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quinta-feira, 19 de junho de 2014

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SINDICATO DE CAMINHONEIROS É ACUSADO DE LIGAÇÃO COM A FACÇÃO CRIMINOSA PCC


Foto: Blog Tiradentes Guarujá

O Ministério Público Estadual (MPE) acusa o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Contêineres do Litoral Paulista (SINDCON), de ameaçar trabalhadores e empresas do Porto de Santos. De acordo com o MPE, o sindicato tem ao menos 600 integrantes.
Empresas que não atendem às demandas têm seus terminais fechados por protestos. Concorrentes são agredidos e, em alguns casos, têm caminhões danificados ou incendiados, conforme a acusação.
Segundo investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Sindcon é uma representação irregular e funciona como um "sindicato do crime". Usa o nome da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), para ameaçar as vítimas, invadindo cooperativas e associações de caminhoneiros, exigindo que tais entidades cessem suas atividades para que o Sindcon possa manipular as empresas transportadoras, para cobrar taxas inexistentes. Eles fizeram extorsões e ameaças contra caminhoneiros e empresários, com tabelas de preços de fretes e exigência de comissões ou taxas, na Baixada Santista (SP).
Pela denúncia, o Sindcon constrangia os transportadores a se filiarem à entidade e a usarem o adesivo do sindicato. Quem não obedecesse, era ameaçado.
Para a Justiça, isso não representou apenas que o sindicato teve sua finalidade desvirtuada, mas que seus integrantes agiram pondo em risco normas de segurança portuária, "com tumultos frequentes e atos de violência contra caminhoneiros".
Segundo empresas, trabalhadores e autoridades que atuam no porto, cerca de mil caminhões da região do Guarujá (86 km de SP) e de Santos (72 km de SP), usados para levar contêineres vazios entre os dois lados do porto, estão sob o controle do grupo, com faturamento estimado em R$ 8 milhões por mês.
O Ministério Público Estadual se ateve na denúncia a crimes de furto, extorsão e formação de quadrilha, sem avançar nos crimes de competência federal.
A Justiça do Estado, porém, viu indícios de violação da ordem econômica, além de descumprimento de normas de regulação de transportes terrestres, o que levaria o caso para a Justiça Federal.
De acordo com a Secretaria de Patrimônio da União, os réus invadiram áreas da administração federal para a "exploração lucrativa de estacionamento de caminhões".
Investigações de 2013 do Ministério Público apontam que, depois de sofrer uma ação de busca e apreensão por parte da polícia, o Sindcon se dividiu em outras duas associações, que continuam usando as mesmas práticas.
Com ameaças, eles impediram até mesmo que carros de passeio deixassem a empresa, segundo o relato.
Os promotores apresentaram boletins de ocorrência, que relatam que os acusados teriam promovido "atos de vandalismo e violência, paralisações de vias públicas, intimidações de opositores e até incêndio de caminhões".
Ligação com O PCC
Empresários que operam no porto de Santos afirmam que, desde o início deste ano, tiveram ao menos duas reuniões com o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella, para relatar as ameaças e para pedir providências.
A Secretaria da Segurança do governo Geraldo Alckmin (PSDB) informou que a polícia investiga, desde o ano passado, sindicalistas ligados a caminhoneiros por crime contra a liberdade do trabalho.
Segundo a pasta, há dois inquéritos, mas, até agora, ainda "não surgiram indícios de ligações entre sindicalistas e facções do crime organizado".
A investigação do Ministério Público afirma que o grupo acusado "invoca o apoio" da facção criminosa conhecida como PCC para "ameaçar as vítimas, invadindo cooperativas e associações de caminhoneiros, exigindo que tais entidades cessem suas atividades para que o Sindcon possa manipular as empresas".
A atividade é livre e muitas empresas têm frota própria para fazê-lo. Mas, desde o início desta década, o grupo ligado ao ex-vereador do Guarujá José Nilton de Oliveira, o Doidão, vem tentando garantir para si uma maior participação, com preços acima dos que os autônomos recebiam, segundo empresários e o Ministério Público.
De acordo com empresários, a prática de bloqueios se espalhou e outro sindicato, Sindicam (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens), que também passou a fechar terminais portuários para pressionar por preços maiores e garantia de carga.
bloqueios
No ano passado, terminais das empresas Libra e Santos Brasil foram fechados. Caminhoneiros que tentaram atravessar o bloqueio foram agredidos. Neste mês, caminhoneiros voltaram a fazer bloqueios, desta vez no terminal da Embraport.
A diretoria do Sindicam informou que não tem relações com o Sindcon, ligado a Doidão, e que faz um trabalho de mediação entre autônomos e empresários, negando também qualquer relação com grupos criminosos.
Denúncia envolvendo Sindcon aguarda definição do STJ para ser julgada
A denúncia de que pessoas ligadas ao Sindicato dos Transportadores Autônomos de Contêineres do Litoral Paulista (Sindcon) teriam ameaçado profissionais e empresas do Porto de Santos, citando supostas ligações com o grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC), aguarda uma definição do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para ser julgada. O caso foi alvo de investigações do Ministério Público Estadual (MPE) e gira em torno de insinuações e agressões contra transportadoras e operadoras portuárias para garantir o transporte de contêineres vazios na região.
Há cerca de três anos, o MPE investiga sete pessoas com ligação com o Sindcon pela prática de crimes contra a organização do trabalho e contra a livre fluidez das relações econômicas do transporte de cargas no cais santista. Segundo o processo enviado à Justiça, o Terminal de Grãos de Guarujá (TGG), o Terminal Marítimo do Guarujá, o Grupo Fassina, a Coopercarga e o Terminal de Contêineres (Tecon) estão entre as vítimas do grupo.
Ainda de acordo com o processo, que tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), entre os investigados está o presidente do Sindcon, José Nilton Lima de Oliveira (Doidão), o ex-vereador de Guarujá conhecido como Doidão. Conforme o documento, o grupo extorquia e ameaçava caminhoneiros e empresários, impondo o tabelamento de fretes. Além disso, exigiam comissões ou taxas indevidas. Promotores descrevem seus integrantes como “assombroso, assustador, incontrolável e devastador”.
Em depoimento à Promotoria em 2013, uma testemunha contou que Doidão determinou a paralisação do terminal da empresa Rocha Top, no Guarujá, por um dia.
Segundo as informações apresentadas pelo MPE, quando não era atendido financeiramente, esse grupo era responsável por atos de vandalismo e violência, com paralisações de vias públicas, intimidações de opositores e até incêndio de caminhões. Todos os fatos foram relatados em boletins de ocorrência, registrados em Santos e Guarujá, as duas cidades que abrigam o cais santista.
Apesar do pedido de prisão preventiva dos acusados, o caso agora está no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Justiça de São Paulo diz que a ação deve ser federal, por envolver crimes federais, o que é contestado pela Justiça Federal.
O ministro Rogério Schietti, do STJ, recebeu ontem informações da 3ª. Vara Criminal do Guarujá sobre o conflito de competência. Não há detalhes, porque a apuração segue em segredo de Justiça.
O sindicato de fachada estaria cometendo, segundo a Justiça Estadual, crimes contra a organização do trabalho e deveria ser julgado pela Justiça Federal.
Investigações

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) coletou depoimentos de vítimas e testemunhas de alguns dos casos. Segundo o juiz Edmilson Rosa dos Santos, da 3ª Vara Criminal de Guarujá, são supostos abusos e ilicitudes travestidos de atuação sindical, cometidos entre meados de novembro de 2009 até o início de agosto de 2011.
“(Os integrantes do grupo são) supostamente passíveis de subsunção aos crimes de formação de quadrilha ou organização criminosa, extorsões, furtos, ameaça, em síntese, diversas práticas de constrangimentos ao livre exercício econômico e livre organização do trabalho por caminhoneiros autônomos transportadores de contêineres do Porto de Santos”, explicou o juiz, de acordo com o processo.
Os crimes supostamente cometidos afetam não só a organização do trabalho, como também as operações do Porto de Santos. Por conta disso, o juiz da 3ª Vara de Guarujá entendeu que a competência era da Justiça Federal.
Mas, de acordo com o MPE, a Justiça Federal não concordou com isso, o que causou um conflito de jurisdição. Assim, caberá ao STJ definir qual instância será responsável pelo julgamento da denúncia.
Prisão
O presidente do Sindcon, José Nilton Lima de Oliveira, já foi preso por desacato em maio de 2011, após manifestações da categoria. Na ocasião, conforme A Tribuna noticiou, os representantes de transportadoras de contêineres da Baixada Santista denunciaram agressões a motoristas contratados e vandalismo em veículos que pertenciam às empresas.
As acusações eram dirigidas aos manifestantes liderados pelo sindicato e resultaram em um pedido de maior policiamento na Rua Idalino Pinez, a Rua do Adubo, onde normalmente aconteciam os protestos.
À época, os empresários afirmaram que as manifestações lideradas pelo Sindcon não eram pacíficas. Eles acusaram o órgão, inclusive, de ter incendiado caminhões que seguiam para terminais de Guarujá, o que causou um prejuízo de R$ 360 mil a uma transportadora.
Ameaças e agressões
Funcionários de transportadoras de cargas ouvidos por A Tribuna ontem – e que preferem não se identificar – confirmam a atuação truculenta de pessoas ligadas ao Sindcon.
Ser alvo de ameaças e agressões faz parte da rotina das empresas que, muitas vezes, têm o tráfego de veículos interrompido por conta de manifestações. Em outros casos, a determinação é de paralisação de operações para garantir que apenas os caminhoneiros autônomos façam o transporte de contêineres vazios no cais santista.

Fonte: Folha de São Paulo / Jornal A Tribuna

Edição: Segurança Portuária Em Foco







5 comentários:

  1. é triste mas é verdade, e o sindicam tem sim envolvimento

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    1. E a máfia continua, agora tentando criar o tal da associação do cheio, em Santos. Tem muito bandido travestido de caminhoneiro nos chamados "viras". E agora ameaçaram o gerente do Teval, que é da libra, e só os autónomos sindicalizados podem trabalhar. Um absurdo!!

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    2. eu passo por isso todo dia sendo estorquido pelas associaçoes atac e associaja eles montarao essas associaçoes pra se servir pra eles mesmosbe quem nam pagar 25.000,000,00 nao trabalha tem gente que nem caminhao tem e tem xapeira e quem ja e caminhoneiro das antiga nao tem xapeira pra trabalhar isso deu digo que e um absurdo de todos os tempos se junta meia duzia de bosta pra dominar o guaruja todo e mais merda e aqueles que aceita e fica quieto nao fala nada, eu espero que esse desabafo raivoso chegue aos ouvidos da justiça e que ela punam esses corruptores de tal maneira que eles nao venham se safar de mais uma banalidade dessa. pelo amor de deus o trabalho e do caminhoneiro nam da associaja nem da atac os caminhoes dele trabalha mais do que os demais por favor veja se isso ta certo estao nos roubando na cara de pau eu nao aceito e nunca vou aceitar
      a

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  2. Pura verdade nem cnh proficional possuem e tem varias chapeiras e os verdadeiros proficionais não possui mas o acordo era uma do motorista e outra do proprietário só que a real situação a ganância falou mais alto que a justiça apta empresa que tirou dasempresas de ttransporte ficaram para traz e assim a apta paga menos para os proficionais a diretoria possui a maior parte das vagas um tapa na cara do caminhonei pura injustiça alguém tem que ver a verdade

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  3. sou um dos 100 caminhoneiros que a muitos anos tralhamos para uma transportadora,que hoje esta sendo obrigado a repassar os transportes para duas unidades de associação uma de santos chamado COOPERCAV e guaruja A.T.C.A e estão colocando caminhões que nunca trabalhou na transportadora,á dois meses atras nós fazia tres a quatro viagem por semana de são paulo para os portos da baixada, hoje 14\06\ 2016 ja faz duas semanas que fazemos uma viagem e ainda somos obrigado a pagar mais de 200 reais se quisermos ficar com a tal da sapeira de um trabalho que ja era nosso,porque sempre trabalhamos direto para a transportadora como vamos tirar 200 reais para pagar se nossos armarios ja estão ficando vazios e as contas atrasadas por favor alguem tome uma providencia investigue para nos ajudar somos mais de 100 familiares estão ficando desisperados enquanto dividiram 50% do trabalho para cada unidade,só queremos voltar a abastecer nossos armarios e ser livre para trabalar

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