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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

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JUSTIÇA DO RN CONDENA 3 PESSOAS POR TRÁFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA

 

Segundo o MPF, a quadrilha baseada no RN já traficou oito toneladas da droga para o "velho continente", além de outras seis que foram encontradas em posse do grupo

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte condenou Juan Barreto Cardoso Pardal, Maurício Passos de Oliveira e Vitor da Silva pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico internacional de drogas.

Os três são paulistas e, segundo as investigações, fazem parte de uma quadrilha que já transportou toneladas de cocaína para o exterior utilizando portos, incluindo o de Natal. A sentença imposta a eles foi de cumprimento de pena em regime semiaberto por oito anos, cinco meses e dez dias, além do pagamento de multa no valor de R$ 43.632,00, cada um.

A prisão

No dia 9 de fevereiro deste ano, os homens foram presos por volta das 23h, nas proximidades da Ponte Newton Navarro, às margens do Rio Potengi. A Polícia Militar (PM) encontrou com eles 383,7 kg de cocaína que seriam embarcadas em um navio atracado no Porto de Natal com destino à Europa. Detidos em flagrante, os homens permaneceram presos 270 dias, dos quais serão descontados da sentença. A decisão é assinada pelo juiz federal Walter Nunes da Silva Júnior.

A ação criminosa, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), era parte de uma rede de tráfico de drogas que utilizava o Porto de Natal para transportar cocaína para a Europa. Segundo o MPF, a quadrilha baseada no RN já traficou oito toneladas da droga para o "velho continente", além de outras seis que foram encontradas em posse do grupo - 5,15 toneladas na cidade de Areia Branca, litoral norte potiguar- em julho deste ano. No resultado da investigação, o órgão ministerial apresentou denúncia contra 54 pessoas envolvidas no esquema.

SAIBA MAIS: OPERAÇÃO MARITIMUM DESARTICULA ORCRIM ESPECIALIZADA NO TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS

Esse processo ainda está tramitando na Justiça Federal do RN e nele também constam os nomes de Juan Barreto Cardoso Pardal, Maurício Passos de Oliveira e Vitor da Silva. Da ação que os três já foram condenados, publicada na última no dia 9 de novembro, é descrito que a prática criminosa para destinar entorpecentes pelos navios cargueiros utilizaria um método inovador.

De acordo com o MPF, o modus operandi tradicional da quadrilha funcionava com o recrutamento de motoristas de caminhão interessados no esquema, que consentiam a contaminação (termo pelo qual é conhecido o ato de incluir as drogas em meio a cargas lícitas) de contêineres de frutas transportados ao porto.

O principal método usado é o Rip On/Rip Off, que consiste na quebra do lacre do contêiner para inserção da droga (Rip On) e posterior colocação de outro lacre, sem conhecimento do exportador/importador da carga lícita. Na descarga, há o movimento inverso e o contêiner é reaberto para retirada da droga (Rip Off).

No dia da prisão dos paulistas, no entanto, o método seria outro. Os policiais militares iniciaram a abordagem contra os homens após observaram um veículo manobrando para colocar uma lancha no Rio Potengi e outros dois carros nas proximidades. Quando os agentes emitiram voz de comando, os suspeitos empreenderam fuga, mas os três foram detidos. Foram apreendidos no local um gancho de ferro e 14 bolsas, com cordas em seu entorno, contendo tabletes de cocaína. Com o material, a quadrilha iria içar a droga para o navio.

Maurício Passos afirmou à Polícia que receberia R$ 15 mil para pilotar a lancha até o navio. Ele tinha comprado a embarcação em Guamaré menos de um mês antes do dia da prisão. Da lancha, a droga seria levada até o navio de carga, que descarregaria os produtos adicionados em Natal nos portos de Le Havre, na França, Rotterdam, na Holanda, e Algeciras, na Espanha, entre outros lugares.

A caminhonete que foi utilizada para transportar a lancha foi adquirida por Juan Barreto. Conforme registro da venda, o automóvel foi comprado com R$ 50 mil em dinheiro vivo de entrada, que foi levado por ele em uma sacola, segundo o vendedor.

Durante o período de prisão em flagrante até o julgamento pela Justiça Federal, os três homens detidos permaneceram presos. Um pedido de habeas corpus chegou a ser impetrado para que eles fossem liberados, porém a Justiça decidiu por manter as prisões com fundamento na garantia da ordem pública, aplicação da lei penal e na própria conveniência da instrução processual. No caso de Juan Barreto foi acrescentado que ele já respondia a outro inquérito policial, também por tráfico de entorpecentes na Bahia.

Investigações apontaram ramificação em todo o País

De acordo com o MPF, o grupo criminoso sediado no Rio Grande do Norte seria liderado por João Paulo Ribeiro, conhecido como “Bokinha” ou “BK”. A organização criminosa era formada em sua maioria por paulistas, mas ultimamente estava concentrada no Rio Grande do Norte, com ramificações nos portos de Santos/SP, Salvador/BA, Fortaleza/CE e Belém/PA.

Eles aproveitavam contêineres com diversos tipos de produtos e os “contaminavam”. Além de entrar nos portos já com os contêineres “contaminados”, em pelo menos uma das vezes o grupo tentou levar a droga diretamente para um navio, a partir de uma lancha, modalidade conhecida como içamento.

Para apresentar denúncia contra 54 pessoas, o MPF concluiu que a organização trabalhava a partir de, pelo menos, três núcleos: um funcionando na Região Metropolitana de Natal (com a base operacional em São José de Mipibu); outro em Areia Branca (onde prepondera a modalidade de içamento); e um terceiro formado por pessoas ligadas à empresa Global Log, responsável pela logística necessária para o envio de drogas para a Europa, buscando junto a empresas de carga, contêineres nos quais pudesse inserir a cocaína, além de negociar com os operadores internacionais.

Na denúncia, de autoria do procurador da República Fernando Rocha, os envolvidos são acusados de crimes como tráfico internacional de drogas e constituição e participação em organização criminosa voltada para a prática do crime de tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais.

Ao todo, foram identificadas as apreensões de oito toneladas em cargas de cocaína atribuídas ao grupo, seja à caminho ou já dentro de portos do Brasil, assim como ao chegar nos portos europeus.

Além disso, no dia 13 de julho deste ano, a Polícia Federal (PF) encontrou mais seis toneladas em posse da quadrilha, sendo 5,15 toneladas na cidade de Areia Branca, litoral norte potiguar (outros 960 kg estavam em Santos/SP e 39 kg em Salvador/BA). Essa foi a maior apreensão de drogas já realizada no Rio Grande do Norte.

A apreensão fez parte da operação ‘Maritimum’, deflagrada pela PF, para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, no mês de julho. Ao todo, sete pessoas foram presas no estado.

Megatraficante foi preso na Hungria em junho

Em junho deste ano, um homem considerado como um dos maiores traficantes de drogas do Brasil e do mundo foi preso Polícia da Hungria, na capital Budapeste. Sérgio Roberto de Carvalho, 63, o Major Carvalho, chegava a comandar operações internacionais utilizando vários portos do Brasil, incluindo o Porto de Natal. Preso no dia 21 de junho, ele estava foragido desde 2018.

No Brasil, o narcotraficante, conhecido como "Pablo Escobar Brasileiro", foi condenado em 2019 a 15 anos e três meses de prisão por usar laranjas em empresas de fachada para movimentar R$ 60 milhões.

Investigações da Polícia Federal apontam que o major Carvalho comandava uma grande organização criminosa responsável pelo envio de 45 toneladas de cocaína para Europa, avaliada em R$ 2,25 bilhões, a partir de 2017.

Fonte: Tribuna do Norte


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