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sexta-feira, 19 de junho de 2026

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OPERAÇÃO BUSCA DESARTICULAR ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA LIGADA AO TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS


Organização é suspeita de esconder cocaína em chapas de granito e mármore para enviar a droga ao exterior

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN), em ação integrada com a Receita Federal do Brasil (RFB) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), deflagrou na última terça-feira (16) uma operação contra uma organização criminosa (ORCRIM) suspeita de esconder cocaína em chapas de granito e mármore para enviar a droga ao exterior.

A operação contou com o apoio das polícias civis do Paraná (PCPR), de Santa Catarina e de São Paulo, além da Polícia Penal do Rio Grande do Norte.

Objetivo

A ação, parte integrante da “Operação Narke”, teve como objetivo desarticular uma ORCRIM ligada ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 9 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão, expedidos pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas do Rio Grande do Norte.

Alvos

As prisões ocorreram nas cidades de Natal e Parnamirim, no Rio Grande do Norte; Curitiba, no Paraná; e Florianópolis, em Santa Catarina. Quatro das nove prisões foram realizadas fora do estado potiguar. Mandados também foram cumpridos em unidades prisionais. Entre os investigados presos está um advogado.

Em Curitiba, os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão na região da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Segundo o delegado Fabiano Oliveira, “os investigados são suspeitos de integrar um grupo criminoso voltado ao tráfico interestadual de drogas”.

Ainda conforme a investigação, os dois homens presos em Curitiba teriam sido contratados para realizar o corte das pedras usadas no esquema. Um dos investigados relatou aos policiais que chegou a ser levado ao Rio Grande do Norte para executar o serviço.

Bloqueio e sequestro de bens

A Justiça determinou ainda o bloqueio e o sequestro de bens, direitos e valores dos investigados até o limite de R$ 8.800.730,52.

A medida atinge ativos financeiros, veículos, embarcações e armas de fogo, com o objetivo de garantir a reparação de danos e o confisco dos lucros obtidos com o crime.

Investigação

A investigação começou após a apreensão de aproximadamente 111 quilos de cocaína escondidos em chapas de granito armazenadas em uma marmoraria em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte.

O aprofundamento do caso revelou uma estrutura criminosa voltada ao tráfico em larga escala. Os suspeitos utilizavam uma empresa formalmente constituída para dar aparência legal às atividades ilícitas. A organização possuía divisão de tarefas, atuação financeira coordenada e contratava serviços especializados para adaptar materiais usados na ocultação dos entorpecentes.

A Polícia Civil informou também que foram identificadas movimentações financeiras consideradas incompatíveis com as atividades declaradas pelos investigados e indícios de mecanismos utilizados para ocultar recursos supostamente oriundos do tráfico de drogas.

Modus Operandi

De acordo com as apurações, a organização utilizava serviços especializados para adaptar placas de granito e mármore, criando compartimentos ocultos para armazenar os entorpecentes. A droga seria transportada posteriormente para outros países por meio de navios.

Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário, e as investigações seguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a atuação da ORCRIM.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e rastrear o destino nacional e internacional das drogas.

Operação Narke

A Operação Narke faz parte de uma ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), realizada em conjunto com as polícias civis e militares dos 27 estados. 

O foco principal é combater o narcotráfico e descapitalizar o crime organizado.


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