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domingo, 6 de outubro de 2013

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GREVE DE CAMINHONEIROS PAROU O PORTO DE SALVADOR






Os caminhoneiros realizaram uma paralisação na segunda-feira (30), no Porto de Salvador. Eles pediam aumento no valor pago pelo frete e melhorias na infraestrutura do local.

A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) alegou não ter relação direta com os caminhoneiros. Segundo a assessoria, a Codeba apenas gerencia o espaço do porto, alugando para seus clientes.

Os caminhoneiros continuaram parados na terça-feira (01). As carretas ficaram enfileiradas na entrada do porto. A manifestação interferiu no tráfego na região do Comércio e da Calçada, de acordo com a Superintendência de Trânsito e Transporte (Transalvador). Fonte:

Caminhoneiros voltaram a realizar o protesto na manhã de terça-feira (1º), em frente à Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), no bairro do Comércio, em Salvador.

"Estamos praticamente há um ano e três meses sem reajuste de frete. Tínhamos um frete para entrar em vigor a partir do dia primeiro de julho e até hoje não foi reajustado. O que precisa é chamar a atenção das pessoas para se responsabilizarem conosco e chegarem aqui para decidir a situação", afirma Jorge Carlos, presidente do sindicato dos caminhoneiros.

A Codeba informou que não tem responsabilidade direta sobre os caminhoneiros e os operadores. Segundo o órgão, mesmo assim a Companhia está conversou com as duas partes, a fim de encontrar uma solução. A Codeba afirma ainda que por conta da paralisação das atividades dos motoristas os serviços de carga e descarga estão parados no porto.

Caminhoneiros suspenderam a greve para negociações com empresários
Reunião realizada no Ministério Público da Bahia, na manhã de quarta-feira (2), deu início ás negociações entre o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado da Bahia (Sindicam-Ba) e o Sindicato das Empresas de Transportes de Contêineres da Bahia.

Impedindo o acesso de caminhões ao porto de Salvador desde a última segunda-feira, os integrantes do Sindicam decidiram liberar a entrada para carga e descarga, que desde então estava prejudicada. De acordo com o sindicato que defende os caminhoneiros, a suspensão do protesto se deu após a promessa de negociação feita pelo MP e pelas empresas.

Os manifestantes pedem o reajuste de cerca de 20% sobre o valor da tabela de frete de 2012. Eles alegam que o prejuízo causado pelo aumento de combustível está em torno de 22%. A categoria também quer melhorias nas condições de trabalho, além de reivindicarem contra a nova lei municipal de carga e descarga, que segundo eles reduziu para aproximadamente 5 horas e meia o tempo diário de trabalho.

“A prefeitura passou a exigir que a gente cumpra a lei de carga e descarga, mas não deu alternativa para os caminhões passarem e isso está prejudicando o nosso trabalho”, afirmou o caminhoneiro Aroldo José Santos Tavares, que participava do protesto na entrada do porto. Na opinião dele, a lei só deveria valer após a liberação da via expressa, alternativa que atenderia a classe e diminuiria o fluxo de caminhões nas principais vias da cidade. “Essa proibição não vai acabar com o engarrafamento de Salvador. O que deveria existir é o rodízio de carros, igual acontece em outras cidades”, continuou.

De acordo com o presidente o Sindicam-Ba, José Carlos da Silva, a parte do sindicato foi feita. “Nós estamos sendo muito sensíveis cedendo ao pedido das empresas, mas também esperamos um posicionamento rápido sobre as nossas reivindicações”, lembrou. Segundo ele, a primeira mesa de negociação acontece hoje e deve apresentar avanços. Ele ressaltou que caso isso não aconteça, novos protestos vão ocorrer no porto, gerando ainda mais prejuízo às empresas.

A manifestação em frente ao porto promoveu longas filas de caminhões na Avenida da França, já que os profissionais que chegaram de outros estados não tinham onde estacionar os veículos. Os veículos que traziam carga de frutas foram os mais prejudicados com a ação.

Prejuízos

Segundo os empresários, a estimativa é de que cada dia de atividade parada gere um prejuízo em torno de R$ 2,5 milhões. "Quando um porto para a repercussão é muito grande. Deixa-se de transportar cargas, matéria-prima para serviços que precisam rodar, estocagem de produtos, a inflação é grande. Mensurei cerca de R$ 2,5 milhões de perda por dia, é um número expressivo, mas que abrange todo o ciclo que envolve prestadores de serviços, transportadores e prejuízo para os próprios autônomos", avalia José Rubem.


Fonte: A Tarde - G1 - Tribuna da Bahia – Edição Segurança Portuária Em Foco

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