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quinta-feira, 13 de abril de 2017

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GUARDAS PORTUÁRIOS PARTICIPAM DE TREINAMENTO DE ARMAS QUÍMICAS




O ponto alto do curso foi a realização de um simulado supondo um ato terrorista na área portuária

Em março, entre os dias 7 e 11, ocorreu mais uma ação promovida pela Gerência do Meio Ambiente, através da Superintendência do Porto de Itajaí, neste sábado, com a realização do curso de Capacitação de Treinamento de Armas Químicas.
O treinamento foi realizado nos turnos matutino e vespertino tendo como locais a sede do Auditório e área portuária. A carga horária de 20 horas foi dividida em 16 horas de formação teórica e 4 horas de atuação prática.
Programa

De conteúdo extenso e primordial também para conhecimentos gerais nas atividades portuárias quanto a possíveis problemas a serem detectados e que possam demonstrar ameaças por atos terroristas ou mercadorias que podem adentrar na retroárea portuária, sua programação envolveu as seguintes áreas: características físicas químicas dos produtos, proteção respiratória, proteção química, fontes de informação, avaliação de cenários, segurança na operação de emergências, descontaminação de produtos químicos, monitoramento de gases e vapores, protocolo de respostas a emergências, armas químicas, descontaminação de armas de destruição massiva (WMD – Weapons of Mass Destrucion), Emergência em cloro, entre outros. 
Participantes

Cerca de 60 inscritos participaram do curso de capacitação, tendo representantes das gerências de Meio Ambiente e Operações da Superintendência do Porto de Itajaí, Guardas Portuários e convidados de órgãos de Segurança como: Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Marinha, Codetran, Polícia Federal, Brigada de emergência da APMT e CESPORTOS - Comissões Estaduais de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis.
Em atendimento a legislação da Organização Marítima Internacional (IMO), uma das principais vantagens em poder realizar esse curso de capacitação, é quanto ao Plano de Segurança do Porto (ISPS Code), ao qual o Porto de Itajaí está certificado e credenciado para atuar dentro das normas de segurança, “Esse treinamento é bem específico e o código ISPS Code trata exclusivamente de verificação, prevenção de atos terroristas e ilícitos dentro da área portuária”, ressalta Médelin Pitrez dos Santos, Gerente de Meio Ambiente.
Guardas Portuários
O ponto alto do curso foi a realização de um simulado supondo um ato terrorista na área portuária. De acordo com os guardas portuários, Cleomar Helmann (38 anos), Rodrigo Steffen (42 anos) e Paulo Adriano (33 anos), esta é quarta oportunidade que tiveram de participar deste curso de Treinamento de Armas Químicas.   Para eles a experiência fica cada vez mais enriquecedora e abrange novos conhecimentos, “Temos que saber lidar em situações de perigo, pois para nós é fundamental aprofundar novos conhecimentos. Na nossa área é essencial, pois vivemos a rotina diária de proteger o Porto. Para nós é um grande momento de podermos nos capacitar”, reforçam os servidores da Guarda Portuária.
“Posso afirmar que para nós da Guarda Portuária, o curso foi de extrema importância, pois hoje somos a primeira resposta numa eventual emergência. A capacitação só nos deixou mais preparados diante de um sinistro que possa acontecer”, lembra Carlos Eduardo Hillesheim – Inspetor da Guarda e atual Gerente interino de Segurança.  
Presidente

O superintendente do Porto de Itajaí, Engenheiro Marcelo Werner Salles, destaca a importância do treinamento, assim como do engajamento dos servidores e demais participantes de órgãos envolvidos ao curso realizado, “É muito importante essa integração, esse aproveitamento dos servidores da guarda portuária e de outros órgãos de defesa e segurança envolvidos no curso. Não só irá colaborar no seu desenvolvimento de suas atividades, mas também irá colocá-los diretamente no caso de enfrentar uma situação de risco. Posso citar os eventos de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, quando todas as nações do mundo ficaram em estado de choque devido aos ataques terroristas, e após aquele fatídico dia, introduziu-se em nível de navegação principalmente e consequentemente nos Portos, o código internacional de segurança, o ISPS Code, justamente voltado para evitar os atentados e dentro desse treinamento, a parte de armas químicas”, destaca o superintendente.

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