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terça-feira, 23 de agosto de 2016

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SINDAPORT COBRA MELHORIAS E MAIS SEGURANÇA PARA GUARDAS PORTUÁRIOS




Os companheiros estão trabalhando em condições precárias em uma base que fica bem próxima a uma favela dominada por facções criminosas

Insatisfeita com um antigo descaso e com os desmandos que estão sendo praticados pelo comando da Guarda Portuária em prejuízo de uma relativa parcela de trabalhadores lotados no setor, a direção do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) encaminhou, na última sexta-feira (19), ofício ao presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Alex Botelho de Oliva, cobrando providências.
Assinado pelo presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, o expediente P.267/2016 elenca de maneira detalhada diversos problemas estruturais e de segurança que há tempos estão dificultando o dia a dia dos guardas portuários que atuam na Base IV, situada na margem esquerda do Porto de Santos, no município de Guarujá.
"Os companheiros estão trabalhando em condições precárias em uma base que fica bem próxima a uma favela dominada por facções criminosas, cujo local é reconhecidamente perigoso até mesmo pelo aparato policial do Poder Público, ou seja, estão à mercê de toda sorte possível, sem qualquer segurança diante de uma marginalidade cada vez mais crescente naquela área e de uma flagrante indiferença dos gestores da estatal", alertou o primeiro secretário do Sindaport, Edílson de Paula Machado.
Nos últimos anos, diversas ocorrências retratando ataques dos criminosos às equipes da Guarda Portuária foram registradas nas proximidades. As investidas sobre os membros da corporação também se tornaram frequentes no trajeto laboral. "Os riscos se multiplicam tanto na ida para o trabalho bem como no sagrado retorno para o lar, onde vários colegas já foram assaltados e tiveram perdas materiais significativas, sem falar de outros que também sofreram agressões e tiveram sérias lesões corporais, inclusive com desdobramentos psicológicos e outros", explicou o sindicalista.
A última ocorrência, segundo Edilson, se deu recentemente e envolveu um guarda portuário com mais de 30 anos de relevantes serviços prestados à corporação. "O colega estava de serviço no portão que dá acesso a base, que fica muito próximo da favela, quando foi abordado por três elementos armados que, com ameaças de agressão e morte, lhe roubaram a pistola, o colete e outros pertences e não lhe deram nenhuma chance de reação". Na avaliação do dirigente, o risco de vida dos guardas portuários lotados na Base IV é cada vez mais eminente.
Diante da ameaça, a direção do Sindaport acredita que as adversidades poderão ser amenizadas com a realização de algumas obras no próprio local e imediações, cujas melhorias já foram solicitadas à Superintendência da Guarda Portuária. Uma possível mudança de local daquela unidade também foi reivindicada pelas lideranças sindicais. "Lembramos que há mais de dois anos a Guarda Portuária estuda a transferência da base para outro ponto estratégico, contudo, lamentavelmente, a gestão que está há cerca de cinco anos à frente da corporação nada fez, inclusive com relação aos reparos", disse o primeiro secretário.
Diante de tamanha inércia administrativa e com o claro objetivo de manter a boa ordem dos serviços com a necessária fiscalização no local, preservando, sobremaneira, a segurança, integridade física e a própria vida dos profissionais, Edilson e o vice-presidente do Sindaport, João de Andrade Marques, se reuniram recentemente com o presidente da Codesp após visitarem a base de Guarujá.  "Surpreso, o presidente da empresa nos afirmou que desconhecia por completo a caótica condição de trabalho em que se encontram os guardas portuários naquele posto de serviço, mas que iria apurar e avaliar a adoção das providências", esclareceu Edilson. Ao término da reunião, ficou claro que a hierarquia na Autoridade Portuária de Santos anda mal das pernas.   
Dissonâncias à parte, durante o encontro os dois sindicalistas reivindicaram melhorias na iluminação interna e externa da área, no sistema de monitoramento, além do reparo nas grades e portões ou a construção de um muro, o corte da vegetação no entorno da base, e o aumento do efetivo de pessoal até que a mudança de local, de preferência para um mais seguro e definitivo, seja finalmente consolidada.
Ainda assim, se o tal estudo continuar engavetado e nada disso for possível, espera-se que os responsáveis pelo menos providenciem a transferência da imagem da Nossa Senhora de Fátima, da Praça do Outeirinhos para a Base IV, no Guarujá, para que os companheiros possam rezar aos pés da Santa e rogar por segurança, além da própria vida. Amém!!!


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