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GUARDAS PORTUÁRIOS DENUNCIAM DIMINUIÇÃO DO EFETIVO E SUPRESSÃO DE POSTOS NO PARÁ

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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

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AGENTES, RONDANTES E INSPETORES DA GUARDA PORTUÁRIA PERDERAM A PACIÊNCIA COM A DIRETORIA DA CODESP





O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Portuária (Sindaport) e os empregados que estão inseridos na Tabela V do PECS (Mestre, Contra Mestre, Supervisores de Manutenção, Agentes, Rondantes e Inspetores da Guarda Portuária) perderam a paciência com a diretoria da Codesp. O descontentamento é geral e resulta da inércia administrativa da empresa que ainda não definiu a situação dos colaboradores.

Os profissionais se sentem ludibriados já que aderiram ao plano, contudo não foram contemplados com a permanência nas respectivas atividades e tampouco estão recebendo os vencimentos apresentados na proposta da Codesp. Em alguns setores, já viraram chacota de colegas e até mesmo de subordinados.

Apesar das duas reuniões realizadas, na sede do Sindicato, com presidente da Codesp, Renato Barco, e no Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Dest), em Brasília, até agora a estatal portuária não restabeleceu os cargos que estão sendo exercidos pelos empregados de forma provisória e sem o devido enquadramento.

E já que a empresa não demostra qualquer interesse em regularizar a questão, o Sindaport agendou para as 9 horas da próxima terça-feira (12) uma reunião com o advogado Eraldo Franzese. "Vamos avaliar as possibilidades jurídicas e ajuizar a ação cabível contra a Codesp visando garantir os interesses e direitos dos companheiros", disse o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos.

Além da insatisfação dos empregados, os problemas e trapalhadas decorrentes da implantação do PCES viraram alvo do Conselho de Administração (CONSAD). A falta de critérios e a utilização de pesos e medidas distintas no trato com os funcionários por parte de alguns supostos caciques da Codesp levaram o Consad aconvocar o diretor de Administração e Finanças, Alencar Costa, para prestar osesclarecimentos necessários em reunião que acontecerá na próxima sexta-feira(8).

Além dos motivos que estão gerando um clima de terror entre os funcionários e flagrante decepção com o comando da estatal portuária, os conselheiros querem obter maiores informações sobre as despesas de horas extras na folha salarial e implantação da Tabela V - Cargos Comissionados do Plano de Empregos, Carreiras e Salários.

Membro do Consad, o vice-presidente do Sindaport, João de Andrade Marques, promete cobrar explicações dos responsáveis. "Esperamos que no dia da reunião os representantes da Codesp anunciem a regularização da situação desses companheiros, que poderá se dar ainda que provisoriamente através de um simples ato administrativo ou resolução da presidência, até que o caso tenha um desfecho final".

Segundo o conselheiro, os empregados acreditaram na proposta da empresa e se sentem traídos. "Trata-se de um assunto de extrema relevância e os funcionários não podem pagar pelos erros e desmandos praticados pela Codesp".  Andrade informa que o Sindaport já articula uma nova manifestação em frente ao edifício da presidência da Companhia Docas de Santos, caso o problema não seja equacionado até o dia 12, terça-feira.

A proximidade do final do ano acentua a animosidade dos portuários afetados com a medida. "Não podemos e não vamos esperar mais, até porque, além dos festejos natalinos os gastos extras com as despesas características de início do ano estão deixando o pessoal cada vez mais revoltado, lembrando que ainda haverá o recesso na justiça do trabalho".
 
Fonte: Sindaport
 
 
 
 
 
 

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