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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

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CAIXA PRETA DA CODESP COMEÇA A SER ABERTA

 
SEGURANÇA PÚBLICA PORTUÁRIA / POLÍCIA FEDERAL
 



A reportagem veiculada pelo jornal A Folha de S. Paulo na edição desta terça-feira deu início ao processo de abertura da caixa preta que permaneceu guardada a sete chaves no calabouço da Codesp - Companhia Docas do Estado de São Paulo. Segundo a matéria, o suposto "capo di tutti capi" Paulo Vieira, mais conhecido pelos lados da Rodrigues Alves s/nº como Paulo Maluco, ditava o teor dos pareceres emitidos pela estatal portuária.

A nota cita o superintendente jurídico da empresa, Manuel Luís, acusando-o de ser o elo entre a Codesp e Paulo Maluco, ainda membro do Conselho de Administração da companhia docas paulista.  Segundo a Folha, "num parecer, Luís defende o ponto de vista de que a Tecondi, empresa de contêineres que ocupa área da União no porto de Santos, não violou a lei de licitações ao explorar uma área diferente da arrendada".

O parecer contrariava o TCU, que por sua vez defendeu o rompimento do contrato da Codesp com a Tecondi uma vez que a empresa portuária não ocupara a área prevista na licitação devendo, portanto, deixar o terreno e sair do Porto de Santos. Não se sabe ao certo como e sob quais condições prevaleceu o entendimento do superintendente da estatal e de Paulo Maluco.

O fato traz à luz os desmandos praticados nos primeiros escalões da Codesp e coloca sob suspeita todo e qualquer parecer técnico e principalmente jurídico emitido pela Autoridade Portuária. Não obstante, todos os contratos de arrendamentos, concessões, adensamentos e etc., decorrentes de tais pareceres colocados em xeque precisam ser passados a limpo pelo atual comando da estatal antes que a desmoralização seja total. 

Apesar da divulgação da matéria, o envolvimento de Manuel Luis com o principal acusado na investigação da Polícia Federal já é bastante conhecido nos bastidores da Codesp. Há quem garanta que o novo presidente da Companhia Docas, Renato Barco, teria sido alertado sobre a ligação de seu subordinado com o membro do Consad, como também sobre os atos ilícitos praticados pela dupla e pela Superintendência Jurídica. A exoneração não teria ocorrido ainda por falta de autonomia e ingerências políticas externas.

Para o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, o novo mandatário da Codesp precisa promover uma limpa para o bem da empresa. "Entendemos que o presidente Barco deva se cercar de pessoas sérias e corretas, sobretudo de sua inteira confiança, além de exonerar os que comprovadamente praticaram irregularidades e falcatruas", disse. O sindicalista acredita que outras revelações estão a caminho. "Foi apenas o fio da meada porque vem muito mais por aí”.

Fonte: DCG / AssCom Sindaport - Jornal Folha de São Paulo.



*Esta publicação é de inteira responsabilidade do órgão de imprenssa que a publicou. O nosso papel é apenas manter informado aqueles que acompanham o Blog, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária, nesse caso, a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal.
 
 
 

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