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sábado, 26 de agosto de 2023

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TRAFICANTE APONTADO COMO MAIOR FORNECEDOR DE COCAÍNA DO PCC É PRESO NA COLÔMBIA

 

O Porto de Santos era uma das rotas. A operação teve o apoio do Centro de Cooperação Policial Internacional do Rio de Janeiro e da Polícia Federal

A Polícia Nacional da Colômbia confirmou a prisão, no último domingo (20) em Medellín, na Colômbia, de Hugo Orlando Sánchez Jiménez, mais conhecido como Romário, apontado como o principal fornecedor de cocaína da facção criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC).

O suspeito é acusado de coordenar a produção de grandes quantidades de cocaína na Bolívia, Peru e Colômbia. A droga era posteriormente enviada por aeronaves particulares e por transporte terrestre para depósitos em São Paulo e, de lá, seguia em contêineres por via marítima a diversas nações da Europa e África. O Porto de Santos era uma das rotas usadas para o escoamento de drogas.

A operação, batizada de Arcádia, que envolveu o rastreamento e identificação de novas expressões do narcotráfico, teve o apoio da Polícia da Colômbia, do Centro de Cooperação Policial Internacional do Rio de Janeiro e da Polícia Federal (PF), do Brasil. O êxito da missão se deu graças ao rastreamento e identificação de novas operações do tráfico de drogas.

Expulso do Brasil

Em 2018 foi expedido o Termo de Notificação de Instauração de Inquérito Policial de Expulsão.

Em 2019 uma portaria, editada pelo então ministro da Justiça e atual senador Sergio Moro, determinou a expulsão do traficante do Brasil. Na época, Moro impediu o reingresso do criminoso no país pelo período de 37 anos e quatro meses a partir da saída dele.

Traficante Invisível

Nascido 03/04/1969, em Ibagué, na Colombia, Hugo Orlando Sánchez Jiménez, de 54 anos, identificado pelas autoridades como "traficante invisível", constava na lista vermelha da Interpol em mais de 190 países.

Ligação com o PCC

Ele teria sido identificado como parceiro da facção brasileira quando a Polícia Federal, na Operação Semilla, que nasceu em julho de 2010, como um desdobramento da Operação Niva contra o tráfico internacional de drogas, prendeu 62 pessoas e apreendeu 4,297,58 kg de cocaína e 5,210,70 kg de maconha, cerca de 48 veículos, uma aeronave e vultosa quantia em dinheiro. Em 2013 um pedido de Habeas Corpus dos detidos foi negado.

Inicialmente, a investigação identificou quatro células que, embora autônomas, tinham modos de operação semelhantes: a chefiada por Eurico Augusto Pereira, o Quebrado, a chefiada por João Alves de Oliveira, o Batista, que mantinha ainda relações com uma conexão africana, representada pelo nigeriano Daniel Victor Iwuagwu, o Kalazan, que exportava a coca para a África, e a conexão italiana, grupo liderado por Emanuelle Savini, preso em flagrante no Rio de Janeiro pela PF, em outubro de 2010, ao tentar exportar para a Itália 250 kg de cocaína em vasos de plantas ornamentais, que seriam embarcados no Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro e já condenado pela Justiça Federal daquele Estado a 14 anos de prisão.

O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou 47 pessoas por tráfico internacional de drogas e/ou associação para o tráfico.


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