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segunda-feira, 20 de junho de 2022

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PF DEFLAGRA OPERAÇÃO CORONA DE COMBATE À LAVAGEM DE DINHEIRO E AO NARCOTRÁFICO INTERNACIONAL

 

A quadrilha tentou exportar o entorpecente para a Europa, pelo Porto de Suape, em Pernambuco

A Polícia Federal (PF) deflagrou na última quarta-feira (15) a Operação Corona, com objetivo de combater organizações criminosas dedicadas à lavagem de dinheiro do narcotráfico internacional.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal em Pernambuco, assim distribuídos:

  • Praia Grande (SP): um de prisão e dois de busca e apreensão;
  • Paulínia (SP): um de prisão e um de busca e apreensão;
  • Ribeirão Preto (SP): dois de prisão e quatro de busca e apreensão;
  • Serrana (SP): um de prisão e dois de busca e apreensão;
  • Guatapará (SP): um de prisão e um de busca e apreensão;
  • Itaquaquecetuba (SP): dois de busca e apreensão;
  • Poá (SP): um de busca e apreensão;
  • Campo Grande (MS): um de prisão e um de busca e apreensão
  • Recife (PE): um de prisão e um de busca e apreensão;
  • Manaus (AM): um de prisão;
  • Coari (AM): um de busca e apreensão.

No total, 80 policiais federais foram mobilizados para atuar nos Estados de Pernambuco (RMR), São Paulo (regiões de Santos, Capital, Campinas e Ribeirão Preto), Mato Grosso do Sul (capital) e Amazonas (interior).

A investigação foi iniciada em 22/4/2020 após a apreensão de cerca de 650 kg de cocaína no Aeródromo da Coroa do Avião em Igarassu, cidade localizada na Região Metropolitana de Recife/PE (RMR).

Avião apreendido no aérodromo em Igarassu - Foto: Divulgação Polícia Federal

Segundo a Polícia Federal, a quadrilha tentava exportar o entorpecente para a Europa, pelo Porto de Suape, no Litoral Sul de Pernambuco, em meio a uma exportação de sucata.

A apreensão resultou de um esforço operacional da PF com o apoio da Polícia Militar de Pernambuco. Na ocasião, piloto, copiloto e outros criminosos engajados no descarregamento da droga da aeronave foram presos em flagrante por tráfico de drogas. O plano do grupo criminoso visava ocultar a cocaína numa exportação de sucata destinada à Europa pelo Porto de Suape.

Após o flagrante, a PF aprofundou a investigação, a fim de identificar outros responsáveis pela operação ilícita, assim como descobrir o esquema criado para financiar esse plano. Foi revelada, então, uma grande estrutura criminosa de empresas de fachada criadas com a finalidade de movimentar dinheiro para o crime organizado transnacional. As empresas estão espalhadas pelo país, mas se concentram, especialmente, no Estado de São Paulo. Só nos primeiros quatro meses de 2020, no período em que o grupo preso na RMR arquitetava a exportação de cocaína frustrada pela PF, essas empresas movimentaram juntas mais de R$ 116 milhões.

Cocaína apreendida no avião - Foto: Divulgação Polícia Federal

De acordo com o assessor de comunicação da Polícia Federal, Giovani Santoro, a sede da organização criminosa era em São Paulo, mas Pernambuco tinha localização estratégica para os traficantes.

“O Porto de Suape tem uma localização estratégica para escoar essa cocaína para a Europa, então, eles utilizam contêineres. No caso, aqui, foi um contêiner de sucata, para poder esconder a droga e tentar despistar principalmente o trabalho daquelas pessoas que estão envolvidas ali no Porto de Suape”, disse.

Os crimes investigados são tráfico internacional de drogas, financiamento do narcotráfico, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas podem chegar, isoladamente, a mais de 20 anos de reclusão.

O nome da operação, Corona, se deve ao fato de a palavra, que é espanhola, significar "coroa", em português. Trata-se de uma referência à Coroa do Avião, local em que a droga foi apreendida, além da pandemia da Covid-19.


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