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domingo, 26 de outubro de 2025

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EMPRESÁRIO É APONTADO COMO LÍDER DE ESQUEMA DE DROGAS EM MARINA NO ESPÍRITO SANTO


Mais de uma tonelada de cocaína foi apreendida em Perocão, Guarapari, em abril deste ano; quatro pessoas foram denunciadas pelo MPE

Um empresário do ramo de transportes foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPES) por liderar um grande esquema de tráfico de drogas em Guarapari, no Espírito Santo. Mais de uma tonelada de cocaína foi apreendida em uma marina de Perocão em abril deste ano e a investigação revelou que os entorpecentes tinham até dispositivos de rastreamento — característica comum em operações de tráfico em larga escala.

O repórter Caique Verli, da TV Gazeta, teve acesso com exclusividade à denúncia do MPES feita após o relatório da Polícia Civil. O documento aponta que o empresário Weyder Siqueira de Andrade, de 45 anos, seria o chefe do grupo criminoso e teria alugado o espaço da marina ao custo mensal de R$ 2,5 mil para armazenar a droga, mantida sob vigilância armada constante.

A investigação também revela que uma lancha era utilizada para o transporte das drogas, principalmente durante a noite, quando havia risco menor de a embarcação ser alvo de fiscalização. Outras três pessoas também foram denunciadas pelo esquema criminoso. São elas:

  • Weyder Siqueira de Andrade, apontado como chefe
  • Luiz Fernando Lúcio Pimentel, contratado para vigiar as drogas
  • Stephon Oliveira de Couto Kalin, contratado para vigiar as drogas
  • Paulo Alexandre Silva Paz, piloto de lancha
Weyder, Luis Fernando e Stephon. A imagem de Paulo não foi divulgada - Crédito:Reprodução

Weyder segue foragido. Luiz Fernando, Stephon e Paulo Alexandre já estão presos. O MPES pede à Justiça a manutenção da prisão dos acusados, além de que aceite denúncia contra eles pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Além disso, também solicita que os acusados sejam condenados ao pagamento de indenização no valor de R$ 100 milhões em dano moral coletivo à sociedade.

Empresário

O suspeito é dono de uma transportadora no Rio Grande do Norte e atua com compras e vendas de caminhões. Em depoimento, o empresário admitiu ter alugado o espaço na marina, mas negou ser o dono da droga. No entanto, a denúncia do MP aponta que ele contratou dois homens para vigiar os entorpecentes e que tinha acesso às câmeras de segurança da marina. Stephon Oliveira de Couto Kalin e Luiz Fernando Lúcio Pimentel foram presos em maio, suspeitos da vigilância armada da cocaína.

Logo após a apreensão da tonelada de cocaína, Weyder fugiu do Espírito Santo, mas foi preso em 2 de outubro, no Rio Grande do Norte. Carros e uma moto aquática que pertencem ao denunciado foram apreendidos.

Carros e moto aquática que pertencem ao empresário foram apreendidas - Crédito: Policia Federal

A reportagem tenta localizar a defesa dos quatro homens denunciados. O espaço segue aberto para posicionamentos.

Fonte: A Gazeta


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quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

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POLÍCIA CIVIL APREENDE MEIA TONELADA DE COCAÍNA EM EMBARCAÇÃO


A droga foi localizada em uma lancha atracada em uma marina em Guarujá, próxima ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo

Durante uma operação realizada na última terça-feira (7), uma equipe da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), da Polícia Civil de Santo André encontrou meia tonelada de cocaína em uma lancha atracada em uma marina em Guarujá, próxima ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

Marina em Guaruja, onde a droga foi apreendida - Foto: SSP-SP

Segundo os investigadores, o entorpecente, proveniente do Paraguai, era transportado em embarcações até cidades do litoral paulista e, posteriormente, levado em carros até a região metropolitana de São Paulo, onde a droga era preparada para a venda.

Em junho do ano passado, durante uma operação contra o narcotráfico, os policiais conseguiram identificar uma das rotas usadas pelos criminosos para transportar a cocaína do litoral a uma cidade do ABC paulista. Na ocasião, 110 tabletes de cocaína foram apreendidos.

No decorrer das investigações, os agentes descobriram que os traficantes fariam uma nova “entrega” de drogas em Guarujá, utilizando uma rota marítima e atracando a embarcação em uma marina.

Com as informações, os policiais se posicionaram em pontos estratégicos. Eles observaram o momento em que uma lancha se aproximou de outra embarcação e começou a fazer o transbordo da droga. Os policiais, em um bote, realizaram a abordagem, mas os envolvidos fugiram na lancha ao perceberem a presença dos agentes.

Embarcação onde a droga foi apreendida - Foto: SSP-SP

Ao vistoriar a embarcação, os agentes encontraram bolsas com 500 tabletes de cocaína. Em contato com a administração da marina, eles descobriram ainda que um dos suspeitos, que não era membro do local, havia atracado a embarcação sem autorização, alegando que ela apresentava defeito e precisava permanecer ali para reparos.

Os tabletes de cocaína entavam acondicionados em bolsas - Foto: SSP-SP

Os entorpecentes foram apreendidos e encaminhados ao Instituto de Criminalística (IC) para perícia. O caso foi registrado como localização e apreensão de objeto e tráfico de drogas, na Dise de Santo André.

Teste para confirmação de cocaína - Foto: SSP-SP

Investigação de junho

Em 1ª de junho, os policiais receberam informações sobre o trajeto rodoviário usado pelos criminosos, que haviam recebido um carregamento de cocaína em Praia Grande e estaria transportando a droga em dois veículos com destino à região do ABC Paulista.

Com base nas informações, os agentes montaram uma campana na região, aguardando a passagem dos veículos suspeitos. Eles observaram um caminhão entrando em uma área isolada com várias chácaras, onde a carga foi transferida para um carro que deixou o local. Os policiais seguiram o veículo até uma garagem na cidade de Praia Grande, onde o motorista foi abordado.

No veículo, foi encontrado um fundo falso sob o compartimento de carga, com sacos de cocaína e cerca de 110 tabletes da droga. O homem, de 40 anos, foi preso no local, encaminhado à delegacia e posteriormente à cadeia pública, onde permaneceu à disposição da Justiça.

O caso foi registrado como tráfico de drogas na Dise. As investigações continuam para identificar outros integrantes do esquema criminoso.

Como a marina onde a embarcação com a droga foi localizada está próxima ao Porto de Santos, e o modo como o entorpecente estava embalado e acondicionado em bolsas, geralmente utilizada no tráfico internacional de drogas, não pode ser descartada a hipótese que o destino fosse algum navio atracado no porto, ou mesmo inserido dentro da carga em contêineres armazenados em instalações portuárias.


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