O motivo da interdição está relacionado à contaminação por
nitrato e cobre na praia, que verificada e que vem sendo investigada
O Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) da Bahia interditou na terça-feira (10/03) o Terminal Itapuã, na região da praia de São Tomé de Paripe, em Salvador.
O motivo da
interdição está relacionado à contaminação por nitrato e cobre na praia, que
verificada e que vem sendo investigada desde a semana passada.
O terminal marítimo
armazena granéis, está localizado no Subúrbio Ferroviário de Salvador e tem
capacidade de movimentação de 15 mil toneladas diárias. A empresa se disse
surpresa pela interdição e alega que não houve movimentação de carga dos produtos
químicos que justifique risco.
Por causa da
contaminação, o Inema desaconselha a visita à praia e instalou placas alertando
da investigação em curso. Também mandou ofícios à SPU (Superintendência do
Patrimônio da União) na Bahia e à Prefeitura de Salvador, solicitando atuação conjunta
dos órgãos.
Alegações do Inema
Sobre o Terminal, o
Inema diz que encontrou irregularidades durante inspeções técnicas e a medida
visa resguardar a saúde pública e a proteção ao meio ambiente.
Equipes técnicas
realizaram vistorias e coletaram amostras de água do mar, de efluentes internos
da empresa e de líquidos identificados diretamente na areia da praia para
análise em laboratório.
De acordo com o
Inema, os resultados preliminares das análises indicam a existência de contaminação
e apontam uma correlação direta com as atividades operacionais do terminal
marítimo.
Paralelamente, o
Inema diz que emitirá notificações com exigências técnicas específicas e
continuará os estudos para compreender a profundidade da contaminação e
identificar possíveis passivos ambientais na área.
O que diz a empresa
Em nota, o Terminal
Itapuã manifestou surpresa com a decisão. Veja a íntegra:
Foi com surpresa que
o Terminal Itapuã tomou conhecimento de recente decisão do Instituto do Meio Ambiente
da Bahia, que determina a interdição temporária do seu funcionamento. O Inema
realizou inspeções recentes, nos dias 20 e 24 de fevereiro de 2026, no mesmo
local, e não encontrou irregularidades operacionais ou falta de licenças.
O órgão recebeu
também a lista de todas as mercadorias movimentadas pelo terminal desde que
assumiu a operação e não identificou nenhuma carga movimentada relacionada com
produto químico perigoso ou produtos de coloração azul ou verde, como os que
foram percebidos no mês passado na areia da praia de São Tomé de Paripe.
O Terminal Itapuã mantém
rotinas frequentes e sistemáticas de monitoramento da qualidade da água,
especialmente em períodos de maior movimentação operacional e em condições
climáticas adversas, não tendo sido identificada qualquer contaminação associada
aos produtos manuseados.
O avanço das
avaliações aponta para causas externas à sua operação ou, ao menos, pretéritas.
Como não há relação entre a operação atual e o evento e ainda, como a operação
atual não altera o problema, é de extrema importância que sejam identificadas
as causas reais, e não parar a operação atual, que não tem relação com o
ocorrido.
O Terminal Itapuã
reitera que está empenhado em estabelecer as causas dos eventos recentes, não
apenas colaborando com as autoridades responsáveis, mas por esforços próprios. A
comunidade de São Tomé de Paripe merece receber os esclarecimentos necessários,
com a maior brevidade possível.
Autor/Fonte: Carlos Madeiro Colunista do UOL
* Esclarecemos que a a publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão ao republicar é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor. O espaço está aberto para a manifestação das pessoas e empresas citadas nesta reportagem.












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