Evento promovido pela Guarda Portuária reuniu
profissionais dos portos de Paranaguá e Antonina, São Francisco do Sul e Santos
A empresa pública
Portos do Paraná, responsável pela administração dos portos de Paranaguá e
Antonina, realizou, entre 31 de agosto e 2 de setembro, o Fórum de Capacitação
em Segurança Portuária.
Desenvolvido pela
Guarda Portuária (GPort), o evento teve como objetivo aprimorar a segurança e
ampliar a eficiência das ações de prevenção e combate ao tráfico internacional
de drogas e a outros ilícitos no ambiente portuário.
Realizado em
parceria com a DBK9 Detection Brazil, o fórum reuniu 36 participantes, entre
guardas e agentes de segurança portuária que atuam nos portos de Paranaguá e
Antonina, no Paraná; São Francisco do Sul, em Santa Catarina; e Santos, em São
Paulo. Também participou um representante do Conselho Integrado de Segurança e
Inteligência Empresarial (Cisie).
Capacitação
O ciclo de
qualificação totalizou 24 horas de capacitação. A programação incluiu
palestras, workshops e atividades práticas, com exercícios simulados
relacionados à realidade dos portos brasileiros.
As atividades
buscaram fortalecer as capacidades técnicas, operacionais e comportamentais dos
profissionais envolvidos na segurança portuária.
Entre os temas
abordados estiveram atendimento pré-hospitalar tático (APH Tático), abordagem
de pessoas e veículos, análise situacional, identificação de comportamentos
suspeitos, cadeia de custódia em ocorrências relacionadas ao tráfico
internacional de drogas e emprego de cães de detecção.
O major Cesar
Kamakawa, gerente da Guarda Portuária, destacou a importância do fórum para o
aperfeiçoamento profissional e a integração entre os participantes.
Segundo ele, além de
ampliar os conhecimentos técnicos e orientar os profissionais sobre a atuação
em situações adversas, o encontro proporciona troca de experiências entre agentes
de diferentes portos.
“Essa proximidade
permite que as práticas aplicadas em Paranaguá e Antonina possam servir, de
alguma forma, para os portos de Santos e de São Francisco do Sul, assim como
essa interação traz uma bagagem de conhecimento maior para os integrantes dos
portos paranaenses”, destacou Kamakawa.
O diretor da DBK9,
Felipe Kanitz Braga, ressaltou a importância da atuação integrada entre os
profissionais de segurança.
Segundo ele, o fórum
oferece orientações para o aprimoramento da atuação operacional de agentes e
guardas portuários, com conteúdos apresentados por profissionais com experiência
na área de segurança pública.
“Os instrutores têm
grande carreira, principalmente vinculada à segurança pública. A Guarda
Portuária é um órgão de segurança e atua na ponta, principalmente no tráfico
internacional. Então toda essa expertise é trazida para que eles adequem esse
conhecimento ao ambiente portuário e melhor atendam à sociedade”, afirmou.
Entre as
experiências apresentadas durante o fórum está a atuação integrada das forças
de segurança no enfrentamento a ilícitos.
Segundo Cesar
Kamakawa, desde 2019 houve redução de 87% no volume de apreensões de drogas nos
portos paranaenses. O dado, conforme apresentado durante o evento, é associado
pelo gestor às estratégias de inteligência, governança e segurança adotadas no
complexo portuário.
“Não precisamos
partir para o confronto armado direto porque temos outras formas de combater o
crime organizado. Agimos por meio de ações de governança, reduzindo as lacunas
de que os oportunistas poderiam se aproveitar; então nossas tarefas hoje
priorizam estrangular essas janelas de oportunidades”, explicou Kamakawa, que
participou da abertura do evento.
Polícia Federal e Receita Federal
A aula inaugural
contou também com a participação do representante da Polícia Federal,
Alessandro de Barros Vivone, chefe do Núcleo Especial de Polícia Marítima
(Nepom), e de Gerson Zanetti Faucz, delegado da Receita Federal em Paranaguá.
Vivone destacou a
importância da qualificação profissional, da integração entre os órgãos de
segurança e dos investimentos em tecnologia para o fortalecimento da segurança
portuária.
“Essa integração é
fundamental à segurança portuária, atendendo às demandas do ISPS Code (Código
Internacional para Segurança de Navios e Instalações Portuárias). Paranaguá tem
evoluído muito na questão da segurança, seja por meio de tecnologias ou até de
preparação — como está sendo feito agora com a unidade de segurança”, afirmou o
chefe do Nepom.
O delegado da
Receita Federal ressaltou a necessidade de capacitação permanente dos
profissionais para acompanhar as mudanças nas estratégias utilizadas por
organizações criminosas.
“Como o crime está
evoluindo, buscando outras formas de atuar, é sempre importante todos estarem
atualizados e atuantes, juntos, em um trabalho conjunto da Receita Federal,
Polícia Federal, segurança privada e segurança pública no pátio da Guarda
Portuária. É preciso uma troca de informações rápida, porque o crime está cada
vez mais organizado e arrumando estratégias para atuar”, afirmou Gerson.
Programação
A programação do
fórum incluiu atividades de cooperação entre equipes, workshops sobre cadeia de
custódia, apreensão de drogas, condução de pessoas e técnicas de abordagem de
pessoas, veículos e edificações, além de atendimento pré-hospitalar tático,
exercícios práticos e estudos de caso.
Os conteúdos foram
apresentados de forma interativa, com debates e dinâmicas de grupo.
No último dia, os participantes participaram de exercícios simulados que permitiram aplicar, em situações práticas, os conhecimentos desenvolvidos durante a capacitação.
A programação foi
encerrada com um debriefing técnico e uma avaliação final, seguida da entrega
de certificados aos participantes.
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