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sábado, 16 de fevereiro de 2013

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PORTUÁRIOS ANTECIPAM GREVE EM SANTOS, CONTRA MP 595



Trabalhadores decidem parar porto na próxima sexta em protesto contra a Medida Provisória
 

 
“Vamos partir pro pau e parar o Porto de Santos”. A frase de Rodnei Oliveira da Silva, Nei, presidente do Sindicato dos Estivadores, reflete bem o ânimo de revolta dos trabalhadores portuários contra a Medida Provisória 595. Os sindicalistas de Santos decidiram em demorada reunião na tarde desta sexta-feira (15), antecipar para a próxima sexta-feira, uma greve de advertência de 6 horas, independente da decisão da plenária nacional, que ocorre na próxima semana, em Brasília.

Segundo os sindicalistas, o discurso do Governo de que não haverá prejuízos aos trabalhadores é apenas para evitar uma paralisação, pois a MP-595 vai retirar direitos e reduzir o mercado de trabalho. “Nós não podemos ficar aguardando, de forma impassível, temos que reagir e mostrar que Santos ainda é a cidade de vanguarda na luta operária”, justificou Valdir Pestana, presidente dos Rodoviários do Porto.

Os demais sindicalistas concordaram, e alguns, como Robson Apolinário, do Sintraport, Guilherme Amaral, dos Guindasteiros, e Everandy Cirino, do Sindaport, defenderam que a greve deveria ser imediata, pois no próximo dia 20, será instalada a Comissão Parlamentar que vai analisar a MP-595.

“Querem acabar com Santos e temos que reagir”, disse o experiente sindicalista portuário Vanderlei José da Silva, que era líder da estiva quando foi implantada a Lei 8.630/93, de Modernização dos Portos. Os sindicalistas querem mobilizar os prefeitos da região. Os vereadores Benedito Furtado e Douglas Gonçalves, participaram da reunião.

Na quinta-feira, presidentes das federações nacionais dos portuários estiveram reunidos na Casa Civil, em Brasília, com a ministra Gleisi Holfmann, que garantir que os direitos das categorias serão respeitados.

Os líderes sindicais pediram ao governo federal mais discussão sobre as mudanças introduzidas pela Medida Provisória (MP) 595/2012, que trata da reestruturação do setor. “Todo mundo sabe que se estivador não quiser trabalhar, não tem como nem importar nem exportar nada”, disse o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, após a reunião.

 
Fonte: Diário do Litoral
 
 

Um comentário:

  1. De:
    Renan Barro
    Enviada:
    domingo, 17 de fevereiro de 2013 12:05:08
    Para:
    borges_cdp@hotmail.com

    "Essa é a chance que a categoria possui de mostrar força e união, cruzar os braços e esperar que outros briguem por seus direitos é um risco que não vale a pena correr. O tempo está passando...

    REFLITAMOS


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