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quarta-feira, 21 de maio de 2014

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SENADO APROVA PORTE DE ARMA PARA GUARDAS PORTUÁRIOS FORA DE SERVIÇO



O Senado aprovou nesta quarta-feira (21) projeto de lei que autoriza porte de arma de fogo por agentes penitenciários, guardas prisionais e guardas portuários fora do serviço. O texto, que foi originalmente elaborado pelo governo federal, seguirá para sanção presidencial.
O projeto teve amplo apoio dos senadores e foi aprovado de forma simbólica, sem necessidade de contar os votos. O texto determina que, fora do serviço, as três categorias serão autorizadas a portar arma de fogo particular ou fornecida pelo órgão a que estão vinculados desde que trabalhem em regime de dedicação exclusiva.
Esses profissionais devem ainda ser subordinados a mecanismos de fiscalização e controle interno e terem "formação funcional adequada", segundo determina a matéria.
As três condições para o porte de arma fora do serviço foi uma exigência do Palácio do Planalto, que já havia vetado outras propostas semelhantes. Em outubro de 2013, a presidente Dilma Rousseff barrou um projeto sobre o assunto sob a justificativa de que o porte deve ser acompanhado das "devidas precauções legais".
O texto original enviado pelo Ministério da Justiça, porém, não contemplava os agentes portuários. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que era ministra da Casa Civil até janeiro deste ano, disse que o governo é contrário ao porte de arma fora do serviço para essa categoria e sinalizou a possibilidade de veto presidencial a esse artigo.
A petista votou favoravelmente ao texto, mas disse que o artigo sobre os agentes portuários – acrescentado na Câmara dos Deputados – "pegou carona" no projeto. "Quero lamentar que a Câmara tenha incluído o porte para guarda portuário. Não há justificativa", afirmou. "A presidenta vai analisar a possibilidade de manter isso ou não", alertou Gleisi.
Na justificativa do projeto, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, explicou que a concessão do porte de arma é uma "demanda desta categoria profissional pela autorização legal para portar arma de fogo, mesmo fora do serviço, seguindo regras específicas e diferenciadas daquelas a que estão sujeitos os demais cidadãos".
O relator do texto no Senado, Gim Argello (PTB-DF), disse que os agentes e guardas prisionais e os guardas portuários "estão sujeitos a risco constante". "Para eles, a situação de perigo estende-se às suas moradias e, até mesmo, aos trajetos que fazem habitualmente fora do serviço", declarou.
Segurança Portuária Em Foco alerta
Cabe agora aos sindicatos e associações representativos da Guarda Portuária pressionar a Federação Nacional dos Portuários (FNP), para que ela agende com urgência uma audiência com o ministro da Justiça, a fim de conscientizar o mesmo, da importância do porte de arma fora de serviços para os guardas portuários, caso contrário, a categoria corre o risco de a Presidenta Dilma, mais uma vez, vetar este benefício para a categoria. 



2 comentários:

  1. VAMOS MOBILIZAR OS SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES PARA QUE NÃO HAJA O VETO.
    ESSA É UMA QUESTÃO DE GRANDE IMPORTÂNCIA PARA A INSTITUIÇÃO DA GUARDA
    PORTUÁRIA . NECESSÁRIO SE FAZ O ENGAJAMENTO DE TODA A ESTRUTURA SINDICAL
    PARA PRESSIONAR A FEDERAÇÃO NACIONAL DOS PORTUÁRIOS E ASSIM EVITAR MAIS
    UM VETO O QUE SERIA UM GOLPE NA INSTITUIÇÃO.
    GP ALEXANDRE - ES

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  2. DIZER QUE A GUARDA PORTUÁRIA PEGOU CARONA SÓ DEMONSTRA O MENOSPREZO QUE

    CERTOS POLÍTICOS ENTÃO A SERVIÇO DO GOVERNO TEM PARA COM UMA CORPORAÇÃO QUE

    DEVERIA SER UM DOS ORGULHOS DA NAÇÃO, EM FACE DOS RELEVANTES SERVIÇOS

    PRESTADOS NÃO POR OBRIGAÇÃO, MAS, POR COMPROMISSO QUE TEMOS COM NOSSO PAÍS,

    NOSSA PÁTRIA, NOSSA HISTÓRIA DE LUTAS PELA MANUTENÇÃO,FORTALECIMENTO E

    RECONHECIMENTO DESSA CATEGORIA

    CILENO BORGES
    GP PARÁ

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