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FORAGIDO DA JUSTIÇA É PRESO EM OPERAÇÃO DE FORÇAS DE SEGURANÇA NO PORTO DE SANTOS

A operação contou com a participação da Polícia Civil dos dois estados, da Policia Militar-SP e da Guarda Portuária Na manhã da última ter...

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

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CERCO EM PORTO NO PARÁ MUDA ROTA DO NARCOTRÁFICO PARA O PORTO DE SANTANA


Com fiscalização em Barcarena bandidos recorrem ao município amapaense; para mandar droga para a exterior

Novas rotas do tráfico de drogas têm despontado no Amapá, no extremo norte do país. Com a intensificação das fiscalizações em portos como o Porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA), o estado passou a ser mais recorrido para o envio de cocaína e skunk para outros destinos, incluindo países da África e Europa.

A Polícia Civil do Amapá realizou no fim de junho a maior apreensão de drogas da história do estado. Ao todo, 218 quilos de skunk, além de armas de fogo e munições, foram encontrados em uma balsa na cidade de Laranjal do Jari. É uma quantidade ainda pequena diante dos carregamentos interceptados no Amazonas e no Pará, mas dá a dimensão do avanço do tráfico por novas rotas.

Especialistas ouvidos pelo Estadão defendem foco maior em investigações para combater o crime organizado e a violência policial. O Amapá lidera o ranking dos estados com a maior taxa de homicídios – 69,9 para cada 100 mil habitantes em 2023 – e tem o maior índice de letalidade policial (23,6), segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado diz acompanhar a situação de perto e adotar ações para combater o tráfico e os homicídios, como integrar as forças policiais. Afirma ainda que, como reflexos disso, os crimes violentos letais intencionais caíram 34,2% entre janeiro e outubro, conforme dados oficiais. Foram 192 casos nesse período, ante 291 no mesmo recorte do ano passado.

“O que mais nos preocupa hoje é a tentativa de crescimento do Comando Vermelho (CV)”, afirmou ao Estadão o secretário de justiça e segurança pública do Amapá, José Rodrigues de Lima Neto. Segundo ele, a facção carioca, vista como a maior força do narcotráfico na Amazônia, não tinha predominância no Amapá, mas busca aumentar a presença na região para enviar droga à Europa.

Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em parceria com o Instituto Mãe Crioula, divulgado na semana passada, mostrou que aumento da influência do CV, com monopólio da facção fluminense em pelo menos 130 municípios da Amazônia Legal, muitos deles em regiões de fronteira com a Bolívia, o Peru e a Colômbia. Além do narcotráfico, o avanço do crime organizado também impulsiona crimes ambientais, com o garimpo irregular e o desmatamento.

Foram as facções, na leitura do governo amapaense, que puxaram a alta de homicídios nos últimos anos no estado. Lima Neto aponta que as mortes têm sido influenciadas sobretudo pelo crescimento do CV e a disputa entre facções locais, que surgiram há pouco mais de cinco anos em resposta ao avanço de grupos maiores, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), considerada a maior organização criminosa do País. São elas:

* Família Terror do Amapá (FTA), com cerca de 8 mil integrantes;

* Amigos Para Sempre (APS), com aproximadamente 4 mil;

* União do Crime do Amapá (UCA), com cerca de 2 mil

Essas facções, apesar de já ter passado por momentos de trégua, têm protagonizado conflitos sangrentos recentemente. Há uma disputa intensa por Santana, onde fica o principal porto do estado. A cidade tem hoje a maior taxa de homicídios do país (92,9) entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, alta de 88,2% na comparação com o ano anterior. Além disso, é dona da sexta maior taxa de letalidade policial (25,1).

A região metropolitana de Macapá também é vista um ponto crítico. O domínio é da Família Terror do Amapá, facção local aliada ao PCC. Em Santana, o grupo local até tem forte presença, mas é continuamente desafiado pelo interesse estratégico do crime organizado no porto. O resultado é um cenário sangrento.

“Há um confronto com os Amigos Para Sempre e tentativa de crescimento do Comando Vermelho, algo que tem nos preocupado”, diz o secretário. Já o grupo União do Crime do Amapá tem atuação mais concentrada no sul do Estado.

Nova rota

Para especialistas, Santana passou a ser explorada como nova rota do tráfico internacional, na tentativa de enviar dinheiro para outras regiões do Brasil e continentes que pagam mais caro pela droga que sai do Brasil para outros continentes, como a Europa. Eles afirmam ainda que trata-se de um movimento adotado em resposta a medidas vistas em outros portos do Norte.

“As pressões dos sistemas de regulação e controle por parte da segurança pública no Pará se intensificaram a partir de Barcarena, sobretudo destacando o fato de que o porto foi apontado como o principal entreposto comercial do narcotráfico (no Norte) e de outros produtos ilícitos em direção à Europa”, afirma Aiala Colares Couto, professor da Universidade do Estado do Pará (Uepa).

“Portanto, há migração das atividades para o Amapá, considerando o porto de Santana e a estratégia que envolve a integração via Guiana, Suriname e Venezuela, o que possibilita mais articulação em rede nesse eixo norte da região”, diz ele, integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e presidente do Instituto Mãe Crioula.

Couto aponta também que a vulnerabilidade social e as desigualdades apresentadas no Amapá se consolidaram como terreno fértil para a migração da criminalidade para o Estado, o que resultou na alta de homicídios por lá. Além da atuação violenta da polícia. “É um Estado que não foi incorporado de forma positiva dentro do processo de desenvolvimento regional. Todas essas condições potencializam o desenvolvimento dessa violência”.

Segundo o secretário José Lima Neto, o Estado tem acompanhado a situação de perto e buscado integrar as forças policiais para combater o crime organizado de forma mais efetiva. Já sobre a alta letalidade policial, afirma que a queda nos homicídios deve puxar também a redução das mortes policiais.

“A redução dos crimes violentos (no começo do ano) refletiu também nas mortes por intervenções policiais, até em porcentagem um pouco maior. O que significa que o aumento no ano passado foi decorrente desse aumento também da presença policial nas ruas e do enfrentamento que foi feito às organizações criminosas”, diz o secretário. “Tenho certeza de que, com a continuação das quedas dos crimes violentos, também haverá redução das intercorrências policiais”.

Autor/Fonte: Por Ítalo Lo Re – Estadão/Via Diário do Amapá


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quinta-feira, 15 de agosto de 2024

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GUARDA PORTUÁRIA DETÉM HOMEM ACUSADO DE MATAR SEGURANÇA DE BAR


Ele foi encontrado pela Patrulha Marítima, escondido  debaixo de um píer na área costeira de Santana

A Guarda Portuária (Gport) deteve, na tarde do dia 29 de agosto, no Porto de Santana, localizado no bairro Novo Horizonte, um homem suspeito de ter assassinado o segurança de um bar, no município de Santana.

Ele foi encontrado pela Patrulha Marítima depois que populares denunciaram que um homem estaria dentro d’água, escondido há várias horas debaixo de um píer na área costeira de Santana, onde o crime ocorreu.

Identificado como Sidinei Vieira da Silva, de 29 anos, ele foi conduzido para o Centro Integrado de Operações e Segurança Pública (Ciosp) de Santana, onde foi autuado por homicídio qualificado, por motivo fútil. Ele não tinha antecedentes criminais.

O homem é acusado de ter esfaqueado na região do tórax, o segurança Edgar Maciel da Silva, de 32 anos de idade, após apartar uma briga entre dois clientes, volta das 23h do domingo, 28, em um bar, localizado na Rua Pastor Sozinho, no Bairro Nova Brasília.

Segundo o apurado pela polícia, a confusão começou quando Sidney passou a mão nas partes íntimas de outro rapaz que estava dançando com uma mulher.

Edgar e outro segurança separaram a briga e seguiram o procedimento padrão, colocando Sidney para fora da festa.

Pouco tempo depois, o acusado voltou armado com uma faca e tentou entrar no estabelecimento novamente. O segurança Edgar impediu sua entrada e travou uma luta corporal com o infrator, que lhe desferiu uma facada no peito.

A vítima chegou a ser socorrida por colegas de trabalho, mas não resistiu ao ferimento e chegou sem vida no Hospital de Emergência do município.

A arma utilizada no crime não foi encontrada, mas a camisa que ele usava na hora do fato foi apreendida e apresentada na delegacia. A vestimenta ainda estava suja de sangue.


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sexta-feira, 9 de agosto de 2024

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PORTO COBIÇADO PELO TRÁFICO, GARIMPO, CONTRABANDO - MORTES VIOLENTAS DISPARARAM NO AMAPÁ


Após chegarem à região, facções do Sudeste entraram em conflitos, que se somam à elevada taxa de letalidade policial

Um porto menos fiscalizado do que os de outros estados atraiu facções criminosas em busca de novas rotas para traficar drogas. E a guerra entre essas organizações se misturou à alta letalidade em ações policiais para fazer o Amapá ter o maior crescimento de mortes violentas intencionais no país no ano passado (39,8%), segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O mesmo relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que divulgou esse percentual na quinta-feira apontou Santana, ao lado de Macapá, como a cidade mais violenta do Brasil. A capital do estado está em nono lugar no ranking.

Segundo o anuário, a maior taxa de mortes violentas do país se concentra no Sul do estado, entre Macapá, Santana, Itaubal, Mazagão, Laranjal do Jari e Vitória do Jari. Um dos motivos para essa concentração está no Porto de Santana, que atrai criminosos por ser uma via de acesso à Região Amazônica e pela maior proximidade com a Europa. A taxa de letalidade policial no estado é de 23,6 mortos por 100 mil habitantes.

— Nos últimos três anos, começamos a ter a chegada de braços de grupos de São Paulo e Rio de Janeiro, o que envolve conflito com os grupos locais — opina o geógrafo Aiala Couto, pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e da Universidade do Estado do Pará (Uepa). — A polícia do Amapá é violenta. É como se tivesse carta branca para matar — acrescenta.

Embora a taxa de letalidade policial seja de 23,6 mortos por 100 mil habitantes, o governo do Amapá atribui o aumento no número de mortes ao enfrentamento entre grupos criminosos. As autoridades locais chamam a atenção para resultados positivos no primeiro semestre de 2024, com uma queda de 32% nos crimes violentos letais intencionais, quando comparado ao mesmo período do ano passado. O número de vítimas caiu de 175 para 119 (os dados do anuário são referentes a 2023).

— Não acho que seja possível fazer uma análise, já que os números seguem elevados e mantêm o estado lá em cima no ranking — ressalva Aiala Couto.

O governo do estado informou ainda ter adotado estratégias juntamente com o Ministério da Justiça, como a Operação Hórus, uma ação permanente em municípios fronteiriços. A aquisição de equipamentos como viaturas, drones e armamentos também é lembrada para demonstrar o esforço no combate à criminalidade.

Aumento da Violência no Amapá

Mapa mostra região onde episódios de violência se concentraram — Foto: Editoria Arte O Globo

Para especialistas, a movimentação de facções do Sudeste, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), rumo ao Norte envolve a busca por novas rotas para movimentar cocaína diante do desgaste das vias tradicionais. É o caso da chamada “rota caipira”, que vai do Paraguai até o Porto de Santos.

— Ela é bem conhecida e mapeada. Há sistemas recentes para mapeamento de voos clandestinos, e a droga chega em portos cada vez mais fiscalizados — explica o pesquisador Gabriel Patriarca, do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP.

As 10 cidades mais violentas em 2023

Ranking mostra as cidades mais violentas do Brasil em 2023 — Foto: Editoria Arte O Globo

Conexões globais

A migração faz métodos usados em outros estados serem repetidos no Amapá. No dia 10 de abril, uma operação da Polícia Federal (PF), em operação conjunta com as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO), prendeu integrantes de uma organização que usava mergulhadores para colocar drogas em cascos de navios no Porto de Santana, prática que já foi detectada em Santos e no Sul do país. Os criminosos vinham do Rio Grande do Norte e de São Paulo.

Na chegada ao estado, o PCC se associou à facção local Família Terror do Amapá (FTA), enquanto o CV buscou apoio da Amigos para Sempre (APS). Outro fator que atrai esses grupos é a proximidade do estado com o Suriname e a Guiana Francesa.

— Hoje você tem uma conexão global do narcotráfico e outros tipos de atividades ilegais — afirma Aiala Costa — Há uma conexão que pega a Guiana e o Suriname em direção à Europa. Santana é estratégico nesse contexto.

Fonte: O Globo


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terça-feira, 16 de abril de 2024

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OPERAÇÃO CONJUNTA LOCALIZA COCAÍNA EM CASCO DE NAVIO NO PORTO DE SANTANA


Foi encontrado 154,75 kg de entorpecente escondido no “sea chest”. Cinco pessoas foram presas. Navio tinha destino à Portugal

A Polícia Federal (PF), em operação conjunta com as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO), deflagrou na manhã da última quarta-feira (10/4), no Porto de Santana, no estado do Amapá, a Operação Blind Diving, para o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária.

A ação contou o apoio do GAECO/MP, Polícia Civil (DRACO) e 4º Batalhão da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros (CB) e Marinha do Brasil (MB) e Guarda Portuária (GPort).

A Companhia Docas de Santana (CDSA), Autoridade Portuária, atuou diretamente durante toda a operação, subsidiando as investigações com a disponibilização de seu sistema de monitoramento, bem como, de toda a infraestrutura do Porto de Santana, embarcações e efetivo da GPort.

Objetivo

O objetivo foi desarticular grupo criminoso especializado em tráfico de drogas, que atua na colocação dos entorpecentes em cascos de navios.

Mais de 50 policiais de todas as forças cumpriram os mandados nos municípios de Macapá/AP e Santana/AP, no porto e na residência utilizadas pelos investigados.

A ação contou ainda com o trabalho especializado dos mergulhadores do Núcleo Especial de Polícia Marítima (NEPOM) da Polícia Federal, vindos dos Estados do Espírito Santo e Pernambuco.

Investigação

A investigação se iniciou após denúncia de que indivíduos, oriundos do estado de São Paulo e do Rio Grande do Norte estariam em Macapá com o intuito de acoplar no casco de um navio substância entorpecente para ser retirada ao chegar ao seu destino. A prática já foi observada em outros portos espalhados pelo país.

Após levantamentos verificou-se que os indivíduos têm antecedentes criminais por tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, estelionato e outros, em diversos estados brasileiros.

Para garantir a efetividade da ação, a equipe de investigação realizou acompanhamento dos suspeitos durante vários dias e em uma madrugada constatou que eles foram até o Igarapé da Fortaleza em uma pequena embarcação onde pararam em ponto próximo ao navio de grande porte que estava atracado e realizaram vários mergulhos.

Também foi observado que os criminosos foram algumas vezes até o Porto de Santana e em lojas de Macapá para comprar equipamentos, entre eles, compressor portátil, que é comumente utilizado para cilindros de ar comprimido.

Prisão

De acordo com a Polícia Federal, foram cumpridos 5 mandados de prisão e 2 de busca e apreensão. Entre os presos está um ex-militar altamente treinado e com diversos cursos de mergulho, que era um dos principais braços da organização criminosa.

Entre os presos, também está um catraieiro que realizava o transporte dos mergulhadores até o navio. A polícia não divulgou nomes.

Na residência deles foram apreendidos equipamentos de mergulho e ferramentas utilizadas para colocar a droga no casco do navio.

A investigação revelou que esses criminosos não eram simples transportadores, mas sim membros de uma organização criminosa (ORCRIM) especializada no tráfico de grandes quantidades de drogas, especialmente cocaína destinada à Europa.

“Trata-se de uma operação extremamente complexa e perigosa, envolvendo a inserção de drogas nos cascos de navios, algo que apenas mergulhadores profissionais são capazes de realizar. Inclusive, o investigado, um ex-bombeiro militar, um dos presos, relatou ter quase morrido em quatro tentativas para colocar a droga no casco do navio. Ele descreveu o espaço entre o fundo do rio e o casco do navio, que pesa muitas toneladas, como sendo de apenas 1 metro. Qualquer movimento de descida do navio poderia resultar em morte por esmagamento. Foi um trabalho extremamente difícil que exigiu habilidades excepcionais do mergulhador”, afirmou o delegado Dalton.

De acordo com o delegado Bruno Belo, supervisor da FICCO, durante as investigações surgiram duas versões da mesma história.

“Inicialmente, a investigação apontava para um tráfico interestadual, mas ao longo das investigações e em conversas com os mergulhadores, obtivemos duas versões: uma sugeria que a droga já estaria no navio e os mergulhadores teriam o papel de retirá-la do casco, enquanto a outra versão indicava que os mergulhadores estariam colocando a droga no casco para sua retirada no exterior, possivelmente na Europa”, explicou o delegado Bruno Belo.

Ainda não se sabe se os tripulantes do navio estão envolvidos no caso, nem qual era a origem da embarcação. No entanto, as investigações indicaram que o destino do navio Dyna Flores era Portugal. De acordo com o delegado Bruno Belo, as investigações continuam em colaboração com a Interpol.

Apreensão de cocaína

Segundo o delegado regional da PF no Amapá, Dalton Marinho, foi encontrado 154,75 kg de entorpecente escondido no “sea chest” (caixas de mar), que são compartimentos junto ao casco da embarcação, abaixo da linha d’água, que serve para o navio extrair ou admitir água fazendo o lastro e assim equilibrar a embarcação para a navegação. Essa foi a maior apreensão de cocaína do estado do Amapá.

Crimes

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa, cujas penas somadas podem levar a 33 anos de reclusão, além do pagamento de multa.

Nome da Operação

O nome da operação, "Blind Divingque", traduzido do inglês para português significa mergulho às cegas.


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