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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

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LÍDER DO PCC NA REGIÃO ERA DO PAE CARÁ E COMANDAVA TRÁFICO INTERNACIONAL





Apesar de morar em São Paulo, criminoso era frequentemente visto em Guarujá

Membro do alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Brasil e um dos três responsáveis pelo tráfico internacional de drogas da facção. Esse era Wagner Ferreira da Silva, o Wagninho, de 32 anos, assassinado com 13 tiros de fuzil na porta de um hotel do Jardim Anália Franco, em São Paulo, na noite de quinta-feira (22).
Criado no Pae Cará, em Vicente de Carvalho, em Guarujá, Wagninho, também conhecido como Cabelo Duro, foi por quatro anos o homem de confiança na Baixada Santista de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC.
Por ser sintonia final - quem mantém o contato entre os integrantes da organização com os principais líderes do grupo -, todas as decisões relacionadas à facção na região precisavam ser autorizadas por Wagninho.
Sua relevância no PCC era tão grande que apenas ele, junto de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca - ambos executados no último dia 16 -, tratavam das operações logísticas relacionadas ao tráfico internacional.
Do trio, somente Wagninho morava no Brasil. Seus aliados, Gegê do Mangue e Paca residiam na Bolívia, justamente para agilizar a compra de entorpecentes com traficantes de países vizinhos.
Desvio de verbas

Conforme apurado por A Tribuna, existem duas vertentes de investigação para o fuzilamento de Wagninho. A primeira é de que, junto com os seus dois aliados, ele desviava uma porcentagem em dinheiro de todas as transações. Mas tal procedimento teria chegado ao conhecimento de Marcola, que, conforme bilhete (foto) encontrado na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, teria mandado matar Gegê e Paca.
A execução da dupla ocorreu no Ceará, após o repentino pouso do helicóptero que supostamente os levava à Bolívia. Teoricamente também envolvido nos desvios financeiros, Wagninho não teria escapado da sentença dada aos seus aliados.
Queima de arquivo
A segunda possibilidade é de que Wagninho, batizado dentro do PCC por Gegê do Mangue, teria recebido a determinação de um dos seus superiores na facção para matar os aliados, em razão dos tais desvios. Essa possibilidade ganha força, pois a presença de Wagninhono helicóptero que levava Gegê e Paca à Bolívia foi confirmada por um promotor de Justiça do Ceará, segundo reportagem do portal UOL.
Caso isso seja provado, a Polícia Civil irá trabalhar para descobrir se a morte de Wagninho foi uma queima de arquivo do próprio PCC ou retaliação de pessoas ligadas a Gegê. Mas a polícia não tem dúvidas em afirmar que a facção está rachada.
Laços com o Guarujá
Apesar de morar na Capital há alguns anos, Wagninho era frequentemente visto pelo Guarujá, onde deu os seus primeiros passos no mundo do crime, assim como Gegê do Mangue. Os negócios da facção na Baixada Santista e a família, que ainda reside na Cidade, o obrigavam a manter os laços com o Município.
A sua ascensão dentro do PCC está diretamente ligada à amizade com Gegê. Preso pela primeira vez em 2008, na época com 22 anos, por policiais civis da Delegacia de Guarujá após o roubo de uma marina da Cidade, Wagninho, ainda sem laços com a facção, foi iniciado no grupo criminoso pelo amigo.

A partir daí, ele não parou mais de crescer e transformou-se no homem forte do PCC na Baixada Santista. Ou então, como consta no dicionário do crime organizado, "o número 1 do Litoral Paulista". Esse cargo colocou Wagninho no restrito primeiro escalão do PCC, formado por cerca de, no máximo, 30 integrantes.
Em fuga
Sob anonimato, policiais civis da Baixada Santista ouvidos pela Reportagem revelaram que desde a morte de Gegê do Mangue, quatro membros da facção que lhe prestavam serviços deixaram a Baixada.
"Tratam-se de criminosos que executavam tarefas operacionais a pedido de Gegê. Eles não ocupavam funções diretivas dentro do PCC, mas que sempre foram muito ligados a ele (Gegê) e estavam com medo de serem procurados pelos líderes da facção. Muito provavelmente, com o assassinato de Wagninho, mais pessoas também saiam da região", conta um dos entrevistados.
Quem assume?
Delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Santos, Luiz Ricardo Lara Dias Júnior, explica que o nome do sucessor de Wagninho, na função de Sintonia Final da Região, ainda não é de conhecimento da Polícia Civil.
"Mas já estamos atentos a todas as movimentações. O Setor de Inteligência da Polícia Civil já apura essa troca de liderança na organização criminosa para que possa operacionalizar as investigações em curso e àquelas que serão iniciadas", fala Lara.
Imagem indica dois criminosos


A execução de Wagninho ocorreu na frente do hotel Blue Tree Towers, situado na Rua Eleonora Cintra, às 19h50. Conforme imagem das câmaras de monitoramento do local, o homicídio foi cometido por dois criminosos armados com fuzis de calibre 556 e 762. A dupla vestia coletes a prova de balas e touca ninjas.
Ao todo, os bandidos efetuaram 31 disparos e 13 atingiram a vítima, sendo oito no braço direito, um no braço esquerdo, um nas costas, dois no rosto e um no crânio. Depois do fuzilamento, os atiradores fugiram dentro de um Mitsubishi L200, que não teve as placas anotadas.
Os tiros também feriram duas mulheres; uma de 59 anos, atingida na perna direita e submetida a cirurgia, e outra de 28, baleada na mão e no peito. Ambas estavam passando pela área de embarque e desembarque do hotel quando os criminosos atacaram Wagninho. Apesar das lesões, elas permanecem internadas, mas não correm risco de morte.
Dinheiro e Cocaína
Ao revistar o corpo da vítima, a polícia localizou R$ 1.280,00 em um dos bolsos da sua bermuda e mais R$ 3.650,00, documentos pessoais e dois telefones celulares dentro da bolsa que transportava nas mãos. Dentro do carro de Wagninho, um HB 20 prata, blindado, estacionado na frente do hotel, os policiais localizaram dois pinos de cocaína, outro celular e a documentação do veículo.
A polícia foi informada de que não havia reserva para a vítima nos próximos dias. Porém, no ano passado, Wagninho esteve hospedado no local.





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