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terça-feira, 15 de setembro de 2015

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EMPREGADO DA CDP LUTA CONTRA FIM DA TERCEIRIZAÇÃO DE ATIVIDADE-FIM


Sócrates, ao centro, sempre esteve presente nas lutas da categoria juntamente com Cileno Borges, à direita


A possibilidade dos postos de trabalho do pessoal responsável pela atracação dos navios retornarem aos auxiliares portuários da Companhia Docas do Pará (CDP) é fruto da luta de um empregado da operação, auxiliar portuário, Antônio Tavares Martins, o Sócrates.
Não que outros não lutem também, mas este, sem dúvida, é o que mais dá a cara pra bater. 
Sócrates, lotado no terminal de Miramar, onde ironicamente atuam cinco dirigentes sindicais, é que tem lutado pelo direito dos auxiliares portuários em voltar a exercerem a função. Ele tem procurado, diariamente, os dirigentes do Sindiporto para representá-los nessa questão.
Todas as informações que tem saído nos portais, sites e blogs, dando conta que essa função é dos auxiliares portuários; as informações técnicas, objetivas e jurídicas que este pesquisa e que outros companheiros de luta lhe repassam, etc; tudo ele repassa ao Sindiporto, requerendo que esta entidade faça a denúncia no MPT para reintegrá-los aos postos de trabalho, terceirizados em abril deste ano, onde o principal argumento agora é o Edital do Concurso para auxiliares portuários da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), atendendo determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT), garantindo juridicamente o exercício da função desses trabalhadores, por ser atividade-fim da operação portuária.
A CDP implantou em 2014 o PES – Plano de Empregos e Salários -, onde, a partir deste, foi criado o cargo de auxiliar portuário, inclusive neste plano e nos Regimes de Exploração dos Portos da CDP essa função da amarração e desamarração das amarras dos cabeços na faixa dos cais e dos píeres está especificada como atribuição especifica dos auxiliares portuários.
A operação de atracação é atividade-fim da CDP, portanto não pode ser terceirizada.
Em uma dessas suas diversas idas ao Sindiporto, o presidente da entidade lhe assegurou que já foi feita denúncia ao MPT no sentido de os postos de serviço serem reintegrados aos empregados da CDP, denúncia feita por petição eletrônica, porém, sem terem lhe mostrado a minuta da petição que foi enviada e também da alegação de que, no dia 09 de setembro, o sindicato havia levado o edital do concurso da Codesp e outros documentos ao MPT para juntarem a petição, tendo em vista comprovar o direito da função aos auxiliares portuários.
Segundo o sindicato, o procurador disse que vai fazer pedido ao juiz para reintegrar os postos de serviço aos mesmos e, provavelmente, realizar concurso para auxiliar portuário, como feito na Codesp, sendo que este procurador deixou bem claro, que a decisão cabe ao juiz, já que o MPT só age como reclamante nessa questão, dando um prazo de 45 dias para citar a CDP.
Justiça se faça.
Infelizmente, o Sindiporto só passou a fazer algo, cerca de seis meses depois, após ter, como eles dizem, "provas concretas nas mãos", que se tratava de atividade-fim, mas, em nenhum momento, se interessaram em ir atrás dessas provas, nem mesmo depois desse Portal, em abril desse ano, ter publicado artigo demonstrando que a função não podia ser terceirizada, por se tratar de cargo, cujo ingresso só se dá conforme o artigo 37 da CF/88.
E, se não fosse pela insistência desse trabalhador, que representa digna e honradamente os auxiliares portuários nas assembleias e no dia-a-dia do sindicato, nada teria sido feito, e essa denúncia ao MPT, provavelmente, jamais teria sido encaminhada.
Parabéns a este empregado, um dos poucos que lutam de fato e legitimamente pela categoria de portuários da Companhia Docas do Pará.

Texto: Cileno Borges - Guarda Portuário da CDP.

A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto, não cabendo a esse Portal a emissão de qualquer juízo de valor.
                                                                                                                                                                                          
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terça-feira, 25 de agosto de 2015

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CONCURSO DA CODESP ATENDE DETERMINAÇÃO DO MPT





A função de amarrador é atividade-fim e não pode ser terceirizada.
São 88 vagas para preenchimento imediato


Na última quinta-feira (20), Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, publicou no Diário Oficial da União (DOU), o edital para selecionar candidatos para 88 vagas de auxiliar portuário, além de formar um cadastro de reserva. Há uma cota específica, contendo 18 vagas, para candidatos que se declararem negros.
Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), em Santos, a realização do concurso atende a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que a Companhia Docas do Estado De São Paulo (Codesp) firmou, se comprometendo na contratação de trabalhadores por meio de concurso público para a realização de mão de obra relacionada à sua atividade-fim. 
No  TAC, a Codesp também se comprometeu a aumentar a iluminação do cais público, corrigir falhas no piso e providenciar instalações sanitárias e vestiários adequados, assim como locais destinados a refeições, além de outras cinco obrigações relacionadas ao meio ambiente de trabalho.
O TAC foi firmado após uma diligência realizada no ano passado, por procuradores do Trabalho representantes da Coordenadoria Nacional do Trabalho Portuário e Aquaviário (CONATPA), ter encontrado várias irregularidades no meio ambiente de trabalho que podem comprometer a saúde e segurança dos trabalhadores.
A denúncia partiu de trabalhadores terceirizados que exerciam atividade de amarradores de navios, que não tinham as mesmas condições de trabalho que os contratados diretamente pela Codesp para a mesma função. O alojamento dos trabalhadores terceirizados é utilizado também como refeitório, vestiário, escritório e local de espera de ordens de serviço.
Durante a diligência, ficou comprovada que a construção é inadequada para o fim a que se destina e é mantida em condições precárias de conservação: faltam vidros na janela, as instalações elétricas são improvisadas, faltam lâmpadas nas luminárias e a parede de tábuas não oferece privacidade evidente. Os sanitários são insuficientes e mantidos sob precárias condições de higiene, com chuveiro sem aquecimento e ralos sem sifão hidráulico.
O TAC foi proposto pelos procuradores Danielle Leite de P. Costa, Cristiane Aneolito Ferreira, Carolina de Almeida Mesquita, Rodrigo Lestrade Pedroso e Augusto Grieco Sant’Anna Meirinho.
O TAC estipula que, caso haja descumprimento, a companhia pagará uma multa de R$ 200 mil por cláusula descumprida e R$ 20 mil por trabalhador em situação irregular. Os valores serão revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
A função
O auxiliar portuário é o responsável pela amarração e pela desamarração das embarcações no complexo santista, nas operações de atracação ou desatracação, respectivamente. A atividade consiste, principalmente, em prender ou soltar os cabos dos navios (denominados amarras) dos cabeços instalados na beira do cais.
O edital
Conforme o edital do concurso, os candidatos devem ter 18 anos ou mais e concluído o Ensino Fundamental. Os aprovados irão trabalhar em turno de 6 horas diárias, em sistema de rodízio (das 00hs às 6hs - das 6hs às 12hs - das 12hs às 18hs - das 18hs às 24hs). O salário será de R$ 1.091,25, mais vale-alimentação de R$ 864,90. A contratação seguirá a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como ocorre com os demais funcionários da Codesp.
O processo seletivo é realizado pela Cetro Concursos Públicos. As inscrições, abertas na quinta-feira, podem ser feitas até as 23h59 do próximo dia 10 de setembro, apenas pela internet, através do endereço eletrônico da Cetro (www.cetroconcursos.org.br).
No site, os candidatos terão de preencher uma ficha de inscrição e, em seguida, imprimir o boleto bancário para o pagamento de uma taxa de R$ 35,00.
O processo terá provas objetivas, com 30 questões de Língua Portuguesa e 30 de Matemática, e de aptidão física. A primeira, que será realizada em 4 de outubro, na Cidade, terá caráter classificatório e eliminatório. O local e o horário ainda serão determinados. O gabarito será divulgado no dia seguinte, 5 de outubro.
Os melhores classificados nessa primeira etapa serão chamados para os testes de aptidão, que envolvem a realização de exercícios físicos. Esta fase também será feita em Santos, mas a data e o endereço preciso ainda não foram comunicados.
Os resultados finais devem sair em 7 de dezembro, no site da Cetro Concursos Públicos e na edição do Diário Oficial da União.

Com validade de um ano, existe a possibilidade deste Concurso ser prorrogado por igual período.
Clique aqui e veja o Edital completo. 


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