Foram retidos 142 sacos com pellets de madeira,
misturados com a substância análoga à cocaína. Os contêineres tinham como
destino o Porto de Hamburgo
A Receita Federal do
Brasil (RFB) apreendeu na manhã da última quarta-feira, 1º de abril, no Porto
de Itapoá, litoral catarinense, duas cargas de pellets de madeira com indícios
de que estejam contaminados com cocaína.
O que chamou a
atenção das autoridades foi a sofisticação do método utilizado pelo tráfico
internacional: a droga não estava escondida em compartimentos falsos, mas
misturada à própria composição do pellet, um biocombustível feito de resíduos
de madeira e biomassa. A suspeita é de que os criminosos utilizariam processos
químicos para separar o entorpecente do material vegetal após o desembarque na
Europa.
No total foram
retidos 142 sacos com pellets de madeira, misturados com a substância análoga à
cocaína, totalizando cerca de 1,6 toneladas de material que podem estar
contaminados com o entorpecente.
O pellet de madeira é um biocombustível, feito de resíduos de biomassa vegetal como a serragem de madeira, o bagaço da cana-de-açúcar ou resíduos de reflorestamento. Pode ser usado na queima em fogões e caldeiras e como absorvente higiênico para gatos.
Os contêineres
tinham como destino o Porto de Hamburgo, o maior da Alemanha e o segundo maior
da Europa. O porto tem sido um dos maiores pontos de entrada de cocaína na
Europa, recebendo principalmente drogas da América do Sul. Scanners e trabalho
de inteligência foram usados para a fiscalização.
Toda carga retida
foi encaminhada à Polícia Federal (PF), polícia judiciária, que dará
continuidade às investigações.
1ª Operação em Itapoá
Esta foi a primeira
operação com esse tipo de situação realizada pela Receita Federal, em Itapoá
neste ano. Em 2025, em Santa Catarina foram retirados de circulação mais de 600
quilos de cocaína, em seis operações.
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