Postagem em destaque

NO PODCAST PORTO&GENTE CONTEI UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA NO PORTO DE SANTOS

Uma trajetória de mais de 30 anos, com atuação na Receita Federal, na Guarda Portuária, nas áreas sindical, cooperativista, beneficente e em...

quarta-feira, 18 de março de 2026

0

PORTO DE SANTOS REFORÇA FISCALIZAÇÃO AO TRÂNSITO DE CAMINHÕES E FAZ CAMPANHAS EDUCATIVAS


Guarda Portuária (GPort) conta com setor de trânsito que, entre as atribuições, promove palestras de conscientização

A dinâmica do tráfego de caminhões é fundamental para o funcionamento do Porto de Santos, o maior do Hemisfério Sul. No entanto, em um cenário de milhares de infrações aferidas pela Polícia Militar Rodoviária (PMR) - de 105,6 mil autos de infração no ano passado nas principais rodovias que atendem a região – a responsável pela gestão do cais santista também reforça sua atenção ao tema.

Para a Autoridade Portuária de Santos (APS), por possuir jurisdição sobre as vias do porto organizado, realiza periodicamente campanhas educativas e, porintermédio da Guarda Portuária, operações de fiscalização com bloqueio de via (blitz), inclusive com o uso de etilômetros, com o objetivo de conscientizar os condutores sobre os riscos de dirigir alcoolizado.

“A maior parte das autuações é motivada por imprudência, como ultrapassagem de semáforos vermelhos, ou simples desrespeito às leis de trânsito, como estacionamentos irregulares, que são somadas ao uso de celulares, falta de cinto de segurança e retorno, ou conversão proibida”, explica a APS, em nota.

A estatal reforça que “a autuação tem caráter educativo, mas com o intuito de preservar a segurança viária e a conscientização dos condutores”.

Queda dos sinistros

De acordo com a Autoridade Portuária, a Guarda Portuária (GPort) é importante em um contexto de fiscalização das irregularidades dos caminhões que trafegam pelo Porto de Santos. Tanto que possui um Setor de Trânsito que, entre sua satribuições, “promove palestras de conscientização para o público interno e externo e monitora os sinistros de trânsito, para identificação dos locais que possuem maior índice”.

Além disso, de acordo com a APS, diversos veículos são fiscalizados nas vias portuárias e esse trabalho é mais intensificada onde há controle de acesso ao cais.

São verificados documentos de porte obrigatório pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ou específicos, de acordo com a carga ou outra condição que exija, como transporte de produtos perigosos.

Como resultado, em 2025, foi registrada uma queda de 30% nos acidentes de trânsito. O percentual de ocorrências fatais de trânsito no Porto, em relação ao total, foi de 0,71% - no Estado foi de 5,29%; e na Baixada Santista 5,01%, sendo que em Guarujá, o índice foi de 4,25% e em Santos, de 2,28%.

A APS lembra, ainda, que o trânsito portuário recebe diariamente cerca de 15 mil caminhões e 50 mil pessoas, e circulam cerca de 1 milhão de pessoas na temporada de cruzeiros. E essa grande movimentação se dá em vias de características operacionais, que possuem um cenário que difere muito do trânsito urbano e rural, pois há interação ininterrupta entre caminhões, veículos leves, bicicletas, ônibus, trens, maquinários, veículos com excesso de dimensão ou carga excedente, linhas férreas, e obras, entre outros itens.

No último domingo, A Tribuna publicou que a GPort, na área da Poligonal do Porto, fiscalizou no ano passado 444 veículos, com 136 autuações e 37 guinchamentos. Em 22 casos, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) estava vencida, era de categoria diferente ou o motorista não tinha posse do documento; outras 44 possuíam Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) vencido; 87 tinham Certificado de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos (CETPP) vencido ou não comprovado; 54 possuíam Certificado de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos (CIPP) e/ou Certificado de Inspeção Veicular (CIV) vencido ou sem comprovação. Além disso, 32 estavam com exame toxicológico vencido.

Conscientização

A APS informa que participa em conjunto com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) da campanha “Maio Amarelo”, que tem por objetivo conscientizar os condutores sobre a segurança viária, o respeito às leis de trânsito e a valorização da vida.

“Nessa campanha, os veículos são abordados, recebem materiais informativos e orientações das equipes de agentes de trânsito da Guarda Portuária. Sem contar que, regularmente, são realizadas ações de educação, capacitação de agentes ou fiscalização, em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além da Operação RegulAR, ação conjunta de fiscalização entre a Gerência de Meio Ambiente da APS e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), com o objetivo de verificar os índices de emissão de poluentes dos veículos”, explica a estatal.

A campanha garante que visa conscientizar e fiscalizar condutores quanto à importância da manutenção preventiva para reduzir a emissão de fumaça preta e melhorar a qualidade de vida na cidade.

Série

Essa é a segunda reportagem da série especial de cinco publicações que abordam a situação dos caminhões que acessam o Porto de Santos sob a ótica dos diversos entes envolvidos no ecossistema portuário. Elas começaram a ser publicadas no último domingo.

Situação é semelhante nos portos do Paraná

Outro importante corredor de exportação do Brasil, o Porto de Paranaguá, no Paraná, também lida com as infrações de caminhões que trafegam por lá. Para se ter uma ideia, em 2025, o pátio de triagem do porto paranaense recebeu mais de 507 mil caminhões.

O local conta com 330 mil metros quadrados e mil vagas de estacionamento, é responsável pela organização, classificação e direcionamento dos granéis sólidos vegetais que são enviados aos terminais e, posteriormente, embarcados em navios.

De acordo com a Portos do Paraná, que administra o complexo portuário, são feitas blitz e quinzenais no pátio de triagem, na área portuária e até no cais. Nessas ações, os agentes de segurança conferem as condições dos veículos, a velocidade empregada nas vias, as documentações exigidas e fazem orientações sobre trânsito seguro. Também é aplicado o teste do etilômetro (bafômetro).

“Além das ações já citadas, que atingem os motoristas externos, a Portos do Paraná realiza campanhas constantes sobre segurança no trânsito, principalmente durante o Maio Amarelo. Ainda sobre as fiscalizações, a Autoridade Portuária, em sua área de atuação, verifica o uso do cinto de segurança, as condições dos pneus e do veículo de modo geral, a documentação do veículo e do condutor e a permissão para trafegar dentro do porto. Na faixa do cais também há orientações constantes para o respeito ao limite máximo de velocidade, que não pode exceder 30 km/h”.

A empresa Portos do Paraná reforça, ainda, que “todos os portuários passam por treinamento antes de acessar o cais, para evitar qualquer problema de segurança e que incentiva o uso de veículos em boas condições de conservação e funcionamento”.

Outro importante corredor de exportação do Brasil, o Porto de Paranaguá, no Paraná, também lida com as infrações de caminhões que trafegam por lá. Para se ter uma ideia, em 2025, o pátio de triagem do porto paranaense recebeu mais de 507 mil caminhões.

O local conta com 330 mil metros quadrados e mil vagas de estacionamento, é responsável pela organização, classificação e direcionamento dos granéis sólidos vegetais que são enviados aos terminais e, posteriormente, embarcados em navios.

De acordo com a empresa Portos do Paraná, que administra o complexo portuário, são feitas blitze quinzenais no pátio de triagem, na área portuária e até no cais. Nessas ações, os agentes de segurança conferem as condições dos veículos, a velocidade empregada nas vias, as documentações exigidas e fazem orientações sobre trânsito seguro. Também é aplicado o teste do etilômetro (bafômetro).

“Além das ações já citadas, que atingem os motoristas externos, a Portos do Paraná realiza campanhas constantes sobre segurança no trânsito, principalmente durante o Maio Amarelo. Ainda sobre as fiscalizações, a Autoridade Portuária, em sua área de atuação, verifica o uso do cinto de segurança, as condições dos pneus e do veículo de modo geral, a documentação do veículo e do condutor e a permissão para trafegar dentro do porto. Na faixa do cais também há orientações constantes para o respeito ao limite máximo de velocidade, que não pode exceder 30 km/h”.

A Portos do Paraná reforça, ainda, que “todos os portuários passam por treinamento antes de acessar o cais, para evitar qualquer problema de segurança e que incentiva o uso de veículos em boas condições de conservação e funcionamento”.

Autor/Fonte: Anderson Firmino/A Tribuna


* Esclarecemos que a a publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão ao republicar é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.  O espaço está aberto para a manifestação das pessoas e empresas citadas nesta reportagem.     

Respeitamos  quem se dedica para obter a informação, a fim de poder retransmitir aos outros, informando o autor e a fonte, disponibilizando o link da origem da publicação .  Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e um link seja posto para o mesmo. 

Continue lendo ►
0

TERMINAL É FECHADO POR CONTAMINAÇÃO DE COBRE E NITRATO EM PRAIA DE SALVADOR


O motivo da interdição está relacionado à contaminação por nitrato e cobre na praia, que verificada e que vem sendo investigada

O Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) da Bahia interditou na terça-feira (10/03) o Terminal Itapuã, na região da praia de São Tomé de Paripe, em Salvador.

O motivo da interdição está relacionado à contaminação por nitrato e cobre na praia, que verificada e que vem sendo investigada desde a semana passada.

O terminal marítimo armazena granéis, está localizado no Subúrbio Ferroviário de Salvador e tem capacidade de movimentação de 15 mil toneladas diárias. A empresa se disse surpresa pela interdição e alega que não houve movimentação de carga dos produtos químicos que justifique risco.

Por causa da contaminação, o Inema desaconselha a visita à praia e instalou placas alertando da investigação em curso. Também mandou ofícios à SPU (Superintendência do Patrimônio da União) na Bahia e à Prefeitura de Salvador, solicitando atuação conjunta dos órgãos.

Alegações do Inema

Sobre o Terminal, o Inema diz que encontrou irregularidades durante inspeções técnicas e a medida visa resguardar a saúde pública e a proteção ao meio ambiente.

Equipes técnicas realizaram vistorias e coletaram amostras de água do mar, de efluentes internos da empresa e de líquidos identificados diretamente na areia da praia para análise em laboratório.

De acordo com o Inema, os resultados preliminares das análises indicam a existência de contaminação e apontam uma correlação direta com as atividades operacionais do terminal marítimo.

Paralelamente, o Inema diz que emitirá notificações com exigências técnicas específicas e continuará os estudos para compreender a profundidade da contaminação e identificar possíveis passivos ambientais na área.

O que diz a empresa

Em nota, o Terminal Itapuã manifestou surpresa com a decisão. Veja a íntegra:

Foi com surpresa que o Terminal Itapuã tomou conhecimento de recente decisão do Instituto do Meio Ambiente da Bahia, que determina a interdição temporária do seu funcionamento. O Inema realizou inspeções recentes, nos dias 20 e 24 de fevereiro de 2026, no mesmo local, e não encontrou irregularidades operacionais ou falta de licenças.

O órgão recebeu também a lista de todas as mercadorias movimentadas pelo terminal desde que assumiu a operação e não identificou nenhuma carga movimentada relacionada com produto químico perigoso ou produtos de coloração azul ou verde, como os que foram percebidos no mês passado na areia da praia de São Tomé de Paripe.

O Terminal Itapuã mantém rotinas frequentes e sistemáticas de monitoramento da qualidade da água, especialmente em períodos de maior movimentação operacional e em condições climáticas adversas, não tendo sido identificada qualquer contaminação associada aos produtos manuseados.

O avanço das avaliações aponta para causas externas à sua operação ou, ao menos, pretéritas. Como não há relação entre a operação atual e o evento e ainda, como a operação atual não altera o problema, é de extrema importância que sejam identificadas as causas reais, e não parar a operação atual, que não tem relação com o ocorrido.

O Terminal Itapuã reitera que está empenhado em estabelecer as causas dos eventos recentes, não apenas colaborando com as autoridades responsáveis, mas por esforços próprios. A comunidade de São Tomé de Paripe merece receber os esclarecimentos necessários, com a maior brevidade possível.

Autor/Fonte: Carlos Madeiro Colunista do UOL


* Esclarecemos que a a publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão ao republicar é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.  O espaço está aberto para a manifestação das pessoas e empresas citadas nesta reportagem.     

Respeitamos  quem se dedica para obter a informação, a fim de poder retransmitir aos outros, informando o autor e a fonte, disponibilizando o link da origem da publicação .  Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e um link seja posto para o mesmo. 

Continue lendo ►
0

POLÍCIA JUDICIÁRIA DE PORTUGAL APREENDE BARCO DE PESCA COM 1,8 TONELADAS DE COCAÍNA


No interior do barco pesqueiro, de nome “Golfinho 1”, foram detidos oito homens (quatro de nacionalidade brasileira, três surinameses e um neerlandês)

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes - UNCTE apreendeu no dia 9 de março, 1.800 quilos de cocaína, em uma operação em estreita articulação e cooperação com a Marinha e a Força Aérea Portuguesas, que levou ao desmantelamento de uma organização criminosa (ORCRIM) dedicada à introdução de grandes quantidades de droga no continente europeu, através do uso de uma embarcação pesqueira.

A ação, batizada de “Operação Survivor", foi conduzida pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da Polícia Judiciária (PJ) Portuguesa, suportada por meios operacionais da Marinha Portuguesa e da Força Aérea Portuguesa.

Abordagem da Marinha

A embarcação pesqueira, proveniente da América do Sul, foi interceptada a cerca de 1.040 milhas náuticas (1 925 km) de Lisboa e a 450 milhas náuticas (833 km) a Sudoeste do Porto de Ponta Delgada na Ilha de São Miguel, na Região Autónoma dos Açores, sob o que as autoridades descreveram como "condições de navegação extremas" — um detalhe que sugere condições meteorológicas adversas ou a má navegabilidade da embarcação, ou ambos.

Elementos da Unidade de Operações Especiais da Marinha Portuguesa, conduzidos pelo navio patrulha oceânico NRP Sines, da classe Viana do Castelo, que opera na área de Ponta Delgada, em uma embarcação pneumática, realizaram a ação de visita, abordagem, busca e captura de meios navais (“Visit, Board, Search, and Seizure”, VBSS) sobre o pesqueiro.

No interior do barco pesqueiro, de nome “Golfinho 1”, foram detidos oito homens (quatro de nacionalidade brasileira, três surinameses e um neerlandês) e apreendidos vários equipamentos de navegação e apetrechos típicos de operações de contrabando de longa distância.

Apoio a Força Aérea

A operação foi apoiada pela ação de reconhecimento e vigilância marítima de longo alcance da Força Aérea Portuguesa com a aeronave “Orion”, da Esquadra 601 – “Lobos”.

Droga apreendido e detidos

A embarcação, junto com a cocaína apreendida e a tripulação, foi transportada para o Porto de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores, onde os homens detidos foram apresentados ao juiz de instrução criminal.

Eles receberam a medida coercitiva mais restritiva prevista na lei portuguesa: prisão preventiva, essencialmente prisão preventiva sem direito a fiança até ao julgamento, ficando presos no presídio de Ponta Delgada.

Diligências

A PJ acrescentou que, perante os indícios recolhidos, com a colaboração do seu Departamento de Investigação Criminal (DIC) dos Açores e em articulação com o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Ponta Delgada, "foram desenvolvidas diversas diligências de investigação para recolha de provas, com vista a atividade ilícita que os mesmos vinham desenvolvendo durante os últimos dias".

Investigação

A investigação iniciou-se neste mês de março por parte da MAOC-N (Maritime Analysis and Operations Centre – Drugs), no âmbito da cooperação policial internacional e em estreita colaboração e articulação com as autoridades policiais e judiciárias do Reino Unido – NCA (National Crime Agency), dos Estados Unidos – DEA (Drug Enforcement Administration) e JIATF-S (Joint Interagency Task Force South).

A interdição marítima, denominada “Operação Sobrevivente”, teve início quando a fusão de informações do Centro da MAOC-N em Lisboa sinalizou padrões incomuns de movimentação de embarcações no Atlântico Central.

A UNCTE da PJ, dirigida desde 2018, pelo coordenador superior de investigação criminal, Artur António Carvalho Vaz, levou a efeito esta operação, além dos meios já referidos das Forças Armadas Portuguesas, com o Departamento de Investigação Criminal (DIC) dos Açores da PJ e em articulação com o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Comarca dos Açores – Ponta Delgada.

As investigações prosseguem.

Colaboração Internacional

Em estreita colaboração e articulação com a PJ estiveram também a DEA (“Drug Enforcement Administration”, EUA), a JIATF South (“Joint Interagency Task Force South”, dos EUA), e a NCA (“National Crime Agency”, do Reino Unido), bem como o MAOC-N (“Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics”).

MAOC-N

O MAOC-N é uma plataforma de cooperação internacional, co-financiada pela União Europeia, para reforço do combate ao narcotráfico por via marítima, criada e com sede desde 2007 na zona oriental de Lisboa (junto à Doca do Poço de Bispo), e do qual fazem parte nove países europeus: Portugal, Espanha, França, Itália, Holanda, Irlanda, Reino Unido, Bélgica e Alemanha (tendo Cabo Verde o estatuto de observador na mesma).

A MAOC-N é dirigida desde Setembro de 2025 por José Ferreira, coordenador superior de investigação criminal da PJ e, durante oito anos, o Director de Operações da MAOC-N.

Açores e Madeira

Os Açores e Madeira, em particular, funcionam como pontos de passagem onde os traficantes realizam transferências em alto-mar, de "navios-mãe" para embarcações menores e mais rápidas que conseguem entrar em portos europeus ou zonas costeiras isoladas.

O papel de Portugal como um "ponto crítico" acarreta consequências tangíveis: maior presença policial nos portos, maior vigilância do tráfego marítimo e maior exigência de recursos para os sistemas judicial e penitenciário.

A prisão de Ponta Delgada, que alberga os oito cidadãos estrangeiros cujos casos provavelmente exigirão serviços de tradução, notificações consulares e prazos de investigação mais longos — tudo financiado pelos contribuintes portugueses.

Além disso, a internacionalização dessas investigações significa que os procuradores portugueses têm de lidar com tratados complexos de assistência jurídica mútua e coordenar ações com agências como o escritório de ligação da DEA em Lisboa e a Força-Tarefa Interagências Conjunta Sul (JIATF-S), que monitoriza o fluxo de drogas no Hemisfério Ocidental.

Embora isso traga conhecimento técnico e partilha de informações, também sujeita os processos judiciais portugueses a pressões diplomáticas externas e a prazos apertados.

Embarcação Brasileira

Embora não tenha sido divulgado o país de origem da embarcação, em apuração realizada pelo Portal Segurança Portuária Em Foco consta que, com base nos dados da Marinha do Brasil, existe um registro no país para a embarcação EXP GOLFINHO I.

Trata-se de um barco de pesca motorizado, construído em madeira, com área de atuação em cabotagem. O registro indica o código CPBLEM (Capitania dos Portos), situado no Brasil.

Esta informação reflete dados técnicos oficiais de registro e não detalhes operacionais específicos da embarcação, conforme os dados disponíveis em 18 de março de 2026.


A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto (Safety/Security). A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.    

* Texto: O texto deste artigo relata acontecimentos, baseado em fatos obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis e dados observados ou verificados diretamente junto a colaboradores.

* Direitos Autorais: Os artigos e notícias, originais deste Portal, tem a reprodução autorizada pelo autor, desde que, seja mencionada a fonte e adicionado o link do artigo.



Continue lendo ►

LEGISLAÇÕES