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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

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MARINHA DO BRASIL CONDUZ REUNIÃO INTERAGÊNCIAS A BORDO DO NAM “ATLÂNTICO” PARA A COP30


A atividade contou com representantes das Forças Armadas, órgãos de segurança pública e empresas do setor energético

A bordo do imponente Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, a Marinha do Brasil liderou uma reunião estratégica de coordenação interagências voltada à preparação das ações de segurança da COP30, em Belém (PA).

A atividade contou com representantes das Forças Armadas, órgãos de segurança pública e empresas do setor energético, reforçando o compromisso do país com a proteção da infraestrutura crítica e a imagem institucional do Brasil durante o evento internacional.

O encontro, realizado no dia 20 de outubro, foi coordenado pelo Contra-Almirante Antonio Braz de Souza, Comandante da 1ª Divisão da Esquadra e da Força Naval Componente (FNC), unidade que integra a estrutura do Comando Operacional Conjunto “Marajoara”, ativado pelo Ministério da Defesa para coordenar a segurança e o apoio logístico da conferência.

  • NAM “Atlântico”: plataforma de comando e controle para operações interagências

Capitânia da Esquadra, o NAM “Atlântico” tem sido empregado não apenas como o maior meio naval da Marinha do Brasil, mas também como plataforma de comando e controle em missões de grande complexidade. O navio, dotado de avançados sistemas de comunicações, sensores e capacidade logística ampliada, é capaz de abrigar equipes de comando interagências, servindo como base móvel de coordenação, resposta a crises e apoio humanitário.

Durante a reunião, o “Atlântico” demonstrou sua vocação como centro de operações integradas, proporcionando um ambiente seguro e tecnicamente preparado para o estabelecimento de Protocolos de Atuação Integrada (PAI) entre as instituições envolvidas. Esses protocolos visam otimizar a interoperabilidade e a eficiência operacional em ações de segurança fluvial, defesa de portos e monitoramento de infraestruturas críticas — elementos essenciais para a segurança da COP30, que deverá reunir milhares de participantes de todo o mundo.

  • COP30 e segurança integrada: planejamento conjunto e interoperabilidade nacional

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em 2025, em Belém (PA), representa um dos maiores desafios de segurança e logística já enfrentados pelo Brasil em eventos internacionais. Para garantir sua realização segura, o Ministério da Defesa ativou o Comando Operacional Conjunto “Marajoara”, responsável por coordenar as ações entre as Forças Armadas, órgãos civis e instituições estaduais e federais.

A bordo do NAM “Atlântico”, representantes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Polícia Federal, Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), Guarda Portuária, Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar do Pará e Receita Federal alinharam estratégias com empresas como Petrobras, Eletronorte, Transpetro e Equatorial Energia Pará.

O objetivo central da reunião foi definir protocolos conjuntos de prevenção, resposta e proteção para garantir a segurança de autoridades e delegações internacionais, além de assegurar a continuidade operacional das infraestruturas críticas — incluindo portos, refinarias, usinas e redes de energia. A interoperabilidade entre os órgãos reforça a capacidade do Estado brasileiro de atuar de forma integrada e eficiente diante de eventos de alta visibilidade global.

  • Marinha do Brasil: presença, cooperação e liderança na Amazônia Azul e no Arco Norte

A atuação da Marinha do Brasil na coordenação interagências para a COP30 reforça seu papel central na defesa da soberania e da segurança nacional. Com forte presença no Arco Norte, região estratégica para o escoamento da produção brasileira e para o acesso à Amazônia Azul, a Força Naval demonstra sua capacidade de liderar ações que envolvem Defesa, segurança pública e setor privado em prol de um objetivo comum.

O Contra-Almirante Antonio Braz de Souza destacou que o êxito das operações conjuntas depende do espírito de cooperação e integração entre as instituições envolvidas:

“A segurança da COP30 é um esforço coletivo, que exige coordenação, disciplina e comprometimento de todas as agências. A Marinha do Brasil reafirma seu papel como elemento integrador e catalisador dessa união de esforços em prol do país.”

Com essa iniciativa, a Marinha reafirma sua posição como Força de Estado, pronta para atuar não apenas em cenários de defesa, mas também na proteção da sociedade, da infraestrutura e dos interesses nacionais em eventos de relevância mundial.

Autor/Fonte: Marcelo Barros/Defesa Em Foco



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