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GUARDA PORTUÁRIA APREENDE COCAÍNA NO PORTO DE SANTOS

O contêiner onde a droga estava escondida tinha como destino o Porto de Algeciras, na Espanha. Dois elementos foram presos em flagrant...

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

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SANTOS, SUPER FRONTEIRA DO CRIME




Delito de tráfico de drogas é o segundo mais cometido por adultos e adolescentes em situação de criminalidade; roubo é o primeiro

O tráfico de drogas é um dos crimes que mais preocupam os brasileiros. Tanto entre adolescentes quanto entre adultos em situação de criminalidade, ele é o segundo delito mais cometido, atrás apenas do roubo.
De acordo com os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os delitos com maiores registros de atos infracionais e de flagrantes são: roubo (42%), tráfico de entorpecente (24,8%), homicídio (9,2%), furto (3,6%), tentativa de homicídio (3,1%), entre outros.
Algumas pesquisas acompanham este movimento e evidenciam que a própria população tem noção de que o “uso” e o “tráfico” de drogas estão entre as maiores preocupações relacionadas à segurança pública, acompanhadas de temas como “falta de estrutura familiar”, “desigualdade social”, “pobreza” e “falta de educação”.
Não é a toa que o tema é tão importante na Baixada Santista. O motivo é evidente: as atividades do maior porto da América Latina, o Porto de Santos – levando em consideração os dados de agosto, a movimentação de carga da unidade alcança cerca de 335 mil toneladas por dia, transformando o cais santista em uma grande janela de oportunidade, aberta para o crime organizado especializado.
“A maior fronteira do Brasil é Santos. É a fronteira com quase o mundo todo”, analisa Júlio Cesar Baida Filho, delegado geral da Polícia Federal na região. Um fato que reforça essa visão é o recorde de apreensão de cocaína neste ano no Porto. De janeiro a setembro, 6,7 toneladas da droga foram apreendidas em terminais que atendem ao Porto de Santos.
Baida explica que a atuação contra esse tipo de crime se intensificou em 2013. “Até então, era uma média de 200 a 300 quilos de apreendidos por ano. A partir daquele ano, saltamos para cerca de 2 toneladas por ano”, argumenta o delegado-geral da polícia Federal.
Em termos econômicos, trata-se de uma variedade de crimes bastante lucrativa. Quando a droga tem destino à Europa, passa a valer cinco vezes mais que o valor de mercado no Brasil. Se a embarcação tiver conexão com a Austrália, pode chegar a valer 15 vezes mais.
O chefe da Federal explica que esse resultado se relaciona com a atuação da Comissão Estadual de Segurança Portuária (CESPORTOS), na cobrança dos terminais quanto à segurança nas movimentações de contêineres.
“O nosso porto já é extremamente atrativo, por conta da logística. Aqui saem, em média, 14 navios por dia, para os mais variados destinos. A gente tem procurado fechar o máximo possível preventivamente, em parceria com a Receita Federal e com a Capitania dos Portos”, argumenta Baida.
Neste contexto, o delegado da PF defende a integração que tem acontecido com outras forças de repressão e investigação na baixada Santista, como as polícias Militar e Civil. “A nossa troca de informações é online. Os comandantes se falam a qualquer hora do dia ou a noite. Se o Whatsapp demora um pouco, logo depois já tem uma ligação telefônica”, conta o delegado da Federal.
Na interpretação do Diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter 6), o delegado Gaetano Virgine, a Baixada Santista favorece a ação de criminosos do tráfico de drogas. “Só nesse primeiro semestre, quase 11 toneladas de maconha foram apreendidas em um trabalho conjunto entre as polícias Civil e Militar. É preciso levar em consideração que esta modalidade de crime é um negócio muito lucrativo”, argumenta.

Fatores Sociais
Na outra ponta da discussão estão os problemas de vulnerabilidade social, em especial em comunidades. Segundo o comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar do Interior (6ºBPMI/I), coronel Ricardo Ferreira de Jesus, o tráfico de drogas tem sido a porta de entrada de jovens na criminalidade.
“Vemos crianças em situação de vulnerabilidade que são chamadas soldados do tráfico de entorpecente. Ganham por volta de R$ 200 por dia, para ficar com uma arma na mão e enfrentar a polícia, fazendo a contenção. Eles atiram no policial para permitir que aqueles que detêm a droga possam fugir”, argumenta o comandante regional da PM.

Fonte: Jornal A Tribuna

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