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NO PODCAST PORTO&GENTE CONTEI UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA NO PORTO DE SANTOS

Uma trajetória de mais de 30 anos, com atuação na Receita Federal, na Guarda Portuária, nas áreas sindical, cooperativista, beneficente e em...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

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PORTO DE SANTOS É A PRINCIPAL ROTA DA COCAÍNA NO BRASIL

 

Nos últimos cinco anos, mais de 50% das apreensões no País ocorreram no cais santista

O Porto de Santos tem batido constantes recordes em apreensão de cocaína. Nos últimos cinco anos, o volume da droga barrada no cais santista foi, em média, 55% do total retido no Brasil.

Ou seja, mais da metade da cocaína que entra ou sai do País passa pela Baixada Santista. Em 2020, mesmo com a crise sanitária causada pela covid-19, a Receita Federal do Brasil (RFB) e Polícia Federal (PF) apreenderam 20,5 toneladas do entorpecente no Porto, ante as 46,7 toneladas em toda a federação. Foi o primeiro ano, desde 2015, em que houve queda nos números.

O volume menor, no entanto, não é reflexo de uma eventual diminuição das ações dos órgãos fiscalizadores. Pelo contrário, com 49 operações, 2020 teve o segundo maior número de intervenções da RFB e PF desde 2013. O recorde absoluto ocorreu em 2019: 27 toneladas de cocaína apreendidas em 56 investidas.

“A cocaína é, de longe, a principal droga exportada no Porto de Santos. Maconha aparece em segundo lugar, muito abaixo dos números de cocaína. Também já apareceu haxixe e MDMA (droga sintética), mas são números desprezíveis frente à cocaína”, disse o chefe da delegacia de Polícia Federal em Santos, André Costa de Melo.

INTELIGÊNCIA E TECNOLOGIA

Ambos os órgãos destacam as ações integradas, o serviço de inteligência e a tecnologia, como fatores fundamentais para o combate ao crime. A RFB destaca, por exemplo, a Central de Operações e Vigilância (COV), inaugurada em 2013.

Segundo a RFB, o sistema consiste em um monitoramento dos recintos alfandegados sob jurisdição da Alfândega de Santos, através de computadores que permitem a visualização das imagens de 2.500 câmeras e dos escâneres de cargas à distância. Ele possibilita o acesso aos dados dos sistemas de controle das operações aduaneiras nesses recintos.

Além dos dados obtidos por meio dessas ferramentas tecnológicas, a fiscalização aduaneira tem dentro da COV a possibilidade de consultar os sistemas informatizados da própria RFB e de efetuar a liberação ou o bloqueio das cargas de importação ou de exportação – em algumas situações, inclusive, sem presença física do servidor.

Apesar dos sistemas de controle de carga e o desenvolvimento de novas ferramentas de vigilância, o delegado da Alfândega da Receita Federal no Porto de Santos, Richard Fernando Amoedo Neubarth, aponta o principal destaque nesse combate é: “o servidor aduaneiro da RFB”. “É muito bem treinado e está sempre disposto a combater os ilícitos relacionados às operações de comércio exterior”, reforça.

O chefe da PF destaca ainda a relação mantida com outras autoridades. “A troca de informações e o desencadeamento das  em conjunto é primordial para o êxito destes trabalhos (...) é de se destacar o uso de scanners e de cães. A colaboração e troca de informações entre os países também são importantes. Temos canal de contato direto estabelecido com as polícias dos países europeus”.

APÓS A APREENSÃO

De acordo com o chefe da delegacia da PF, após a apreensão, a droga é encaminhada para destruição em fornos industriais. Melo ressalta que o sistema de repressão criminal é voltado para a punição de pessoas (com penas de privação de liberdade e de multa).

CRIATIVIDADE CRIMINOSA

A Alfândega de Santos aponta que são diversos os casos em que a ‘criatividade’ dos criminosos é utilizada para ocultar a droga. Entretanto, o delegado do órgão no Porto, Richard Neubarth, acredita que um dos casos mais emblemáticos, “pela dificuldade e pelo envolvimento de diversos órgãos para seu sucesso foi o do MSC Loretta em 2015”.

“(Na ocasião), uma quadrilha foi detida na área de fundeio do porto içando bolsas com cocaína para o navio com o auxílio de integrantes da tripulação”.

O chefe da delegacia de PF em Santos, André Costa de Melo, aponta que são vários os meios utilizados para despistar as autoridades. “Tentam esconder a existência de tabletes de cocaína em vários tipos de máquinas, carros, barcos, tratores, açúcar, goiabada, feijão, café (...) Um caso diferente foi a identificação e apreensão de cocaína diluída em tonéis com polpa de manga destinada ao exterior.

Fonte: Jornal A Tribuna – Texto: Matheus Müller



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