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FORAGIDO DA JUSTIÇA É PRESO EM OPERAÇÃO DE FORÇAS DE SEGURANÇA NO PORTO DE SANTOS

A operação contou com a participação da Polícia Civil dos dois estados, da Policia Militar-SP e da Guarda Portuária Na manhã da última ter...

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segunda-feira, 24 de outubro de 2022

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JUSTIÇA CONDENA OITO EX-TRABALHADORES DO PORTO DE SANTOS POR TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS

Em maio de 2020, três estivadores foram presos em flagrante. Investigações da PF apontaram para outros cinco homens que também participavam do crime

A 5ª Vara Federal de Santos, no litoral de São Paulo, condenou oito ex-trabalhadores do Porto de Santos (SP), entre cinco e oito anos de prisão, por tráfico internacional de drogas. A decisão é do juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, e foi tomada na última segunda-feira (17), após uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

Segundo apuração da TV Tribuna, emissora afiliada à Rede Globo, as investigações começaram em maio de 2020, quando três estivadores - que fazem parte dos oito condenados - foram presos em flagrante por transportarem, no total, 12 kg de cocaína presos ao corpo. Os outros cinco foram identificados posteriormente.

Na época, o trio usava casacos grossos e, segundo documento da decisão judicial obtido pelo g1, entrava e saía do vestiário de um terminal do Porto de Santos (SP) "mais vezes que o normal". A atitude chamou a atenção de agentes da Polícia Federal (PF), que abordaram os três homens.

Após a abordagem, foi constatado que cada um dos integrantes carregava uma determinada quantidade da droga. As substâncias ficavam presas junto aos corpos dos homens por cintas abdominais e blusas de lycra. Segundo a investigação, o entorpecente era colocado em um navio com destino à Europa.

Ainda de acordo com a decisão judicial, durante interrogatório, um dos estivadores informou a PF que o grupo ganhava R$ 5 mil por cada tablete entregue. Na sequência, a corporação instaurou a investigação para desvendar o esquema por trás do transporte de drogas no Porto de Santos.

A investigação apontou a participação de oito trabalhadores portuários no esquema. O citado documento indica ainda que, apesar de apenas alguns integrantes fazerem parte do transporte da droga, os demais estavam inclusos no crime por meio de comandos operacionais, como a determinação da quantidade, data e local para a entrega dos entorpecentes.

Fonte: g1 Santos e Região


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segunda-feira, 12 de setembro de 2022

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CARGA DE CELULOSE DE 40 TONELADAS DESPENCA EM PORÃO DE NAVIO NO PORTO DE SANTOS

      Foto: Reprodução g1

Incidente envolveu embarcação de bandeira chinesa que estava atracado no cais santista

Uma carga de 40 toneladas de celulose, que seria acomodada no porão do navio de bandeira chinesa COSCO S ZHUO, despencou sobre a embarcação que estava atracada no Porto de Santos. Um vídeo obtido pelo g1 na quarta-feira (7) gravou a situação logo após o incidente que ocorreu em frente ao armazém 34. Ninguém ficou ferido.

O g1 apurou que a queda da carga aconteceu na quinta-feira (1º). A celulose era içada por guindaste e, quando seria colocada no porão, os arames do equipamento [que organizava o produto de forma sobreposta] arrebentaram.

No vídeo é possível ver a carga espalhada pelo porão do navio e ouvir o relato de um trabalhador: "A lingada [material] toda desabou no porão. Olha o perigo que a gente corre embaixo do porão. Os companheiros estão aí. Não morreu ninguém. Desabou a lingada completa do guindaste", disse.

Apesar do incidente, segundo apurado pela reportagem, nenhum dano foi ocasionado e a carga seguiu viagem normalmente. O g1 procurou o trabalhador responsável pelo vídeo, mas não conseguiu localizá-lo.

Fonte: g1 Santos e Região


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quarta-feira, 25 de março de 2020

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ESTIVADORES E PORTUÁRIOS AMEAÇAM PARALIZAR O PORTO DE SANTOS



A Unidade Portuária entende a importância do porto para a economia do país, porém é necessário que o Governo o SOPESP e o OGMO parem de propagar mentiras dizendo que está tudo bem e sob controle no Porto de Santos.
Na última terça-feira (17), com o aumento no número de casos do coronavírus na baixada santista, o Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (Sindiestiva) enviou um ofício endereçado ao secretário nacional de Portos do Ministério dos Transportes, Luiz Otávio Campos, solicitando a paralisação total das operações no Porto de Santos, pelo período instituído de quarentena pelos órgãos do governo federal.



Informativo
No começo daquela noite uma nota emitida pelo sindicato circulou entre os estivadores de Santos. No informativo o sindicato dizia estar preocupado não só com os seus trabalhadores e familiares, mas com toda a população da Baixada Santista devido à pandemia que foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Na sequência, a nota recomendou a paralisação das atividades portuárias na cidade, a qual, segundo eles é uma porta com o mundo e o contato com as tripulações dos navios é inevitável.
Nas primeiras horas de quarta-feira (18) a categoria realizou uma reunião, onde foi discutida a situação e as medidas necessárias para tentar evitar o aumento da pandemia, pelo Porto de Santos, ao mesmo tempo em que tentariam minimizar o impacto da eventual paralisação.
Durante o encontro os estivadores decidiram manter um grupo de pessoas trabalhando para seguir lidando com as cargas que seriam destinadas às unidades de saúde da Baixada Santista e outras cidades próximas da Região.
Ministro
No mesmo dia o Ministério da Infraesturura e integrantes das operadoras portuárias do Porto de Santos entraram em contato com o sindicato pedindo para que os trabalhos não fossem paralisados, em contrapartida, as autoridades prometeram realizar mais procedimentos de segurança no cais, visando minimizar os riscos de uma eventual proliferação do vírus entre os trabalhadores durante suas atividades de movimentação de cargas.
Segundo o presidente da Sindiestiva, Rodnei Oliveira da Silva, o ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, entrou em contato telefônico com ele, solicitando que os trabalhadores não fizesse a paralisação, em virtude da questão econômica, nos prejuízos que isso poderia trazer.
Comitê
No mesmo dia os trabalhadores portuários estiveram na sede do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), juntamente com outros representantes de sindicatos do Porto de Santos, reunidos como a Sopesp (Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo) e o OGMO (Órgão de Gestão de Mão de Obra) e da Codesp, atual SPA (Santos Port Authority), onde foi decidido montar um Comitê de Crise para definir as ações que serão tomadas em relação ao coronavirus. A preocupação é com a saúde dos trabalhadores e com a movimentação de cargas no maior porto do Brasil.

O Sindicato dos Estivadores se mostrou preocupado com a saúde dos trabalhadores e com uma eventual suspensão das atividades, além de outras medidas que possam afetar a categoria. Se as operações forem interrompidas, o trabalhador avulso ficaria sem receber pelo trabalho.
“A escala online não dá garantia de trabalho e ganho aos trabalhadores. Há um recuo por parte deles (empresários), que a gente vê com bons olhos, mas o mais importante que é a vida, a questão da pandemia, não está resolvida. Viemos aqui principalmente por isso”, disse Rodnei Oliveira da Silva, o Nei da Estiva, presidente do Sindestiva.
Outra preocupação é com a saúde dos trabalhadores. “Nós temos contato direto com a tripulação. Todas essas tripulações que vem, porque o porto é a porta para o mundo, vem de várias nacionalidades. Não temos como descarregar os navios as embarcar as mercadorias sem ter contato com a tripulação. Queremos deixar aqui esse risco que correm os trabalhadores. E não estamos pensando só em nós trabalhadores, estamos pensando na população”, disse Nei.
Segundo os trabalhadores, outra preocupação é o posto de escalação reúne dezenas de trabalhadores em um mesmo local, para participar da escalação, eles têm que fazer a biometria e não estão disponibilizando o álcool, no entanto o Órgão Gesto de Mão de Obra (Ogmo), disse que por enquanto  irá apenas reduzir as aglomerações de forma que o risco de contaminação seja mitigado.
Segundo o presidente do Sindaport (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária), Everandy Cirino dos Santos, o Porto de Santos vai fazer uma campanha de informação aos trabalhadores.
“A Autoridade Portuária assumiu o compromisso de estar providenciando o cumprimento das normas de segurança nos Gates. Houve um avanço de fazer um trabalho coletivo, uma gestão com o Governo Federal, no sentido de liberar o Fundo de Garantia aos trabalhadores portuários avulsos”, disse Cirino.
O Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) é a favor da continuidade dos trabalhos por causa da movimentação de cargas para o país. O Presidente do Sindicato, Regis Prunzel, disse que também está adotando medidas de saúde recomendadas pelas autoridades e que vai buscar soluções para os problemas apresentados pelos trabalhadores.
“Tem um cuidado adicional nas embarcações, mas no Brasil os casos não vieram das embarcações, vieram de forma normal, ou seja, entrou por aeroporto, pessoas que foram no exterior. A gente já passou dessa fase. Estamos na fase do compartilhamento comunitário em função do contato. Temos que cuidar, seguir as orientações dos órgãos de saúde, de Vigilância Sanitária para que a gente tenha o maior zelo”, disse.
No começo da tarde os estivadores se reuniram em uma assembleia no sindicato para saber quais foram as decisões tomadas durante a reunião que aconteceu com a autoridades portuárias. Na assembleia, ficou definido, momentaneamente, o adiamento da paralisação para a sexta-feira, após nova reunião com autoridades.
Assembleias adiadas
A assembleia que estava marcada para a última sexta-feira (20), foi adiada para ontem, segunda-feira (23), mas segundo o Sindestiva ocorreu um novo adiamento. Após recomendações do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (SOPESP) cancelou a reunião.
“Entendermos o que estamos vivendo nesse momento, porém queremos aproveitar a ocasião para mostrar mais uma vez a urgência que o Governo, através do Ministério dos Transportes, tem em regulamentar a garantia mínima de ganhos aos trabalhadores avulsos, como também as condições básicas de garantia a saúde, a todos os TPAs dos portos do Brasil”, disse o presidente do Sindestiva, Nei da Estiva.
O Sindestiva resolveu encaminhar um ofício ao ministro Tarcísio Gomes de Freitas pedindo medidas urgentes aos trabalhadores do Porto de Santos. Segundo o presidente do sindicato, o ofício pede o que já havia sido solicitado em outros documentos anteriores: preservar a saúde pública e o emprego dos portuários.
"Requeremos que seja aplicado pelo Governo Federal, conforme se depreende o artigo 7º, inciso XXXIV da Constituição Federal, a garantia mínima de ganho e trabalho exaradas no item 2 do Artigo 2 da Convenção nº 137 da Organização Internacional do Trabalho – OIT e no artigo 43 e no parágrafo único da lei 12.815/13 e que seja regulamentado através de Decreto e ou outro instrumento normativo a liberação imediata do FGTS dos trabalhadores avulsos." explicou Nei.
Apesar de não existir um consenso sobre quando o novo encontro acontecerá, tanto o Sindicato dos Estivadores quanto os próprios trabalhadores esperam que esta reunião deverá ocorrer antes do fim de março.
Sindaport
A insatisfação dos estivadores se junta às reclamações do sindicato dos Trabalhadores na Administração Portuária (Sindaport), que demanda ações sanitárias e não descarta uma greve. O vice-presidente, João de Andrade Marques, frisou que é crescente a apreensão em razão da falta de estrutura sanitária adequada nos ambientes de trabalho, colocando pessoas em risco.


“Aumenta o trabalho e o risco do vírus, o pessoal está apreensivo, pois falta material básico de higiene. Qualquer um que passa pelo gate (portão) tem contato com os guardas, que tem que manusear documentos, e com as unidades fiscalizadoras da Codesp”, diz.
Codesp
Em nota a Codesp – Autoridade Portuária de Santos garantiu que “segue as recomendações e determinações das autoridades de saúde no combate ao Convid-19 e instalou álcool em gel em mais de 60 pontos ao longo das instalações portuárias, com atenção aos gates de acesso e locais de maior circulação”.
A Autoridade Portuária afirmou ainda que o álcool em gel “se encontra praticamente indisponível no mercado” e que, na falta do produto, “providenciou a compra e distribuição de outros produtos de igual eficácia para a higienização”.
Em relação aos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), a SPA disse que os empregados “estão sendo orientados quanto ao melhor uso de máscaras e outros recursos, bem como das demais atitudes em relação a prevenção”.
Unidade Portuária de Santos
Hoje (24) a Unidade Portuária de Santos, na qualidade de representante dos Sindicatos dos Trabalhadores do Porto de Santos, emitiu um comunicado onde expões e requer providências para garantir a segurança de todos que trabalham no porto.



A Unidade Portuária entende a importância do porto para a economia do país, porém é necessário que o Governo o SOPESP e o OGMO parem de propagar mentiras dizendo que está tudo bem e sob controle no Porto de Santos e façam a sua parte para que não haja uma paralização.
Advertem ainda ser inaceitável que qualquer trabalhador, aposentado ou não, seja afastado do seu labor sem que tenham uma garantia de renda que garanta o seu sustento e compense as suas perdas, pois ressalta ser inconstitucional caso se afaste sem a observância desse princípio.



A nossa missão é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Guarda Portuária e a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.      
                                                                                       
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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

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APÓS DENÚNCIA DO MPF, ESTIVADORES VIRAM RÉUS POR INVADIREM NAVIOS NO PORTO DE SANTOS



Estivadores invadiram e interromperam atividades de carga e descarga.
Atendendo a uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF), 12 estivadores ligados ao sindicato da categoria (Sindestiva) viraram réus por terem invadido dois navios atracados no Porto de Santos, interrompendo as atividades de carga e descarga nas embarcações, na manhã do dia 25 de outubro, durante greve dos trabalhadores no complexo portuário.
Segundo a denúncia, os estivadores ignoraram as normas de acesso aos terminais portuários e, também, uma liminar de proteção proferida a pedido de uma das empresas operadoras para evitar ações como as registradas.
A ação penal contra o grupo foi instaurada na sexta-feira (6), após a 5ª Vara Federal de Santos receber a denúncia que o MPF havia protocolado no dia anterior. Os réus responderão pelo crime tipificado no artigo 202 do Código Penal (invasão de estabelecimento industrial, comercial ou agrícola).
Invasões
Segundo a denúncia do MPF, as invasões foram coordenadas pelo presidente do Sindestiva, Rodnei Oliveira da Silva, conhecido como Nei da Estiva. Em 25 de outubro, ele e outros nove trabalhadores arrombaram os portões do terminal Ecoporto e acessaram o navio Grandhamburgo, paralisando os trabalhos. Uma nova invasão ocorreu no dia 27, quando foram interrompidas atividades do navio Prominent Ace, no terminal TEV.
Em ambas as ocasiões, os invasores foram presos em flagrante e liberados mediante pagamento de fiança. Na primeira ação, o Sindestiva arcou com o pagamento de cerca de R$ 12 mil para a soltura do grupo. O valor é próximo ao que a entidade teve de desembolsar para liberar os estivadores após o segundo episódio (R$ 11,4 mil).
A ação dos trabalhadores está dentro de um contexto que envolve uma disputa entre o sindicato e empresas operadoras dos terminais sobre a contratação de estivadores avulsos.
Em nota, o Sindestiva, por meio do advogado Pedro Gerônimo, afirma que "o Sindicato dos Estivadores ainda não foi citado, não conhecendo o teor da ação. Sobre os fatos narrados, os estivadores que entraram no referido terminal eram o presidente e diretores do Sindestiva, os quais entraram sem resistência por parte da empresa, pois tinham o intuito de fiscalizar as condições de trabalho e se os estivadores que lá estavam eram qualificados e registrados no OGMO, com condições necessárias para exercerem as atividades".
O defensor completa, afirmando que "não houve violência e resistência à prisão, a meu ver arbitrária. Quanto à medida protetiva da empresa, além de mostrar-se autoritária, o sindicato na época dos fatos ainda não fora citado da decisão do Poder Judiciário. Resta ainda lamentar o fato dos representantes do Sindestiva por várias vezes terem solicitado a presença da fiscalização do MPT, seja em conjunto com o sindicato ou de forma autônoma, e não ter sido atendido a sua reivindicação que poderia evitar essas fiscalizações só por parte do sindicato. O sindicato solicita a Justiça para sanar essa deficiências do MPT, assim como parabeniza a presteza e eficiência da PF ao atender o chamado da empresa com eficácia impar”.



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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

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ESTIVADORES MANTÉM ESTADO DE GREVE EM ASSEMBLEIA GERAL NO PORTO DE SANTOS



De acordo com o presidente do Sindestiva, Rodnei Oliveira da Silva, a empresa quebrou o Acordo Coletivo de Trabalho assinado com a categoria e aprovado em maio de 2019.
Representantes dos estivadores decidiram, em Assembleia Geral realizada ontem, quarta-feira (30), em Santos, no litoral de São Paulo, pela continuidade do estado de greve contra a operadora portuária Ecoporto Santos. De acordo com a categoria, a empresa rompeu um acordo assinado com o sindicato sobre a requisição de mão-de-obra 100% avulsa em todas as cargas operadas.
Conforme apurado pelo G1, a assembleia, realizada de maneira extraordinária e em caráter permanente, aconteceu no bairro do Valongo. Na reunião, os participantes optaram por manter a greve por tempo indeterminado.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, Guarujá e Cubatão (Sindestiva) Rodnei Oliveira da Silva, o 'Nei da Estiva', a empresa quebrou o Acordo Coletivo de Trabalho, assinado com a categoria e aprovado em assembleia em maio de 2019, sobre a contratação de estivadores avulsos nas cargas operadas no terminal.
Nei aponta que os sindicalistas reuniram-se, ainda, em uma audiência de conciliação com a empresa portuária no Tribunal Regional de Trabalho (TRT) em São Paulo, no entanto, o encontro não resultou em acordos entre as partes.
"A empresa quebrou o acordo. Na reunião, eles solicitaram o vínculo empregatício no embarque de veículos e mão-de-obra avulsa nas demais cargas, enquanto nós queremos 100% de avulsos em todas as operações. Não concordamos e vamos continuar em greve até aguardamos uma negociação na câmara do cais público, que acontece no dia 6 de novembro. Até lá, continuamos em greve com a empresa Ecoporto", explica o presidente.
Estivadores acampam em frente ao Ecoporto em Santos (SP) — Foto: Solange Freitas/G1

Em nota, o TRT aponta que após exaustivas discussões, verificou-se a impossibilidade de acordo entre as partes, o que inviabiliza o prosseguimento do processo. O G1 tentou contato com a empresa Ecoporto, no entanto, não obteve resposta até a última atualização desta matéria.
Acordo de trabalho
O G1 teve acesso ao acordo coletivo de trabalho portuário avulso, firmado no dia 1 de março de 2019, entre o Ecoporto e o Sindiestiva. O documento definiu as relações de trabalho dos portuários avulsos nas funções de estiva e serviços correlatos.
Segundo o acordo, "a atividade de estiva, prevista no artigo 40, parágrafo II da lei 12.815/2014 será exercida pelos trabalhadores portuários abrangidos pela representação do Sindicato, devidamente registrados ou cadastrados no OGMO/Santos". O acordo é válido até o dia 28 de fevereiro de 2021.


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terça-feira, 29 de outubro de 2019

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ESTIVADORES OCUPAM NAVIO PELA 2ª VEZ NO PORTO DE SANTOS E SÃO DETIDOS PELA PF



Sindicato alega que trabalhadores em situação irregular iriam começar a operar um navio.
A Polícia Federal elevou o nível de segurança nas instalações localizadas no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, no último domingo (27), em virtude de recentes invasões à navios atracados no cais santista. Também naquela manhã, uma nova ação foi registrada. Diretores do Sindicato dos Estivadores (Sindestiva) foram detidos pela Polícia Federal após invadir mais um navio. Eles alegaram que trabalhadores em situação irregular iriam começar a operar uma embarcação no terminal público.
Os diretores do Sindestiva receberam a informação que o navio Prominent Ace, atracado em um terminal público no cais santista, iria começar a ser operado por trabalhadores em situação irregular. Os representantes da categoria resolveram checar a informação e entraram no navio, por volta das 7h30 do domingo.
"Fomos ver como a empresa Proporto estava operando porque não houve requisição de estivadores. Encontramos trabalhadores sem registro e cadastro no OGMO. A empresa estava pronta para começar a operar. Ficamos a bordo para ver se iam iniciar a operação, o que não aconteceu", explicou o presidente do Sindestiva, Rodnei Oliveira, conhecido como ”Nei da Estiva”.
Por volta das 9h30, equipes da Polícia Federal detiveram os diretores do Sindicato e os conduziram para a delegacia. "Não sabemos o porquê. Nós estamos dentro do direito de fiscalizar. Entendemos que isso está errado. A Proporto está tentando trabalhar de forma ilegal", afirmou Nei.
Na última sexta-feira (25), os estivadores entraram em um terminal e paralisaram as atividades de um navio atracado no Porto de Santos. Eles alegaram que a embarcação estava sendo operada sem mão de obra especializada e sem equipamentos de proteção.
No sábado (26), os estivadores continuaram realizando protestos na frente da empresa Ecoporto. O terminal afirmou que, devido as manifestações, resolveu paralisar as operações por 24 horas ou por tempo indeterminado.
Nível de Segurança
Após as manifestações de sexta-feira e sábado, a delegada de Polícia Federal Luciana Fuschini Nave, coordenadora da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis no Estado de São Paulo (Cesportos), elevou para II o nível de segurança das instalações portuárias, a partir das 9h do domingo. A medida, segundo o documento, deve durar até uma nova comunicação da Cesportos.
Desta forma, as instalações portuárias devem aplicar medidas de proteção dos seus Planos de Segurança Pública Portuária. A delegada recomenda que os representantes tomem medidas necessárias para "prevenir ações aptas a colocar em risco a operação portuária" e impedir o "acesso de quaisquer pessoas que possuam o claro intento de embaraçar ou colocar em risco a operação portuária".
Com a medida, também fica autorizado o ingresso da Polícia Militar na área do Porto de Santos em caso de distúrbio, invasão e grave perturbação na ordem da área portuária e interior de navios.
A delegada determinou que as empresas registrem por imagens dinâmicas e estáticas o período integral de permanência dos navios atracados nos terminais, devendo ser monitorada toda a área de convés do navio, independente da movimentação de pessoas. Também devem ser registrada toda e qualquer ação que possa representar risco para a operação portuária.
O documento também determina que as instalações portuárias somente autorizem a entrada de novo turno de trabalhadores após a saída dos integrantes do turno anterior pelos gates de acesso, devendo ser realizada revista pessoal em todos, mediante aplicação dos padrões permitidos em lei.



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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

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POLÍCIA FEDERAL ELEVA NÍVEL DE SEGURANÇA NO PORTO DE SANTOS



Segundo portaria, publicada no domingo (27), decisão se deu em razão das recentes invasões a instalações e embarcações.
A Polícia Federal elevou para dois, o nível de segurança dentro do Porto de Santos. A decisão foi publicada, no domingo (27), pela portaria 11/2019 da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis no Estado de São Paulo (Cesportos-SP).
Segundo a delegada Luciana Fuschini Nave, a iniciativa se deve após os recentes protestos em terminais e embarcações por grupos de estivadores. Em sua decisão, a coordenadora do Cesportos-SP colocou que levou em conta "o registro de ocorrências incidentes aptos a comprometer a segurança pública e a operação portuária, em virtude de recentes invasões em instalações portuárias do Porto de Santos".
A mudança aconteceu dois dias após o protesto do Sindicato dos Estivadores de Santos (Sindiestiva) no terminal da empresa Ecoporto. No domingo (27), segundo informações da Polícia Federal, a diretoria da Sindiestiva subiu à bordo, via mar, do navio Prominente ACE, de bandeira panamenha, que está atracado no Terminal de Veículos (TEV) dentro do cais público.
Durante a ação dos sindicalistas, a operação na embarcação foi suspensa. O presidente do sindicato, Rodnei Oliveira da Silva, o Nei da Estiva, e outros diretores foram levados para a delegacia da PF para prestar depoimento. Era esperada que a operação no navio fosse retomada a partir das 13h.
O presidente do Sindestiva alegou que a Proporto, responsável pela operação no  Prominente ACE, "está querendo trabalhar com mão de obra ilegal" e que o sindicato foi ao local fiscalizar a situação.
Ele informou que a Sindiestiva impediu a operação do navio, pois a empresa não requisitou mão de obra para o sindicato e "ia começar a trabalhar com trabalhadores ilegais que não têm registro no Ogmo (Órgão de Gestão de Mão de Obra)".
Porte ilegal
Durante a manifestação na manhã de domingo (27), foi registrada a apreensão de uma arma de fogo. De acordo com a Polícia Civil, o dono do armamento era um soldado que estava realizando a segurança em uma empresa portuária, acompanhado por um policial civil e outro policial reformado. Após os protestos, o homem foi abordado por policiais e apresentou o registro de uma arma pistola cal. 40. 
Entretanto, ao ter o carro vistoriado, foi encontrada embaixo do banco do motorista, uma pistola Bersa cal. 9 mm sem o registro. A arma foi apreendida e a ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária (CPJ).
Navio Prominente ACE estava atracado no Terminal de Veículos do Porto de Santos (Carlos Nogueira/AT) 

O Ecoporto informa que o segurança em questão não é funcionário da companhia. Ele pertence ao quadro de funcionários de uma empresa contratada para proteger as operações no terminal devido aos protestos e atos de violência ocorridos nos últimos dias, segundo a empresa. 



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TERMINAL PARALISA ATIVIDADES POR TEMPO INDETERMINADO NO PORTO DE SANTOS



Estivadores bloqueiam desde sexta-feira as operações da empresa Ecoporto.
Os Estivadores do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, continuaram realizando protestos no sábado (26), na frente da empresa EcoPorto. O terminal afirmou que devido as manifestações, resolveu paralisar as operações por 24 horas, ou por tempo indeterminado.
Os trabalhadores iniciaram os protestos na sexta-feira (25), quando entraram em umterminal e paralisaram as atividades de um navio atracado no Porto, alegando que a embarcação estava sendo operada sem mão de obra especializada e sem equipamentos de proteção.
Com a extensão destes protestos, a EcoPorto afirmou que o terminal paralisará as operações por 24 horas, ou por tempo indeterminado, pela falta de segurança na região e a impossibilidade de garantir a integridade física dos colaboradores.
O terminal destaca que as contratações para recomposição do quadro de estivadores vinculados foram realizadas de forma estritamente legal, o que inclui a divulgação de editais e o cumprimento das demais exigências. Afirma ainda repudiar qualquer ato de vandalismo e esperar das autoridades locais competentes uma atuação contundente com o objetivo de garantir a retomada das operações.
Estivadores
Em nota, os Estivadores do Porto de Santos relatam que seguem bloqueando as operações, devido à operação de descarga realizada na sexta-feira, que, de acordo com eles, desrespeitou o acordo coletivo de 100% de mão de obra avulsa e sem nenhum tipo de acordo coletivo de vinculados.
Segundo os trabalhadores, o navio está parado a mais de 24 horas sem operação alguma e eles permanecerão na porta, para não permitir que a empresa desrespeite o acordo de 100% de avulso.
Ainda de acordo com o estivadores, não existe nenhum acordo de vínculo entre o Sindicato e as empresas Proporto e EcoPorto, mesmo com várias tentativas da diretoria através de ofícios convocando para uma mesa de negociação. O corpo jurídico do Sindicato dos Estivadores diz já ter entrado com todas as medidas judiciais contra as empresas Proporto e EcoPorto.


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segunda-feira, 6 de maio de 2019

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OITO ESTIVADORES SÃO CONDENADOS POR TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS



Grupo foi preso em flagrante pela Polícia Federal e pela Guarda Portuária tentando embarcar tabletes de cocaína escondidos em cintas no corpo em um navio no Porto de Santos
Oito estivadores do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, foram condenados pela Justiça Federal por tráfico internacional de drogas. As penas individuais variam entre 5 e 9 anos - a somatória de todas passa de 50 anos - e referem-se à ação do grupo que tentou embarcar cocaína, escondida em cintas pelo corpo, em um navio no cais.
Os portuários foram flagrados pela Guarda Portuária e pela Polícia Federal em outubro de 2018 em um terminal de contêineres da margem direita do porto. Imagens de câmeras de monitoramento registraram quando os trabalhadores, utilizados como "mulas" do tráfico, escondiam os tabletes de droga sob faixas no corpo na área externa da instalação.
Foram apreendidos aproximadamente 30 kg de cocaína pura, que seria enviada ao porto de Valência, na Espanha, conforme investigação da Polícia Federal. Em depoimento, corroborado posteriormente à Justiça Federal, ao menos um estivador admitiu que receberia R$ 1 mil por tablete transportado, mas alegou "coação" em juízo.
O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, considerou que as provas sustentavam a condenação dos envolvidos por tráfico internacional de drogas, mas não comprovava eventual associação deles ao tráfico. A cada um também foi atribuído o pagamento de dias-multa, que ainda serão calculados.
A reincidência no mesmo tipo de crime e os antecedentes individuais influenciou nas penas:
  • Vicente Alves de Souza, de 56 anos: condenado a 9 anos e 20 dias de prisão;
  • Jânio Alves de Souza, de 58 anos: condenado a 9 anos e 20 dias de prisão;
  • Leandro Alfredo Casartelli Pinheiro, de 43 anos: condenado a 7 anos, 11 meses e 8 dias de prisão;
  • Renato Xavier Koti, de 48 anos: condenado a 6 anos, 9 meses e 20 dias de prisão;
  • Douglas Reinaldo Silva de Oliveira, de 52 anos: condenado a 6 anos, 9 meses e 20 dias de prisão;
  • Claudemir Silva Santos, de 32 anos: condenado a 6 anos, 6 meses e 22 dias de prisão;
  • Orivelton Gonçalves de Jesus, de 38 anos: condenado a 6 anos, 6 meses e 22 dias de prisão;
  • Wagner da Silva, de 56 anos: condenado a 5 anos e 10 meses de prisão.

Na sentença, o juiz diz que Vicente e Janio "possuem envolvimento com ações pretéritas relacionadas ao tráfico internacional de entorpecentes" e as respectivas penas tiveram o "agravante da reincidência" com base em condenações anteriores. Leandro, Renato e Douglas, ainda conforme a decisão, também possuem "vasta folha de antecedentes".
Os condenados Claudemir e Orivelton são réus primários e foram beneficiados pela legislação. De maneira semelhante, Wagner foi o único a admitir e explicar a real participação na tentativa de embarque de entorpecente em navio estrangeiro e, apesar de ter antecedentes criminais, teve a pena reduzida à mínima pelo "atenuante da confissão".
Defesa
No processo, as defesas dos estivadores tentaram provar que as imagens mostravam fatos típicos de um trabalhador portuário, como quando um colega ajuda o outro a se vestir e até arrumar o macacão utilizado durante o serviço no cais. Ou, então, o uso pessoal de cintas, justamente para evitar problemas na coluna pelo carregamento de peso.
"Mesmo que os acusados e seus defensores aleguem que tais atos sejam corriqueiros no cotidiano de trabalhadores portuários, tenho que os movimentos executados por eles não podem ser considerados normais, vale dizer, um simples ajuste de calças ou um mero acerto de agasalhos. Ao contrário, os movimentos registrados denotam que estavam ocultando algo sob seus trajes", escreveu o juiz na sentença.
Roberto Lemos dos Santos Filho não permitiu que os condenados recorram em liberdade. Todos permanecem presos na Penitenciária de São Vicente (SP), para onde foram encaminhados no momento em que a prisão em flagrante foi convertida pelo mesmo juiz em preventiva durante a audiência de custódia, em outubro.
  • O advogado Alexandre Calixto Rodrigues, que defende Wagner da Silva, afirmou que vai recorrer visando a absolvição do cliente.
  • O advogado Eugênio Malavasi, defensor de Jânio Alves de Souza, informou que vai apelar da sentença em instância superior.
  • A advogada Luíza Olga Alexandrino Costa Manoel explicou que analisa a sentença de Claudemir Silva Santos para poder recorrer.
  • O advogado Celso Ricardo Torrer Rodrigues também disse que avalia decisão, mas vai apelar para a absolvição de Douglas Reinaldo da Silva de Oliveira.

O G1 não conseguiu contato com a defesa dos demais condenados até a última atualização dessa reportagem.
Ação criminosa
A atitude suspeita dos estivadores chamou a atenção das autoridades, que conseguiram fazer um cerco e evitar que o bando escapasse. A mobilização fez com que parte dos envolvidos tentasse se desvencilhar da droga largando os tabletes no banheiro de um vestiário e também pelo pátio da empresa, justamente para evitar um eventual flagrante.
Para a Polícia Federal, os portuários se utilizaram da função para embarcar em um navio atracado no cais e esconder os tabletes em um contêiner. Além dos tabletes de cocaína, também foram apreendidos serras e fardamentas para abertura das caixas metálicas a bordo e lacres, que seriam utilizados em substituição aos originais violados.
Com base nas investigações e depoimentos, acredita-se que os estivadores poderiam ganhar até R$ 4 mil pelo transporte da droga, já que somente quatro tabletes poderiam ser espalhados pelo corpo, embaixo de cintas. O objetivo era que os trabalhadores passassem despercebidos por agentes federais e pelos seguranças do terminal.
No flagrante, o G1 apurou que 14 trabalhadores avulsos estavam no cais, mas só houve a comprovação de participação de oito deles. Todos são portuários responsáveis por auxiliar na colocação de cargas em navios, e que são escalonados pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) de Santos, a partir da requisição do próprio terminal.
Fonte: G1 Santos


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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

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JUSTIÇA MANTÉM PRESOS ESTIVADORES QUE IÇARAM COCAÍNA A NAVIO NO PORTO DE SANTOS




Ambos foram detidos em flagrante por tráfico internacional de drogas após câmeras flagrarem a ação

A Justiça Federal manteve presos, nesta quinta-feira (7), os estivadores Sérgio Tarcísio de Campos Rodrigues, de 40 anos, e Milton Ruiz Horácio, de 38 anos, que foram flagrados içando um carregamento de cocaína a um navio atracado no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. A defesa de um deles informou que vai solicitar habeas corpus do cliente.
O flagrante ocorreu após imagens de câmeras de monitoramento indicarem movimentação suspeita no entorno do navio ER France, de bandeira liberiana, que estava em berço de atracação em um terminal de contêineres na margem direita. A bordo do cargueiro, a dupla içou uma bolsa preta com a droga de um barco menor.
Em audiência de custódia realizada em Santos, o juiz Roberto Lemos do Santos Filho, da 5ª Vara Federal, decidiu por decretar a prisão preventiva para ambos. O entendimento é de que a eventual liberdade dos dois, mesmo que com medidas cautelares ou aplicação de fiança, poderia comprometer a ordem pública e as investigações.
A Polícia Federal trabalha para identificar possíveis outros envolvidos na ação criminosa, que foi frustrada. Além de apurar o envolvimento de outros trabalhadores portuários, o objetivo é identificar e localizar as pessoas que estavam a bordo da pequena embarcação que se aproximou do navio para levar a droga que foi içada.
O advogado João Vitor Fontoura, que defende Sérgio Rodrigues, informou que o cliente é estivador há mais de uma década e que tem bons antecedentes. "Ele disse que estava trabalhando no momento e não ligação com o crime", comentou o defensor que vai entrar com habeas corpus em instância superior para tentar libertá-lo.
O G1 não conseguiu contato com defensor público federal designado a Milton Horácio, que não apresentou advogado particular para defendê-lo. Ambos permanecem presos na Penitenciária I, em São Vicente, para onde foram levados desde a ocasião do flagrante, ocorrido entre a madrugada e a manhã de terça-feira (5).
Içamento
A ação ocorreu em um terminal de contêineres da margem direita durante a madrugada. A Receita Federal informou que uma embarcação de pequeno porte foi registrada por câmeras se aproximando de um navio pelo Canal do Estuário. Dela, foi içado ao cargueiro, por meio de cordas lançadas ao mar, uma bolsa de cor escura.
As equipes federais foram mobilizadas e conseguiram localizar em tabletes 17,26 kg da droga em estado puro próximo à porta de um contêiner, cujo destino era o porto de Las Palmas, na Espanha. Os agentes identificaram dois estivadores, que estavam a bordo do navio, como os responsáveis por içar a bolsa até o convés da embarcação.
Os dois portuários não são vinculados ao terminal e são escalados pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) do cais. Eles foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal, no Centro de Santos, onde permaneceram presos, depois de prestarem depoimento e ser comprovada a participação na modalidade de tráfico por perícia das imagens.
Por meio de nota, o Ogmo lamentou o ocorrido e afirmou que poderá abrir um procedimento administrativo desde que solicitado pelo operador portuário. O Sindicato dos Estivadores, por meio da assessoria jurídica, disse naquela ocasião que não acompanhou o caso e que os portuários foram assistidos por defesas próprias.
Fonte: G1 Santos


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