” à população carcerária -, revelaram a existência de uma aliança entre o PCC e o Comando Vermelho (CV), organização do Rio. Em território nacional, essa é a única facção que estabeleceu uma parceria com a facção paulista.
Os bandidos, segundo as investigações, trocavam informações sobre métodos de assaltos e sequestros e também sobre como estabelecer o domínio dentro do sistema prisional. De acordo com Christino, isso não acontece nos demais Estados. “Tudo está baseado no crescimento do tráfico de drogas. No Rio, as facções têm meios e infraestrutura para fornecer e comprar drogas em um ritmo acelerado”, explica.
Pelo restante do Brasil, o PCC tem controle garantido sobre o crime organizado. Christino diz que um revendedor de drogas cria vínculo com a facção e, desse modo, ganha projeção dentro da própria estrutura do “partido”. “A facção cresce nos Estados que não têm a mesma estrutura de venda de drogas”, diz o procurador. “Nos demais Estados, o PCC supre essa falta de estrutura e acaba cooptando os traficantes locais. Por isso, a facção cresce.”
Em janeiro de 2015, a polícia e o MPE descobriram contas na China e nos EUA que estariam sendo usadas para lavagem de dinheiro. Entre 2013 e 2014, a suspeita é de que a facção possa ter movimentado R$ 100 milhões – o valor é uma estimativa. Segundo as investigações, o PCC ainda não está familiarizado com a lavagem de dinheiro por meio de offshores e prefere operar com dinheiro vivo. Para isso, a organização guarda dinheiro em residências (enterrando em quintais, por exemplo) ou usa casas de câmbio para transferir valores para a compra de drogas na Bolívia e no Paraguai.
Histórico

A trajetória de crescimento do PCC vem de longa data: partiu de um presídio e atravessou fronteiras. O bando que hoje domina o crime no Brasil e atua na América do Sul, Europa e África foi fundado por apenas oito presos no Anexo da Casa de Custódia de Taubaté, no Vale do Paraíba, em 31 de agosto de 1993. Idemir Carlos Ambrósio, o Sombra, foi o primeiro líder da facção.
Foi Sombra quem comandou, em fevereiro de 2001, a primeira megarrebelião de São Paulo, quando 29 presídios foram tomados simultaneamente e 16 detentos morreram. Foi assassinado cinco meses depois. Marcola assumiu o mais alto posto do PCC em novembro de 2002, de onde nunca mais saiu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

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POLÍCIA FEDERAL PRENDE TRAFICANTES DE ARMAS QUE UTILIZAVAM O PORTO DE SANTOS





A Polícia Federal desmantelou uma quadrilha que traficava armas através do Porto de Santos. As armas eram compradas legalmente em Miami, nos Estados Unidos e embarcadas para o Brasil.

A base da quadrilha funcionava na cidade de Engenheiro Caldas-MG, onde boa parte da população já morou nos Estados Unidos.


 Vicente de Paulo Vieira e seu filho Marco Vieira 

Vicente de Paula Vieira é apontado como o chefe da quadrilha. Ele e o filho, Marco Vieira iam diversas vezes por ano ao exterior.


 Sergio Vieira de Carvalho e Moisés Vieira

Sergio Vieira de Carvalho e Moisés Nogueira, outros integrantes da quadrilha, eram os responsáveis de comprar as armas legalmente em Miami, depois procuravam famílias de mudança para o Brasil com todos os móveis e davam um jeito de rechear os colchões com armas pesadas.


 Carioca era o responsável de retirar as armas do Porto de Santos

Era assim que fuzis e metralhadoras chegavam ao Porto de Santos. No porto, quem era responsável pelo recebimento da carga era Marcio de Souza Silva, conhecido como Carioca.

Segundo a investigação da Polícia Federal, carioca transportava as armas contrabandeadas em carros com fundo falso. Braz Clementino da Silva era o responsável pelo preparo desses compartimentos nos veículos.


 Braz preparava o fundo falso dos veículos

Esta quadrilha mineira pagava R$ 3.000,00 (três mil reais) por cada arma e as vendia por até R$ 30.000,00 (trinta mil reais). Os integrantes da quadrilha enriqueceram rapidamente sem trabalhar e bocavam banca naquela pequena cidade.

As armas depois de recebidas no Porto de Santos eram transportadas para a cidade de Engenheiro Caldas-MG e depois distribuídas para os traficantes das Comunidades da Rocinha e do Vidigal, no Rio de Janeiro-RJ.

Segundo um integrante da Polícia Militar do Rio, vários tipos de armas já foram apreendidos nas comunidades cariocas, tais como, FAL, Ruger Calibre 556, Pistola Ponto 30, Ak, HK.


Veja a reportagem completa exibida no programa Domingo Espetacular da Rede Record:









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sábado, 7 de setembro de 2013

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TRÁFICO DE ARMAS PELO PORTO DE SANTOS É DESCOBERTO






A Polícia Federal desarticulou, na manhã da última quarta-feira (4), uma quadrilha especializada no tráfico internacional de armas. O armamento saía de Miami, nos Estados Unidos, dentro de contêineres com mudanças de brasileiros que estavam retornando para o Brasil, chegava ao Porto de Santos, em São Paulo, e tinha como destino final as favelas da Rocinha e do Vidigal, no Rio. Sete mandados de prisão preventiva foram expedidos pela Justiça.

A operação foi batizada de Bed bugs, em referência a um inseto também conhecido como "percevejo da cama”, frequentemente encontrado nos Estados Unidos e na Europa.

O modus operandi da quadrilha desbaratada pela PF consistia no envio de fuzis de grosso calibre dos Estados Unidos da América ao Brasil, via Porto de Santos. As armas eram escondidas dentro de colchões que eram transportados em containers que traziam a mudança de famílias brasileiras residentes nos Estados Unidos e estavam regressando ao Brasil. No país, os criminosos retiravam as armas dos colchões e as revendiam a traficantes de drogas das favelas brasileiras, principalmente cariocas.

O principal cliente dos traficantes de armas era o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha. Durante as investigações, 22 fuzis 7.62 e 12 mil munições foram apreendidos. Ainda segundo a polícia, a quadrilha já mandou para o Rio pelo menos 500 fuzis 7.62.

Sete pessoas foram presas, sendo cinco no Brasil, quatro em Engenheiro Caldas e uma em Governador Valadares, cidades do interior de Minas Gerais e duas nos Estados Unidos. Os cinco detidos são conhecidos fazendeiros e comerciantes da região do Vale do Rio Doce.

Os presos foram indiciados pelo crime de tráfico internacional de arma de fogo e pelo crime de formação de quadrilha e foram encaminhados à penitenciária de Governador Valadares, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

As investigações foram realizadas pela Polícia Federal em Minas Gerais, e contou com o apoio da Delegacia da PF em Santos/SP e da Polícia Norte Americana, inclusive, para a prisão dos dois criminosos que atuavam em território americano. Com a ajuda da Interpol, outras duas pessoas estão sendo procuradas nos Estados Unidos.
 

Fonte: Polícia Federal / Jornal A Tribuna / G1 / Jornal O Globo

 
 
 
 
 
 
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