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segunda-feira, 7 de março de 2022

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POLÍCIA FEDERAL DEFLAGRA OPERAÇÕES NO BRASIL E NO PARAGUAI CONTRA O TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS

 

As ações ocorreram, de forma simultânea, em cinco estados e três países

A Polícia Federal (PF) deflagrou no dia 15 de fevereiro, duas operações simultâneas com o objetivo de desarticular organizações criminosas voltadas ao tráfico internacional de drogas e a lavagem de capitais.

Cerca de 200 policiais federais, além de membros do Ministério Público Federal (MPF) e auditores fiscais da Receita Federal do Brasil (RFB), participaram das duas operações em que foram cumpridos, ao todo, 86 mandados judiciais, expedidos pela 5ª e 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Nas operações foram apreendidas máquinas de falsificar dinheiro, forte armamento, como fuzis e pistolas, cartuchos e estojos de munições.

Foto: Divulgação PF

Operação TURFE

No âmbito da Operação Turfe, os policiais federais cumpriram, com participação de auditores fiscais da Receita Federal do Brasil (RFB) e membros do GAECO/MPF, 20 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão em residências dos investigados e nas empresas supostamente ligadas à organização criminosa, expedidos pela 5ª Vara Federal Criminal, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso, além de medidas de cooperação policial no Paraguai, Espanha e Emirados Árabes (Dubai). A Justiça Federal também decretou o sequestro de aproximadamente 250 milhões em bens.

Investigação

A investigação teve início há cerca de um ano e meio e identificou uma organização criminosa que atua no transporte de cocaína da fronteira oeste do Brasil até portos do estado do Rio de Janeiro e São Paulo. A PF descobriu ainda que os bandidos montaram uma grande logística para trazer as drogas da Colômbia e Bolívia.

Para estocar as drogas e que posteriormente seriam levadas para os portos da Europa — em especial de Barcelona e Valência e depois enviados para outros países daquele continente, traficantes da maior facção criminosa do Rio guardavam os entorpecentes na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, na Zona Norte.

A droga era inserida em contêineres a serem exportados, utilizando-se da prática conhecida como rip on rip off, que consiste em utilizar uma exportação legítima para enviar a droga ao exterior.

“Por serem grandes quantidades de drogas, essas remessas nem sempre eram feitas de uma vez só. O modal utilizado foi o marítimo. As remessas eram movimentadas através de contêineres. Foram sete eventos distintos, quando as drogas eram levadas de forma fracionada”, afirmou o delegado regional da PF, João Barreto.

No ano passado, de acordo com a Polícia Espanhola, nove pessoas foram presas nos portos de Barcelona e Valência na retirada das drogas.

Lavagem de dinheiro

Também foi identificada uma rede utilizada, que usava de casas de câmbio para lavar o dinheiro. A organização criminosa se valeu de interpostas pessoas físicas e jurídicas a fim de evitar o rastreamento dos recursos financeiros obtidos de forma ilícita pelos órgãos de controle e persecução penal brasileiro.

A RFB monitorou as operações de exportação em cooperação estreita com a PF, bem como, realizou a análise fiscal de diversos investigados, o que contribuiu para caracterização do delito de lavagem de capitais.

Ao todo foram apreendidas, ao longo da investigação, mais de 8 toneladas de cocaína, tanto no Brasil, quanto na Europa – destino final do entorpecente. Além disso, mais de R$ 11 milhões foram arrecadados dos criminosos, ainda na fase sigilosa, antes da deflagração.

No campo internacional, com a participação do DEA (Drug Enforcement Administration), da Guarda Civil Espanhola e da EUROPOL, as autoridades brasileiras e estrangeiras atuaram em franca cooperação, otimizando os resultados alcançados contra o grupo criminoso.

De acordo com o superintendente regional da PF, Tácio Muzzi, as operações contaram com apoio de órgãos de países como: França, Marrocos, Bélgica, Itália e Holanda.

O nome da operação faz referência a uma das formas de lavagem de capitais da organização criminosa que é a aquisição e negociação de cavalos de corrida.

Incursão na favela


Ainda nas primeiras horas da manhã, o Comando de Operações Táticas (COT), da Polícia Federal, usou dois veículos blindados para entrar na Vila Cruzeiro. Segundo os moradores, quando os policiais chegaram ao local, houve um intenso tiroteio.

Com relação a Vila Cruzeiro [comunidade onde foi cumprido um dos mandados], eles usavam o local para armazenar a droga e depois enviar para a Europa”, explicou o delegado da Polícia Federal, Heliel Martins.

  Preso durante a operação (Foto: Tatiana Campbell / Super Rádio Tupi)

Alvo número 1

Reportagem revelou que o proprietário e investidor de cavalos Puro Sangue Inglês (PSI), que disputam corridas no Hipódromo da Gávea e em outros prados pelo Brasil e no exterior, Cristiano Mendes de Cordova Nascimento, de 42 anos, era um dos principais alvos da Operação Turfe.

A identidade do suspeito foi revelada pelo Programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão. Cristiano, que está preso, é suspeito de lavar dinheiro com a compra e venda de produtos de luxo ou caros e seria o chefe da quadrilha.

— A gente estima que ele possa ter atualmente 60 cavalos de corrida, sendo que um único desses animais pode valer 500 mil dólares (mais de R$ 2,5 milhões). Mas não eram apenas cavalos de corrida. Ele acumulava bens de elevado valor, como carros e imóveis de luxo, aviões particulares e bens de elevado valor — disse o delegado da Polícia Federal, Heliel Martins.

Antes da operação, a quadrilha já havia sofrido diversas perdas no Brasil e no exterior. Em novembro de 2021, 700 kg de cocaína foram apreendidos quando um caminhão tombou na Avenida Brasil, quando os ocupantes fugiam da polícia. A quadrilha também já teve drogas apreendidas em Marrocos e na Espanha.

Cristiano Mendes, que se apresentava como empresário dono de uma transportadora despertou a atenção dos aficionados pelas corridas quando no início de 2020 decidiu contratar o jóquei Jorge Ricardo como titular para montar seus cavalos na Gávea. Recordista mundial de vitórias, Ricardinho aproveitou o convite para voltar a morar no Rio, depois de 15 anos radicado na Argentina. A polícia já descartou a participação do jóquei com atividades criminosas.

Segundo a PF, depois de escolher o destino da droga, a quadrilha substituía no Porto do Rio de Janeiro parte de mercadorias legalizadas acondicionadas em contêineres, por entorpecentes, sem o conhecimento das transportadoras. O esquema, inclusive, foi revelado por integrantes da quadrilha em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça:

— Só tira a quantidade de cimento que tiver para completar os 1,8 mil kg e coloca tudo em bolsa. Vai dar 36 sacos — diz Lindomar Reges Furtado, que segundo a reportagem seria braço direito de Cristiano.

Outro detido na operação foi o ex-zagueiro do Vasco da Gama, Alexsandro Marques de Oliveira, campeão pelo clube em 2003. Segundo a polícia, seria ele quem alugaria os galpões usados pela quadrilha.

O Fantástico teve acesso a imagens que mostram um desses contêineres retirado do porto, levado até um galpão no Caju, e depois devolvido. O bando tinha uma aliança com a principal facção criminosa que atua no Rio.

— O grupo tem uma visão empresarial sobre esse tráfico. Mas eles se associaram a facções criminosas para fins de armazenamento e segurança da carga aqui no Sudeste — acrescentou o delegado.

A defesa de Lindomar disse que ele só vai se manifestar depois de analisar os documentos da investigação. Já os advogados de Alexsandro disse que não há provas de envolvimento do cliente. Por sua vez, a defesa de Lindomar disse que considerou desnecessária a prisão preventiva do cliente; e que os fatos serão esclarecidos em juízo.

Alvo número 2 – o braço direito

A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), do Paraguai, revelou que ele é considerado o “maior narcotraficante conhecido da atualidade”. Ele possui 67 processos abertos no Brasil, ligados ao tráfico de drogas.

Os agentes da Polícia Federal e da SENAD invadiram a sua mansão no condomínio de luxo Paraná Country Club, de Hernandarias.

Lindomar e a esposa Gladys Aparecida Duarte, no entanto, conseguiram fugir das equipes policiais apenas 45 segundos antes da chegada, em uma Toyota Hilux. Segundo a PF ele teria sido informado por seguranças do condomínio, e abandonou o local por uma saída alternativa.

O assessor de imprensa da Senad, Francisco Ayala, informou que as equipes só foram liberadas três minutos depois da chegada ao condomínio e, ao entrarem, tiveram a passagem obstruída por uma BMW. Então, eles tiveram que vistoriar a caminhonete, pois Lindomar poderia estar lá, o que atrasou a chegada das equipes na casa dele.

Segundo o ABC Color, as imagens do circuito de segurança não mostram o momento em que ele sai do veículo. Uma das hipóteses é a de que ele pode ter fugido pelo Rio Paraná, ou por uma área de mata.

“Na portaria (do condomínio), eles nos detiveram por um tempo inexplicável. E nas câmeras de segurança se vê como nosso alvo escapava, enquanto nós esperávamos para entrar”, disse à rádio Monumental 1080 AM o promotor Manuel Rojas.

“Estamos falando de uma diferença de 45 segundos entre a saída do veículo com o narcotraficante e a chegada da equipe”, disse Ayala. Além disso, seguranças do condomínio detiveram os policiais, mesmo estes apresentando mandado de busca.

Ele e o também promotor Elvio Aguilera lideraram as buscas dentro das investigações por tráfico internacional de drogas, que no Brasil ganhou o nome de Operação Turfe.

Detenções

Manuel Rojas disse que foram obrigados a entrar à força no condomínio. Uma das familiares do suspeito chegou a bloquear com um veículo a passagem dos promotores e dos agentes da Senad.

Tanto a mulher como cerca de 20 seguranças do Paraná Country Clube foram detidos por suspeita de facilitar a fuga.

Segundo o promotor, o brasileiro, é suspeito de ser o principal responsável pelo envio de 23 toneladas da cocaína apreendida na Europa, no ano passado. Haveria vínculos também com outras apreensões feitas no Paraguai.

Não é de estranhar outra informação prestada pelos promotores: o brasileiro suspeito de chefiar uma organização criminosa de tráfico internacional de drogas tinha dois habeas corpus que lhe permitiam circular livremente pelo Paraguai.

Não podia ser preso?

Desde 2021, o juiz Carlos Vera Ruíz, de Cidade Del Leste, já tinha concedido habeas corpus preventivo a Lindomar.

A justificativa sobre já obter o habeas corpus, segundo informações policiais, é de que Lindomar era vítima de extorsão por parte da polícia, no entanto, ele já estava sob investigação há dois anos, no âmbito da operação Turfe.

A organização é composta por brasileiros, que levam a cocaína do Paraguai ao Brasil e, daqui, à Europa, em contêineres embarcados nos portos de Paranaguá e Santos.

Com a fuga do suspeito, promotores e policiais fizeram buscas minuciosas na casa dele e também na sua empresa, em Ciudad del Este. Ele teria outras propriedades no Paraguai, o que leva os promotores a suspeitar também de lavagem de dinheiro no país.

Outros Presos

Até a última atualização desta reportagem, de todas as pessoas que haviam sido presas no Brasil, três são estrangeiros: um de Portugal, o outro da Espanha e o terceiro dos Países Baixos. Sendo ainda 4 detidos na Espanha.

Sumaré-SP

Um homem, apontado como integrante de uma das maiores organizações criminosas de tráfico internacional de drogas em atividade no país, foi preso em flagrante em Sumaré. Na casa do suspeito, os agentes da Polícia Federal localizaram cerca de R$ 1 milhão em maços com cédulas de R$ 100, aparentemente falsas.

Suspeito preso em Sumaré – SP – Foto: Divulgação PF

Baixada Santista- Santos/Guarujá/ Praia Grande - SP

Na Baixada Santista, os alvos foram localizados em três cidades: Santos, Guarujá e Praia Grande. Uma delas foi na Vila Santa Rosa, em Guarujá, onde foram apreendidas  munições e uma obra de arte, avaliada em R$ 9.700,00.

Campinas-SP

Em Campinas, no interior de São Paulo, os agentes encontraram pelo menos R$ 900 mil em notas de R$ 100 na casa de um dos alvos.

  Foto: Divulgação PF

Balneário Camboriú, Florianópolis, São Francisco do Sul e Araquari - SC

Quatro cidades de Santa Catarina foram alvos de operações simultâneas contra o tráfico internacional de drogas e a lavagem de dinheiro. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Balneário Camboriú, Florianópolis, São Francisco do Sul e Araquari. A PF não informou sobre prisões.

Rondonópolis-MT

Na cidade, a 218 km da capital, Cuiabá, além do mandado de prisão, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos, um na casa de um empresário, que não teve a identidade revelada, e outros dois em escritórios de contabilidade e empresas da cidade, que teriam ligação com o tráfico internacional. Esse empresário é apontado pela PF como um membro importante na quadrilha e atuaria na lavagem de dinheiro.

Durante o cumprimento do mandado de prisão e busca e apreensão na sua residência os policiais encontraram um revólver e uma pistola. A esposa acabou presa em flagrante por porte ilegal de arma, mas liberada em seguida após pagamento de fiança. Na casa, também foi apreendido um veículo Toyota SRV, avaliado em mais de R$ 200 mil.

Segundo a mulher, o marido teria viajado para a cidade de Araçatuba, em São Paulo.

Foz do Iguaçu

Em Foz do Iguaçu, policiais cumpriram dois mandatos de prisão e três buscas e apreensão em condomínios de luxo na cidade.

Carros de luxo estavam em uma residência em Foz do Iguaçu (PR), que faz fronteira com o Paraguai, foram apreendidos

Paraguai

Entre os presos na operação está a cabeleireira de Balneário Camboriú, Karla Andressa Guimarães. Dois vigias do condomínio, Miguel Paniagua Mello e Eusebio Cáceres Benítez, também foram presos por obstrução da operação policial.

  Foto: Divulgação Site Visse

De acordo com o relato do jornal “La Nación”, Andressa teria tentado distrair os policiais para ajudar na fuga de outros dois envolvidos. “Ela estava na casa e temos elementos que indicam sua relação com um dos lideres do grupo criminoso que, nesta ocasião, atuou como elemento de distração, explicou o procurador Manuel Rojas, que liderou a operação no Paraguai.

    Karla saíndo com carro para distrair a polícia - Foto: Site Visse

A cerca de 70 metros da casa, os policiais avistaram um veículo, alvo da operação. Ao ser abordado, que estava no carro era Karla, de pijama, ela alegou estar indo comprar pão. No veículo foram localizados documentos de Lindomar. Enquanto a mulher era abordada, o suspeito conseguiu fugir em uma caminhonete. 

Vínculo com máfia italiana

Segundo o Senad, o ex-morador de Mato Grosso, Marcus Vinicius Espindola Marques Pádua, foi preso no Paraguai. Ele é acusado de narcotráfico internacional de drogas e vínculo com a máfia italiana. Ele era morador de Cocalinho (a 923 km de Cuiabá).

  Foto: Site Acesse Notícias

A prisão do brasileiro fez com que o ministro do Interior do Paraguai, Arnaldo Giuzzio, fosse demitido, pela relação que tinha com ele.

Após a destituição, o ministro paraguaio se defendeu dizendo que conheceu o traficante brasileiro por conta de serviços de blindagem. Conforme Arnaldo, Marcus representava a empresa Black Eagle.

Ele ainda disse que, em dezembro de 2021, durante uma viagem familiar, seu veículo teria quebrado e, por isso, encontrou o brasileiro para alugar um veículo de sua empresa.

O ministro declarou que tudo ocorreu sem que ele tivesse conhecimento do envolvimento do brasileiro em uma organização criminosa.

No entanto, os investigadores paraguaios acreditam que os serviços do brasileiro eram feitos em benefício de atividades criminosas. A suspeita é de que os veículos de traficantes eram blindados na empresa de Marcus para, posteriormente, ser usados no transporte de grandes quantidades de drogas.

Operação Brutium

Na Operação Brutium foram cumpridos 19 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão nos estados do Rio, Santa Catarina e São Paulo. O alvo foi outra organização criminosa, que compra drogas na Bolívia e no Peru e revende para a Europa, com a ajuda de duas facções criminosas brasileiras.

O nome da operação faz referência a integrantes da organização criminosa No Limit Soldiers, originária de Curaçao, no Caribe, e com ramificações em outros países da América Central e na Holanda, composta, em sua maioria, por traficantes de drogas.

Investigação

A investigação, iniciada há 2 anos, tem por objetivo combater o tráfico internacional de cocaína.

A ação contou com a colaboração das forças de segurança da França, Marrocos, Bélgica, Espanha, além da agência antidrogas americana, o DEA (Drug Enforcement Administration), revelou a ação de um grupo criminoso da América Central e Europa em território nacional.

Até o momento, mais de duas toneladas de cocaína foram apreendidas no Brasil, na Europa e na África, além de R$ 3,5 milhões de reais.





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