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sexta-feira, 27 de maio de 2022

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RECEITA FEDERAL APREENDE 161 KG DE COCAÍNA EM PARANAGUÁ

 

Cargas ilegais vinham da Bélgica e estavam escondidas em motores de contêineres refrigerados

A Receita Federal do Brasil (RFB) realizou, em duas ações distintas, a apreensão de 161 kg de cocaína que estavam escondidos em contêineres refrigerados na manhã do dia 20/5 no Porto de Paranaguá (PR). Já são cinco apreensões da droga realizada pelos servidores do órgão no porto paranaense em 2022, totalizando 280 kg.

Ao contrário das apreensões anteriores em que a cocaína foi apreendida antes de ser enviada para a Europa, nos dois casos os pacotes de drogas estavam em contêineres vindos do exterior, tendo a cidade de Antuérpia na Bélgica como porto de origem antes da entrada no território brasileiro.

Primeira Apreensão

Na apreensão maior, 146 kg de cocaína foram encontrados entre o fundo do contêiner e o motor de refrigeração utilizado para manter a qualidade de cargas perecíveis. O contêiner estava vazio e retornando do exterior quando os servidores da RFB realizaram a inspeção por meio do uso de scanner e notaram a discrepância nas imagens.

Como a Bélgica não é uma nação produtora de cocaína, a hipótese mais provável é que a droga tenha sido embarcada em algum país da América do Sul e os traficantes não conseguiram retirar a carga ilegal no destino planejado originalmente. O contêiner teria seguido então pelas rotas marítimas até ser localizado em Paranaguá, pela RFB.

Nesta apreensão, chamou a atenção o fato de os tabletes de cocaína estarem marcados com a palavra “Covid”. As marcações nos tabletes são utilizadas pelo crime organizado para identificar as facções responsáveis pela remessa da droga.

Segunda Apreensão

A segunda apreensão, de 15 kg, foi efetuada após a abertura do motor de um contêiner que também veio da Bélgica, e estava sendo carregado com perus congelados para ser enviado ao México. Neste caso, a droga estava dentro dos mecanismos do reefer (frigorífico), o que fez com que sua retirada demorasse mais de uma hora.

A hipótese mais provável é que os receptores da droga na Bélgica também não conseguiram retirar a carga no Porto de Antuérpia e tiveram que abandonar o produto para não serem pegos pelas autoridades policiais. Ao chegar a Paranaguá, a inspeção por scanner apontou o volume extra no motor refrigerado.

A inspeção por scanners é uma das medidas adotadas pela RFB para realizar a verificação das mercadorias de maneira não invasiva, garantido a agilidade no comércio exterior e ao mesmo tempo impedindo a ação de criminosos que buscam enviar e receber ilegalmente mercadorias utilizando as unidades alfandegadas brasileiras.

O entorpecente foi encaminhado para a sede da Polícia Federal (PF), que seguirá com as investigações.

Veja o vídeo no nosso canal do You Tube:


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