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terça-feira, 14 de junho de 2016

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QUADRILHA DE LADRÕES DE CARGA É DESFEITA


O cativeiro usado pelo bando ficava em um matagal às margens do Km 47 da Via Anchieta, na Serra (Foto:Jornal A Tribuna)
Cinco homens foram identificados pela DIG; eles podem ter participado de 20 assaltos

Uma quadrilha de ladrões de cargas que age na região foi desbaratada por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos com a identificação de cinco homens.
Dois crimes foram esclarecidos, mas o delegado titular da DIG, Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior, acredita que o bando seja responsável por aproximadamente 20 assaltos.
Apontado como um dos líderes do grupo, Aílton Tomaz de Campos Sampaio está preso. Outro capturado é Bruno da Silva Aires. Ambos foram reconhecidos pessoalmente. Os demais envolvidos foram reconhecidos por meio de fotografia, mas estão foragidos. São eles: César Augusto Santos, Jefferson Miguel Melo e Darci Fernandes do Prado Júnior.
O delegado requereu à Justiça a prisão preventiva dos cinco acusados. As investigações prosseguem para identificar os demais membros da quadrilha e elucidar outros roubos. Segundo ele, o fato de as vítimas residirem em outras regiões de São Paulo e até mesmo em outros estados dificulta a realização dos reconhecimentos e algumas diligências.
Outro obstáculo das investigações, ainda conforme Lara, diz respeito aos tipos de cargas visadas pelo bando (açúcar, café e soja), porque elas são transportadas a granel ou em sacas. “São cargas sem número de série. Não há como vincular produtos a granel a certo delito. Quando estão ensacados, eles são retiradas das sacas e os ladrões as eliminam”, explica.
Com o descarte das sacas, os assaltantes eliminam vestígios que seriam provas do crime. Depois, o produto é misturado a outro do mesmo tipo, tornando remota a sua recuperação. Uma terceira dificuldade nas investigações ainda é citada pelo titular da DIG. “Os receptadores não da Baixada Santistas, mas do Interior e até de Minas Gerais”. O grupo agia “sob encomenda”, ou seja, roubava as cargas mediante a certeza do interesse dos receptadores, finaliza Lara. A DIG já possui pistas dos compradores.
Condenado
Condenado a 4 anos e 1 mês de reclusão em regime inicialmente fechado pelo crime de receptação qualificada, o comerciante Luiz Gustavo Plácido Domingos, o Galo Cego, foi preso. Acusado de comprar uma carga furtada com a finalidade de revendê-la, Luiz Gustavo foi capturado na Rua Martim Afonso, no Centro de Santos, na quarta-feira à noite.
Segundo o chefe dos investigadores da DIG, Paulo Carvalhal, Galo Cego não faz parte da quadrilha desmantelada e a carga que ele furtou era de equipamentos de informática. O comerciante foi processado perante a 1ª Vara Criminal de São Paulo e alegou ignorar a origem ilícita da carga, mas não exibiu nota fiscal e nem informou de quem a comprou.
Galo Cego apelou, mas os desembargadores Otávio Henrique, Sérgio Coelho e Penteado Navarro, do Tribunal de Justiça de São Paulo, confirmaram a condenação. Segundo eles, a compra de produtos sem nota fiscal e por preço inferior ao de mercado demonstra que o réu, “comerciante experiente”, sabia da sua procedência criminosa.
Cativeiro
Um dos roubos elucidados pela DIG ocorreu no último dia 26 de abril e teve como alvo um carregamento de açúcar avaliado em R$ 59,8 mil.
Um motorista trazia o produto para Santos, quando teve o caminhão interceptado na descida da Serra da Via Anchieta por dois homens encapuzados.
A vítima foi colocada em um carro e levada para um matagal às margens do Km 47 da estrada, também na Serra, onde ficou mantida em cativeiro.
Três homens vigiaram o motorista no mato, sendo dois reconhecidos: César Augusto dos Santos, o Beiço, e Aílton Tomaz de Campos Sampaio.
Graças ao sistema de rastreamento, o caminhão tomado de assalto foi localizado no Casqueiro, em Cubatão, mas já estava sem a carga.
Aílton comandou a operação junto com Darci Fernandes do Prado Júnior, o Moringa, apontado como quem dirigiu o carro até o local do cativeiro.
O investigador Carvalhal informou que Moringa faz parte do Primeiro Comando da Capital (PCC) e já foi preso por roubo de carga em Minas Gerais.
Falsa Blitz
Em 3 de maio, outro caminhoneiro foi rendido e feito refém quando trafegava pela Alamoa, em Santos. Ele transportava uma carga de soja.
Vestidos com jaqueta com a inscrição Polícia Civil e usando um Fiat Siena com equipamento luminoso típico de viaturas, dois ladrões simularam uma blitz. Mais dois homens participaram da ação e um deles assumiu o volante do caminhão, sendo a vítima levada no carro para o cativeiro.
O motorista ficou mantido em cárcere privado no Bairro Fabril, em Cubatão, enquanto parte da quadrilha fugia com o carregamento de soja.
A vítima foi solta após três horas, sendo o caminhão abandonado sem o produto no São Manoel, bairro às margens da Anchieta, em Santos.
Aílton Tomaz, Beiço e Jefferson Miguel Melo, o Zoio, são acusados de participar deste crime. O quarto envolvido no caso ainda não foi identificado. Considerado um dos mais violentos membros do bando, Beiço é apontado como um dos ladrões que assaltaram e agrediram guardas municipais.
Os agentes públicos faziam a vigilância de um terreno na Zona Noroeste, em 29 de abril, quando foram rendidos por oito marginais.



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