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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

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FACÇÕES DISPUTAM CONTROLE DE PORTOS NO CEARÁ MIRANDO O TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS


Comando Vermelho é dominante em bairro do entorno do Porto do Pecém, o maior do Ceará, e busca controlar bairros do entorno do Porto Mucuripe

Um relatório da Polícia Civil do Ceará de agosto deste ano indica que a facção carioca Comando Vermelho (CV) vem travando, nos últimos meses, uma guerra pelo controle dos bairros do entorno do Porto do Mucuripe, em Fortaleza, o segundo mais importante do Ceará.

O grupo criminoso enfrentou os rivais da facção cearense Guardiões do Estado (GDE), que até então controlavam a região do porto. Segundo a Polícia Civil, o CV já domina o entorno do Porto do Pecém, o maior do Ceará, e busca controlar o do Mucuripe vislumbrando a expansão dos “negócios ilícitos”.

O Ceará tem dois grandes portos: o Porto do Pecém, localizado em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, concentra quase 80% da movimentação portuária do estado; e o Porto do Mucuripe, localizado em Fortaleza, concentra cerca de 20%

O relatório destaca a localização estratégica dos portos cearenses com a Europa e os Estados Unidos, tornando o estado um “hub” logístico para o tráfico internacional de drogas. O Primeiro Comando da Capital (PCC) já utilizava a posição do Ceará para o tráfico internacional de entorpecentes, inclusive com o apoio de mafiosos da Sérvia.

Nos últimos anos, a Polícia Federal investigou uma quadrilha com atuação nacional descoberta após uma apreensão de drogas no Porto do Pecém, com um esquema montado a partir da Bolívia e atuação em diversos portos do Brasil.

Para organizações criminosas como o CV e o PCC, portanto, o controle do entorno do segundo maior porto do Ceará, como sugere o relatório da Polícia Civil, é considerado estratégico para facilitar o tráfico internacional de drogas. Entenda:

Confronto de olho nos portos

Desde junho, um conflito estourou na região do grande Vicente Pinzón - que inclui bairros como o Vicente Pinzón, Papicu, Cais do Porto, Praia do Futuro -, em Fortaleza, entre membros do Comando Vermelho e da GDE.

O conflito piorou e, em setembro, as escolas da região chegaram a suspender as aulas. As duas facções disputavam o controle dos arredores do Porto do Mucuripe e, consequentemente, as rotas de tráfico internacional de drogas.

Já a partir de 2010, o Comando Vermelho e o Primeiro Comando Capital (PCC) tinham presença no Ceará, mas sem grandes enfrentamentos. O cenário mudou com o surgimento de uma facção local, a GDE, que recebeu apoio do PCC para rivalizar com o CV, levando a uma explosão da violência entre 2017 e 2018.

Nos últimos anos, quando o confronto pareceu amainar, o CV era considerado dominante no distrito de Pecém, próximo ao Porto do Pecém, enquanto a GDE (aliada do PCC) controlava o entorno do Porto do Mucuripe.

Com a guerra travada contra a GDE entre agosto e setembro de 2025 em Fortaleza, o CV tentou controlar o entorno do bairro Vicente Pinzón, que dá acesso ao Porto do Mucuripe. A movimentação dos criminosos foi descrita por um relatório do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil ao qual o g1 teve acesso:

“O Comando Vermelho (CV) já domina a região do Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante/CE [o maior do Ceará], e agora quer dominar a área em que está inserido o Porto do Mucuripe, no grande Vicente Pinzón, em Fortaleza/CE, vislumbrando não só a expansão dos “negócios” ilícitos dos integrantes da ORCRIM [organizações criminosas] no Estado, mas também a nível nacional, devido a localização estratégica dos portos cearenses com a Europa e os Estados Unidos”, alertou o documento.

Com a perda de territórios da GDE em setembro e absorção do grupo pela facção Terceiro Comando Puro (TCP), não está claro como ficou o balanço de forças no bairro disputado.

O g1 procurou a Secretaria de Segurança Pública do Ceará para comentar a situação e o relatório policial, mas até o momento não obteve resposta da pasta.

Apreensão em porto revelou quadrilha com atuação nacional

Em agosto de 2019,mais de 329 quilos de cocaína foram apreendidos em um contêiner com carga de mel no Porto do Pecém, com destino a Bélgica.

Conforme a investigação da Polícia Federal, o contêiner em questão chegou ao porto no dia 13 de agosto, passou por um scanner e estava limpo. Ele foi colocado em cima de outros contêineres e ficou parado no terminal aguardando o embarque para a Europa.

Na noite do mesmo dia, porém, o contêiner foi içado pelo operador do guindaste, e colocado no chão. Ao mesmo tempo, dois homens em um caminhão de uma empresa transportadora, com acesso ao porto, se aproximaram da estrutura, abriram-na e puseram lá dentro dez sacos com 329 quilos de cocaína ao todo.

A droga foi descoberta na manhã do dia seguinte, 14 de agosto pela Receita Federal. Os pacotes foram avaliados em R$ 49 milhões. A apreensão deu origem a uma investigação que revelou uma organização criminosa com atuação em vários estados, especializada no tráfico internacional de cocaína.

O grupo era comandado pelo casal do Mato Grosso do Sul Marcelo Mendes Ferreira, o “Patrão”, e Karine de Oliveira Campos, a “Patroa”. Eles fundaram o esquema a partir da Bolívia, e no Brasil ele era gerenciado por Antônio Amâncio da Silva, o “Baixinho”.

Conforme documento da Polícia Federal ao qual o g1 teve acesso, a quadrilha é descrita como “estável, razoavelmente dividida em células, com definição de atribuições e hierarquia e com utilização de engenharia societária e financeira para financiamento e operacionalização do tráfico de cocaína, bem como para o branqueamento e distribuição dos lucros”.

Além do Ceará, a quadrilha atua, pelo menos, em São Paulo, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Santa Catarina, Paraná e Amapá, e também no exterior.

Em 2024, a Polícia Federal deflagrou a Operação Néctar, prendendo 15 pessoas, entre elas Amâncio, o “Baixinho”. Ao longo dos anos de investigação, a polícia conseguiu apreender mais de 7 toneladas de drogas que o grupo movimentou pelo Brasil.

Como atuava a quadrilha

A logística da organização criminosa envolvia o recrutamento de funcionários de empresas que atuam dentro dos portos e de motoristas com acesso ao local.

Uma vez infiltrados, os criminosos utilizam o modelo de “contaminação de contêineres”, chamado de Rip On/Rip Off, isto é, inserindo drogas sem que, na maioria das vezes, o exportador e as empresas responsáveis pela administração dos portos saibam.

No caso de 2019, por exemplo, entre os funcionários cooptados pelos criminosos e que trabalhavam em empresas com atuação no porto estavam um gerente que tinha acesso aos horários e datas dos navios, e um coordenador de turno, que controlava o staff responsável por movimentar as cargas.

Um operador do guindaste, um operador de câmeras e um responsável pelo scanner também estavam envolvidos. Além disso, o grupo também alugava veículos de empresas lícitas ou até mesmo criava empresas de transporte que realmente faziam transporte de cargas lícitas para ter justificativa de acesso ao porto. E, no meio das cargas lícitas, iam as drogas.

Entre as empresas ou criadas ou cooptadas pelos criminosos estavam empresas de transporte, de logística, exportadoras, empresas de agenciamento marítimo, de manutenção e reparação de embarcações.

Os CNPJs das empresas envolvidas eram de vários estados brasileiros. Para lavar o dinheiro do tráfico, os criminosos usavam outras empresas, como um buffet, ótica, construtoras, entre outras. A quadrilha também negociava a compra/participação em empresas lícitas, usando dinheiro oriundo das atividades ilícitas.

PCC x CV

O movimento do Comando Vermelho para controlar o entorno dos portos indica um esforço para disputar uma operação até então dominada pelo Primeiro Comando da Capital.

Embora os investigadores não categorizem o grupo da Patroa e do Patrão como sendo parte da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), é sabido que vários integrantes da quadrilha dos dois também são membros do PCC.

A atuação do PCC não se restringe ao Porto do Pecém. Em 2023, a Operação Dontraz, deflagrada pela Polícia Federal em vários estados brasileiros, revelou que o PCC estava enviando drogas para a Europa pelo Porto do Mucuripe, em parceria com mafiosos de países dos Bálcãs, em especial a Sérvia.

A investigação em abril de 2022 quando um pesqueiro de bandeira brasileira foi interceptado na costa africana com 5,4 toneladas de cocaína. A tripulação era do Brasil e de Montenegro.

Mais tarde, no mesmo esquema do PCC com os sérvios, uma carga de 1,2 tonelada de cocaína foi apreendida em um pesqueiro que partiu justamente do Porto do Mucuripe, até então território da GDE (aliada do PCC) e que agora a facção Comando Vermelho tenta dominar.

A despeito da operação da PF contra a quadrilha liderada pelo "Patrão", a "Patroa" e o "Baixinho", em 2024, o tráfico de drogas parece continuar fluindo pelas vias marítimas do Ceará. Em fevereiro de 2025, foram apreendidos mais de 130 quilos de cocaína no Porto do Pecém. Cinco dias antes, foram apreendidos 416 quilos de cocaína no Porto do Mucuripe.

Facções tem 'diversificado' negócios no Ceará

O g1 teve acesso a documentos que mostram como as facções criminosas no Ceará têm expandido as áreas de atuação para ampliar suas fontes de renda – muitas vezes, isso ocorre por meio da violência contra moradores e da disputa territorial com outros grupos, resultando em conflitos armados e famílias expulsas de casa.

Este modus operandi é semelhante ao que levou à guerra pelos bairros no entorno dos portos. Os criminosos, por meio do domínio territorial, tentam não só controlar o transporte e venda de drogas na região, mas também procuram controlar o fornecimento de serviços prestados aos moradores.

Entre os serviços que os criminosos tentaram controlar estão internet, jogo do bicho, loterias, cigarros e bebidas falsificados, “taxa de funcionamento” para comércios, entre outros. Em agosto, os criminosos tentaram impor controle até sobre a venda de água de coco na avenida Beira Mar, o principal ponto turístico de Fortaleza.

O professor Fillipe Azevedo Rodrigues, coordenador do Grupo de Pesquisa em Direito e Economia do Crime da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), explica que a “diversificação” dos negócios é uma forma dos criminosos aumentarem os lucros com outras fontes de renda além do tráfico de drogas e armas.

Os criminosos viram no modelo das milícias do Rio de Janeiro uma oportunidade de explorar outras fontes de captação da renda, sempre buscando o monopólio dos territórios que são dominados pela força.

"Hoje está mais visível porque está impactando muito mais a sociedade, sobretudo nessa questão de territórios, de domínio de territórios, que é uma nova vertente que se consolidou. Começa no Rio de Janeiro com as milícias lá, tradicionais, que vendiam segurança contra o tráfico. E aí o tráfico se apropriou também desse modus operandi e começou a dominar áreas e até impediu o acesso a serviços públicos. E começou a ver que isso era muito lucrativo, porque você cria, querendo ou não, uma sociedade paralela, um Estado paralelo e essencialmente monopolista. O crime organizado, para prosperar, ele precisa operar em monopólios. Então, ele se torna isso, ele impõe isso à sociedade", explica.

Autor/Fonte: Por Redação g1 CE


* Esclarecemos que a a publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão ao republicar é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.  O espaço está aberto para a manifestação das pessoas e empresas citadas nesta reportagem.     

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

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CERCO EM PORTO NO PARÁ MUDA ROTA DO NARCOTRÁFICO PARA O PORTO DE SANTANA


Com fiscalização em Barcarena bandidos recorrem ao município amapaense; para mandar droga para a exterior

Novas rotas do tráfico de drogas têm despontado no Amapá, no extremo norte do país. Com a intensificação das fiscalizações em portos como o Porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA), o estado passou a ser mais recorrido para o envio de cocaína e skunk para outros destinos, incluindo países da África e Europa.

A Polícia Civil do Amapá realizou no fim de junho a maior apreensão de drogas da história do estado. Ao todo, 218 quilos de skunk, além de armas de fogo e munições, foram encontrados em uma balsa na cidade de Laranjal do Jari. É uma quantidade ainda pequena diante dos carregamentos interceptados no Amazonas e no Pará, mas dá a dimensão do avanço do tráfico por novas rotas.

Especialistas ouvidos pelo Estadão defendem foco maior em investigações para combater o crime organizado e a violência policial. O Amapá lidera o ranking dos estados com a maior taxa de homicídios – 69,9 para cada 100 mil habitantes em 2023 – e tem o maior índice de letalidade policial (23,6), segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado diz acompanhar a situação de perto e adotar ações para combater o tráfico e os homicídios, como integrar as forças policiais. Afirma ainda que, como reflexos disso, os crimes violentos letais intencionais caíram 34,2% entre janeiro e outubro, conforme dados oficiais. Foram 192 casos nesse período, ante 291 no mesmo recorte do ano passado.

“O que mais nos preocupa hoje é a tentativa de crescimento do Comando Vermelho (CV)”, afirmou ao Estadão o secretário de justiça e segurança pública do Amapá, José Rodrigues de Lima Neto. Segundo ele, a facção carioca, vista como a maior força do narcotráfico na Amazônia, não tinha predominância no Amapá, mas busca aumentar a presença na região para enviar droga à Europa.

Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em parceria com o Instituto Mãe Crioula, divulgado na semana passada, mostrou que aumento da influência do CV, com monopólio da facção fluminense em pelo menos 130 municípios da Amazônia Legal, muitos deles em regiões de fronteira com a Bolívia, o Peru e a Colômbia. Além do narcotráfico, o avanço do crime organizado também impulsiona crimes ambientais, com o garimpo irregular e o desmatamento.

Foram as facções, na leitura do governo amapaense, que puxaram a alta de homicídios nos últimos anos no estado. Lima Neto aponta que as mortes têm sido influenciadas sobretudo pelo crescimento do CV e a disputa entre facções locais, que surgiram há pouco mais de cinco anos em resposta ao avanço de grupos maiores, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), considerada a maior organização criminosa do País. São elas:

* Família Terror do Amapá (FTA), com cerca de 8 mil integrantes;

* Amigos Para Sempre (APS), com aproximadamente 4 mil;

* União do Crime do Amapá (UCA), com cerca de 2 mil

Essas facções, apesar de já ter passado por momentos de trégua, têm protagonizado conflitos sangrentos recentemente. Há uma disputa intensa por Santana, onde fica o principal porto do estado. A cidade tem hoje a maior taxa de homicídios do país (92,9) entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, alta de 88,2% na comparação com o ano anterior. Além disso, é dona da sexta maior taxa de letalidade policial (25,1).

A região metropolitana de Macapá também é vista um ponto crítico. O domínio é da Família Terror do Amapá, facção local aliada ao PCC. Em Santana, o grupo local até tem forte presença, mas é continuamente desafiado pelo interesse estratégico do crime organizado no porto. O resultado é um cenário sangrento.

“Há um confronto com os Amigos Para Sempre e tentativa de crescimento do Comando Vermelho, algo que tem nos preocupado”, diz o secretário. Já o grupo União do Crime do Amapá tem atuação mais concentrada no sul do Estado.

Nova rota

Para especialistas, Santana passou a ser explorada como nova rota do tráfico internacional, na tentativa de enviar dinheiro para outras regiões do Brasil e continentes que pagam mais caro pela droga que sai do Brasil para outros continentes, como a Europa. Eles afirmam ainda que trata-se de um movimento adotado em resposta a medidas vistas em outros portos do Norte.

“As pressões dos sistemas de regulação e controle por parte da segurança pública no Pará se intensificaram a partir de Barcarena, sobretudo destacando o fato de que o porto foi apontado como o principal entreposto comercial do narcotráfico (no Norte) e de outros produtos ilícitos em direção à Europa”, afirma Aiala Colares Couto, professor da Universidade do Estado do Pará (Uepa).

“Portanto, há migração das atividades para o Amapá, considerando o porto de Santana e a estratégia que envolve a integração via Guiana, Suriname e Venezuela, o que possibilita mais articulação em rede nesse eixo norte da região”, diz ele, integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e presidente do Instituto Mãe Crioula.

Couto aponta também que a vulnerabilidade social e as desigualdades apresentadas no Amapá se consolidaram como terreno fértil para a migração da criminalidade para o Estado, o que resultou na alta de homicídios por lá. Além da atuação violenta da polícia. “É um Estado que não foi incorporado de forma positiva dentro do processo de desenvolvimento regional. Todas essas condições potencializam o desenvolvimento dessa violência”.

Segundo o secretário José Lima Neto, o Estado tem acompanhado a situação de perto e buscado integrar as forças policiais para combater o crime organizado de forma mais efetiva. Já sobre a alta letalidade policial, afirma que a queda nos homicídios deve puxar também a redução das mortes policiais.

“A redução dos crimes violentos (no começo do ano) refletiu também nas mortes por intervenções policiais, até em porcentagem um pouco maior. O que significa que o aumento no ano passado foi decorrente desse aumento também da presença policial nas ruas e do enfrentamento que foi feito às organizações criminosas”, diz o secretário. “Tenho certeza de que, com a continuação das quedas dos crimes violentos, também haverá redução das intercorrências policiais”.

Autor/Fonte: Por Ítalo Lo Re – Estadão/Via Diário do Amapá


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quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

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SEMINÁRIO SOBRE USO DRONES POR FACÇÕES CRIMINOSAS FOI REALIZADO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS



O debate foi solicitado pelo deputado Sargento Portugal da Comissão de segurança Pública e Combate ao Crime Organizado

No dia 11 de dezembro foi realizado no Anexo II, Plenário 06, da Câmara dos Deputados, o Seminário sobre o “Uso de Drones por Facções Criminosas”. O debate foi solicitado pelo deputado Sargento Portugal (Podemos-RJ), da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

O evento foi organizado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados, em Brasília, reuniu especialistas para debater e propor soluções contra o uso indevido de aeronaves remotamente pilotadas.

Guarda Portuária

O guarda portuário Lucas Bernardo Mires S. Vasconcelos, instrutor de drones da Companhia Docas da Bahia (CODEBA) - Autoridade Portuária dos portos de Salvador e Aratu e Candeias, e também Diretor da Associação Nacional da Guarda Portuária do Brasil – ANGPB, foi um dos palestrantes.

Em sua apresentação ele fez um breve resumo sobre a história da Guarda Portuária (GPort). Falando sobre o uso de drones ele sugeriu a criação de Zonas de Restrição de Voo (FRZ) nas áreas portuárias e também recomendou ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) atualização nas normas para incluir expressamente os portos como áreas de segurança.

O Capitão Eduardo Silva na sua apresentação informou que já existe intenção do DECEA - Departamento de Controle do Espaço Aéreo em realizar atualizações na ICA 100-40.

Participantes:

Além de Lucas Bernardo o evento contou com a participação dos seguintes convidados;

  • ARISTHEU DE GÓES LOPES - Comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope/RJ) - Secretaria de Estado da Policia Militar do Rio de Janeiro.
  • RICARDO PEREIRA CABRAL - Escritor – Articulista em Segurança Pública, professor da Escola de Guerra Naval e responsável pelo Canal História Militar Em Debate.
  • André Luis Timoni – Representando a Diretoria de operações Integradas e Inteligência DIOP, do Ministério das Justiça e Segurança Pública.
  • Eduardo Araújo da Silva – Especialista de Controle de Tráfico Aéreo – Chefe da Seção de Controle de Sistema de Aeronaves do Departamento de Controle do Espaço Aéreo DECEA/RJ - Força Aérea Brasileira.
  • ROBINSON FARINAZZO - Capitão-de-fragata (Fuzileiro Naval) da reserva - Canal Arte da Guerra.
  • TEN CEL AVIADOR DAYVE MORAES PIVA - Coordenador Geral de Assuntos de Fronteira Gabinete de Segurança Institucional - Presidência da República.
  • CEL ELIAS MILLER - Diretor Legislativo - Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais - FENEME.
  • RODOLFO QUEIROZ LATERZA – Delegado da Polícia Civil do Espírito Santo e Presidente - Associação dos Delegados de Polícia do Brasil - ADEPOL do Brasil.
  • PEDRO MANUEL IGNACIO DURAN FERNANDEZ FILHO – Delegado Polícia Federal do Brasil

O seminário foi transmitido ao vivo pelo Canal Câmara dos Deputados no YouTube.


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