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GUARDA PORTUÁRIA DETÉM CAMINHONEIRO APÓS TOMBAMENTO DE VEÍCULO EM VIA DO PORTO DE SANTOS

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terça-feira, 10 de outubro de 2017

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GAECO DENUNCIA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA QUE ATUA NO PORTO DE SANTOS




Segundo o MP, sindicato e associações de transporte de contêineres vazios ameaçavam profissionais

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), ofereceu denúncia à Justiça de Guarujá contra 11 integrantes de uma associação criminosa, que são acusados de dominar de forma irregular o mercado de transporte de contêineres vazios no Porto de Santos. O caso é investigado desde 2013.
Segundo o Gaeco, essas pessoas estão ligadas a três entidades, são elas: Sindicato dos Transportadores Autônomos de Containers de Guarujá, Santos e Região (Sindcon), Associação dos Trabalhadores Autônomos de Containers (Atac) e Associação dos Caminhoneiros Autônomos do Guarujá  (Associajá).
Assim que recebeu a denúncia, a Justiça determinou o imediato afastamento de todos os réus dos cargos de direção que ocupam nas entidades e de todas suas atribuições.
Investigações
As investigações apontam que a Associajá e a Atac dividem a totalidade dos valores obtidos com os fretes de contêineres vazios do Guarujá e dos fretes para as cidades vizinhas de Santos e Cubatão. A divisão seria meio a meio.
Para dominar o mercado, o Gaeco informa que a associação criminosa ameaçava e praticava atos de violência contra empresários do ramo de transportes, motoristas autônomos e dirigentes de outras associações.
Sem saída, as vítimas desse grupo, se viam obrigadas a se unir às entidades investigadas para prestar os serviços para os quais eram contratadas. As empresas também não podiam usar de veículos e funcionários próprios nestes casos.
Cobrança de placas e mensalidade
Os motoristas autônomos, por exemplo, só conseguem trabalhar caso se vinculem a Associajá ou Atac. E, para isso, precisam comprar ou  arrendar  “chapas” – identificação-, além de pagar mensalidades.
Mesmo se associando às entidades, os profissionais ainda eram vítimas de uma distribuição desigual dos fretes. De acordo com o Gaeco, as associações privilegiavam os próprios veículos e enriqueciam em um mercado sem concorrências.
LEIA TAMBÉM: SINDICATO DE CAMINHONEIROS É ACUSADO DE LIGAÇÃO COM A FACÇÃO CRIMINOSA PCC
Respostas
José Nilton de Oliveira

A tribuna On-line entrou em contato com todas as entidades investigadas pelo Gaeco. A Associajá e Atac não atenderam aos contatos da Reportagem.
O advogado do vereador de Guarujá José Nilton Lima de Oliveira, o Doidão, que também é presidente do Sindcon, informou que o sindicato não pronunciará enquanto não for notificado da ação. 


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quinta-feira, 19 de junho de 2014

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SINDICATO DE CAMINHONEIROS É ACUSADO DE LIGAÇÃO COM A FACÇÃO CRIMINOSA PCC


Foto: Blog Tiradentes Guarujá

O Ministério Público Estadual (MPE) acusa o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Contêineres do Litoral Paulista (SINDCON), de ameaçar trabalhadores e empresas do Porto de Santos. De acordo com o MPE, o sindicato tem ao menos 600 integrantes.
Empresas que não atendem às demandas têm seus terminais fechados por protestos. Concorrentes são agredidos e, em alguns casos, têm caminhões danificados ou incendiados, conforme a acusação.
Segundo investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Sindcon é uma representação irregular e funciona como um "sindicato do crime". Usa o nome da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), para ameaçar as vítimas, invadindo cooperativas e associações de caminhoneiros, exigindo que tais entidades cessem suas atividades para que o Sindcon possa manipular as empresas transportadoras, para cobrar taxas inexistentes. Eles fizeram extorsões e ameaças contra caminhoneiros e empresários, com tabelas de preços de fretes e exigência de comissões ou taxas, na Baixada Santista (SP).
Pela denúncia, o Sindcon constrangia os transportadores a se filiarem à entidade e a usarem o adesivo do sindicato. Quem não obedecesse, era ameaçado.
Para a Justiça, isso não representou apenas que o sindicato teve sua finalidade desvirtuada, mas que seus integrantes agiram pondo em risco normas de segurança portuária, "com tumultos frequentes e atos de violência contra caminhoneiros".
Segundo empresas, trabalhadores e autoridades que atuam no porto, cerca de mil caminhões da região do Guarujá (86 km de SP) e de Santos (72 km de SP), usados para levar contêineres vazios entre os dois lados do porto, estão sob o controle do grupo, com faturamento estimado em R$ 8 milhões por mês.
O Ministério Público Estadual se ateve na denúncia a crimes de furto, extorsão e formação de quadrilha, sem avançar nos crimes de competência federal.
A Justiça do Estado, porém, viu indícios de violação da ordem econômica, além de descumprimento de normas de regulação de transportes terrestres, o que levaria o caso para a Justiça Federal.
De acordo com a Secretaria de Patrimônio da União, os réus invadiram áreas da administração federal para a "exploração lucrativa de estacionamento de caminhões".
Investigações de 2013 do Ministério Público apontam que, depois de sofrer uma ação de busca e apreensão por parte da polícia, o Sindcon se dividiu em outras duas associações, que continuam usando as mesmas práticas.
Com ameaças, eles impediram até mesmo que carros de passeio deixassem a empresa, segundo o relato.
Os promotores apresentaram boletins de ocorrência, que relatam que os acusados teriam promovido "atos de vandalismo e violência, paralisações de vias públicas, intimidações de opositores e até incêndio de caminhões".
Ligação com O PCC
Empresários que operam no porto de Santos afirmam que, desde o início deste ano, tiveram ao menos duas reuniões com o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella, para relatar as ameaças e para pedir providências.
A Secretaria da Segurança do governo Geraldo Alckmin (PSDB) informou que a polícia investiga, desde o ano passado, sindicalistas ligados a caminhoneiros por crime contra a liberdade do trabalho.
Segundo a pasta, há dois inquéritos, mas, até agora, ainda "não surgiram indícios de ligações entre sindicalistas e facções do crime organizado".
A investigação do Ministério Público afirma que o grupo acusado "invoca o apoio" da facção criminosa conhecida como PCC para "ameaçar as vítimas, invadindo cooperativas e associações de caminhoneiros, exigindo que tais entidades cessem suas atividades para que o Sindcon possa manipular as empresas".
A atividade é livre e muitas empresas têm frota própria para fazê-lo. Mas, desde o início desta década, o grupo ligado ao ex-vereador do Guarujá José Nilton de Oliveira, o Doidão, vem tentando garantir para si uma maior participação, com preços acima dos que os autônomos recebiam, segundo empresários e o Ministério Público.
De acordo com empresários, a prática de bloqueios se espalhou e outro sindicato, Sindicam (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens), que também passou a fechar terminais portuários para pressionar por preços maiores e garantia de carga.
bloqueios
No ano passado, terminais das empresas Libra e Santos Brasil foram fechados. Caminhoneiros que tentaram atravessar o bloqueio foram agredidos. Neste mês, caminhoneiros voltaram a fazer bloqueios, desta vez no terminal da Embraport.
A diretoria do Sindicam informou que não tem relações com o Sindcon, ligado a Doidão, e que faz um trabalho de mediação entre autônomos e empresários, negando também qualquer relação com grupos criminosos.
Denúncia envolvendo Sindcon aguarda definição do STJ para ser julgada
A denúncia de que pessoas ligadas ao Sindicato dos Transportadores Autônomos de Contêineres do Litoral Paulista (Sindcon) teriam ameaçado profissionais e empresas do Porto de Santos, citando supostas ligações com o grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC), aguarda uma definição do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para ser julgada. O caso foi alvo de investigações do Ministério Público Estadual (MPE) e gira em torno de insinuações e agressões contra transportadoras e operadoras portuárias para garantir o transporte de contêineres vazios na região.
Há cerca de três anos, o MPE investiga sete pessoas com ligação com o Sindcon pela prática de crimes contra a organização do trabalho e contra a livre fluidez das relações econômicas do transporte de cargas no cais santista. Segundo o processo enviado à Justiça, o Terminal de Grãos de Guarujá (TGG), o Terminal Marítimo do Guarujá, o Grupo Fassina, a Coopercarga e o Terminal de Contêineres (Tecon) estão entre as vítimas do grupo.
Ainda de acordo com o processo, que tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), entre os investigados está o presidente do Sindcon, José Nilton Lima de Oliveira (Doidão), o ex-vereador de Guarujá conhecido como Doidão. Conforme o documento, o grupo extorquia e ameaçava caminhoneiros e empresários, impondo o tabelamento de fretes. Além disso, exigiam comissões ou taxas indevidas. Promotores descrevem seus integrantes como “assombroso, assustador, incontrolável e devastador”.
Em depoimento à Promotoria em 2013, uma testemunha contou que Doidão determinou a paralisação do terminal da empresa Rocha Top, no Guarujá, por um dia.
Segundo as informações apresentadas pelo MPE, quando não era atendido financeiramente, esse grupo era responsável por atos de vandalismo e violência, com paralisações de vias públicas, intimidações de opositores e até incêndio de caminhões. Todos os fatos foram relatados em boletins de ocorrência, registrados em Santos e Guarujá, as duas cidades que abrigam o cais santista.
Apesar do pedido de prisão preventiva dos acusados, o caso agora está no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Justiça de São Paulo diz que a ação deve ser federal, por envolver crimes federais, o que é contestado pela Justiça Federal.
O ministro Rogério Schietti, do STJ, recebeu ontem informações da 3ª. Vara Criminal do Guarujá sobre o conflito de competência. Não há detalhes, porque a apuração segue em segredo de Justiça.
O sindicato de fachada estaria cometendo, segundo a Justiça Estadual, crimes contra a organização do trabalho e deveria ser julgado pela Justiça Federal.
Investigações

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) coletou depoimentos de vítimas e testemunhas de alguns dos casos. Segundo o juiz Edmilson Rosa dos Santos, da 3ª Vara Criminal de Guarujá, são supostos abusos e ilicitudes travestidos de atuação sindical, cometidos entre meados de novembro de 2009 até o início de agosto de 2011.
“(Os integrantes do grupo são) supostamente passíveis de subsunção aos crimes de formação de quadrilha ou organização criminosa, extorsões, furtos, ameaça, em síntese, diversas práticas de constrangimentos ao livre exercício econômico e livre organização do trabalho por caminhoneiros autônomos transportadores de contêineres do Porto de Santos”, explicou o juiz, de acordo com o processo.
Os crimes supostamente cometidos afetam não só a organização do trabalho, como também as operações do Porto de Santos. Por conta disso, o juiz da 3ª Vara de Guarujá entendeu que a competência era da Justiça Federal.
Mas, de acordo com o MPE, a Justiça Federal não concordou com isso, o que causou um conflito de jurisdição. Assim, caberá ao STJ definir qual instância será responsável pelo julgamento da denúncia.
Prisão
O presidente do Sindcon, José Nilton Lima de Oliveira, já foi preso por desacato em maio de 2011, após manifestações da categoria. Na ocasião, conforme A Tribuna noticiou, os representantes de transportadoras de contêineres da Baixada Santista denunciaram agressões a motoristas contratados e vandalismo em veículos que pertenciam às empresas.
As acusações eram dirigidas aos manifestantes liderados pelo sindicato e resultaram em um pedido de maior policiamento na Rua Idalino Pinez, a Rua do Adubo, onde normalmente aconteciam os protestos.
À época, os empresários afirmaram que as manifestações lideradas pelo Sindcon não eram pacíficas. Eles acusaram o órgão, inclusive, de ter incendiado caminhões que seguiam para terminais de Guarujá, o que causou um prejuízo de R$ 360 mil a uma transportadora.
Ameaças e agressões
Funcionários de transportadoras de cargas ouvidos por A Tribuna ontem – e que preferem não se identificar – confirmam a atuação truculenta de pessoas ligadas ao Sindcon.
Ser alvo de ameaças e agressões faz parte da rotina das empresas que, muitas vezes, têm o tráfego de veículos interrompido por conta de manifestações. Em outros casos, a determinação é de paralisação de operações para garantir que apenas os caminhoneiros autônomos façam o transporte de contêineres vazios no cais santista.

Fonte: Folha de São Paulo / Jornal A Tribuna

Edição: Segurança Portuária Em Foco







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