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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

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CONPORTOS CASSA DECLARAÇÃO DE CUMPRIMENTO DA CONCAIS




A Codesp se deu ao luxo de designar um Supervisor de Segurança da Guarda Portuária para atuar como responsável direto pelas atribuições não cumpridas pela Concais.
Em plena atividade desde o dia 8 de novembro do ano passado, data em que teve início a temporada de cruzeiros 2015/2016, o maior e mais importante complexo turístico portuário do País, o Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, começa o ano operando em total desacordo com a legislação marítima.
Administrado pela Concais S.A., o terminal teve sua Declaração de Cumprimento cassada pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos) no dia 10 de dezembro do ano passado, durante reunião ordinária do órgão.
A decisão impede a operadora portuária responsável de emitir a Declaração de Proteção às embarcações em operação no terminal. Aprovada pela mesma Conportos em 08/06/2004, e publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 15 subsequente, a Resolução nº 26 que trata da declaração em questão dispõe sobre o Plano de Segurança Pública Portuária.
Dispõe, ainda, sobre o Código Internacional para Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS - CODE), implantado nos principais portos do mundo, após os atentados de 11 de setembro de 2001, cujos países mantêm relações comerciais com os Estados Unidos.
Aprovado na 5ª Conferência Diplomática dos Governos Signatários da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, em 12 de dezembro de 2002, o ISPS-CODE estabelece uma série de exigências de segurança para a navegação e nas instalações portuárias, como o terminal administrado pela Concais S.A..
Diante da flagrante irregularidade, a direção da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) se deu ao luxo de designar um Supervisor de Segurança lotado na Guarda Portuária para atuar como responsável direto pelas atribuições não cumpridas pela Concais S.A., que constam da Declaração de Cumprimento cassada.
Resta saber se a Codesp está recebendo da operadora portuária pelos serviços prestados excepcionalmente por seu funcionário ao terminal turístico, e se a Declaração de Cumprimento do próprio Porto de Santos ainda está em vigor, considerando que são cada vez mais recorrentes os boatos de que a estatal portuária também perdeu sua Declaração de Proteção.
Até o término da atual temporada, em 10 de abril, o Terminal de Passageiros Giusfredo Santini terá recebido 17 luxuosas embarcações, com previsão de 156 operações de embarque, desembarque e 700 mil passageiros estimados.
Ao que tudo indica, apesar da cassação a Concais S.A. seguirá navegando no mais cristalino mar da tranquilidade, mesmo operando ao arrepio da legislação, resoluções e normativas marítimas vigentes, nacionais e internacionais, indiferente a Declaração de Cumprimento e sob a conivência da Autoridade Portuária de Santos, além da própria Conportos.
Fonte: Sindaport.

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terça-feira, 10 de maio de 2016

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CONCAIS OPERA SEM O ISPS CODE


O Concais ainda precisa cumprir todas as exigências da Conportos e, enquanto isso não ocorre, utiliza um aval temporário da autoridade portuária responsável pelo cais (Foto: Matheus Tagé/DL)

Equipamento estaria operando por conta de um plano de segurança, que aguarda aval da Conportos

O Terminal Marítimo de Passageiros - Concais de Santos está operando sem o ISPS Code – sigla em inglês do Código Internacional para Segurança de Navios e Instalações Portuárias, obrigatório por ser uma norma internacional de segurança para controle de acessos e monitoramento no Porto.
A informação é do presidente da Associação dos Caminhoneiros do Estado de São Paulo (Acesp), Heraldo Gomes Andrade e de um funcionário da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Ambos denunciaram também um forte esquema de propina envolvendo a Guarda Portuária, publicada ontem.
Segundo os denunciantes, o Concais estaria operando por conta de uso de guardas portuários, que são funcionários federais, o que não é permitido. “Sem o ISPS Code, o terminal não poderia estar embarcando e desembarcando passageiros. A Supervisão da Guarda Portuária colocou, no terminal, funcionário para garantir a operação do equipamento. Isso ocorreu durante toda a última temporada de cruzeiros sem custo algum. Ou seja, quem bancou este custo foi a autoridade portuária (Codesp). Um equipamento privado utilizando funcionários públicos federais”, disseram os denunciantes.
Ainda segundo o funcionário e o presidente da Acesp, a questão já teria sido alvo de reuniões das comissões de segurança da Codesp, após ser questionada porque não foi autorizado o trabalho do Sindicato dos Carregadores e Transportadores de Bagagem do Porto de Santos (Sindbagagem), que ingressou com um documento solicitando o direito legal de trabalhar. Portanto, haveria dois critérios sob a mesma questão.
A Guarda Portuária (GP) é uma instituição policial ostensiva, subordinada à Secretaria de Portos da Presidência da República, cuja principal função é garantir a segurança nos portos federais (portos organizados) e em áreas de interesse da União sob a jurisdição da Autoridade Portuária.
Sem o ISPS Code, o terminal perde uma série de prerrogativas de segurança. No Brasil, as inspeções dos terminais e as concessões dos certificados são responsabilidade da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), seguindo o código internacional passado pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês).
Diretora do Concais explica situação
Procurada, a diretora de Operações do Concais, Sueli Martinez, explica que não possui momentaneamente o ISPS Code, mas o Concais possui um plano de segurança completo, que está sendo revisado para que possa conquistar a Declaração de Cumprimento (DC), que só virá após o terminal cumprir todas as conformidades exigidas pela Conportos.
“Tivemos um problema no final do ano passado e ficamos preocupados com a possibilidade de algum navio exigir o DC. Se isso ocorrer, fizemos um acordo com a Codesp para que, em questões emergenciais, um guarda portuário assine o documento, procedimento que é totalmente permitido”, explica.
A diretora revela que o Concais está revisando todo o seu plano de segurança, que é avaliado em toda atracação por funcionários dos navios. “Temos monitoramento em tempo integral e esperamos obter o DC até a próxima temporada. O ISPS Code é um documento obrigatório, mas é permitido ficar sem ele por um tempo por conta da solução que encontramos junto à Codesp”, finaliza.
A diretora ressalta ainda que os guardas portuários trabalham na área pública e não existe a possibilidade do Concais utilizá-los de forma particular.
Codesp diz que vai apurar propinas
Com relação à suposta propina denunciada ontem em reportagem do Diário do Litoral, a Codesp explica que inquérito anterior foi concluído sem se chegar a eventuais responsabilidades por falta de provas.
Com o surgimento de nova denúncia, apontada pelo Diário, será instaurada rigorosa apuração dos fatos relatados, objetos de denúncia.
Sobre o Concais, a Codesp informa que, na qualidade de Autoridade Portuária e em razão da suspensão da Declaração de Cumprimento da Concais, interviu, exclusivamente, na coordenação da ações de segurança, com a designação de um supervisor de Segurança Pública Portuária, atuando junto à própria equipe do terminal, sem qualquer alteração no efetivo já disponibilizado em anos anteriores.


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terça-feira, 3 de maio de 2016

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POLÍCIA FEDERAL AGRADECE APOIO DA GUARDA PORTUÁRIA




Agradecimento é pelo apoio durante temporada de cruzeiros marítimos
A Guarda Portuária da Codesp recebeu agradecimentos da Polícia Federal por sua colaboração no transcorrer dos trabalhos desenvolvidos no Terminal de Passageiros do Porto de Santos, Giusfredo Santini, por ocasião da temporada de cruzeiros marítimos, que se encerrou, com êxito, no mês de abril.
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Segundo o delegado de Polícia Federal, Júlio César Baida Filho, a valorosa participação da Guarda Portuária foi importante para que a Polícia Federal obtivesse os excelentes resultados alcançados, principalmente, nas atividades de polícia administrativa (controle migratório) e de polícia judiciária (prevenção e repressão a infrações penais).

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