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sábado, 15 de março de 2014

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POLÍCIA PRENDE QUADRILHA QUE ADULTERAVA SOJA PARA EXPORTAÇÃO





A Polícia Civil de São Paulo prendeu quatro pessoas de uma quadrilha suspeita de adulterar soja destinada à exportação pelo Porto de Santos, no litoral do estado de São Paulo. Seis caminhões, com 200 toneladas de grãos que substituiriam a soja, foram apreendidos no último dia 06 de março. O carregamento fazia parte de um esquema de adulteração de cargas de soja que funcionava havia pelo menos seis meses no Estado, informou a Polícia Civil.
O esquema, que desviou milhares de toneladas de soja que seria enviada ao exterior, era composto por motoristas, funcionários do Porto de Santos e, principalmente, donos de empresas tradings (empresas que fazem a intermediação entre o exportador e o importador) compradoras e secadoras de grãos. Quatro pessoas foram presas, e três empresários, de Santos, Ourinhos e Assis, tiveram a prisão decretada, pelo delegado João Beffa, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos (SP).
Os caminhões, que deveriam estar carregados com 200 toneladas de soja, estavam com apenas 20% da carga ocupada pelo grão, o volume restante era formado por milho e trigo de má qualidade.
Segundo o delegado João Beffa, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos, há seis meses sua equipe investigava o esquema, que pode ter desviado milhares de toneladas de soja no período. "Esses dias, 13 caminhões tiveram de retornar do Porto de Santos porque a carga não foi aceita", contou. "Infelizmente não apreenderam os carregamentos", lamentou.
Na tarde de quinta-feira (06), Beffa decidiu dar o flagrante, em uma operação realizada no Posto Cometa, na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), onde três caminhões aguardavam para seguir viagem a Santos. "Quando abrimos, constatamos que apenas 20% da carga, que ficava por cima, era soja. O restante, embaixo, era milho e trigo de má qualidade, sem preço de mercado", contou. “A gente sabe que eles usaram outros produtos, como refugo de soja, sorgo e de alho, que nem tem preço no mercado”, disse.
Na operação, foram apreendidas as carretas, e com os motoristas e o batedor, uma arma e munição, além de R$ 49,5 mil em dinheiro, que seria usado para suborno. “Todos ganhavam no esquema, caminhoneiros, funcionários do porto, como os classificadores de carga, e principalmente, os empresários que compravam a soja e carregavam os produtos falsos dentro de suas empresas”, afirmou. Segundo o delegado, o conferente, por exemplo, recebia R$ 1,5 mil para liberar a entrada de cargas no Porto de Santos.
De acordo com Beffa, três caminhões com cargas de soja adulteradas foram apreendidos no Porto de Santos na sexta-feira (07), mas o número de apreensões poderia ser maior. “Recentemente, 13 caminhões foram proibidos de descarregar e ficaram esperando autorização lá. Infelizmente, essas cargas não foram apreendidas”, disse. Nesta sexta-feira, o delegado pediu a prisão de donos de tradings compradoras de grãos. “Pedimos a prisão de três deles, que temos provas de envolvimento no esquema”, afirmou.
Segundo o delegado, o esquema era feito bem antes das investigações terem inicio. “Desconfio que este esquema era feito havia muito tempo. E sabemos que ele não era só praticado nesta região, continua em outras regiões.” O delegado disse ter recebido muitas ligações denunciando adulterações em outras regiões do País, que ele não quis divulgar quais eram. “Temos o caso de que até soja queimada num silo que pegou fogo foi usada para adulterar cargas”, contou.
Além disso, para o delegado, o esquema também ocorre com outros produtos. “Não tenho provas, por isso não posso dizer quais, mas é possível que outros produtos enviados para exportação também estejam sendo adulterados”, disse.


Fonte: Terra / Exame
Edição: Segurança Portuária Em Foco








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