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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

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EMPREGADOS DA CODESP NÃO ACEITAM MUDANÇA DE HORÁRIO NA JORNADA DE TRABALHO




Os empregados da Codesp reunidos nesta quinta-feira em assembleia decidiram não aceitar qualquer mudança de horário na jornada de trabalho. Em assembleia realizada no SINDICATO, a diretoria do SINDAPORT expôs que não há qualquer proposta oficial por parte da Codesp que explique os impactos financeiros por categoria em decorrência de possíveis mudanças na jornada de trabalho.

O presidente do SINDAPORT, Everandy Cirino dos Santos, ressaltou que a empresa não tem uma proposta com cálculos financeiros. “Nada foi nos apresentados oficialmente. Não temos nada no papel, nem nada tem a aprovação de Brasília”.

O vice-presidente João de Andrade explicou durante a assembleia que o SINDICATO denunciou ao Ministério Público do Trabalho irregularidades cometidas pela Codesp com a implantação do Plano de Cargos e Salários, tais como o não cumprimento das normas de segurança, além das escalas de fiscalização que não estavam sendo praticadas, de acordo com a Lei 12.815/2013.

A Codesp foi chamada para dar explicações, porém, em sua justificativa alegou que iria tomar providências mediante mudanças nas jornadas de trabalho das categorias. “O MPT chamou a Codesp e os gestores da empresa não souberam responder aos questionamentos mais simples do SINDICATO. Como a Codesp quer criar novas turmas, novos horários se o único prejudicado será o trabalhador? Além disso, não há nada aprovado em Brasília, seja pelo Dest ou pela SEP. A empresa pediu 30 dias para o MPT. O prazo já está acabando e agora a empresa pediu mais um mês para dar as respostas”.

O presidente do SINDICATO afirmou que a Codesp apresentou ao MPT uma minuta solicitando mais um prazo para a implantação das medidas, sendo que no documento consta um espaço para a assinatura do SINDICATO.  “Não assinamos nada porque não tínhamos o aval da categoria”, justificou.

“A jornada de trabalho é prerrogativa da empresa, porém, se vai causar impacto na vida e no bolso do trabalhador a empresa tem que apresentar uma proposta expondo claramente todos os prós e contras”, enfatizou Everandy Cirino.

Alguns associados da ativa e aposentados fizeram uso da palavra e lembraram mudanças realizadas na jornada de trabalho na década de 90. Outros ressaltaram que a Codesp está causando terror à categoria querendo impor tantas mudanças e pediram até para o SINDICATO divulgar uma nota de repúdio a atitude da Codesp.
 

O presidente do SINDICATO finalizou a assembleia lembrando que nesta quinta-feira o ministro de Portos, Leônidas Cristino, entregou o cargo ao Governo. “Todos sabem que mudando o ministro, a diretoria das Companhias Docas também sofreram mudanças, por isso não vamos nos preocupar com assuntos que só servem para desestabilizar e causar pânico na categoria”.

Além da diretoria do SINDAPORT, também participaram da audiência os advogados do Departamento Jurídico do SINDICATO, Eraldo Aurélio Rodrigues Franzes e Paulo Eduardo Lyra Martins Pereir


Fonte: AssCom Sindaport / Gisele de Oliveira
 
 
 
 
 
 
 

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