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NO PODCAST PORTO&GENTE CONTEI UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA NO PORTO DE SANTOS

Uma trajetória de mais de 30 anos, com atuação na Receita Federal, na Guarda Portuária, nas áreas sindical, cooperativista, beneficente e em...

segunda-feira, 21 de abril de 2025

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GUARDA PORTUÁRIA VOLTA A TER GUINCHO PARA ATUAR NO TRÂNSITO DO PORTO DE SANTOS


A GPort já contou com a utilização de caminhão guincho para auxiliar na operação, na autuação e disciplinação do trânsito na área do porto

A Guarda Portuária (GPort), da Autoridade Portuária de Santos (APS) voltou a locar um caminhão guincho de alto desempenho, disponível 24h por dia para atender ocorrências no Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

O veículo, incorporado à frota da GPort no final do mês de março, representa um avanço na capacidade de resposta a incidentes que impactam o tráfego e as atividades portuárias. O veículo atua em toda a poligonal do Porto Organizado, incluindo áreas do cais, perimetrais das duas margens e vias de acesso críticas.

Capacidade

O caminhão tem capacidade de tracionar mais de 120 toneladas, categoria de veículos de carga considerados superpesados, e conta com dois guinchos de 30 toneladas cada, lança telescópica com elevação de 16 toneladas, equipamentos para atendimento a emergências e rastreador integrado.

Autonomia e agilidade

Em 2024, a GPort registrou 526 veículos com problemas mecânicos, 8 tombamentos e 36 interrupções de vias no complexo. Antes, essas ocorrências dependiam do acionamento de empresas responsáveis pela carga, seguradoras ou outros órgãos, o que retardava a desobstrução.

“Agora, resolvemos tudo internamente, com equipes de plantão acionadas por rádio ou aplicativo. Um caminhão tombado, que antes poderia paralisar o tráfego por horas, será removido em minutos”, comenta João Paulo Machado Oliveira, assistente pleno da Guarda Portuária.

“Uma via bloqueada na poligonal afeta diretamente o escoamento de cargas e o trânsito municipal, já que nossos desvios usam a malha viária das cidades. Com o guincho, temos um ganho substancial na agilidade e na segurança dos atendimentos”, explica Felipy Nunes de Barros, coordenador de Trânsito e assistente sênior da Guarda Portuária.

João Paulo Machado Oliveira e Felipy Nunes de Barros

Contrato

O contrato, válido por 36 meses, prevê manutenção preventiva e corretiva, além de seguro para danos morais, materiais e pessoais. Na licitação, a APS também reforçou critérios de sustentabilidade, com descarte adequado de resíduos como pneus e óleos lubrificantes, e uso obrigatório de peças certificadas pelo Inmetro.

Atendimento de Ocorrências

A APS estima que o guincho tenha capacidade de atender até 940 ocorrências anuais, conforme previsto no Termo de Referência da contratação, evitando prejuízos econômicos e ao trânsito das cidades.

GPort já teve guincho

A Guarda Portuária já contou com a utilização de caminhão guincho para auxiliar na operação, na autuação e disciplinação do trânsito na área do porto.

Guincho utilizado pela Guarda Portuária em 2014

Guincho utilizado pela Guarda Portuária em 2016

Trânsito no porto

A Guarda Portuária do Porto de Santos sempre foi a responsável por disciplinar e fiscalizar as vias internas na área do porto.

Antes de 1988 os guardas portuários tinham talonários e exerciam o pleno direito de multar os veículos que cometiam infrações na área portuária. Posteriormente, a Polícia Militar designava um policial para incorporar na viatura da Guarda Portuária e cabia a ele efetuar as multas.

Em 13 de outubro de 2009, a Lei 12.058 , em seu Art. 4º, alterou a Lei 9.503/1997,

  • Art. 4o A Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 7o-A:
  • “Art. 7º-A A autoridade portuária ou a entidade concessionária de porto organizado poderá celebrar convênios com os órgãos previstos no art. 7o, com a interveniência dos Municípios e Estados, juridicamente interessados, para o fim específico de facilitar a autuação por descumprimento da legislação de trânsito.
  • § 1o O convênio valerá para toda a área física do porto organizado, inclusive, nas áreas dos terminais alfandegados, nas estações de transbordo, nas instalações portuárias públicas de pequeno porte e nos respectivos estacionamentos ou vias de trânsito internas.

CODESP assina convênio com CET

Em 11 de janeiro de 2011, a CODESP, antigo nome da APS, assina convênio com a Companhia de Engenharia de Tráfego - CET para capacitar 70 guardas portuários, para terem aulas do Código de Trânsito Brasileiro - CBT, técnicas de operação do sistema viário e conhecimentos básicos de sinalização semafórica.

Em 31 de janeiro foi iniciada a primeira turma com 20 guardas, com o intuito de credenciá-los para a fiscalização do trânsito na área do Porto.

Polícia Militar queria assumir o trânsito no Porto

Em 2012, O coronel Aílton Araújo Brandão, chefe do Comando do Policiamento do Interior da Polícia Militar (CPI-6), ao participar do Comitê de Logística do Porto, disse que iria aproximar a PM das operações portuárias, atendendo as reivindicações da comunidade portuária.

Pressionado pelos terminais portuários localizados na área do Porto, o Conselho de Autoridade Portuária - CAP solicitou que a Polícia Militar começasse a fazer blits e posicionar viaturas nas vias públicas da área portuária.

Alegando baixo efetivo, e dizendo que a GPort não tinha competência para realizar o disciplinamento e a fiscalização do trânsito, o então Superintendente, Cid Pereira Santos tinha como objetivo, acabar com aquele Setor e transferir todos os seus integrantes para o setor de policiamento, guarnecendo os portões que dão acesso à área de cais.

Manifestação da categoria

Esta intenção causou grande revolta na categoria, pois queriam acabar com o mercado de trabalho, que realizou uma manifestação de repúdio, promovendo o “Enterro Simbólico” do Superintendente Cid Pereira Santos.

Alguns dias após a manifestação, o Sr. Cid Pereira Santos foi exonerado do cargo, assumindo em seu lugar o Cel. Jorge Pimentel.

SAIBA MAIS: O TRÂNSITO É NOSSO, A LUTA PELO MERCADO DE TRABALHO 


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