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FORAGIDO DA JUSTIÇA É PRESO EM OPERAÇÃO DE FORÇAS DE SEGURANÇA NO PORTO DE SANTOS

A operação contou com a participação da Polícia Civil dos dois estados, da Policia Militar-SP e da Guarda Portuária Na manhã da última ter...

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quarta-feira, 24 de maio de 2023

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JUSTIÇA DE PORTUGAL CONDENA SETE BRASILEIROS DA QUADRILHA DO MAJOR CARVALHO


Ex-Major Sergio Ricardo de Carvalho - Foto: Reprodução

Segundo a Polícia Judiciária portuguesa, os sete brasileiros foram flagrados transportando uma tonelada de cocaína

O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, em Portugal, condenou sete brasileiros por tráfico internacional de drogas, no final do mês passado. Os réus integravam a quadrilha do ex-major da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, Sérgio Roberto de Carvalho, 64, o Major Carvalho, preso na Hungria.

Segundo a Polícia Judiciária portuguesa, os sete brasileiros foram flagrados à 1h55 de22 de maio de 2019 transportando uma tonelada de cocaína no barco de pesca Wood. A embarcação foi interceptada no Oceano Atlântico, em Cabo Verde, a 4.000 quilômetros de Lisboa.

A Polícia Federal do Brasil havia alertado as autoridades portuguesas sobre os fortes indícios de que o Wood estaria a serviço do Major Carvalho, conhecido na Europa como o "Escobar brasileiro", em alusão ao narcotraficante colombiano Pablo Escobar.

Duas lanchas com fuzileiros navais se aproximaram do pesqueiro e quando entraram no barco encontraram os sete homens. Eles estavam apenas com a roupa do corpo e contavam com pouca alimentação na embarcação. Foram apreendidos 999 tabletes da droga prensados em plásticos.

As autoridades de Portugal apuraram que a cocaína tinha um grau de pureza entre 84,8% e 91,6%. Pelos cálculos da Polícia Judiciária, o Escobar brasileiro e os comparsas dele sofreram um prejuízo na ordem de 44 milhões de euros.

Os brasileiros condenados são Edmilson Miranda Gomes, 59, Francisco Gomes Barbosa, 43, Marcos Antônio Teófilo da Silva, 48, José Bezerra Pereira, 68, Janilton Sousa da Rocha, 41, Wálter Santos de Pontes, 40, e Marcelo Teixeira de Lima, 48.

Os seis primeiros são do Rio Grande do Norte. Marcelo é natural de Tacima, na Paraíba.

Edmilson, o piloto do Wood, foi condenado a nove anos. Os demais, todos tripulantes, receberam uma pena de oito anos e seis meses. Eles ficaram presos em Portugal até 4 de abril de 2020 e foram colocados em liberdade porque o prazo de 10 meses de prisão preventiva se excedeu.

A reportagem não conseguiu contato com os advogados dos réus, mas publicará na íntegra a versão dos defensores de todos eles, assim que houver uma manifestação.

Extradição para o Brasil

O barco Wood havia solicitado às autoridades brasileiras autorização para uma viagem entre Recife e Natal entre 2 de maio e 2 de julho de 2019. No dia 4 de maio de 2019, a embarcação, já com a droga a bordo, começou a navegar pelo Atlântico rumo à África.

De acordo com a Polícia Judiciária de Portugal, o Wood viajou sem ter aportado nem desenvolvido atividade pesqueira. Investigadores portugueses acreditam que o barco iria encontrar outra embarcação na cidade de Praia, Cabo Verde, para fazer o transbordo da droga.

O Major Carvalho, apontado como dono da cocaína apreendida pelos fuzileiros navais portugueses, está preso em Budapeste, na Hungria, desde 21 de junho do ano passado, e deve ser extraditado para o Brasil. Ele foi capturado em um hotel de luxo.

Investigações da PF mostraram que o Escobar brasileiro foi o responsável pelo envio de ao menos 49 toneladas de cocaína para a Europa, via portos brasileiros, especialmente os de Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC) e Natal (RN) e movimentou R$ 2,25 bilhões em três anos.

Fonte: Josmar Jozino – Colunista do Site UOL


Esta publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.      

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quinta-feira, 2 de março de 2023

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MP PORTUGUÊS DENUNCIA 18 ALIADOS DE 'ESCOBAR BRASILEIRO' POR NARCOTRÁFICO

 

Sérgio Roberto de Carvalho

Empresário é apontado pela Justiça portuguesa como o braço direito na Europa do Major Carvalho conhecido como o "Escobar brasileiro"

O empresário português Ruben Alexandre Vieira Oliveira, 39, o Xuxas, viajou quatro vezes para o Brasil para negociar a importação de toneladas de cocaína para a Europa antes de ser preso pela Polícia Judiciária de Portugal, em 27 de junho do ano passado.

No último dia 14 de fevereiro, o Ministério Público de Portugal denunciou ele e outros 17 comparsas ligados ao Major Carvalho pelos crimes de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Entre os acusados, 16 são portugueses, um é angolano e outro indiano.

Xuxas era apontado pela Justiça portuguesa como o braço direito na Europa do ex-major da PM de Mato Grosso do Sul, Sérgio Roberto de Carvalho, 64, conhecido como Major Carvalho e "Escobar brasileiro".

As datas das viagens de Xuxas ao Brasil: 28 de janeiro de 2019; 9 de dezembro de 2019; 4 de setembro de 2020; 11 de janeiro de 2021.

O Major Carvalho foi preso em Budapeste, na Hungria, seis dias antes de Xuxas. O "Escobar brasileiro" é acusado de coordenado a exportação de 45 toneladas de cocaína para a Europa, avaliadas em R$ 2,25 bilhões entre 2017 e 2022. O governo brasileiro já pediu a extradição dele.

Também no dia 14, o Major Carvalho foi alvo de novo mandado de prisão. Ele é acusado de ser o dono de 350 kg de cocaína escondidos em chapas de granito em Cachoeira do Itapemirim (ES) em outubro de 2021 e de 892 kg da droga apreendidos no Porto de Santos, em abril de 2022.

Segundo o Ministério Público português, Xuxas era o líder da quadrilha de Carvalho na Europa. As investigações apontaram que o empresário fundou uma organização criminosa para importar grandes quantidades de cocaína da América do Sul.

Considerado o "padrinho do tráfico", Xuxas tem tatuado no corpo imagens de dois barões mundiais da droga: Pablo Escobar, fundador do Cartel de Medellín, na Colômbia, e Joaquin Guzman, ex-chefe do Cartel de Sinaloa, no México.

Xuxas mantinha estreita relação com o "Escobar brasileiro". O empresário português também tinha a missão de contratar narcotraficantes em outros países e ainda era o responsável pela quantidade de droga a ser exportada e pelos locais de destino da cocaína.

Condenação e bloqueio de bens

Os comparsas dele começaram a integrar a organização criminosa no início de 2020. Dércio Vieira de Oliveira, 31, irmão de Xuxas, também foi cooptado pela quadrilha e recrutou um comparsa para prestar serviço ao bando no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Também foram integrados ao grupo criminoso o estivador Paulo Miguel da Silva Campos Joaquim, 50, do Porto de Setúbal, e Luís Miguel Gomes Gonçalves, 40, que mantinha contato com alguns funcionários do Porto de Leixões.

Segundo o Ministério Público português, o empresário indiano Gusvinder Singh, 32, era proprietário da Happy Selection Unipessoal Ltda e contava com a ajuda de uma empresa de frutas do Brasil para importar a cocaína escondida em meio às cargas lícitas.

Os nomes de dois sócios da empresa de frutas constam na acusação feita pelo Ministério Público português. Ambos são brasileiros. Eles criaram a companhia em 5 de março de 2020 e viajaram para Portugal no mesmo ano, entre 28 de fevereiro e 21 de março.

A Procuradoria da República de Portugal pediu à Justiça daquele país a condenação dos 18 comparsas do "Escobar brasileiro" e também o bloqueio dos bens de todos os envolvidos no esquema.

A reportagem não conseguiu contato com os advogados de Xuxas, Dércio, Paulo Miguel e Luís Miguel, mas publicará a versão dos defensores deles na íntegra, caso haja uma manifestação.

Autor/Fonte: Josmar Jozino – Site UOL


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segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

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'PABLO ESCOBAR BRASILEIRO' PODE RECEBER R$ 1,3 MILHÃO EM APOSENTADORIA, MESMO PRESO NA HUNGRIA POR TRÁFICO DE DROGAS

 

A Justiça do Paraná decretou o sequestro do montante milionário. O ex-major da PM de Mato Grosso do Sul pode recorrer da decisão

A Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu a Sérgio Roberto de Carvalho, mais conhecido como major Carvalho ou "Pablo Escobar brasileiro", o direito de receber R$ 1,3 milhão em aposentadoria. Porém, a Justiça do Paraná decretou o sequestro do montante na segunda-feira (5). O megatraficante, que está preso na Hungria por tráfico internacional de drogas, pode recorrer da decisão.

A decisão para o pagamento da previdência foi tomada pelo juiz Marcelo Andrade Campos Silva, da 4ª Vara da Justiça de Campo Grande, em 29 de novembro deste ano. Entretanto, a pedido do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, a Justiça decretou o sequestro do montante milionário, visto a atuação criminosa do ex-major no estado.

Além de reter o dinheiro, a Justiça do Paraná oficializou a 4ª Vara da Fazenda Pública de Campo Grande para que o pagamento, em precatórios, não seja feito ao traficante.

O g1 entrou em contato com a defesa do ex-major Carvalho no Brasil, que disse não poder se manifestar das decisões judiciais de Mato Grosso do Sul e do Paraná.

Em 2015, o ex-major da Polícia Militar entrou com processo contra a Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul alegando que não recebeu aposentadoria entre os anos de 2011 e 2015. O pagamento não foi feito, já que o traficante não compareceu em uma prova de vida, momento em que havia forjado óbito para fugir das acusações de tráfico internacional de drogas.

Aposentadoria indefinida

O dinheiro em aposentadoria que o major Carvalho pode receber é relacionado ao tempo que ficou afastado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Em 1997, Carvalho foi transferido para a reserva remunerada da corporação.

Já em 1998, o traficante foi condenado a mais de 15 anos de prisão pelo tráfico de 230 kg de cocaína. O ex-PM sofreu um processo para a perda do posto e da patente e, em junho de 2010, teve a aposentadoria suspensa.

Em outubro de 2016, porém, o desembargador Claudionor Miguel Duarte mandou a Agência de Previdência do Mato Grosso do Sul voltar a pagar a aposentadoria ao ex-major, sob pena de crime de desobediência. A alegação é de que a condenação do ex-PM veio depois de ele ter sido transferido para a reserva remunerada, ficando alguns anos afastado e sem receber pela aposentadoria.

Acusado por tráfico e na lista da Interpol

Segundo a Polícia Federal (PF), Sérgio Roberto de Carvalho comandava uma organização criminosa internacional. Ele teria montado um esquema para mandar grandes quantidades de cocaína para Europa, África e Ásia. Na Europa, o ex-major brasileiro se escondeu em uma identidade falsa: Paul Wouter.

Com a investigação, o nome do ex-major da Polícia Militar foi colocado na lista dos bandidos mais procurados pela Interpol e ele passou a ser chamado de "Pablo Escobar brasileiro".

A polícia europeia desmontou parte dessa história. O verdadeiro negócio do empresário era o tráfico de drogas. Em agosto de 2020, o latino Paul Wouter — que era na verdade o ex-major e traficante brasileiro — chegou a ser preso. A suspeita: chefiar a quadrilha que trouxe cocaína da América do Sul para a Europa em uma embarcação, mas ele pagou fiança e foi solto.

SAIBA MAIS: NA ESPANHA, DOMINGO ESPETACULAR INVESTIGA A FARSA DA MORTE DO 'ESCOBAR BRASILEIRO'

A polícia portuguesa encontrou 12 milhões de euros em endereço ligado ao traficante. A fuga aconteceu depois que a polícia europeia foi comunicada sobre a outra parte da história, o de sua identidade falsa. Antes disso, o ex-major já tinha enganado a Justiça com outra farsa: um atestado de óbito por Covid-19 forjado que o livrou de aparecer como Paul Wouter no julgamento pela droga apreendida no barco.

Quem alertou a polícia europeia que Paul e o ex-major Carvalho eram a mesma pessoa foi a Polícia Federal brasileira.

Fonte: g1 MatoGrosso do Sul


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