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sexta-feira, 19 de agosto de 2022

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PARCEIRO DE ANDRÉ DO RAP TINHA LANCHA DE R$ 3 MILHÕES EM NOME DE DIARISTA

                                                André Oliveira Macedo, o André do Rap

O parceiro foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Diamond

Uma lancha avaliada em R$ 3 milhões, de Vinycius Soares da Costa, 32, o Evoque, apontado como braço direito do traficante internacional de drogas André Oliveira Macedo, 44, o André do Rap, foragido da Justiça, estava em nome de uma diarista da favela Vila do Pantanal, um dos bairros mais pobres de Santos (SP), segundo a Polícia Federal (PF).

Outra loja de roupas de grife, denominada Diamonds Multimarcas, também de Evoque, estabelecida em um shopping em Santos, foi aberta em nome de uma cabeleireira, diz a PF. A mulher vive na Vila Áurea, outro bairro humilde na periferia do Guarujá (SP).

Evoque foi preso pela Polícia Federal no dia 9 de agosto, durante a Operação Diamond, cujo nome é justamente em alusão à loja de roupas dele. O parceiro de André do Rap é investigado por suspeita de lavar dinheiro arrecadado com o tráfico internacional de cocaína para a Europa, via porto de Santos.

A reportagem não conseguiu contato com o advogado João Manoel Armôa Júnior, defensor de Vinycius, mas publicará a versão dele na íntegra assim que houver um posicionamento.

Durante a operação foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Santa Catarina. A Justiça Federal bloqueou R$ 5,6 milhões em bens do acusado, incluindo a lancha, carros importados, relógios, esmeraldas e outras pedras preciosas.

As investigações tiveram início em dezembro de 2020, quando a Polícia Federal apreendeu R$ 1,8 milhão e US$ 730 mil em uma casa-cofre relacionada a Evoque, na cidade de Santos. Parte do dinheiro estava escondida no compartimento secreto de um carro e o restante na garagem.

 16.ago.2022 - Carro de parceiro de André do Rap apreendido pela Polícia Federal

Evoque não chegou a ser preso na ocasião. Um empreiteiro que trabalhava na construção da casa-cofre e recebeu em dólares pelos serviços prestados, e uma mulher que estava no imóvel chegaram a ser detidos e autuados em flagrante por crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

Na ocasião, o advogado João Manoel Armôa Júnior afirmou à coluna que Evoque é inocente, não lava dinheiro, não é comparsa de André do Rap e não tem nenhuma relação com a apreensão realizada pela Polícia Federal na casa-cofre em Santos.

Foragido desde outubro de 2020

Apontado como um dos maiores traficantes de cocaína do Brasil e acusado de integrar o PCC (Primeiro Comando da Capital), André do Rap é procurado pela Interpol (Polícia Internacional), desde 10 de outubro de 2020, quando saiu da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP) pela porta da frente.

O narcotraficante, condenado a 15 anos e seis meses, foi solto graças a um habeas corpus concedido pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello. Horas mais tarde, a liberdade dele foi cassada pela própria Suprema Corte.

Ao assinar o alvará de Justiça na P2 de Venceslau, André do Rap forneceu como endereço um imóvel no Guarujá. Ele prometeu ir para casa, mas tomou rumo ignorado e é considerado foragido.

Os advogados de André do Rap, Anderson dos Santos Domingues e Áureo Tupinambá afirmaram à reportagem que o cliente é inocente de todas as acusações e que isso será definitivamente comprovado no curso do procedimento criminal.

Fonte: Por Josmar Jozino - UOL


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segunda-feira, 13 de junho de 2022

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PRESOS POR TRÁFICO DE COCAÍNA NO PORTO DE SANTOS ERAM VIGILANTES DO TERMINAL

 

 
Foto: Divulgação Polícia Federal

Na decisão que decretou a preventiva dos acusados, a Justiça Federal destacou a complexidade das ações cometidas pelo grupo criminoso

Os quatro homens presos durante a Operação Portão da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã da última terça-feira (07) para reprimir o tráfico internacional de drogas pelo Porto de Santos, são vigilantes de uma empresa de segurança privada.

Os acusados, que eram funcionários da empresa terceirizada, trabalhavam no terminal da Hipercon, situado na Rua Augusto Scaraboto, na Alemoa, em Santos, quando permitiram que outras pessoas entrassem no local para estufar um contêiner com 603 kg de cocaína, segundo levantamento da PF.

Acondicionada em sacos de ráfia, a droga foi escondida em um carregamento de grãos de milho, cujo destino seria Portugal (Porto de Leixões). Antes, haveria o transbordo do contêiner no porto holandês de Roterdã.

O plano só não deu certo porque agentes da Receita Federal descobriram o contêiner com cocaína no último dia 6 de abril, durante uma inspeção no terminal marítimo da Brasil Terminal Portuário (BTP), antes que ele fosse despachado para a Europa por meio do navio MSC Michela.

SAIBA MAIS: PF DEFLAGRA OPERAÇÃO CONTRA TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS NO PORTO DE SANTOS

Naquela ocasião, não houve flagrante e era ignorado os envolvidos no esquema. Durante a apuração da cadeia logística do contêiner antes que ele chegasse ao terminal da BTP, a PF apurou que o cofre de carga entrou vazio na empresa Hipercon, em 21 de março.

Com a colaboração desta empresa, que forneceu as imagens de suas câmeras de segurança, a PF concluiu que a contaminação do contêiner com a cocaína ocorreu no dia 26 de março, um sábado, entre 19h27 e 22h23, quando não ocorreram operações no local.

Apenas os quatro vigilantes acusados estavam no recinto de despacho aduaneiro. Segundo a PF, com base nas filmagens, eles permitiram o ingresso de estranhos com um caminhão e os auxiliaram na estufagem do contêiner.

A caixa metálica (contêiner) foi levada da Hipercon para o pátio da BTP no dia 31 de março. O carregamento de cocaína apreendido, caso ele chegasse a seu destino, alcançaria valor superior a US$ 16.6 milhões na venda por atacado, o que equivaleria a mais de R$ 80 milhões.

A PF requereu as prisões preventivas dos quatro vigilantes (suspeitos) e a Justiça Federal as decretou. As investigações prosseguem para identificar outros integrantes da rede criminosa. Além das ordens de captura, na terça-feira (07/06) foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão.

O Santa Portal apurou que os vigilantes capturados são D.V.I., R.S.L., V.A.R. e R.G.N.L.. Em suas residências foram apreendidos celulares e outros objetos que podem interessar às investigações e servir de provas.

Danilo e Rafael moram, respectivamente, em Praia Grande e Cubatão, enquanto Vagner e Roger residem em Santos. Um ex-vigilante da empresa de segurança, sobre o qual recai forte desconfiança, também teve a casa vistoriada, mas a sua prisão ainda não foi requerida pela PF.

Na decisão que decretou a preventiva dos acusados, a Justiça Federal destacou a complexidade das ações cometidas pelo grupo criminoso, “de elevado poderio financeiro e acentuado poder corruptor, integrado por diversas pessoas, algumas ainda não identificadas”. (EF)

Fonte: SantaPortal


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segunda-feira, 21 de março de 2022

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RECEITA FEDERAL APREENDE 53 KG DE COCAÍNA EM CASCO DE NAVIO NO ESPÍRITO SANTO

 

A droga foi afixada no casco de um navio com destino à Holanda

Equipes do Serviço de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Alfândega da Receita Federal do Brasil (RFB), no Porto de Vitória realizou no dia 6 de março, a apreensão de 53 kg de cocaína no casco do navio Raven Arrow, atracado no porto privado Portocel, localizado no município de Aracruz, no Espírito Santo.

Os tripulantes do navio detectaram a movimentação suspeita de um pequeno barco na noite anterior, um sábado, sendo que um dos seus integrantes vestia uma roupa de mergulho. A droga foi afixada no casco, abaixo da linha d'água, e contou com o trabalho de mergulhadores para a sua fixação.

O plantão aduaneiro foi acionado pela agência marítima, pedindo autorização para mergulhadores contratados irem até o navio no domingo de manhã. A RFB liberou o pedido e uma equipe do Serviço de Repressão ao Contrabando e Descaminho deslocou-se para aquela instalação portuária.

Por volta das 10h, a equipe chegou ao local, dando início ao trabalho dos mergulhadores. Foi encontrada uma bolsa amarrada junto ao casco do navio, contendo 53 kg da droga.

O navio em questão levaria uma carga de celulose para a Holanda, e sairia de Vitória com destino ao exterior, sem parar em outro porto do Brasil.

O trabalho contou com a participação, também, de agentes da Polícia Federal (PF), que seguirá com as investigações para identificar os envolvidos.


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