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quarta-feira, 23 de novembro de 2016
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TERCEIRIZAÇÃO SEM LIMITES PODE PEGAR ATALHO E NEM DEPENDER DO SENADO
"Projeto Zumbi", PL 4.302 é ainda mais nocivo
que texto em tramitação no Senado e depende de pouco para ser aprovado
Uma
nova ameaça contra os direitos dos trabalhadores ressuscitou neste mês de
novembro na Câmara dos Deputados, e chega a ser ainda mais prejudicial que o
projeto de lei complementar (PLC) 30, que atropela praticamente toda a
legislação trabalhista atual. Estamos falando do projeto de lei 4.302/1998, que
estava sem qualquer movimentação há 14 anos e voltou das cinzas no último dia
17, quando o relator da matéria, Laércio Oliveira (SD-SE), apresentou parecer
favorável à matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos
Deputados. Curiosamente, Laércio Oliveira (SDD-SE, partido de Paulinho da
Força) é empresário ligado ao setor da terceirização e vice-presidente da
Confederação Nacional do Comércio (CNC).
“O
setor empresarial e ruralista dentro e fora do Congresso Nacional vem atuando
em todos os espaços para precarizar ainda mais as relações de trabalho. O
objetivo é aumentar os lucros, independente do estrago que isso faça na vida
dos milhares de trabalhadores e trabalhadoras”, lembra Julimar Roberto,
secretário de Administração e Finanças da CUT Brasília.
A
última movimentação do PL foi em 2002, quando foi aprovado na Comissão de
Trabalho da Câmara, após parecer favorável do ex-deputado do PMDB goiano Sandro
Mabel, hoje assessor especial do governo ilegítimo Michel Temer. Mabel também é
autor do PL 4.330, hoje PLC 30 no Senado, que almeja a liberação da
terceirização da atividade-fim, abrindo brecha para a subcontratação sem fim e
sem controle, deixando portas e janelas abertas para total precarização do
trabalho e a facilitação do calote no trabalhador, ilegalidade já existente
neste tipo de contratação.
O
agravante do PL 4.302/1998 é que ele já teve parecer favorável dos plenários da
Câmara e do Senado, e depende apenas da aprovação final da Câmara, onde a
correlação de força entre representação de trabalhadores e empresários é
totalmente desnivelada, pendendo claramente para o setor patronal.
“Como
o projeto 4.302 é antigo, se o presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB/PR),
quiser levar direto para o plenário da Câmara, ou tiver um requerimento para
isso, ele pode. E aí, se aprovado, vai direto para sanção presidencial”, alerta
o assessor técnico do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
(Diap), Neuriberg Dias.
Segundo
ele, “o projeto é extremamente preocupante e atende exclusivamente a agenda do
setor empresarial”. Isso porque além da terceirização ilimitada e
irresponsável, o PL ainda amplia o trabalho temporário para 12 meses (hoje
limitado a 3 meses + 3), sem limite de renovação, e implementa o trabalho
intermitente (aquele realizado por hora, dia, mês), também sem limite. “É um
tripé que desestimula a contratação direta e, consequentemente, impede que o
trabalhador tenha os direitos trabalhistas fixos e integralmente garantidos”,
explica Neuriberg Dias.
Diante
da conjuntura política preocupante, movida por um golpe parlamentar sobre a
sociedade, o mais provável é que Laércio Oliveira pressione o presidente da CCJ
para dar celeridade ao projeto de lei 4.302, e tenha apoio para isso.
Nesta
quarta-feira (23/11), dirigentes da CUT e de outras centrais sindicais se
reunirão com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para tratar do PLC 30,
que tem previsão de votação para esta quinta (24). Eles aproveitarão a ida e
esticarão a visita até a Câmara, onde conversarão com o presidente da Casa,
Rodrigo Maia, sobre a necessidade de barrar o avanço do PL 4.302.
Fonte:
CUT / Sindaport
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Especialista em Segurança Portuária, PFSO, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, articulista da Revista Segurança e Cia, Parecerista da Revista Brasileira de Segurança Pública.
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Esperar o que,de um pais onde tudo é corrupção.
ResponderExcluirÉ la vamos nos de novo para o sofrimento.
Att; LÚCIO RICARDO NATAL
DIRETOR DO SINTAC
SANTA CATARINA.