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GUARDA PORTUÁRIA INICIA TREINAMENTO DA PLATAFORMA MURALHA DIGITAL NO PORTO DE SANTOS

Sistema utiliza tecnologias de monitoramento e inteligência para apoiar a gestão operacional e a segurança portuária A Guarda Portuária da...

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quarta-feira, 22 de março de 2023

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EQUADOR TRANSFORMA COCAÍNA APREENDIDA EM BLOCOS DE CONCRETO PARA OBRAS

 

O governo equatoriano decidiu usar o método de encapsulamento, no qual a droga é desfeita e misturada com cimento

Os depósitos do Ministério do Interior do Equador estão abarrotados de drogas apreendidas, especialmente porque entram muito mais entorpecentes do que saem para destruição.

Segundo o jornal espanhol El País, em 2021, o departamento antidrogas apreendeu 210 toneladas de substâncias ilícitas e, até setembro de 2022, só conseguiu destruir menos da metade. Ainda em 2021, outras 200 toneladas foram retiradas do narcotráfico em diferentes operações.

O que fazer com tanta cocaína? O governo equatoriano decidiu usar o método de encapsulamento, no qual a droga é desfeita e misturada com cimento até virar blocos de concreto.

O país sul-americano vive uma crise de segurança por ser usado como ponto de apoio dos cartéis mexicanos. O desafio das autoridades é eliminar rapidamente as centenas de toneladas de substâncias ilegais apreendidas para evitar que sejam recuperadas e retornem ao narcotráfico. Normalmente, o método usado pelo governo do Equador é o da incineração, mas não é eficiente para grandes quantidades de entorpecentes.

“A incineração de 70 kg de cloridrato de cocaína leva aproximadamente uma hora, devido às condições químicas da droga”, explica Edmundo Mera, subsecretário da área de substâncias controladas do Ministério do Interior, citado pelo El País. Já por meio do encapsulamento é possível destruir até 1,8 tonelada por hora. Usando fornos, seriam precisas duas semanas para essa mesma quantidade de droga, o que é “270 vezes mais rápido”, diz Mera. Com isso, as autoridades equatorianas conseguiram destruir 369 das 450 toneladas de cocaína em apenas dois anos, usando o encapsulamento.

Esse método consiste na pulverização da cocaína em um misturador industrial junto com cimento, cal, outros resíduos, incluindo medicamentos vencidos, além de aglutinante e aditivo de dureza. O resultado da mistura é o concreto, como explica o subsecretário ao jornal espanhol. Segundo ele, é impossível conseguir extrair a droga do material solidificado.

Mas nem toda a droga apreendida pode ser destruída por esse método. De acordo com Edmundo Mera, a cocaína vendida em papelotes ou pinos (cápsulas) não pode ser 100% pulverizada porque as embalagens são muito pequenas.

Para conseguir realizar o encapsulamento de grandes quantidades de entorpecentes, o governo equatoriano contratou uma das poucas empresas de gestão ambiental autorizadas a realizar o procedimento. O problema é que sua sede próxima fica próxima a Quito e cerca de 80% das apreensões, conforme o El País, ocorre na região portuária de Guayaquil, cidade que fica a oito horas de distância da capital.

Fonte: istoedinheiro


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quarta-feira, 26 de outubro de 2022

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PESQUISADORES DA USP CRIAM DISPOSITIVO PORTÁTIL PARA DETECÇÃO DE COCAÍNA NO ATO DA APREENSÃO DA DROGA


Sensor eletroquímico que detecta a droga é mais barata do que adquirir equipamentos de cromatografia

Novo dispositivo portátil, criado por pesquisadores da USP, utiliza um sensor eletroquímico para detecção do cloridrato de cocaína, a droga em pó, pela polícia no local da apreensão.

Esse sensor é capaz de detectar compostos químicos em uma amostra através de um sinal eletrônico, e pode ser quantificado. O novo método possui alta sensibilidade e seletividade, sendo uma alternativa, até mesmo econômica, para a Cromatografia Líquida de Alta Performance (HPLC), método de análise utilizado hoje, com alto custo e trabalhoso.

A criação do novo dispositivo foi realizada pelo químico Alex Soares Castro, em sua tese de doutorado na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, sob orientação do professor Marcelo Firmino de Oliveira. O artigo Use of voltammetric and chemometric tools to develop a sensor in forensic chemistry publicado no jornal científico Talanta Open descreve as descobertas.

O dispositivo

O novo método de análise portátil foi pensado unindo a voltametria, técnica eletroquímica capaz de obter informações qualitativas e quantitativas de uma espécie química, e a quimiometria – método estatístico utilizado para prever resultados de estudos ou análises.

Castro comenta que, quando são utilizadas técnicas voltamétricas para análise de moléculas parecidas, se obtém perfis voltamétricos muito parecidos, então, para garantir que a análise seja específica para a espécie química investigada, são utilizadas as ferramentas quimiométricas.

No trabalho de criação do dispositivo foi utilizado o cloridrato de cocaína, que é a droga apreendida em formato de pó. Segundo Castro, para aumentar a quantidade, “fazer volume” e atrapalhar a detecção pela polícia, alguns interferentes são misturados à droga, como a teobromina, a lidocaína e a cafeína.

Para garantir a precisão da análise com os sensores voltamétricos, foram utilizados programas computacionais para agrupar resultados de diferentes moléculas e realizar um modelo quimiométrico – padrão de medida – que possibilita prever com confiança a molécula de cocaína.

Pedido de patente e estudos futuros

O autor do trabalho diz que o pedido de patente já consta no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). “O pedido de patente foi feito em cima da arquitetura do sensor desenvolvido, porque assim é possível aplicar, com os devidos ajustes, esse sensor não apenas na área forense, mas também em outras áreas como a alimentícia, a farmacêutica, e afins”, comenta Castro.

A tecnologia empregada no sensor está sendo aplicada em outros detectores forenses, como, por exemplo, na linha de pesquisa para análise de resíduos de arma de fogo, pelo Grupo de Eletroquímica, Eletroanalítica e Química Forense (GEEQFor), coordenado pelo professor Marcelo Firmino de Oliveira, da FFCLRP da USP.

Alta demanda por agilidade e segurança

Combater o tráfico de drogas não é uma tarefa fácil. A apreensão de cocaína no Estado de São Paulo, no primeiro semestre de 2022, foi de mais de 11 toneladas, segundo dados fornecidos pela Polícia Federal (PF). Esse número corresponde a aproximadamente 25% do total apreendido no Brasil nesse período. No ano passado, a apreensão total da droga foi acima das 93 toneladas, o que corresponde a 24% do total apreendido no País.

Segundo Castro, “a alta demanda por parte da polícia científica em ter sensores capazes de identificar a substância no local de apreensão da droga” serviu de motivação para a criação do dispositivo. A ideia surgiu, diz o pesquisador, a partir da observação de um sensor de teor de glicose no sangue, que também é um sensor eletroquímico, que fez o autor formular algo próximo a isso para análise de cocaína.

As vantagens do novo dispositivo são econômicas e práticas, uma vez que a produção do sensor é bem mais barata do que adquirir equipamentos de cromatografia e não há necessidade de um profissional qualificado no manuseio. Outra vantagem é a possibilidade de realizar as análises in loco, ou seja, no local da apreensão. “Quando você tem o sensor que eu propus, que utiliza a voltametria e a quimiometria, só precisa apertar botão, ou seja, qualquer leigo consegue entender o resultado”, afirma Castro.

Fonte: Jornal da USP


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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

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RECEITA FEDERAL APREENDE 683 KG DE COCAÍNA NO PORTO DE SANTOS

 

A droga estava oculta em um carregamento de tripas de bovinos, como destino o Porto de Le Havre, França

Na última quarta-feira, dia 5 de outubro, a Receita Federal do Brasil (RFB) apreendeu 683 kg de cocaína no Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

O contêiner, armazenado em um dos terminais privados do porto, foi selecionado pela Área de Gestão de Riscos da RFB, por meio de critérios objetivos de análise de risco e inspeção por imagens de escâner.

Posteriormente, na fiscalização física, um cão de faro da equipe K9 da RFB sinalizou positivamente para a presença de drogas.

Com a abertura do contêiner, o entorpecente foi localizado estava oculto em meio a uma carga de 21 toneladas de tripas de bovinos, acondicionadas em 80 bombonas plásticas. O navio tinha como destino o Porto de Le Havre, França.

A Polícia Federal (PF) foi acionada para os procedimentos de polícia judiciária da União e para realizar a perícia no local dos fatos, a fim de subsidiar a investigação a ser conduzida, em inquérito policial.


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quarta-feira, 10 de agosto de 2022

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ONU: TRÁFICO DE COCAÍNA MIGRA PARA PORTOS MENORES DO BRASIL

 Polícia Federal durante a Operação Maritimum - Foto: Polícia Federal

O Porto de Santos aparece em uma lista de quatro lugares que se destacam no comércio marítimo global de drogas

A Polícia Federal do Brasil (PFB), durante a Operação Maritimum, em 13 de julho de 2022, visou desarticular uma organização criminosa do tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro nos portos, principalmente, em Natal, no Rio Grande do Norte; Salvador, na Bahia; e no Porto de Santos, em São Paulo.

A cidade de Santos, no estado de São Paulo, com o maior porto da América Latina, aparece em uma lista de quatro lugares que se destacam no comércio marítimo global de drogas. A informação está no relatório global do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC), divulgado no início de julho. Mas o relatório revelou também que portos menores, localizados na parte norte do Brasil estão assumindo um papel cada vez mais importante como entrepostos para o comércio transatlântico de cocaína, principalmente para os carregamentos destinados à Europa.

O relatório não indica quais são esses portos e nem esclarece em que estados do norte/nordeste estão localizados, mas informa que os traficantes estão recorrendo a essas alternativas devido ao aumento da fiscalização no Porto de Santos. Para o pesquisador Thiago Moreira de Souza Rodrigues, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos de Defesa e Segurança da Universidade Federal Fluminense, a indústria do tráfico de drogas está sofrendo o efeito balão, uma metáfora relativa a que, quando há fiscalização e apreensão em um lugar, o tráfico infla em outro.

“O Porto de Santos, com esse grande dinamismo, infraestrutura muito bem desenvolvida e milhares de navios circulando semanalmente, obviamente é de grande interesse do narcotráfico. O aumento da repressão e da vigilância faz com que o narcotráfico, que sempre o fez e continua fazendo, abra ou fortaleça outras rotas. As do nordeste têm se fortalecido à medida que as do sudeste ficam mais vigiadas”, explicou o pesquisador. “Há outros portos altamente preparados no nordeste do país, como os de Recife, Fortaleza e Salvador, para poder fazer esse trânsito para a África e para a Europa, principalmente pelos portos ibéricos, como Portugal, Espanha via Ilhas Canárias, ou sul da Itália e da França, que tem recebido esse fluxo via Atlântico”, acrescentou Rodrigues.

Dados enviados pela Polícia Federal (PF) à Diálogo confirmam as declarações do pesquisador. O Porto de Santos não perdeu sua importância estratégica para o negócio ilícito. É onde ocorre o maior número de apreensões de cocaína, embora com tendência de queda. Foram 20,87 toneladas em 2020 e 17,39 toneladas em 2021. Já a situação nos portos da região nordeste mudou bastante. O Porto de Recife, no estado de Pernambuco, que não registrou apreensão em 2020, em 2021 foram apreendidas 2,2 toneladas de cocaína. Os casos de Fortaleza e Natal, respectivamente nos estados do Ceará e Rio Grande do Norte, são ainda mais emblemáticos. Não houve registro de apreensões nos dois lugares de 2009 a 2018. Já em 2020 foram 673 quilos e, em 2021, 832,6 kg, em Fortaleza. Em Natal, foram 943 kg, em 2020, e 2,3 toneladas, em 2021. Em Ilhéus, na Bahia, não houve registros de apreensões de 2009 a 2019. Já em 2020, foram 2,1 toneladas.

   Uma operação conjunta entre a Receita Federal e a Polícia Federal, em 24 de maio de 2022, apreendeu mais de 637 kg de cocaína no Porto de Salvador, Bahia. A droga estava dentro de uma carga de rolos de polímero (material usado para embalagem de mercadorias). (Foto: Receita Federal do Brasil)

O relatório mostra que o Brasil é citado como o principal exportador de cocaína para fora do continente americano, ficando à frente até mesmo da Colômbia, do Peru e da Bolívia, os três grandes produtores dessa droga no mundo. Brasil, Colômbia e Equador são apontados como os principais pontos de saída da cocaína que chega à Europa.

Os dados mais uma vez correspondem aos informados pela PF à Diálogo. Em 2020, os principais destinos das drogas apreendidas em portos brasileiros foram, por ordem de quantidades, Bélgica, Holanda, Espanha, Alemanha, Itália e França. Já em 2021, Moçambique substituiu a Alemanha no quarto lugar e Gana ocupou o sexto lugar, os dois na África.

De acordo com o relatório da UNODC, de 2015 a 2021, 70 por cento da cocaína apreendida na África e 46 por cento dos carregamentos apreendidos na Ásia saíram do continente americano por meio do Brasil. Em 2020 e 2021, o país chegou a responder por 72 por cento da cocaína encontrada pelas autoridades asiáticas.

“Nos últimos seis, sete anos, o relatório já tem mostrado essa tendência dupla do Brasil, tanto de ser o principal corredor de exportação de cocaína para a Europa, como também um dos maiores polos consumidores dessa droga no mundo, ficando atrás apenas dos EUA”, afirmou Rodrigues. Para o pesquisador, isso se deve a algumas razões, entre elas, a proximidade geográfica com os países produtores de cocaína; a de trânsito – o Brasil é um país projetado no Atlântico Sul em direção à África e, portanto, em direção à Europa; e a estrutura do crime organizado do Brasil, que é suficientemente bem montada para poder fazer a conexão entre as organizações produtoras nos países andinos e os grandes distribuidores internacionais.

       A Receita Federal apreendeu, em 15 de junho de 2022, 268 kg de cocaína escondidos em uma carga de piso cerâmico, no Porto de Suape, no Grande Recife. (Foto: Receita Federal do Brasil)

“O Brasil também é um país bem conectado com a globalização internacional, com portos bem movimentados, como Santos, Rio de janeiro, do nordeste, tanto os grandes de importação de minério de ferro como os que recebem a economia de contêineres internacionais. E é nessa dinâmica, nesse fluxo da economia legal, globalizada, que também circula a economia ilegal. Quanto mais há trânsito de economia legal mais há de economia ilegal”, completou o pesquisador.

LEIA TAMBÉM: ESTUDO MOSTRA IMPACTO DA PANDEMIA SOBRE ROTAS DE COCAÍNA NO BRASIL

Fonte: Por Nelza Oliveira - Diálogo


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terça-feira, 28 de junho de 2022

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POLÍCIA JUDICIÁRIA DE PORTUGAL APREENDE COCAÍNA EM CARREGAMENTO DE AÇAÍ CONGELADO


Dois homens foram detidos e ficaram em prisão preventiva depois de ouvidos pelas autoridades

A Polícia Judiciária de Portugal deteve dois suspeitos de integrarem uma organização criminosa dedicada à introdução de grandes quantidades de cocaína na Europa e apreendeu droga dissimulada num carregamento de açaí congelado suficiente para 3,2 milhões de doses individuais.

Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) explica que as detenções e a apreensão da droga foram resultado de uma operação policial (Operação Norte Tropical) desencadeada nos últimos dias através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes.

Os dois homens, ambos estrangeiros, ficaram em prisão preventiva depois de ouvidos pelas autoridades, acrescenta a nota.

A droga estava dissimulada num carregamento de açaí congelado chegado recentemente a Portugal num contêiner proveniente de um país da América Latina.


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quarta-feira, 25 de maio de 2022

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RECEITA FEDERAL E POLÍCIA CIVIL APREENDEM CERCA DE 80 KG DE COCAÍNA EM ITAGUAÍ, NO RIO DE JANEIRO

A droga foi apreendida com material de mergulho, o que indica que seria escondida em cascos de navios

A Receita Federal do Brasil (RFB) e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), em ação conjunta, apreenderam, em 13 de maio, aproximadamente 80 kg de cocaína pura em um sítio em Itaguaí, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Junto com a droga, os policiais apreenderam um equipamento de mergulho, conhecido como sea scooter, um tipo de motor usado para deslocamento de mergulhadores quando no fundo do mar, o que indica que seria escondida em cascos de navios para exportação na tentativa de driblar o controle aduaneiro.

“A droga é comprada em países produtores da América Latina, por U$ 1000, aproximadamente, e revendida na Europa por até € 40.000”, declarou o delegado Marcus Amim, titular da DRE.

Três pessoas foram conduzidas para a DRE, que está avaliando o caso.

O trabalho foi realizado pela Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal do Brasil na 7ª Região Fiscal, que engloba os estados do Rio e Espírito Santo, e pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Porto de Itaguaí na rota do tráfico

Em agosto do ano passado, a Polícia Federal apreendeu 400 kg de cocaína, em uma operação realizada no Porto de Itaguaí, região metropolitana do Rio.


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terça-feira, 17 de maio de 2022

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POLÍCIA FEDERAL APREENDE 136 KG DE COCAÍNA NO PORTO DE RIO GRANDE

 

A droga teria sido colocada por mergulhadores em um compartimento do casco da embarcação e teria com destino a Espanha

A Polícia Federal (PF) apreendeu, no sábado (7/5), 136 kg de cocaína, que haviam sido colocados por mergulhadores em um navio Golden Amber, atracado em um terminal do Porto de Rio Grande. A embarcação, de bandeira das Ilhas Marshal, veio da Argentina e teria como destino o Porto de Las Palmas, na Espanha.

As diligências iniciaram durante a madrugada de sábado, após a Polícia Federal receber informações de que dois mergulhadores haviam sido avistados nas proximidades da embarcação. Com o apoio da Marinha do Brasil (MB), a droga foi localizada submersa, em um compartimento do casco do navio, abaixo da linha d’água, tecnicamente chamado de sea chest (caixa de mar), acondicionada em bolsas.

A Polícia Federal (PF) segue em diligências para identificar os envolvidos e instaurou inquérito para apurar as demais circunstâncias do fato.


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sábado, 14 de agosto de 2021

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CARGA DE COCAÍNA AVALIADA EM R$ 12 MILHÕES SAI DE MS, MAS É APREENDIDA EM SP

 

A droga saiu de Maracaju-MS e seria levada para Porto de Paranaguá, no Paraná

A Polícia Militar (PM) de Rosana, cidade paulista que faz divisa com Mato Grosso do Sul, apreendeu mais de 300 kg de cocaína escondidos no teto falso de uma carreta. A carga milionária de droga saiu de Maracaju – cidade a 160 quilômetros de Campo Grande – com destino ao Paraná.

Segundo informações do Jornal da Nova, a apreensão acontece na sexta-feira, 30 de julho, na SP-613, rodovia Arlindo Béttio. Os tabletes de cocaína estavam no fundo falso produzido no teto da cabine de uma carreta Scania. Ao todo, foram encontrados mais de 313 kg do entorpecente.

O motorista, de 46 anos, morador de Maringá (PR), foi preso em flagrante por tráfico de droga. Ele contou que a carga saiu de Maracaju e seria levada para Porto de Paranaguá, no Paraná. Os 299 tabletes, segundo a polícia, somam mais de R$ 12 milhões de prejuízo aos criminosos.

Caso é investigado pela polícia do estado de São Paulo.

Fonte: Campo Grande News


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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

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PORTO DE SANTOS É A PRINCIPAL ROTA DA COCAÍNA NO BRASIL

 

Nos últimos cinco anos, mais de 50% das apreensões no País ocorreram no cais santista

O Porto de Santos tem batido constantes recordes em apreensão de cocaína. Nos últimos cinco anos, o volume da droga barrada no cais santista foi, em média, 55% do total retido no Brasil.

Ou seja, mais da metade da cocaína que entra ou sai do País passa pela Baixada Santista. Em 2020, mesmo com a crise sanitária causada pela covid-19, a Receita Federal do Brasil (RFB) e Polícia Federal (PF) apreenderam 20,5 toneladas do entorpecente no Porto, ante as 46,7 toneladas em toda a federação. Foi o primeiro ano, desde 2015, em que houve queda nos números.

O volume menor, no entanto, não é reflexo de uma eventual diminuição das ações dos órgãos fiscalizadores. Pelo contrário, com 49 operações, 2020 teve o segundo maior número de intervenções da RFB e PF desde 2013. O recorde absoluto ocorreu em 2019: 27 toneladas de cocaína apreendidas em 56 investidas.

“A cocaína é, de longe, a principal droga exportada no Porto de Santos. Maconha aparece em segundo lugar, muito abaixo dos números de cocaína. Também já apareceu haxixe e MDMA (droga sintética), mas são números desprezíveis frente à cocaína”, disse o chefe da delegacia de Polícia Federal em Santos, André Costa de Melo.

INTELIGÊNCIA E TECNOLOGIA

Ambos os órgãos destacam as ações integradas, o serviço de inteligência e a tecnologia, como fatores fundamentais para o combate ao crime. A RFB destaca, por exemplo, a Central de Operações e Vigilância (COV), inaugurada em 2013.

Segundo a RFB, o sistema consiste em um monitoramento dos recintos alfandegados sob jurisdição da Alfândega de Santos, através de computadores que permitem a visualização das imagens de 2.500 câmeras e dos escâneres de cargas à distância. Ele possibilita o acesso aos dados dos sistemas de controle das operações aduaneiras nesses recintos.

Além dos dados obtidos por meio dessas ferramentas tecnológicas, a fiscalização aduaneira tem dentro da COV a possibilidade de consultar os sistemas informatizados da própria RFB e de efetuar a liberação ou o bloqueio das cargas de importação ou de exportação – em algumas situações, inclusive, sem presença física do servidor.

Apesar dos sistemas de controle de carga e o desenvolvimento de novas ferramentas de vigilância, o delegado da Alfândega da Receita Federal no Porto de Santos, Richard Fernando Amoedo Neubarth, aponta o principal destaque nesse combate é: “o servidor aduaneiro da RFB”. “É muito bem treinado e está sempre disposto a combater os ilícitos relacionados às operações de comércio exterior”, reforça.

O chefe da PF destaca ainda a relação mantida com outras autoridades. “A troca de informações e o desencadeamento das  em conjunto é primordial para o êxito destes trabalhos (...) é de se destacar o uso de scanners e de cães. A colaboração e troca de informações entre os países também são importantes. Temos canal de contato direto estabelecido com as polícias dos países europeus”.

APÓS A APREENSÃO

De acordo com o chefe da delegacia da PF, após a apreensão, a droga é encaminhada para destruição em fornos industriais. Melo ressalta que o sistema de repressão criminal é voltado para a punição de pessoas (com penas de privação de liberdade e de multa).

CRIATIVIDADE CRIMINOSA

A Alfândega de Santos aponta que são diversos os casos em que a ‘criatividade’ dos criminosos é utilizada para ocultar a droga. Entretanto, o delegado do órgão no Porto, Richard Neubarth, acredita que um dos casos mais emblemáticos, “pela dificuldade e pelo envolvimento de diversos órgãos para seu sucesso foi o do MSC Loretta em 2015”.

“(Na ocasião), uma quadrilha foi detida na área de fundeio do porto içando bolsas com cocaína para o navio com o auxílio de integrantes da tripulação”.

O chefe da delegacia de PF em Santos, André Costa de Melo, aponta que são vários os meios utilizados para despistar as autoridades. “Tentam esconder a existência de tabletes de cocaína em vários tipos de máquinas, carros, barcos, tratores, açúcar, goiabada, feijão, café (...) Um caso diferente foi a identificação e apreensão de cocaína diluída em tonéis com polpa de manga destinada ao exterior.

Fonte: Jornal A Tribuna – Texto: Matheus Müller



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segunda-feira, 16 de maio de 2016

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DEZ ANOS APÓS PARAR SP, PCC NEGOCIA 40 TONELADAS DE COCAÍNA




Mais de 80% dos rendimentos do bando vêm do tráfico de drogas. O Porto de Santos é o ponto de partida dos carregamentos. Traficantes de Portugal e Holanda, por exemplo, já estão entre os clientes do PCC.
Passados dez anos da série de ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo contra agentes públicos de segurança, o poder da maior facção do Brasil só cresceu. Hoje, a organização já movimenta 40 toneladas de cocaína e arrecada R$ 200 milhões por ano, com atuação em praticamente todas as vertentes do crime.
O governo Geraldo Alckmin (PSDB), por meio das Secretarias da Segurança Pública (SSP) e da Administração Penitenciária (SAP), disse que o combate ao crime dentro e fora dos presídios é feito diuturnamente em parceria com o Ministério Público Estadual (MPE) que, por usa vez, afirma que realizou a maior investigação contra a facção e pediu a prisão de 175 líderes à Justiça, mas ainda aguarda uma posição definitiva do Judiciário.
Segundo as investigações do MPE e da Polícia Federal (PF), às quais o Estado teve acesso, mais de 80% dos rendimentos do bando vêm do tráfico de drogas. O restante tem origem em assaltos a banco, sequestros, tráfico de armas, rifas vendidas à população carcerária e mensalidade de R$ 600 cobrada de cada um dos mais de 10 mil integrantes do PCC - mais de 7 mil estão presos.
Há uma década, a arrecadação anual era de aproximadamente R$ 120 milhões. A rota internacional de tráfico começava a dar os primeiros sinais de expansão em dois países vizinhos, Bolívia e Paraguai.
Agora, em vez de sufocada pelo poder estatal, a facção amplia seus tentáculos internacionais. O MPE e a Polícia Federal já têm provas de que o tráfico de drogas, principalmente o de cocaína, atravessou o Atlântico e desembarcou na Europa e na África. O Porto de Santos é o ponto de partida dos carregamentos. Traficantes de Portugal e Holanda, por exemplo, já estão entre os clientes do PCC.
Segundo o MPE, durante uma blitz recente em um navio, foram encontrados 100 quilos de cocaína com destino à Europa. A droga estava misturada a bolsas. Ainda não há, porém, estimativa da quantidade “exportada” para os dois continentes.
Células

O poderio financeiro do PCC está diretamente relacionado ao tráfico de drogas. “Quanto mais droga vendida, mais dinheiro para comprar armas e drogas, que dão retorno com mais dinheiro”, diz a desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), ao explicar o ciclo de crescimento da organização.
Ivana, que acompanhou centenas de investigações contra a facção antes dos ataques de maio de 2006, diz acreditar que o PCC só cresceu porque os integrantes que exercem funções de chefia recrutam substitutos capazes de dar sequência às atividades criminosas, caso algum líder seja preso ou morto. “São como células. Quando uma sai, há outras prontas para assumir”, afirma.
Uma amostra da força financeira do PCC, que se estrutura como uma empresa, está em uma planilha apreendida durante uma operação policial. Nela consta que a facção gastou mais de R$ 1 8 milhão com advogados só no primeiro semestre do ano passado em São Paulo. Nos outros Estados, o montante no período foi de mais de R$ 730 mil.
Transformação


O procurador de Justiça Márcio Sérgio Christino, contudo, avalia que o PCC “não necessariamente cresceu, mas mudou” nos últimos dez anos. “Eles tinham um perfil inicial mais limitado, mais politizado, com um discurso em defesa dos direitos da população carcerária. Com o tempo e com as ações criminosas, o ‘partido’ sofreu mutações até chegar aonde chegou, uma dinâmica como a de uma grande empresa, mas com foco no tráfico, que permite arrecadação contínua.”
Um dos principais responsáveis pela mais completa investigação contra o PCC, o promotor Lincoln Gakiya, de Presidente Prudente, em parceria com colegas do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou 175 integrantes da facção em outubro de 2013. Ele pediu também a prisão preventiva de mais de cem bandidos (muitos já cumprindo pena) à Justiça e a internação da cúpula e de seus principais “assessores” no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), além de mandados de busca e apreensão na casa dos acusados e de parentes.
“A intenção era adotar as medidas simultaneamente justamente para cortar o contato das lideranças com seus subordinados diretos”, conta. A Justiça na cidade do oeste do Estado negou os pedidos. A Promotoria recorreu e aguarda decisão.
“Essa investigação serviu para mostrar, com provas, que o PCC nunca parou de praticar crimes. Ela expõe como a facção funciona e tem servido de base para investigações em outros Estados”, diz Gakiya.
A Secretaria da Segurança informou, por meio de nota, que desde 2006 “o orçamento para a pasta cresceu 94% acima da inflação do período, passando de R$ 9,3 bilhões para R$ 24,8 bilhões em 2016 - o montante é o triplo dos R$ 8,1 bilhões reservados pelo governo federal para todo o País”. A Secretaria de Administração Penitenciária afirmou que investe continuamente em modernização e ampliação da segurança no sistema prisional e, quando um detento é identificado como perigoso, “é imediatamente isolado nas penitenciárias 1 de Avaré ou 2 de Presidente Venceslau, onde o controle é ainda mais rigoroso - eles só podem sair algemados”.
PCC tem base em todos os Estados e em seis países

O poderio financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) reflete diretamente seu poderio geográfico. À medida que as receitas da organização crescem, expandem-se também seus limites territoriais. Se, em 2013, após três anos e meio de investigações, o Ministério Público Estadual (MPE) concluiu que a facção se espalhava por 22 Estados, Distrito Federal, Bolívia e Paraguai, hoje o PCC se faz presente em todas as 27 unidades da federação e já tem bases também na Argentina, no Peru, na Colômbia e na Venezuela.
Segundo o MPE, há evidências nas investigações que mostram contatos diretos de integrantes do PCC com o Exército do Povo Paraguaio (EPP), um grupo terrorista contrário ao governo local, e com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “O foco está no tráfico de drogas e armas com todos os países listados. Começamos a verificar, por exemplo, o uso de fuzis argentinos no Brasil por parte de integrantes do PCC recentemente”, conta o promotor Lincoln Gakiya, de Presidente Prudente.
No Brasil, a presença do PCC, além de São Paulo, é mais forte em Mato Grosso do Sul e no Paraná, por causa da fronteira com os países que têm bandos parceiros da facção.
Segundo investigações, aos poucos, o grupo está deixando de lado os intermediários e assumindo a compra direta de drogas. É o caso de Fabiano Alves de Souza, conhecido como Paca e apontado como o único integrante da cúpula em liberdade. Segundo a polícia, ele vive no Paraguai e envia droga para o Brasil sob encomenda da facção. Paca estava preso no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) até 2014, quando recebeu um habeas corpus da Justiça. Sua prisão preventiva foi decretada pouco depois, mas ele nunca mais foi encontrado.
Segundo o procurador de Justiça Márcio Sérgio Christino, “eles (os integrantes do PCC) conseguem ocupar uma região, um Estado, um país, porque há espaço. Há espaço porque conseguem fornecer drogas. É uma relação comercial”, afirma.
Investigações do MPE, de outubro de 2013, além do audacioso plano de execução do governador Geraldo Alckmin (PSDB) – considerado pelos criminosos como o responsável pela “opressão” à população carcerária -, revelaram a existência de uma aliança entre o PCC e o Comando Vermelho (CV), organização do Rio. Em território nacional, essa é a única facção que estabeleceu uma parceria com a facção paulista.
Os bandidos, segundo as investigações, trocavam informações sobre métodos de assaltos e sequestros e também sobre como estabelecer o domínio dentro do sistema prisional. De acordo com Christino, isso não acontece nos demais Estados. “Tudo está baseado no crescimento do tráfico de drogas. No Rio, as facções têm meios e infraestrutura para fornecer e comprar drogas em um ritmo acelerado”, explica.
Pelo restante do Brasil, o PCC tem controle garantido sobre o crime organizado. Christino diz que um revendedor de drogas cria vínculo com a facção e, desse modo, ganha projeção dentro da própria estrutura do “partido”. “A facção cresce nos Estados que não têm a mesma estrutura de venda de drogas”, diz o procurador. “Nos demais Estados, o PCC supre essa falta de estrutura e acaba cooptando os traficantes locais. Por isso, a facção cresce.”
Em janeiro de 2015, a polícia e o MPE descobriram contas na China e nos EUA que estariam sendo usadas para lavagem de dinheiro. Entre 2013 e 2014, a suspeita é de que a facção possa ter movimentado R$ 100 milhões – o valor é uma estimativa. Segundo as investigações, o PCC ainda não está familiarizado com a lavagem de dinheiro por meio de offshores e prefere operar com dinheiro vivo. Para isso, a organização guarda dinheiro em residências (enterrando em quintais, por exemplo) ou usa casas de câmbio para transferir valores para a compra de drogas na Bolívia e no Paraguai.
Histórico

A trajetória de crescimento do PCC vem de longa data: partiu de um presídio e atravessou fronteiras. O bando que hoje domina o crime no Brasil e atua na América do Sul, Europa e África foi fundado por apenas oito presos no Anexo da Casa de Custódia de Taubaté, no Vale do Paraíba, em 31 de agosto de 1993. Idemir Carlos Ambrósio, o Sombra, foi o primeiro líder da facção.
Foi Sombra quem comandou, em fevereiro de 2001, a primeira megarrebelião de São Paulo, quando 29 presídios foram tomados simultaneamente e 16 detentos morreram. Foi assassinado cinco meses depois. Marcola assumiu o mais alto posto do PCC em novembro de 2002, de onde nunca mais saiu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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