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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

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TRABALHADORES PROTESTAM E INVADEM NAVIO





 
Um grupo formado por cerca de 50 portuários avulsos invadiu um navio que trouxe equipamentos de Xangai, na China, para o Porto de Santos. Durante a madrugada, eles invadiram o navio Zhen Hua 10, que está atracado no Porto de Santos, com equipamentos da Embraport Os trabalhadores protestam contra o uso exclusivo de mãe de obra chinesa na remoção dos equipamentos, o que segundo eles contraria o acordo entre os trabalhadores e o porto.

 
A invasão aconteceu na madrugada desta segunda-feira (18). Segundo previsão da administração do porto, os trabalhos de remoção dos equipamentos devem durar cerca de 22 dias. Os trabalhadores aguardam as autoridades portuárias para negociar. O navio chegou ao Porto de Santos na sexta-feira (15) carregando três portêineres, que são equipamentos usados na remoção de cargas dos navios, e 11 transtêineres, que servem para movimentar a carga já desembarcada.




Panfletagem
A partir das 6 horas, eles iniciaram uma panfletagem sindical contra a Medida Provisória (MP) 595, que eles consideram bastante prejudicial ao mercado de trabalho do setor. O primeiro ponto de parada foi o Posto de Escalação 3 do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) do Porto de Santos.

“Estamos desde cedinho no Posto 3 para panfletar e mostrar à categoria o quanto seremos prejudicados pela MP 595”, esbraveja o presidente do Sindicato dos Estivadores do Porto de Santos, Rodnei Oliveira da Silva.






Segundo o sindicato, a intenção é esclarecer a sociedade sobre precarização do trabalho nos portos e perdas para as cidades portuárias devido a MP dos Portos, que está tramitando no Congresso Nacional.

Apoio

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa esteve na manhã desta segunda-feira na parede da estiva em apoio aos trabalhadores que lutam contra a Medida Provisória 595, que muda as regras do setor e dá margem para que portos particulares passem a movimentar cargas que até hoje eram exclusivas dos portos públicos.

Cerca de 200 trabalhadores do Porto de Santos irão a Brasília na próxima quinta-feira para participar de assembleia para debater o tema.

O que é a MP?

A MP 595 causa polêmica entre os portuários desde o final de 2012, quando foi editada e publicada pela presidente da República Dilma Rousseff. Ela muda as regras do setor e dá margem para que portos particulares passem a movimentar cargas que até hoje eram exclusivas dos portos públicos.

Com isso, os avulsos temem o desemprego, já que os portos particulares - que por lei não precisam chamar avulsos para o trabalho - teriam tudo para dominar as cargas.


NEGOCIAÇÕES


Os sindicatos abriram negociação com a Embraport. Ele querem um compromisso da empresa de que ela, como terminal privado, usará esses trabalhadores para a movimentação de carga no porto.

Em nota, a Odebrecht informou que está negociando a saída dos portuários de dentro do navio. Eles querem iniciar o descarregamento dos guindastes, sem os quais o terminal não pode iniciar a operação.

"A Embraport informa que solicitou na manhã de hoje a liberação do navio Zhen Hua 10 para retomada do desembarque dos equipamentos a serem usados em seu terminal em Santos (SP), que permitirá o início da operação nos próximos meses."

O navio Zhen Hua 10 veio do porto de Xangai, na China. Segundo Roberto Myasato, que faz parte da segurança que presta serviço para a tripulação, a ocupação ocorreu por volta das 3h. De acordo com ele, a tripulação chinesa ficou assustada com a movimentação, mas não houve nenhum confronto.

CRONOGRAMA

Amanhã, em Brasília, os sindicatos que representam a categoria portuária farão um encontro nacional. O objetivo é montar uma agenda de mobilizações contra a MP.

Os sindicatos prometem uma paralisação de seis horas no porto de Santos na sexta-feira (22). O porto de Santos é o maior do país, por onde passaram 25,8% do comércio exterior em 2012.
 
Segundo o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, se as negociações não avançarem até meados de março, a categoria entrará em greve.

SEP

O ministro da Secretaria de Portos, Leonidas Cristino, se pronunciou a respeito da invasão de um navio que trouxe para Santos equipamentos de Xangai, na China, por aproximadamente 50 portuários. Segundo o ministro, a ocupação "não é uma coisa razoável". Ele falou com a imprensa em Brasília, DF, após se reunir com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Para Cristino, a invasão foi um ponto "isolado". Ele deve se reunir ainda nesta segunda-feira (18) com os empresários da Embraport, a Capitania dos Portos, a Polícia Federal e com os próprios manifestantes. Outra reunião está marcada para esta quinta-feira (21) entre o governo e representantes das federações de trabalhadores portuários para discutir o tema.

"Eu nunca vou interditar o diálogo. Nós temos sempre que conversar. Eles vão trazer os pontos críticos da MP - Medida Provisória 595, que altera o marco regulatório do setor portuário - e nós vamos continuar com essa reunião na quinta-feira", declarou o ministro.
Texto / fotos / vídeos dos Sites do Jornal e TV A Tribuna e UOL



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