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PF FLAGRA PORTUÁRIOS COM PACOTES DE COCAÍNA NO CORPO PARA EMBARQUE EM NAVIO

Trabalhadores do Porto de Santos tentaram levar carregamento até navio atracado no cais, que foi cercado pela Guarda Portuária. Tablete...

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

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PORTOS NO ES VIRAM ATRACADOURO PARA O TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS




Somente neste ano, a Polícia Federal já apreendeu uma tonelada e meia de cocaína em contêineres ou misturados a mercadorias. Isso significa mais de R$ 357 milhões ilegais

A fragilidade da segurança e a falta de fiscalização no complexo portuário do Espírito Santo têm facilitado a ação de quadrilhas especializadas em tráfico internacional de drogas. Do começo deste ano até agora, 1.500 quilos de cocaína já foram apreendidos pela Polícia Federal, totalizando US$ 105 milhões – algo em torno de R$ 357 milhões.
A carga ilegal tem como principal destino a Europa e muitas vezes segue viagem dentro de contêineres e escondida em mercadorias. Para agravar o cenário, o esquema conta, inclusive, com a participação de funcionários dos portos, segundo informação da Polícia Federal.
No dia 6 de dezembro, a PF apreendeu 253 quilos de cocaína em um contêiner que iria para a Espanha através do Porto de Capuaba, Vila Velha. Considerando-se o valor do quilo da cocaína na Europa, de US$ 70 mil, a droga apreendida vale mais de US$ 17 milhões.
Na ocasião, o presidente da Desportiva Ferroviária, Edney Costa, e outras seis pessoas foram presas. Ele é portuário e acusado pela Polícia Federal de ser “peça central” da quadrilha.
Segundo o delegado Leonardo Damasceno, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, os portos capixabas precisam reforçar a segurança para não se consolidarem como rota do tráfico internacional. “O tráfico internacional pelo modal marítimo é uma realidade. Temos recordes atrás de recordes de apreensão nos portos. O Porto de Santos bateu o recorde ano passado e nesse ano já bateu o recorde novamente. Os terminais têm que se adaptar a essa nova realidade, têm que aumentar a segurança para não ser alvo fácil dessas organizações (criminosas)”, avaliou.
Apreensões
Em outubro, 433kg de cocaína foram flagrados em um navio que iria para a Bélgica, através do Porto de Vila Velha. Em setembro, 500kg de cocaína foram encontrados dentro de um bloco de mármore, em Cachoeiro de Itapemirim, e 123kg da droga foram apreendidos em blocos de granito na Serra. Tudo isso deixaria o Espírito Santo pelos portos.
Para o especialista em Segurança Pública e Privada Alexandre Domingos, falta de tecnologia, pouca estrutura da Polícia Federal e o envolvimento de funcionários são alguns dos facilitadores do esquema ilegal.
“Quando a Polícia Federal rastreia um, pode ter certeza que vários já passaram. Os portos, de uma forma geral, são muito vulneráveis. Não existe controle de cargas e com o nível de tecnologia de um aeroporto. São contêineres enormes, muitos navios, e a Polícia Federal e Guarda Portuária não têm efetivos para fazer um trabalho de qualidade. Torna fácil trabalho de traficantes”, afirmou.
Conivência
O especialista ainda destacou que para o tráfico de drogas funcionar na área portuária é necessário  a participação de funcionários do porto, pessoas que participam do processo de carga e descarga.
“É um grande mercado de bilhões e bilhões de dólares e eles compram pessoas no mundo todo. Às vezes aquele funcionário nem tinha uma índole ruim, mas está passando por uma situação de necessidade e acaba aceitando a grande quantia, que para o traficante não é quase nada”, ressaltou.
Para Domingos, outros órgãos de controle policial teriam que auxiliar no combate às drogas que entram e saem nas embarcações. “Deveria existir uma parceria entre Polícia Federal, Militar, Civil e até mesmo com a segurança privada. A legislação deveria permitir isso e com atuação eficiente do Judiciário”, alertou.
Outro Lado
Procurada, a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), informou que o porto público conta com segurança feita pela Guarda Portuária, que é treinada e capacitada, com a contribuição da Policia Federal. Além disso, há a inspeção cargas feita pela Alfândega, que fiscaliza os terminais públicos e privados.
A Codesa informou, ainda, que a atuação de fiscalização nos terminais públicos continuará sendo feita de forma rigorosa e que em toda suspeita de tráfico, a Guarda Portuária aciona a Polícia Federal e a Alfândega.
Já em relação aos terminais privados, a Codesa informou que não possui direito de fiscalização e que esse trabalho é feito pelas empresas de segurança contratadas por cada terminal, além da Polícia Federal e da Alfândega.
"A Codesa lamenta o ocorrido e parabeniza o trabalho da Polícia Federal, se colocando a disposição sempre que for preciso para ajudar na apuração deste e outros casos", informou a assessoria de imprensa da Companhia, por telefone.


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