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sexta-feira, 22 de junho de 2012

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JOSÉ SERRA DEIXA A PRESIDÊNCIA DA CODESP, BARCO ASSUME



Ontem, ele apresentou seu pedido de exoneração. A partir de hoje, o presidente em exercício da Codesp é o diretor de Planejamento Estratégico e Controle da empresa, Renato Barco. Seu sucessor definitivo deve ser escolhido pelo ministro dos Portos, José Leônidas Cristino, nos próximos 30 dias.


A partida de Serra, cogitada desde o ano passado, foi confirmada no início da semana pelo ministro dos Portos, José Leônidas Cristino. Os motivos do pedido de exoneração são de ordem pessoal. Ele retorna para Fortaleza (CE), para o convívio familiar.

Em Santos, deixa um legado que reúne ações como a obtenção, pelo Porto de Santos, da Declaração de Cumprimento da lei antiterrorismo portuário ISPS Code, a realização da dragagem de aprofundamento do canal de navegação (praticamente concluída), boa parte das obras das avenidas perimetrais e, principalmente, uma nova visão de administradora e gestora portuária para a Codesp. Em tomou posse no cargo, em 12 de agosto de 2008.

Dragagem de Aprofundamento

Estamos agora procurando a homologação dos 15 metros em todo o Porto, ao longo dos 25 quilômetros de canal e com uma grande vantagem, cumprindo o que a lei manda, do ponto de vista ambiental e operacional. (A homologação) deve estar saindo a qualquer momento, pelo menos a do Trecho 1 (da Barra até o Ferry Boat, na entrada do canal). Os trechos 2 e 3 vêm em seguida e, neles, temos a retirada das pedras (de Teffé e Itapema) e dos restos do Ais Giorgis – e até julho isso deve estar resolvido.

Segunda Fase da Dragagem

"O Porto está se preparando para a segunda fase da dragagem. Esse processo inicial que nós estamos concluindo, ele foi absolutamente necessário para reinserir o Porto de Santos na rota desses grandes navios que chegam. Agora, nós precisamos migrar para 16 metros dentro do Porto e 17 metros, pelo menos, lá fora (Barra)".

Avenidas Perimetrais

A maior dificuldade foi estabelecer esses projetos, o que queríamos fazer e conseguir os recursos. Isso conseguiu. Então digo que não conclui as Perimetrais pois a dificuldade do processo licitatório. Quando nós entramos, a gente tinha uma situação muito caótica. Tinham os contratos assinados (com as construtoras) e nada negociado com os arrendatários de quem teríamos de tirar áreas (para a obra). Não tínhamos isso pronto. Eu tive de negociar contrato por contrato na Antaq, para poder fazer o corte das áreas. Isso precisou ser negociado, colocado por escrito. E isso não tinha sido feito ainda. Por que não tinha sido feito? Eu acho que as pessoas pensavam que era só uma obra de engenharia. Isso não é só uma obra de engenharia. Teve ainda toda a questão ambiental, que foi dificílima de resolver. Havia muitos passivos ambientais nesse trecho" .

TEV

"(O Terminal de Exportação de Veículos, TEV) - foi uma das primeiras licitações nossas. Não foi em leilão, pois a Antaq não permitiu, mas eu acabei, depois, achando bom, pois fiz a inversão das fases. Então nós fizemos com o custo de oportunidade. E aquilo que não era leilão acabou sendo o custo de oportunidade. Ou seja, quem dá mais é que leva. Acabei fazendo um leilão da forma que a lei permitia. E hoje essa regra vale para o Brasil todo".

Declaração de Cumprimento do ISPS CODE

Isso tem de ser reconhecido. A Guarda Portuária teve uma participação efetiva nesse processo. E agora já estamos querendo reavaliar o plano de segurança"

Equilíbrio Financeiro

"Estamos no terceiro ano de lucro, terceiro ano de pagamento de participação dos lucros aos funcionários. A companhia hoje está estabilizada, com suas contas em dia. Nosso passivo hoje está normal. Na minha gestão, derrubamos o passivo em R$ 1,2 bilhão, somando inclusive o passivo com a Prefeitura, pelo pagamento do IPTU, que derrubamos no Supremo. Hoje, o passivo está em R$ 170 milhões. Mas isso é uma provisão".

"Eu acredito que o Porto vá continuar crescendo. Este ano, nós passaremos dos 3 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), passaremos das 100 milhões de toneladas. E acredito na possibilidade de um lucro superior a R$ 65 milhões. Eu não tenho o balanço de maio, mas estava próximo de R$ 30 milhões em abril.

Concurso Público

"Realizamos dois concursos públicos. Nós conseguimos colocar 241 empregados concursados na companhia e saíram 314 através do Plano de Incentivo de Desligamento Voluntário.
Para o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, a gestão de Serra foi marcada pela ingerência do Governo Federal. "Não há dúvidas de que sob o seu comando o Porto de Santos cresceu como nunca em vários aspectos, mas também não restam dúvidas de que poderia ter se desenvolvido muito mais caso o pessoal de Brasília o tivesse deixado trabalhar com liberdade". Cirino refere-se a interferência direta da Casa Civil e principalmente do Ministério de Planejamento, lê-se, Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST).

CIRINO

Segundo Cirino, José Roberto Serra pautou sua gestão pela ousadia e pelo comprometimento com o porto e com a cidade de Santos. "Os avanços são inquestionáveis, sobretudo na qualidade das operações e na infraestrutura portuária, além da modernização do sistema viário, da dragagem e dos novos terminais", disse. O sindicalista afirma que a passagem de José Serra pela Codesp ajudou a transformar o Porto de Santos em um porto seguro. "Os altos investimentos que não param de chegar comprovam isso".
Por outro lado, o presidente do Sindaport reclama da interferência de Brasília em questões cotidianas da Autoridade Portuária, tais como o impasse envolvendo a campanha salarial dos portuários, transformada pelo "Planalto Central" em uma verdadeira batalha jurídica. "Não adianta nomearem o Papa para o Vaticano e não o deixarem rezar. Infelizmente fizeram isso com o Serra nos assuntos internos que envolveram os funcionários da companhia". Para esses casos, Cirino defende uma maior autonomia para o cargo, independentemente de quem o ocupe.

Fonte: Jornal A Tribuna / Sindaport


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