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sexta-feira, 22 de maio de 2026

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AUTORIDADE PORTUÁRIA DO PORTO DE RIO GRANDE REALIZA EXERCÍCIO SIMULADO DE RESPOSTA A VAZAMENTO DE ÓLEO


O Exercício, coordenado pela Marinha, contou com o apoio da Capitania dos Portos da Universidade Federal do Rio Grande

A empresa pública Portos RS – Autoridade Portuária - realizou na última sexta-feira (15), no Porto de Rio Grande, em conjunto com a Marinha do Brasil (MB), um Exercício Simulado de Resposta a Vazamento de Óleo.

O Exercício, coordenado pela Marinha, contou também com o apoio da Capitania dos Portos e Centro de Recuperação de Animais Marinhos (CRAM), da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), e reuniu instituições e equipes que atuam diretamente em ações de prevenção, controle e mitigação de incidentes ambientais no ambiente hidroviário.

Objetivo

O objetivo foi testar protocolos operacionais, fortalecer o alinhamento e a cooperação entre a Marinha e as demais instituições envolvidas, além de ampliar a capacidade de resposta em situações de emergência ambiental.

Simulado

A atividade, que ocorreu a bordo do Navio-Patrulha "Benevente", da Marinha do Brasil, nas proximidades do Porto Novo, simulou uma situação hipotética em que uma barcaça colide com o cais durante a atracação e começa a vazar óleo na água.

Assim que o vazamento foi identificado, as equipes fizeram o isolamento da área com boias de contenção para impedir que o poluente se espalhasse pela água.

De acordo com a instrutora de ensino marítimo da Capitania dos Portos, Gabriella Troinal, as barreiras flutuantes criam um cerco ao redor do local do acidente para concentrar o material e facilitar a remoção posterior, e a instalação das barreiras segue critérios técnicos específicos.

— O cerco precisa ficar em formato de U, conforme a direção da água. Dessa forma, o óleo fica concentrado dentro dessa área e pode ser recolhido com mais eficiência — explica.

As equipes destacam que, embora a retirada completa do poluente possa levar dias, a etapa decisiva ocorre nos primeiros minutos após o acidente.

A orientação é que a contenção seja feita imediatamente na fonte do vazamento para reduzir danos ambientais e evitar que o óleo alcance áreas mais extensas da lagoa e da costa.

Fauna marinha

Além da contenção do poluente, o exercício também simulou impactos na fauna aquática. O Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), participou da atividade com o recolhimento de uma ave em cenário simulado de contaminação.

Segundo a coordenadora do centro, Paula Canabarro, vazamentos de óleo afetam diretamente a sobrevivência dos animais.

— O óleo compromete o funcionamento fisiológico desses animais. Então, quanto antes houver resgate e atendimento adequado, maior é a chance de sobrevivência após a contaminação — explica.

A coordenadora do Centro de Recuperação de Animais Marinhos da Universidade Federal do Rio Grande, Paula Canabarro, disse que o óleo compromete o funcionamento fisiológico dos animais. “Então um resgate imediato, um atendimento adequado, quanto antes acontecer, maior é a chance de esse animal sobreviver, mesmo após essa contaminação”, explica.

Exercício serve como formação profissional

O treinamento também teve caráter pedagógico e contou com participação de estudantes da Furg.

Para a acadêmica Rafaela Cordeiro, acompanhar uma operação prática aproxima os alunos de uma área em expansão.

— Quero muito trabalhar com isso porque é algo muito atual. Sempre existe alguma situação nova e é muito importante estudar esse tema — afirma.

A atividade integra ações periódicas voltadas à prevenção e resposta a acidentes ambientais em uma das principais zonas portuárias do país.

Representando a Autoridade Portuária, o Diretor de Meio Ambiente, Henrique Ilha, acompanhou o exercício, que simulou ações práticas de contenção, monitoramento e mitigação de impactos decorrentes de um possível vazamento de óleo. A iniciativa evidenciou o preparo técnico das equipes participantes, com destaque para a atuação coordenada pela Marinha do Brasil, e o alinhamento entre os órgãos responsáveis pela segurança ambiental e pelas operações hidroviárias no Estado.

Segundo Henrique Ilha, ações como essa são fundamentais para garantir respostas rápidas e eficientes diante de ocorrências ambientais.

"Esses exercícios são essenciais para fortalecer a cooperação entre a Marinha do Brasil e as demais instituições envolvidas, validar protocolos de atuação e garantir maior eficiência nas respostas em situações de emergência ambiental. A atuação conjunta demonstra o comprometimento de todos com a segurança das operações e com a preservação do meio ambiente", destacou o Diretor de Meio Ambiente da PortosRS.

PortosRS – Autoridade Portuária

A Portos RS é uma empresa pública responsável por organizar, gerenciar e fiscalizar todo o sistema hidroportuário do estado do Rio Grande do Sul. Este sistema conta com os portos públicos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, além de 17 terminais de uso privado. São mais de 754 km de vias navegáveis com ampla capacidade de receber novos complexos industriais.


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