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quinta-feira, 4 de junho de 2026

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JUSTIÇA DE PORTUGAL MANDA SOLTAR HULK, NARCOTRAFICANTE LIGADO AO PCC


O narcotraficante já foi condenado pela Justiça Federal a 29 anos de prisão por envolvimento com o tráfico internacional de cocaína

A Justiça de Portugal soltou o brasileiro Ygor Daniel Zago, 45, o Hulk, apontado como um dos maiores narcotraficantes do PCC (Primeiro Comando da Capital), acusado de exportar cocaína para a Europa e de participar no Brasil de um esquema de fraude de combustíveis com metanol e lavagem de dinheiro.

Segundo a polícia portuguesa, a defesa de Hulk havia pedido asilo para o cliente, mas o prazo para extraditar o preso havia terminado e, pela lei, ele não podia mais ficar detido. O Tribunal de Relação de Lisboa teve de libertá-lo.

Hulk estava preso desde 15 de novembro do ano passado, quando foi capturado pela Polícia Judiciária de Portugal em um condomínio de luxo na cidade litorânea de Cascais. Na ocasião, o nome dele constava na difusão vermelha da Interpol.

Ele e a mulher tinham mandados de prisão em aberto pela prática dos crimes de associação criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Hulk é investigado no Brasil por suspeita de ser um dos chefes do PCC no esquema de fraude de combustíveis com metanol.

No Brasil, o narcotraficante já foi condenado pela Justiça Federal a 29 anos de prisão por envolvimento com o tráfico internacional de cocaína, ao lado do foragido André Oliveira Macedo, o André do Rap, e com a máfia dos Bálcãs, em 2014.

Em 2023, a Polícia Federal passou a investigá-lo após uma apreensão de 30 mil litros de metanol. A apreensão permitiu aos agentes federais a descoberta de um esquema criminoso de adulteração de combustíveis do PCC com o composto químico.

Megaoperação no Brasil

Em setembro do ano passado, a Polícia Federal tinha prendido um empresário em uma megaoperação contra o PCC. O alvo tentou fugir de lancha e, segundo a PF, era aliado de Hulk na Baixada Santista.

A megaoperação apurava um esquema bilionário no setor de combustíveis, comandado pelo PCC. As investigações indicavam sonegações de até R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais. A Receita Federal estimava que os envolvidos movimentaram R$ 52 bilhões para a organização.

Segundo documentos da PF, Hulk tinha vínculo com o empresário e outro comparsa dele também preso. O narcotraficante, diz a Polícia Federal, apresentou o empresário ao outro parceiro e ambos passaram a fazer planos para ganhar R$ 1 milhão por mês com atividades ilícitas.

Outros acusados foram presos na mesma megaoperação. Já os demais suspeitos conseguiram fugir, entre eles Mohamed Hussein Mourad, conhecido como "João", "Primo" ou "Jumbo", apontado como "epicentro" do esquema e Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", considerado líder do grupo.

Isaac Minichillo, advogado de Hulk, diz que o cliente mudou para Portugal para tentar uma nova vida porque cansou das mazelas do Brasil e se considera inocente das acusações de crimes de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e outros delitos que lhe são atribuídos. A reportagem não conseguiu contato com os advogados de Primo e Beto Louco. O texto será atualizado assim que houver um posicionamento.

Autor/Fonte: Josmar Josimo - UOL


* Esclarecemos que a a publicação é de inteira responsabilidade do autor e do veículo que a divulgou. A nossa missão ao republicar é manter informado àqueles que nos acompanham, de todos os fatos, que de alguma forma, estejam relacionados com a Segurança Portuária em todo o seu contexto. A matéria veiculada apresenta cunho jornalístico e informativo, inexistindo qualquer crítica política ou juízo de valor.  O espaço está aberto para a manifestação das pessoas e empresas citadas nesta reportagem.     

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

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'PABLO ESCOBAR BRASILEIRO': JUSTIÇA DA BÉLGICA REJEITA TENTATIVA DE ANULAR PROCESSO EM MAIS UM CAPÍTULO DO MEGAJULGAMENTO


Decisão interlocutória mantém válidas provas e procedimentos contestados pela defesa durante audiências de abril

Chamado de “Samba” pela imprensa europeia, o megaprocesso que investiga uma suposta rede internacional de tráfico ligada ao brasileiro Sérgio Roberto de Carvalho, conhecido como “Pablo Escobar brasileiro”, ganhou na sexta-feira (29) um novo desdobramento na Justiça da Bélgica. O tribunal responsável pelo caso divulgou uma sentença interlocutória rejeitando a maior parte dos questionamentos apresentados pelas defesas e autorizando a continuidade do julgamento em Bruxelas.

A decisão respondeu aos pedidos apresentados nas audiências de 16 e 17 de abril, quando os advogados dos réus voltaram a contestar a condução do processo, a transferência do caso para o complexo Justitia e a legalidade de parte das provas digitais utilizadas pela acusação. A corte entendeu que não houve irregularidades suficientes para anular o processo nesta etapa e manteve válidos os procedimentos questionados pelas defesas.

O processo apura o envio de grandes carregamentos de cocaína da América do Sul para a Europa, principalmente pelos portos de Antuérpia, na Bélgica, e Roterdã, na Holanda. As autoridades europeias apontam Carvalho e o belga Flor Bressers como figuras centrais da estrutura investigada. Segundo a acusação, o grupo teria movimentado ao menos 45 toneladas de droga entre 2017 e 2019.

A investigação se espalhou por vários países e passou a ser tratada como uma das maiores ofensivas recentes contra o narcotráfico no continente europeu. O caso envolve interceptações obtidas em plataformas criptografadas usadas por organizações criminosas, empresas suspeitas de servirem como fachada para operações logísticas e movimentações financeiras ligadas ao esquema.

Autor/Fonte: Jônatas Levi / O


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sexta-feira, 22 de maio de 2026

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HOMEM APONTADO COMO CHEFE DE QUADRILHA QUE EXPORTOU COCAÍNA PARA A EUROPA É CONDENADO A 37 ANOS DE PRISÃO


Lindomar Furtado foi preso no Rio de Janeiro em 2025, depois de passar 3 anos foragido. Em 2022, ele fugiu da mansão onde morava no Paraguai

A Justiça Federal no Rio condenou a 37 anos de prisão o homem apontado como um dos chefes de uma quadrilha que exportou mais de 6 toneladas de cocaína do Brasil para a Europa.

De acordo com a sentença, Lindomar Reges Furtado não poderá recorrer em liberdade. Ele foi considerado culpado pelos crimes de tráfico internacional de drogas, pertencimento à organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Lindomar foi um dos alvos da Operação Turfe da PF, que em fevereiro de 2022 tentou prender 20 acusados de envolvimento com o tráfico internacional de cocaína.

Na ocasião, câmeras do condomínio de luxo onde ele fica a mansão onde ele morava, em Hernandárias, no Paraguai, perto da fronteira com o Brasil, flagraram o traficante saindo em um carro preto pelo portão principal do local, 50 segundos antes da chegada da polícia.

Segundo as investigações, a quadrilha enviou 6,68 toneladas de cocaína para a Europa e África em 14 remessas distintas, entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2022. Outras duas tentativas de remessa da droga não tiveram sucesso porque a droga foi apreendida.

De acordo com o inquérito, os criminosos usavam uma estratégia ousada. Primeiro, retiravam do porto do Rio um contêiner já lacrado com mercadorias legalizadas, sem o conhecimento das transportadoras. O contêiner era levado para galpões, a maioria dentro de favelas dominadas pelo tráfico. Lá, os bandidos substituíam parte da carga pela droga. Em seguida, o contêiner era levado novamente para o porto, onde era embarcado em navios com destino à Europa e à África.

Lindomar foi preso pela Polícia Federal em fevereiro do ano passado em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste do Rio. Antes disso, ficou três anos foragido.

Durante esse tempo, tentou mudar o rosto para permanecer foragido da Justiça nesses 3 anos: segundo a PF, ele fez harmonização facial, colocou lentes dentárias e usava perucas. Quando foi preso, Lindomar usava uma peruca. Além da mudança visual, Lindomar usava outro nome: Fabiano. Assim se apresentava a vizinhos do condomínio de luxo onde estava residindo no Recreio dos Bandeirantes.

Em seu interrogatório, diante do juiz, Lindomar preferiu ficar em silêncio. Segundo a sentença da Justiça Federal, "todas as provas reunidas no processo demonstram que Lindomar R. Furtado, ao lado de Cristiano Córdova Nascimento, era o líder de uma organização criminosa dedicada ao tráfico transnacional de cocaína. E, como tal, era o responsável pela negociação com os fornecedores da droga, na América do Sul, e com os seus compradores, estabelecidos principalmente em Dubai. Essas atividades também lhe conferiam preeminência na administração dos recursos financeiros do grupo, que eram depositados em contas bancárias no exterior e posteriormente, ao menos em parte, eram internalizados de maneira dissimulada no Brasil".

As investigações mostraram que a cocaína exportada pelo Porto do Rio era comprada da Bolívia e da Colômbia.

De acordo com a sentença, os integrantes da organização criminosa "atuaram em toda a cadeia relacionada ao entorpecente: negociação da droga com compradores estrangeiros que a distribuiriam na Europa, aquisição da droga com fornecedores na Bolívia e na Colômbia, envio da droga para o Paraguai, importação da droga no Brasil, transporte da droga para cidades portuárias brasileiras, armazenamento da droga para aguardar o embarque, corrupção de agentes portuários para permitir a entrada da droga nos terminais e a violação dos contêineres nos quais ela seria introduzida clandestinamente e, por fim, logística de carregamento da droga nos contêineres destinados à exportação".

A operação que investigou o esquema de tráfico internacional de drogas foi batizada de “Turfe” em alusão a Cristiano Córdova Nascimento, apontado como chefe do grupo criminoso junto com Lindomar.

Cristiano era dono de dezenas de cavalos de corrida, alguns premiados, e segundo a PF, usava o turfe para lavar o dinheiro sujo do tráfico. No dia da operação, Cristiano foi preso ao desembarcar no Aeroporto Santos Dumont, no Rio. Em outubro de 2023, Cristiano foi condenado a 26 anos e 3 meses de prisão.

O que dizem os citados

Em nota, o advogado Silmar Júnior, que defende Lindomar Furtado, declarou que "irá recorrer da sentença, uma vez que no decorrer do processo ficaram demonstradas várias falhas ilegais sobre a investigação. Fatos que serão discutidos em sede recursal, conforme entendimentos dos Tribunais Superiores".

O advogado Diogo Ferrari, de Cristiano Córdova, disse que "questionou a legalidade e os limites da infiltração policial que serviu de base à investigação. O ponto central é que o agente infiltrado não apenas observou os fatos. Valendo-se de decisão judicial, ele participou da dinâmica investigada e ofereceu uma estrutura logística que só poderia existir com apoio estatal. Nenhuma organização criminosa possui esse tipo de logística, que conta com o apoio da Polícia Federal e do Poder Judiciário para sua execução, tornando a operação de tráfico internacional de drogas verdadeiramente infalível".

Afirmou ainda que "a condenação foi objeto de recurso de apelação, no qual sustentamos a ilicitude da infiltração e das provas dela derivadas. Combater o crime organizado é indispensável. Mas, quando o Estado cria as condições para que o delito aconteça, a linha entre investigar e fabricar prova se torna perigosamente estreita".

Autor/Fonte: Lucas Machado, Marcelo Gomes, GloboNews – g1 rio de janeiro


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sexta-feira, 15 de maio de 2026

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PROCURADO POR TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS É PRESO NA BAHIA

 

Ele é apontado pelo envio de carregamentos de cocaína para a Europa, utilizando os portos de Natal, Salvador, Santos, Fortaleza e Belém

Na última sexta-feira (08), uma operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), efetuou a prisão, no bairro de Itapuã, em Salvador, de Marcus Fabrício Freitas da Silva, de 38 anos.

De acordo com o MPBA, ele é apontado como integrante de destaque de organização criminosa (ORCRIM) ligada ao tráfico internacional de drogas.

Documento falso

Marcus Fabrício portava documento falso e dirigia um carro pelo bairro de Stella Maris no momento da abordagem. Porém, os patrulheiros da Polícia Militar Rodoviária (PMR) que o capturaram já tinham prévio conhecimento da sua verdadeira identidade e, sobretudo, da sua condição de procurado da Justiça.

Por meio do Gaeco, o MP-BA conduziu a operação e contou com o apoio de setores de inteligência e operacional das polícias Civil e Militar. O procurado não reagiu, sendo levado à Coordenação da Polícia Interestadual (Polinter), em Salvador.

Mandado de Prisão

O suspeito possuía dois mandados de prisão em aberto. Um deles foi expedido no último dia 6 de abril pela Vara do Júri e Execuções Penais de Lauro de Freitas (BA), sendo relacionado a uma condenação por tráfico de drogas, já transitada em julgado (definitiva). A pena foi fixada em quatro anos e dois meses de reclusão.

A outra ordem de captura trata-se de prisão preventiva decretada em julho de 2022 pelo juízo da 2ª Vara Federal de Natal (RN), na qual Marcus responde a processo com mais de 50 réus. Essa ação penal apura os crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, financiamento do tráfico e organização criminosa.

Investigação sobre tráfico internacional

As investigações indicam que Marcus já havia sido investigado em 2022 pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF), no âmbito de uma ORCRIM com atuação interestadual e conexões internacionais.

Ele é apontado pelo envio de carregamentos de cocaína para a Europa, utilizando os portos de Natal, Salvador, Santos, Fortaleza e Belém

A ação da Justiça Federal se refere a várias remessas consumadas e tentativas de envio de cocaína ao exterior por meio de portos brasileiros. Elas resultaram em apreensões, no território nacional e nos destinos estrangeiros, principalmente na Europa, de aproximadamente 14 toneladas da droga.

Apenas no dia 13 de julho de 2022, a Polícia Federal (PF) encontrou mais de seis toneladas de cocaína com a Orcrim. A maior parte (5,15 toneladas) estava no município de Areia Branca, no litoral potiguar, e seria embarcada em um navio no Porto de Natal. Essa foi a maior apreensão da droga realizada no Rio Grande do Norte.

Na mesma data, a PF interceptou um carregamento de 960 quilos de cocaína em Santos e mais 39 quilos do entorpecente em Salvador. Essas apreensões teriam vinculação com a ocorrida no Rio Grande do Norte e, inicialmente, os três eventos foram reunidos na mesma ação ajuizada perante a 2ª Vara Federal de Natal.

SAIBA MAIS: OPERAÇÃO MARITIMUM DESARTICULA ORCRIM ESPECIALIZADA NO TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS

Estrutura criminosa e logística do esquema

O Gaeaco do MP-BA informou que as investigações identificaram sofisticada estrutura criminosa voltada à introdução de drogas nas caixas metálicas. Valendo-se da sua experiência como gerente de transportadora e da rede de contatos inerente ao cargo, Marcus desempenhava relevante atuação no núcleo logístico da organização.

De acordo com as investigações, a estrutura criminosa utilizava empresas e operadores logísticos para ocultar drogas em cargas lícitas transportadas em contêineres. O esquema permitia o envio de entorpecentes ao exterior com maior dificuldade de detecção pelas autoridades.

As apurações apontam ainda que cerca de 14 toneladas de cocaína foram apreendidas em ações realizadas no Brasil e no exterior, incluindo interceptações em portos europeus. Marcus Fabrício Freitas da Silva, segundo os investigadores, integrava o núcleo logístico da organização criminosa, atuando na operacionalização do transporte e envio das cargas ilícitas.

A ação contou com o apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Superintendência de Telecomunicações (Stelecom); do setor de inteligência do Departamento de Polícia Técnica (DPT); da Polícia Militar, através do 32º Batalhão de Itapuã, e do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRV/TOR). Marcus foi flagranteado por uso de documento falso.



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