O Exercício, coordenado pela Marinha, contou com o apoio
da Capitania dos Portos da Universidade Federal do Rio Grande
A empresa pública Portos
RS – Autoridade Portuária - realizou na última sexta-feira (15), no Porto de
Rio Grande, em conjunto com a Marinha do Brasil (MB), um Exercício Simulado de
Resposta a Vazamento de Óleo.
O Exercício, coordenado
pela Marinha, contou também com o apoio da Capitania dos Portos e Centro de
Recuperação de Animais Marinhos (CRAM), da Universidade Federal do Rio Grande
(FURG), e reuniu instituições e equipes que atuam diretamente em ações de
prevenção, controle e mitigação de incidentes ambientais no ambiente
hidroviário.
Objetivo
O objetivo foi testar
protocolos operacionais, fortalecer o alinhamento e a cooperação entre a
Marinha e as demais instituições envolvidas, além de ampliar a capacidade de
resposta em situações de emergência ambiental.
Simulado
A atividade, que
ocorreu a bordo do Navio-Patrulha "Benevente", da Marinha do Brasil,
nas proximidades do Porto Novo, simulou uma situação hipotética em que uma
barcaça colide com o cais durante a atracação e começa a vazar óleo na água.
Assim que o
vazamento foi identificado, as equipes fizeram o isolamento da área com boias
de contenção para impedir que o poluente se espalhasse pela água.
De acordo com a
instrutora de ensino marítimo da Capitania dos Portos, Gabriella Troinal, as
barreiras flutuantes criam um cerco ao redor do local do acidente para
concentrar o material e facilitar a remoção posterior, e a instalação das
barreiras segue critérios técnicos específicos.
— O cerco precisa
ficar em formato de U, conforme a direção da água. Dessa forma, o óleo fica
concentrado dentro dessa área e pode ser recolhido com mais eficiência —
explica.
As equipes destacam
que, embora a retirada completa do poluente possa levar dias, a etapa decisiva
ocorre nos primeiros minutos após o acidente.
A orientação é que a
contenção seja feita imediatamente na fonte do vazamento para reduzir danos
ambientais e evitar que o óleo alcance áreas mais extensas da lagoa e da costa.
Fauna marinha
Além da contenção do
poluente, o exercício também simulou impactos na fauna aquática. O Centro de
Recuperação de Animais Marinhos (Cram), da Universidade Federal do Rio Grande
(Furg), participou da atividade com o recolhimento de uma ave em cenário
simulado de contaminação.
Segundo a
coordenadora do centro, Paula Canabarro, vazamentos de óleo afetam diretamente
a sobrevivência dos animais.
— O óleo compromete
o funcionamento fisiológico desses animais. Então, quanto antes houver resgate
e atendimento adequado, maior é a chance de sobrevivência após a contaminação —
explica.
A coordenadora do
Centro de Recuperação de Animais Marinhos da Universidade Federal do Rio
Grande, Paula Canabarro, disse que o óleo compromete o funcionamento fisiológico
dos animais. “Então um resgate imediato, um atendimento adequado, quanto antes
acontecer, maior é a chance de esse animal sobreviver, mesmo após essa
contaminação”, explica.
Exercício
serve como formação profissional
O treinamento
também teve caráter pedagógico e contou com participação de estudantes da Furg.
Para a acadêmica
Rafaela Cordeiro, acompanhar uma operação prática aproxima os alunos de uma
área em expansão.
— Quero muito
trabalhar com isso porque é algo muito atual. Sempre existe alguma situação
nova e é muito importante estudar esse tema — afirma.
A atividade integra
ações periódicas voltadas à prevenção e resposta a acidentes ambientais em uma
das principais zonas portuárias do país.
Representando a
Autoridade Portuária, o Diretor de Meio Ambiente, Henrique Ilha, acompanhou o
exercício, que simulou ações práticas de contenção, monitoramento e mitigação
de impactos decorrentes de um possível vazamento de óleo. A iniciativa
evidenciou o preparo técnico das equipes participantes, com destaque para a
atuação coordenada pela Marinha do Brasil, e o alinhamento entre os órgãos
responsáveis pela segurança ambiental e pelas operações hidroviárias no Estado.
Segundo Henrique
Ilha, ações como essa são fundamentais para garantir respostas rápidas e
eficientes diante de ocorrências ambientais.
"Esses
exercícios são essenciais para fortalecer a cooperação entre a Marinha do
Brasil e as demais instituições envolvidas, validar protocolos de atuação e
garantir maior eficiência nas respostas em situações de emergência ambiental. A
atuação conjunta demonstra o comprometimento de todos com a segurança das
operações e com a preservação do meio ambiente", destacou o Diretor de
Meio Ambiente da PortosRS.
PortosRS – Autoridade Portuária
A Portos RS é uma
empresa pública responsável por organizar, gerenciar e fiscalizar todo o
sistema hidroportuário do estado do Rio Grande do Sul. Este sistema conta com
os portos públicos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, além de 17 terminais
de uso privado. São mais de 754 km de vias navegáveis com ampla capacidade de
receber novos complexos industriais.
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