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sábado, 9 de fevereiro de 2013

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O INIMIGO MORA AO LADO



Manifestação do Settaport sobre a MP 595 é repudiada
 

 

Revolta e indignação. Essas foram as reações dos dirigentes de sindicatos de trabalhadores portuários com as declarações do presidente do Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários de Santos (Settaport), Francisco Nogueira, a respeito da MP 595, publicadas nesta sexta-feira em A Tribuna.

Nogueira disse que, em reunião na última segunda-feira, em Brasília, dirigentes dos Settaport de seis estados concluíram que a MP não representa ameaça aos trabalhadores portuários, necessitando, porém, de alguns ajustes nos itens sobre a instalação de novos terminais portuários.

Para o presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia, Marco Antônio Sanches, diante do atual quadro de apreensão, as declarações de Nogueira foram “inoportunas”.

Compartilhando da mesma opinião, o presidente do Sindicato do Bloco, Jozimar Bezerra de Menezes, disse que a manifestação do Settaport não deve ser levada em consideração. Já Everandy Cirino dos Santos, presidente do Sindaport, se disse surpreso."Não esperava esse tipo de comportamento. É lamentável ver que lideranças de outras entidades se prezam a praticar um sindicalismo notadamente predatório”.

O presidente do Sindogeesp, Guilherme do Amaral Távora, esclarece que a representatividade das categorias também é motivo de discórdia entre os portuários e o Settaport. "São embates jurídicos que poderiam ser evitados se cada macaco ficasse no seu galho”.

Um dos mais revoltados é o presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva. "Defender a MP é o mesmo que ficar ao lado do Governo e do grupo de empresários liderados por Eike Batista que fizeram o texto da regulamentação”. Segundo ele, Nogueira está “ brincando com fogo” e a estiva vai reagir para garantir o mercado de trabalho.

O presidente do Sintraport, Robson Apolinário. também criticou. “Ele (Nogueira) deu um tiro no pé ao tornar público sua inaptidão e incapacidade como gestor de uma entidade sindical, bem como seu desconhecimento com as questões macros que envolvem os portos”. Para Apolinário, o Settaport pratica o chamado "sindicalismo burguês”.

Greve

Ao contrário do Settaport, as lideranças dos demais sindicatos querem evitar que a MP seja aprovada da forma como foi concebida e ameaçam deflagrar uma greve caso não sejam atendidos. Há, entre eles, o consenso de que a MP vai acabar com o porto público e reduzir o mercado de trabalho.


Fonte: Jornal A Tribuna



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