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terça-feira, 24 de maio de 2022

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AUTORIDADES BRASILEIRAS AUXILIAM NA APREENSÃO DE COCAÍNA NA INDONÉSIA E NA AUSTRALIA

 

Operação apreendeu 283 kg de cocaína. Mergulhador brasileiro foi encontrado morto

Autoridades brasileiras participaram de uma ação de cooperação internacional com órgãos policiais estrangeiros que resultou na apreensão de 283 kg de cocaína.

A Polícia Federal (PF) montou uma grande operação para tentar encontrar os responsáveis por essa prática criminosa, com apoio da Agência Antidrogas dos Estados Unidos, Policiais cataris, indonésios e australianos.

Substituto do chefe da Força de Segurança Pública do Espírito Santo, Victor Baptista

Segundo o delegado da PF, Victor Batista ocorreu duas apreensões. Uma de 179 kg de cocaína (na Indonésia) e outra de 104 kg (na Austrália). Um australiano foi preso e outros dois envolvidos estão sendo procurados. Um brasileiro se afogou e morreu.

Os  283 kg de cocaína foram apreendidos em dois países — Foto: PF/Divulgação

Autoridades Brasileiras

Uma força-tarefa, composta por agentes da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e das guardas municipais de Vitória, Vila Velha e Serra; foi montada no Brasil para participar da operação.

Investigação

Segundo a PF, a investigação teve início, no estado do Espírito Santo em 10 de abril, visando a identificação de um mergulhador profissional, que, de acordo com as investigações, teria sido contratado por traficantes internacionais para a colocação de uma carga de cocaína no casco de um navio que seguiria do Brasil para o exterior.

Quando a PF conseguiu identificar o nome do mergulhador, ele já havia deixado o Brasil em direção ao Catar. As autoridades daquele país foram alertadas, e após a vigilância por alguns dias, perceberam que um segundo brasileiro, também mergulhador, se juntou ao primeiro e que ambos haviam comprado passagens para Bali, na Indonésia.

Na Indonésia

Com o apoio da Drugs Enforcement Administration (DEA), as autoridades envolvidas na operação montaram uma estrutura de vigilância no aeroporto de Bali, o que permitiu determinar o local onde a dupla estava hospedada.

Brasileiros sendo monitorados quando chegam no Catar. Foto: Divulgação/PF

Após quase uma semana de acompanhamento, os homens embarcaram em um veleiro de propriedade de um cidadão francês, na companhia de dois tripulantes australianos, na direção da Austrália.

Segundo a PF, o acompanhamento em alto mar foi prejudicado em razão da complexa logística necessária, mas enquanto as buscas pelo veleiro continuavam, os oficiais indonésios perceberam que um grande cargueiro havia desligado o equipamento que permite saber a localização dos navios.

Diante da manobra incomum, as equipes se deslocaram para o local de último ponto de registro do navio e encontraram uma carga de 179 kg de cocaína submersa e amarrada em uma boia marítima. O veleiro e os tripulantes não foram encontrados.

Droga foi localizada amarrada a uma boia mar´tima submersa. Foto: Divulgação/PF

Em razão da região em que a carga de cocaína foi encontrada, foi solicitado aos indonésios o compartilhamento de todos os dados e fatos com as autoridades australianas.

Na Austrália

Alguns dias depois, o veleiro foi abordado pela Polícia Federal da Austrália na costa da cidade de Darwin. Na embarcação, que havia deixado a Indonésia, apenas um dos tripulantes australianos foi encontrado, o capitão. Seu filho, o segundo tripulante, e os brasileiros não foram encontrados.

Mergulhador brasileiro morto

De acordo com a PF, a equipe de resgate foi acionada por volta das 9h30 da manhã da segunda-feira (9/5), no horário local, após receberem chamados falando sobre um mergulhador inconsciente na costa.

Autoridades do porto da ilha de Kooragang, próximo a onde o homem foi encontrado, afirmaram que ele foi visto boiando nas águas da região, mas que o corpo depois foi levado para a costa devido ao peso do equipamento de mergulho.

Quando foi encontrado por moradores na cidade de Newcastle ele estava inconsciente e trajava roupas e equipamentos modernos de mergulho, inclusive um respirador de alta tecnologia que não emite bolhas de ar. 

Corpo de brasileiro é retirado da água na cidade de Newcastle — Foto: Reprodução/Redes sociais

Apesar das tentativas para socorrê-lo, o homem morreu. Ainda não estão totalmente esclarecidas as circunstâncias da morte dele. Bruno Borges, de 31 anos, capixaba (Pessoa natural do Estado do Espírito Santo, no Brasil), posteriormente foi identificado pelas autoridades locais.

Em entrevista ao site da rádio pública SBS, o detetive superintendente da polícia australiana Robert Critchlow afirmou que esse mergulhador foi deixado para trás, abandonado, para morrer. “Quando viram que tinha problemas, os outros membros da quadrilha fugiram. É repugnante”, disse ele.

Próximos ao corpo foram encontrados tabletes, impermeabilizados, que somaram 54 kg de cocaína. A partir do local da ocorrência e de outros dados coletados, a polícia australiana conseguiu encontrar outros 50 kg da droga no interior da estrutura de um navio ali aportado. Também foi possível ligar os tripulantes do veleiro abordado dias antes, bem como o outro brasileiro, à toda droga apreendida.

Acredita-se que a droga, segundo a investigação, tenha vindo de um navio registrado nas Ilhas Marshall chamado “Arieti” que transportava 60.000 toneladas de pó de soja . O navio estava na fábrica da Renova em Timbúes, no dia 5 de abril, e chegou a Newcastle no dia 8 de abril.

O navio estava atracado no Porto de Newcastle e a tripulação foi entrevistada por policiais. Nas câmeras de vigilância do porto, dois barcos (um inflável e um pequeno de alumínio) podem ser vistos se aproximando do navio durante a noite de 8 de maio.

“Claramente, há mais pessoas envolvidas do que o homem morto”, disse o superintendente Rob Critchlow, da Força Policial de NSW, à mídia local.

Em relação ao navio que partiu de San Lorenzo, fontes locais confirmam que estão investigando o que aconteceu com o navio. Eles também notaram que o navio fez uma escala em La Plata antes de seguir para a Austrália.

Veleiro abordado, capitão preso

Alguns dias depois, o veleiro foi abordado pela Polícia Federal da Austrália na costa da cidade de Darwin. Apenas o capitão da embarcação, identificado como James Blee, foi detido. Blee, que também é operador de veleiros de luxo, é acusado de importar grande quantidade de cocaína.

Seu filho, o segundo tripulante no veleiro, e outro brasileiro identificado fugiram antes da abordagem.

As buscas pelos três homens (um brasileiro e dois australianos) continuam. Seus nomes devem ser em breve, colocados na lista de foragidos internacionais da Interpol.

Busca por brasileiro

Jhoni, em imagem sem data, divulgada pela polícia — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O brasileiro procurado, identificado como Jhoni Fernandes da Silva, de 32 anos, teve foto divulgada pelas autoridades locais. Os australianos publicaram um pedido de informações sobre o paradeiro dele no dia 17 de maio.  Suspeita-se que Jhoni também tenha sido empregado para mergulhar e recuperar a cocaína no mar.

Polícia australiana também busca uma mulher

Além de Jhoni, os agentes também procuram uma mulher, ainda não identificada. A foto dela foi divulgada nas redes sociais da polícia.

Polícia  procura mulher suspeita de ter relação com o caso — Foto: Reprodução/Redes sociais

Critchlow disse que a mulher e Jhoni podem ter passado pela cidade de Newcastle entre 1º e 11 de maio. O brasileiro pode ser perigoso.

No Brasil, as investigações continuam para determinar o possível envolvimento de outras pessoas nos crimes.

Veja abaixo o vídeo da Band Jornalismo:




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