Ao verificar a autenticidade da ordem de carregamento com
a empresa, foi constatado que o e-mail utilizado não pertencia à transportadora
Na madrugada da
última segunda-feira (13), a Guarda Portuária (GPort), atendeu uma ocorrência
de indícios de clonagem de placas e adulteração dos sinais identificadores de
um caminhão bi-trem, no pátio de caminhões de uma empresa que presta serviços
no Porto de Paranaguá.
A informação foi
repassada por um funcionário do pátio, que identificou uma movimentação
suspeita no local. O motorista tentou acessar o porto sem a TAG. Ao retornar e
entrar no pátio, foi constatada a presença de outro caminhão utilizando a mesma
placa.
Segundo o relato,
dias antes havia sido apresentada uma ordem de carregamento para retirada de
fertilizante em nome de uma transportadora. No entanto, a documentação levantou
suspeitas, o que levou ao acionamento das forças de segurança.
Ao verificar a
autenticidade da ordem de carregamento com a empresa, foi constatado que o
e-mail utilizado não pertencia à transportadora. A empresa informou que não
possuía qualquer carregamento agendado para aquele veículo e que o documento
apresentado era fraudulento.
Polícia Militar
No local, após tomar
ciência dos fatos, a Guarda Portuária acionou a Polícia Militar. Ao realizar
uma vistoria no veículo, os policiais verificaram que as placas do
cavalo-trator e dos semirreboques correspondiam aos documentos apresentados
pelo motorista. No entanto, ao conferir os números de chassi, eles pertenciam a
outros veículos, indicando possível clonagem de placas e adulteração dos sinais
identificadores.
O motorista, de 42
anos, alegou que estava desempregado e que havia sido contratado por telefone,
há cerca de dez dias, por um homem que se apresentou apenas como “Douglas
Julico”. Segundo ele, a tarefa era retirar uma carga no Porto de Paranaguá e
transportá-la até Rio Verde, em Goiás. O condutor afirmou desconhecer qualquer
irregularidade e disse estar disposto a colaborar com as investigações.
Diante dos indícios
encontrados, o motorista recebeu voz de prisão e foi encaminhado, juntamente
com o caminhão, as carretas e toda a documentação apreendida, para a Delegacia
Cidadã de Paranaguá.
O caso será
investigado pela Polícia Civil, que apura a origem dos veículos e a possível
participação de outras pessoas na fraude.
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